sábado, 18 de abril de 2026

Dourados registra quarta morte por chikungunya nas aldeias e alerta para o avanço da doença

A Prefeitura de Dourados confirmou a quarta morte por chikungunya na Reserva Indígena, segundo o boletim mais recente da Vigilância em Saúde divulgado nesta segunda-feira (16). A situação nas aldeias é tratada como epidemia, diante do avanço acelerado de casos registrados nas últimas semanas.

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Saúde para atuarem em mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com apoio de equipes de Itaporã e do Governo do Estado.

Ao todo, já são 407 casos notificados na Reserva Indígena, sendo 202 confirmados, 181 ainda em investigação, 24 descartados e quatro óbitos registrados. As vítimas são: mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02); homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03); bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03); e o mais recente é de uma mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03).

Na área urbana, o número de casos também chama atenção. Em 2026, já são 912 notificações, com 379 confirmações, 383 exames aguardando resultado e 150 descartados. Até o momento, não há registro de mortes fora da Reserva Indígena de Dourados.

Mesmo com população muito maior, cerca de 264 mil habitantes, contra aproximadamente 20 mil na Reserva, os índices nas aldeias são proporcionalmente mais elevados.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga (Foto: Divulgação)

Os números atuais já superam todo o ano de 2025, quando foram registrados 184 casos confirmados e uma morte em todo o município e Reserva Indígena.

Apesar de a saúde indígena ser responsabilidade do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena e do Distrito Sanitário Especial Indígena, a Prefeitura de Dourados montou uma força-tarefa para conter o avanço da doença.

O mutirão, iniciado na semana passada nas aldeias Jaguapiru e Bororó, conta com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Itaporã.

Até agora, as equipes coordenadas pela Prefeitura de Dourados já vistoriaram 4.319 imóveis, realizaram tratamento em 2.173 locais, identificaram 1.004 focos do mosquito (90% em caixas d’água, lixo e pneus), executaram borrifação em 43 imóveis, utilizaram dois equipamentos de inseticida (LECO) e mobilizaram 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.

Fonte: Assecom

Bolsonaro tem melhora clínica, mas segue na UTI sem previsão de alta

O ex-presidente Jair Bolsonaro continua apresentando melhora do estado de saúde, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (17) pelo hospital DF Star, em Brasília.

Segundo o hospital, o ex-presidente foi transferido nesta segunda para uma nova acomodação classificada como “mais adequada” para o tratamento.

“Ontem [segunda], no período vespertino, foi transferido para uma nova acomodação em terapia intensiva, mais adequada para o quadro clínico atual. Manteve melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com nova queda nos marcadores inflamatórios”, afirma o documento.

De acordo com o estabelecimento de saúde, o ex-presidente permanece internado e sem previsão de alta da UTI até o momento.

Segundo a equipe médica, o ex-presidente continua realizando sessões de fisioterapia respiratória e motora.

Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. O ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital.

Saúde de Bolsonaro

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.

Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.

Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.

Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.

Fonte: Portal G1

Prefeitura já removeu centenas de árvores condenadas e plantou mais de 700 mudas

A Prefeitura de Dourados, por meio do Instituto Municipal de Meio Ambiente (Imam), avança no trabalho de supressão de árvores condenadas e no plantio de novas mudas em diversos pontos da cidade.

O objetivo é garantir mais segurança à população e reduzir riscos de acidentes provocados pela queda de galhos ou de árvores comprometidas, especialmente em períodos de chuva e ventos fortes.

As ações seguem determinação do prefeito Marçal Filho, com foco em manter a cidade arborizada de forma segura, compatível com o ambiente urbano e planejada para o futuro.

Conforme levantamento do Imam, entre os meses de setembro e março, foram suprimidas 580 árvores condenadas e realizadas 450 destocas. As intervenções seguem as diretrizes do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU), com prioridade inicial na região central e, posteriormente, nos bairros adjacentes.

