Há dores que não cabem em estatísticas. Em meio ao cenário crescente da violência contra a mulher e dos casos de feminicídio no país, são os filhos que carregam, em silêncio, as marcas mais profundas dessa tragédia.
Órfãos de mães vítimas dessa violência extrema, essas crianças e adolescentes têm suas vidas abruptamente transformadas, perdem o lar, a rotina, o colo e a referência. De um dia para o outro, são lançados a uma nova realidade, marcada pelo luto, pela insegurança e pela necessidade urgente de recomeçar.
É nesse contexto que a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, um projeto de lei que começa a tramitar com um objetivo claro, garantir prioridade na transferência e na matrícula, na rede estadual de ensino, para filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio.
A proposta surge como uma resposta concreta a essa dor silenciosa. Quando uma criança perde a mãe, garantir o acesso imediato à escola representa mais do que um direito básico é oferecer um ponto de estabilidade em meio ao caos.
Por isso, o texto prevê que, sempre que possível, a matrícula ou transferência seja realizada em uma unidade próxima ao novo domicílio do responsável legal, preservando a segurança e contribuindo para a reconstrução emocional.
“O acesso à escola não pode se tornar mais um obstáculo em um momento de tanta dor. Precisamos garantir acolhimento, continuidade e dignidade”, destaca a parlamentar.
Além disso, o projeto permite que o processo seja feito de forma simplificada e abre caminho para a criação de fluxos prioritários e atendimento reservado na rede estadual.
A iniciativa reforça o papel do Estado na proteção dessas crianças, transformando a escola em um espaço de amparo, cuidado e esperança para quem mais precisa recomeçar.
O Irã lançou mísseis contra Israel na manhã desta terça-feira (24), horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar ataques a instalações de energia iranianas. Em Tel Aviv, um prédio residencial foi atingido e equipes de resgate procuram civis sob os escombros.
O bombardeio ocorre no meio de uma pausa parcial anunciada por Washington. Trump disse na véspera que suspendeu por cinco dias os ataques a usinas de energia após conversas “produtivas” com autoridades iranianas.
As sirenes de alerta tocaram em várias cidades israelenses. Em Tel Aviv, imagens mostram um edifício com gandes danos estruturais. Não está claro se o impacto foi direto ou causado por destroços de interceptações.
Bombeiros israelenses informaram que há pessoas presas em um dos prédios atingidos. Em outro ponto da cidade, civis foram encontrados dentro de um abrigo após o ataque.
Na noite anterior, Israel havia intensificado a ofensiva sobre o Irã. Caças atingiram centros de comando em Teerã, capital do Irã, e mais de 50 alvos ligados a mísseis balísticos, segundo o Exército israelense.
O anúncio de Trump sobre a pausa ocorreu após ameaças feitas no fim de semana. Ele havia dito que poderia destruir a infraestrutura energética iraniana caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz.
Irã nega negociação e mantém ataques
A versão apresentada pelos Estados Unidos foi contestada em Teerã. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que não houve negociação direta com Washington.
Ele disse que informações sobre conversas estariam sendo usadas para influenciar mercados. A Guarda Revolucionária também rejeitou a fala de Trump e classificou as declarações como “operações psicológicas”.
Mesmo com o recuo anunciado pelos EUA, o Irã manteve os ataques. A Guarda afirmou que novas ofensivas seguem em curso contra alvos americanos na região.
De acordo com a Reuters, nos bastidores, há tentativa de abrir um canal diplomático. Segundo fontes ouvidass, países como Paquistão, Egito e integrantes do Golfo atuam como intermediários. Há expectativa de uma reunião em Islamabad, capital paquistanesa, ainda nesta semana.
Porta aviões da Marinha dos EUA transita pelo Estreito de Ormuz (Foto: Divulgação Departamento de Defesa dos EUA)
Contexto da guerra
Os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã em 28 de fevereiro. O ataque atingiu instalações militares e estruturas consideradas estratégicas pelo regime iraniano. Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em outras cidades importantes para o Regime Aiatolá.
O ataque matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A confirmação da morte foi divulgada, horas depois dos primeiros ataques, pela imprensa estatal iraniana. Os ataques e a perda do principal líder político e religioso do Irã provocou reação imediata do governo. Mojtaba Khamenei, filho de Ali, assumiu o posto.
O Irã respondeu com ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Foram disparados mísseis e drones contra bases militares e infraestruturas estratégicas em diferentes países do Oriente Médio.
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou, nos dias seguintes, o fechamento do Estreito de Ormuz. A passagem marítima conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas usadas para exportação de petróleo no mundo.
No estreito passam cerca de 20% do petróleo transportado por navios no planeta. Autoridades iranianas afirmaram que embarcações que tentassem atravessar a área poderiam ser atacadas.
Para autorizar a travessia pelo estreito, o Irã colocou como condição da passagem à retirada da embaixada dos Estados Unidos do país de origem da embarcação e vice-versa.
Os Estados Unidos negam que a rota tenha sido completamente bloqueada. Porém, desde então, incidentes envolvendo navios comerciais passaram a ser registrados no entorno da passagem.
Nas últimas horas, o conflito ganhou novos contornos. Israel voltou a atingir a capital iraniana com uma sequência de explosões relatadas pela imprensa local, enquanto abriu outra frente ao intensificar bombardeios no sul do Líbano, com alvos ligados ao Hezbollah.