Entre os critérios técnicos adotados para a supressão estão a localização em passeio público ou canteiro central e as condições fitossanitárias comprometidas das espécies. O diretor do Imam, Fábio Luís da Silva, destaca que todas as árvores removidas passaram por avaliação prévia de equipe especializada, com registro e georreferenciamento, garantindo rastreabilidade, controle das ações e transparência no manejo arbóreo.

Em contrapartida, o município já realizou o plantio de 770 novas mudas, priorizando, sempre que possível, os mesmos locais onde houve a supressão, de modo a preservar a cobertura vegetal e a estrutura da arborização urbana. Em situações específicas, no entanto, o replantio não ocorre no mesmo ponto, especialmente quando há conflito com redes de serviços, acessibilidade ou outras estruturas urbanas. “Nesses casos, a equipe técnica seleciona um local alternativo adequado para o plantio”, explica o diretor.

Todas as mudas utilizadas pertencem a espécies nativas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica, em conformidade com as diretrizes de diversificação e adequação ecológica. O processo de plantio segue rigorosamente os parâmetros estabelecidos pelo PDAU, incluindo tamanho mínimo das mudas, preparo do berço, amarração e tutoramento, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das árvores.

O manejo arbóreo é executado de forma simultânea em três frentes de trabalho — supressão, plantio e destoca — estratégia que tem proporcionado maior eficiência operacional e melhor organização das equipes em campo. Em situações de remoções emergenciais devido a intempéries, o trabalho conta com apoio da Defesa Civil, Secretaria de Serviços Ubanos (Semsur) e Corpo de Bombeiros.

AVANÇOS

O Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) de Dourados apresentou avanços significativos em 2025 e 2026. Atualmente, o Imam conta com estrutura administrativa específica para a gestão da arborização urbana, com equipe técnica responsável pelo planejamento, fiscalização e acompanhamento das intervenções.

Também foram promovidas melhorias no viveiro municipal, ampliando a capacidade de produção e a qualidade das mudas destinadas ao plantio e à doação à população. Além disso, a implantação de sistemas de solicitação online tornou mais ágil o atendimento às demandas da comunidade, somada ao aperfeiçoamento do programa de doação de mudas.

Outro destaque é a implantação do manejo arbóreo preventivo realizado pelo próprio município, permitindo atuação contínua e planejada. A iniciativa contribui diretamente para a segurança da população, a qualidade ambiental e a eficiência na gestão da arborização urbana, consolidando Dourados como uma cidade mais sustentável e preparada para o futuro.

Fonte: Assecom

Mato Grosso do Sul tem 18 vagas abertas para especialização em enfermagem neonatal pelo SUS

Ministério da Saúde inicia, nesta segunda-feira (16), a seleção de profissionais de enfermagem que atuam em unidades neonatais de referência no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Especialização em Enfermagem Neonatal.

Com investimento de R$ 2,6 milhões, serão ofertadas 310 vagas por meio de edital nacional. As inscrições estão abertas a partir de hoje e vão até o dia 6 de abril na plataforma SIGA-LS (veja abaixo). O Mato Grosso do Sul conta com 18 vagas a serem preenchidas, na capital Campo Grande e em Dourados.

As oportunidades são voltadas às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior déficit dessa especialização. A previsão de início do curso é no mês de junho.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa é mais uma ação para qualificar a força de trabalho e ampliar a cobertura de atendimentos para o público feminino.

“Nosso objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no âmbito do SUS, além de qualificar a oferta dos serviços. Ao atacar desigualdades históricas, fortalecemos a resolutividade nas redes regionais”, destaca. 

O curso será executado pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A especialização em Enfermagem Neonatal para o SUS: Redução de desigualdades e Qualificação de Atenção Neonatal terá duração de 14 meses.

Com a formação, que integra o programa Agora Tem Especialistas, será possível ampliar em mais de 30% o número atual de enfermeiros neonatais que atuam no SUS.

Oportunidades nas capitais e no interior 

Do total de vagas, 206 são para capitais (66%) e 104 para municípios do interior (34%). Regionalmente, a oferta será de 56 para o Centro-Oeste, 182 para o Nordeste e 72 para o Norte, contemplando 64 hospitais em 36 municípios brasileiros.

Em Campo Grande, as vagas serão destinadas a três unidades de saúde: Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian; Hospital Regional de Mato Grosso do Sul; e Associação de Amparo à Maternidade e à Infância (Aami). Já em Dourados, as vagas são para o hospital da Universidade Federal da Grande Dourados.

O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas. A oferta de mais profissionais especializados possibilita identificação precoce de riscos, manejo clínico oportuno e intervenção segura, reduzindo óbitos evitáveis.

Reforço para a Saúde da Mulher

O Ministério da Saúde tem investido na formação de mais especialistas para fortalecer a atenção obstétrica e neonatal no SUS. Em 2025, foram destinados R$ 17 milhões à realização da Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne.

O curso conta com 760 profissionais de enfermagem, em parceria com 38 instituições vinculadas às Instituições de Ensino Superior (IES) e Escolas de Saúde Pública (ESP). O curso é executado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).

O curso teve como diferencial a priorização de profissionais que atuam em territórios interiorizados, fortalecendo o compromisso com a equidade e a ampliação do acesso à formação especializada.

Dessa forma, a maior concentração de aprovados, por meio de edital, foi no Nordeste 264 (35%), em 368 municípios. Além de presença nos nove estados da Amazônia legal, com total de 194 vagas disponibilizadas.

Fonte: Ministério da Saúde

Senador Nelsinho Trad garante R$ 727 mil para revitalização do Teatro Municipal de Dourados

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) destinou R$ 727.298,80 em emendas parlamentares para a revitalização e reforma do Teatro Municipal de Dourados, incluindo a aquisição de equipamentos. O repasse foi realizado no dia 13 de março e integra o conjunto de investimentos para a modernização do espaço cultural.

Segundo o senador, o recurso reforça seu compromisso com o desenvolvimento dos municípios de Mato Grosso do Sul.

“Essa é mais uma demonstração da nossa ação municipalista. Foram mais de R$ 20 milhões só das nossas emendas individuais para Dourados. Tenho com Dourados um compromisso de levar avante o seu desenvolvimento e o seu progresso”, afirmou o senador.

O prefeito Marçal Filho (PSDB) destacou a importância das parcerias institucionais para viabilizar obras estruturantes no município.

“O senador Nelsinho Trad tem sido um grande parceiro de Dourados e da nossa gestão, sempre atento às necessidades do município e garantindo emendas importantes para obras em diversos setores, desde a infraestrutura até a saúde, educação, turismo e cultura”, enfatizou o prefeito.

“Sempre afirmei que nossa gestão dará os créditos aos parlamentares que ajudam Dourados com emendas e ações. O senador Nelsinho Trad tem feito um trabalho importante em benefício da nossa cidade”, completou Marçal Filho.

De acordo com a prefeitura, o projeto prevê uma modernização completa do teatro, com melhorias na cenografia, iluminação, sistema de ar-condicionado, instalações elétricas e hidráulicas, além de acessibilidade, novas poltronas e paisagismo.

As obras de revitalização do Teatro Municipal de Dourados começaram em 27 de janeiro deste ano (Foto: Assecom)

Reforma

As obras de revitalização do Teatro Municipal de Dourados começaram em 27 de janeiro deste ano e têm prazo estimado de 10 meses para conclusão.

Localizado no Parque dos Ipês, o espaço estava fechado desde 2020 devido a problemas estruturais. Inaugurado em 1998, o teatro passa agora por uma transformação estrutural e tecnológica para voltar a receber espetáculos de diferentes portes e se consolidar novamente como um importante ponto da cultura douradense.

O financiamento da obra é composto por múltiplas fontes de recursos. Ao todo serão quase R$ 9,3 milhões investidos. Os valores são provenientes do Contrato de Repasse nº 939460/2022, firmado com o Ministério do Turismo via Caixa Econômica Federal, somados à contrapartida do município, governo do Estado, bancada federal e aos recursos do contrato de empréstimo BRA-33/2022 do Fonplata (Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata), no âmbito do Programa Desenvolve Dourados.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) destinou R$ 727.298,80 em emendas parlamentares para a revitalização e reforma do Teatro Municipal de Dourados, incluindo a aquisição de equipamentos. O repasse foi realizado no dia 13 de março e integra o conjunto de investimentos para a modernização do espaço cultural.

Segundo o senador, o recurso reforça seu compromisso com o desenvolvimento dos municípios de Mato Grosso do Sul.

“Essa é mais uma demonstração da nossa ação municipalista. Foram mais de R$ 20 milhões só das nossas emendas individuais para Dourados. Tenho com Dourados um compromisso de levar avante o seu desenvolvimento e o seu progresso”, afirmou o senador.

O prefeito Marçal Filho (PSDB) destacou a importância das parcerias institucionais para viabilizar obras estruturantes no município.

“O senador Nelsinho Trad tem sido um grande parceiro de Dourados e da nossa gestão, sempre atento às necessidades do município e garantindo emendas importantes para obras em diversos setores, desde a infraestrutura até a saúde, educação, turismo e cultura”, enfatizou o prefeito.

“Sempre afirmei que nossa gestão dará os créditos aos parlamentares que ajudam Dourados com emendas e ações. O senador Nelsinho Trad tem feito um trabalho importante em benefício da nossa cidade”, completou Marçal Filho.

De acordo com a prefeitura, o projeto prevê uma modernização completa do teatro, com melhorias na cenografia, iluminação, sistema de ar-condicionado, instalações elétricas e hidráulicas, além de acessibilidade, novas poltronas e paisagismo.

Reforma

As obras de revitalização do Teatro Municipal de Dourados começaram em 27 de janeiro deste ano e têm prazo estimado de 10 meses para conclusão.

Localizado no Parque dos Ipês, o espaço estava fechado desde 2020 devido a problemas estruturais. Inaugurado em 1998, o teatro passa agora por uma transformação estrutural e tecnológica para voltar a receber espetáculos de diferentes portes e se consolidar novamente como um importante ponto da cultura douradense.

O financiamento da obra é composto por múltiplas fontes de recursos. Ao todo serão quase R$ 9,3 milhões investidos. Os valores são provenientes do Contrato de Repasse nº 939460/2022, firmado com o Ministério do Turismo via Caixa Econômica Federal, somados à contrapartida do município, governo do Estado, bancada federal e aos recursos do contrato de empréstimo BRA-33/2022 do Fonplata (Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata), no âmbito do Programa Desenvolve Dourados.

Fonte: Assessoria

Educação midiática nas escolas é urgente, afirmam especialistas

Em meio ao avanço da desinformação, à proliferação de conteúdos manipulados por inteligência artificial e ao uso indiscriminado de dispositivos digitais por crianças e adolescentes, a discussão sobre a educação midiática ganha urgência nas escolas brasileiras.

O Projeto de Lei 1.010/2025, em tramitação no Congresso Nacional, reforça a necessidade de regulamentar e estruturar o uso de tecnologias no ambiente escolar; enquanto a publicação da Resolução CNE/CEB nº 2, de 21 de março de 2025, tornou obrigatória, em toda a educação básica, a integração curricular da educação digital e midiática e estabeleceu diretrizes nacionais para o uso de dispositivos digitais nas escolas.

O cenário internacional e nacional reforça a urgência do tema. O Fórum Econômico Mundial apontou a desinformação e os conteúdos alterados por inteligência artificial como o segundo maior risco global, atrás apenas dos eventos climáticos extremos.

No Brasil, o desafio é ainda mais evidente: o país ficou em último lugar em um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a capacidade de identificar conteúdos falsos na internet, o “Questionário da Verdade”, realizado em 21 países.

Os dados de consumo de informação ajudam a dimensionar o problema. Segundo a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), 73% dos brasileiros buscam informações sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

Ao mesmo tempo, 50,8% afirmam se deparar frequentemente com notícias que lhes parecem falsas. Em 2025, as redes sociais concentraram 78% dos anúncios, perfis e páginas fraudulentas identificados no país, de acordo com levantamento da Serasa Experian, que registrou mais de 37 mil tentativas de golpe digital ao longo do ano.

Proibir não resolve o problema

Diversos países ao redor do mundo discutem ou já aprovaram restrições ao acesso de menores às redes sociais, diante de preocupações com saúde mental, segurança e exposição à desinformação.

A partir desta terça-feira, 17 de março, começa a vigorar no Brasil a Lei 15.211/2025, chamada de “ECA digital”, que entre outros pontos, determina que contas de crianças e adolescentes de até 16 anos em redes sociais deverão ser vinculadas às contas de responsáveis, e proíbe a “autodeclaração” para acesso a conteúdo impróprio para menores em sites e plataformas.

Desde 2025, a restrição do uso de celulares nas escolas brasileiras passou a ser adotada como estratégia para reduzir distrações, melhorar a concentração e enfrentar problemas como cyberbullying e exposição excessiva às telas.

Na opinião de Audrey Taguti, diretora geral e pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), a medida tem contribuído para reorganizar o ambiente escolar e recuperar o foco pedagógico, mas a proibição, isoladamente, não responde à complexidade do cenário digital.

“Limitar o acesso precisa vir acompanhado de formação. Regular é importante, mas educar é fundamental. Não basta tirar o celular da mão do aluno dentro da escola se ele continua exposto a conteúdos manipulados fora dela. Precisamos ensinar como analisar, questionar e usar a tecnologia com responsabilidade”, afirma.

Escola é base para o desenvolvimento do senso crítico

É no ambiente escolar que crianças e adolescentes encontram espaço estruturado para aprender a diferenciar informação de opinião, identificar fontes confiáveis e compreender como circulam as notícias nas plataformas digitais. A escola, por reunir diversidade de ideias, mediação pedagógica e convivência coletiva, torna-se o ambiente mais adequado para o desenvolvimento do pensamento crítico.

Para Rodrigo Cunha, professor de Computer Science e Digital Literacy da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), a formação midiática precisa começar cedo.

“Embora essa geração seja frequentemente chamada de ‘nativa digital’, diversos estudos já demonstraram que familiaridade com tecnologia não significa, necessariamente, letramento digital. Saber usar aplicativos ou navegar nas redes não equivale a compreender criticamente como a informação circula, como algoritmos influenciam o que vemos ou como conteúdos podem ser manipulados.”

Segundo Cunha, os estudantes já chegam conectados, consumindo vídeos curtos, memes e conteúdos virais diariamente, mas precisam aprender a transformar esse consumo em reflexão estruturada. “A escola tem o papel de orientar essa transição. Trabalhamos não apenas para limitar distrações, mas para canalizar o foco para atividades digitais que produzam benefícios reais e aprendizados transferíveis para outras áreas do conhecimento.”

Rodrigo afirma que o objetivo vai além do uso técnico das ferramentas. “É fundamental desenvolver postura, segurança e responsabilidade no uso das plataformas, especialmente em um contexto de abundância de dados e conteúdos gerados por inteligência artificial. Precisamos ensinar como analisar fontes, identificar vieses, compreender o funcionamento dos algoritmos e usar a tecnologia com intenção, consciência e ética.”

Fonte: Assessoria

Vereadores de Dourados aprovam projetos e alteração na composição da Mesa Diretora

A Câmara Municipal de Dourados realizou, nesta segunda-feira (16), a sétima Sessão Ordinária do ano legislativo. Os trabalhos foram abertos com a participação da Sra Jocirlei Aparecida Guilherme, presidente da Associação Douradown, na Tribuna Livre, que discorreu sobre a Trissomia do 21 no município e a importância da conscientização da sociedade.

Na pauta de votação, foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 197/2025, de autoria da vereadora Karla Gomes (Podemos), que dispõe sobre a valorização dos protetores de animais abandonados no município. Segundo a proposta, protocolada em novembro passado, “o Poder Executivo poderá adotar medidas que priorizem o atendimento aos protetores de animais devidamente cadastrados, nos programas e ações ofertados pela Coordenadoria de Proteção e Bem-Estar Animal e pelo Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, com vistas a facilitar o atendimento emergencial de primeiros socorros, a avaliação clínica e laboratorial, a vacinação e a esterilização dos animais sob sua responsabilidade, na forma da lei e observada a disponibilidade orçamentária”. O texto segue agora para sanção do prefeito Marçal Filho.

Os vereadores aprovaram também projeto que altera o dispositivo que disciplina a composição da Mesa Diretora

Os vereadores aprovaram também o Projeto de Emenda à Lei Orgânica 001/2026 que altera o dispositivo que disciplina a composição da Mesa Diretora da Câmara de Dourados para incluir o cargo de Segundo Vice-Presidente. Segundo o texto “esta Emenda à Lei Orgânica entra em vigor na data de sua promulgação, produzindo efeitos a partir da eleição da Mesa Diretora subsequente à sua aprovação”.

Atualmente, a Mesa é composta pela presidente Liandra Brambilla (PSDB), o vice Inspetor Cabral (PSD), o secretário Rogério Yuri (PSDB) e o segundo secretário Márcio Pudim (PSDB), com mandato até o fim de 2026, quando deve acontecer uma nova eleição para o biênio 2027/28.

OUTRA DENÚNCIA

Os vereadores presentes ainda analisaram o pedido de denúncia contra a vereadora Isa Marcondes (Republicanos), protocolada pela Sra Irionetti Fátima Ferreira. Segundo texto lido em plenário, contendo 67 páginas, a parlamentar teria divulgado informações falsas e inverídicas, disseminação de ódio, atentatórias à honra e à imagem da denunciante e sua empresa, extrapolando a competência fiscalizatória com conduta sensacionalista, desrespeitando o Regimento Interno. O pedido foi aprovado por dez votos a quatro.

Em seguida foi instaurada a Comissão Processante e, por sorteio, foram designados os vereadores Sargento Prates (PL) como presidente, Inspetor Cabral (PSD) como relator e Márcio Pudim (PSDB) como membro.

Fonte: Assessoria CMD

Ataque contra mulher trans expõe escalada da violência em MS, afirma Gleice Jane

O ataque brutal contra uma mulher trans em Ponta Porã e a sequência de feminicídios registrados nas últimas semanas em Mato Grosso do Sul reacenderam o debate sobre a escalada da violência contra mulheres no estado.

Diante desse cenário, a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) defendeu que o enfrentamento à violência de gênero precisa sair do campo das discussões e se transformar em políticas públicas efetivas.

No último fim de semana, uma mulher trans de 29 anos foi vítima de tortura em Ponta Porã. Segundo a Polícia Civil, ela foi atraída até a casa de um casal sob o pretexto de receber pagamento por um serviço de limpeza. No local, foi espancada com socos, chutes e objetos e imobilizada pelos agressores.

De acordo com o boletim de ocorrência, um dos suspeitos pediu que a esposa aquecesse uma faca. Com o objeto quente, ele desenhou uma suástica nazista no braço da vítima, próximo ao ombro. Após as agressões, a mulher foi liberada sob ameaça de morte. O caso é investigado como tortura e lesão corporal.

Para a deputada, a violência sofrida pela vítima revela o nível de brutalidade que mulheres, especialmente mulheres trans, enfrentam.

“Esse caso é uma violência extrema, marcada pelo ódio e pela tentativa de desumanização. Nenhuma pessoa deveria passar por isso. Quando uma mulher é torturada por existir, toda a sociedade precisa se indignar”, afirmou.

Como parte das iniciativas para enfrentar a violência contra mulheres, a deputada é autora do Projeto Ampara, proposta que busca fortalecer a rede de proteção e acolhimento às vítimas.

A iniciativa prevê a criação de um protocolo de atendimento e acolhimento que articula diferentes instituições e espaços da sociedade para identificar situações de risco e encaminhar mulheres aos serviços de proteção.

“O Projeto Ampara nasce da necessidade de garantir que nenhuma mulher fique sozinha quando precisa de ajuda. Muitas vezes o feminicídio é o resultado de uma sequência de violências que poderiam ter sido interrompidas”, explicou.

Sequência de feminicídios 

O ataque acontece em meio a uma sequência de feminicídios registrados em Mato Grosso do Sul neste ano.

Em Ponta Porã, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, foi morta a golpes de marreta dentro de casa pelo próprio marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte. Antes de ser atacada, Liliane ainda tentou proteger os três filhos do casal, pedindo que eles saíssem da casa. Dois adolescentes acabaram feridos na cabeça durante o ataque.

Em Anastácio, outro caso chocou o estado. Leise Aparecida Cruz foi encontrada morta dentro de casa. Inicialmente, o marido afirmou que se tratava de suicídio, mas durante as investigações acabou confessando que havia asfixiado a esposa.

Já em Paranhos, a indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu após um incêndio criminoso provocado dentro de sua casa. O principal suspeito é o ex-companheiro, que confessou ter iniciado o fogo usando um desodorante aerossol e um isqueiro.

Para Gleice Jane, a repetição desses crimes evidencia um padrão de violência que precisa ser enfrentado com urgência.

“Estamos vendo mulheres sendo assassinadas dentro de casa, por companheiros ou ex-companheiros. Isso mostra que a violência doméstica continua sendo uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos no nosso país”, afirmou.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que Mato Grosso do Sul tem hoje a terceira maior taxa de feminicídio do Brasil. Entre 2021 e 2025, 181 mulheres foram assassinadas no estado por razões relacionadas ao gênero.

A parlamentar também destacou a importância de mobilizar toda a sociedade no combate à violência contra as mulheres. Nesse sentido, citou a campanha “Todos Juntos por Todas. Um pacto pela vida das mulheres”, iniciativa do governo federal que busca envolver instituições públicas, sociedade civil e especialmente os homens no enfrentamento ao feminicídio.

A campanha integra o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e reforça a necessidade de que homens também assumam responsabilidade no combate à violência de gênero, estimulando atitudes como interromper comportamentos violentos, dialogar com outros homens e denunciar agressões.

Tecnologia pode ajudar na proteção das vítimas

No âmbito nacional, novas propostas também buscam ampliar os mecanismos de proteção. Nesta semana, o Senado Federal aprovou um projeto que cria um sistema de monitoramento de agressores por meio de tornozeleiras eletrônicas integradas a sistemas de inteligência artificial.

A proposta prevê que a vítima seja alertada pelo celular caso o agressor descumpra a medida protetiva e se aproxime do perímetro onde ela está. O sistema também permitirá o acionamento automático das forças policiais.

Para Gleice Jane, medidas como essa podem contribuir para salvar vidas, mas precisam vir acompanhadas de investimento em políticas públicas e fortalecimento da rede de proteção.

“Não basta reconhecer que a violência existe. Precisamos agir para preveni-la. Isso significa fortalecer políticas de proteção, garantir acolhimento às vítimas e responsabilizar os agressores”, afirmou.

A deputada defende que enfrentar a violência de gênero exige compromisso permanente do poder público e da sociedade.

“Cada caso de feminicídio é uma tragédia que poderia ter sido evitada. Transformar indignação em ação é o caminho para proteger a vida das mulheres”, concluiu.

Fonte: Assessoria