Do lado iraniano, a resposta se mantém ativa e mais ampla. Dois mísseis foram lançados em direção à Arábia Saudita, um deles foi interceptado, e o outro caiu em uma área desabitada. Desde o início da guerra, segundo Israel, já foram mais de 400 projéteis disparados contra o país.
A tensão também avançou para o campo econômico e marítimo. Após ameaçar destruir instalações de energia ligadas a aliados dos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária voltou a mencionar o fechamento total do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global.
Agora, o risco se estende ao próprio Golfo Pérsico. O Conselho de Defesa do Irã indicou que pode usar minas navais caso haja uma ofensiva terrestre.
Juliano Floss, Jonas Sulzbach e Gabriela disputam o Paredão desta semana no BBB 26. De acordo com enquete realizada pelo site da Mais Novela, o público já demonstra uma tendência clara para a eliminação.
Juliano aparece na liderança da rejeição com 62% das intenções de voto, seguido por Jonas, com 31%. Já Gabriela soma 7% e, até o momento, surge como a menos ameaçada.
O resultado parcial indica vantagem significativa para a saída de Juliano, enquanto Jonas aparece em segundo lugar e ainda corre risco. Gabriela, por outro lado, tem porcentagem bem menor e deve escapar da eliminação caso a tendência se mantenha até a votação oficial. Continue votando:
Como foi formado o Paredão
A berlinda começou a ser definida com a indicação do Líder Alberto Cowboy, que colocou Juliano Floss diretamente no Paredão. Na votação da casa, Jonas Sulzbach recebeu o maior número de votos e também acabou na disputa.
Com direito ao contragolpe, Jonas escolheu Gabriela para completar a berlinda da semana. Jordana, que havia sido indicada anteriormente pela dinâmica do Triângulo de Risco, ainda teve a chance de escapar. Ela venceu a Prova Bate e Volta e garantiu permanência na casa, ficando fora do Paredão.
Perfis diferentes na disputa
O 10º Paredão reúne participantes de diferentes grupos do reality. Gabriela integra o time Pipoca, Jonas faz parte dos Veteranos e Juliano representa o Camarote, o que reforça o contraste de perfis na votação.
A eliminação acontece na próxima terça-feira (24), quando um dos três deixará o programa. Vale lembrar que a enquete reflete apenas a opinião do público e não interfere no resultado oficial, que é definido exclusivamente pela votação no site da Globo.
O modelo atual combina duas modalidades: o Voto Único, com validação por CPF e peso de 70% no resultado final, e o Voto da Torcida, que permite múltiplos votos e corresponde aos 30% restantes. A eliminação é definida a partir da média ponderada entre os dois formatos.
A campanha de vacinação contra a influenza em Naviraí terá início no próximo dia 28 de março, ocasião em que a Gerência de Saúde fará o dia D. A campanha será no mesmo período, de 28/03 á 31/05 em todo o estado de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Coordenadora de imunização da Saúde Municipal, Maria Cristina Gradella, as doses serão oferecidas em todas as unidades de saúde. O objetivo é proteger a população antes do período de maior circulação do vírus, reduzindo casos graves, internações e mortes por gripe.
A vacina é destinada prioritariamente aos seguintes grupos: crianças de 6 meses a menores de 6 anos*;* idosos (60 anos ou mais); gestantes e puérperas*;* profissionais da saúde*;* pessoas com comorbidades*;* professores*;* profissionais de segurança e salvamento*;* motoristas de caminhões e de transporte coletivo*;* população privada de liberdade*;* além de funcionários dos Correios e terceirizados.
A Gerência de Saúde reforça que a imunização é a estratégia mais eficaz para garantir a segurança epidemiológica do município, especialmente com a aproximação das baixas temperaturas.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta segunda-feira (23) o sorteio dos confrontos da fase preliminar e da primeira fase da Copa do Brasil Feminina, competição retomada ano passado, com o título do Palmeiras. O evento aconteceu na sede da entidade, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
A Copa do Brasil reúne 66 clubes de todo o país e o FC Pantanal, campeão estadual ano passado, é o representante de Mato Grosso do Sul. Da fase preliminar à quarta fase, os duelos serão disputados em jogo único, com o vencedor avançando. A partir da quinta fase, os confrontos terão partidas de ida e volta.
O Pantanal entra já na fase preliminar e vai encarar a Liga Sanjoanense-PI, partida que será no Estádio Jacques da Luz, em Campo Grande. Se passar, o Tricolor da Capital enfrenta, na primeira fase, o Pérolas Negras-RJ, agora como visitante. A CBF divulga nos próximos dias a tabela detalhada das fases iniciais.
Veja todos os confrontos (as equipes sinalizadas com asterisco são as mandantes)
Fase preliminar Confronto 1: Sampaio Corrêa-MA* X Portuguesa-AP Confronto 2: FC Pantanal-MS* x Liga Sanjoanense-PI
Primeira fase Confronto 3: Paraíso-TO* x Ypiranga-AP Confronto 4: Prosperidade-ES* x Brasil de Farroupilha-RS Confronto 5: Cresspom-DF* x Juventude-SE Confronto 6: Araguari-MG* x Itapuense-RO Confronto 7: Ipojuca-PE* x Remo-PA Confronto 8: Galvez-AC* x União-RN Confronto 9: São Raimundo-RR* x Heips-RJ Confronto 10: Penarol-AM* x Atlético-BA Confronto 11: Realidade Jovem-SP* x Itabirito-MG Confronto 12: Coritiba-PR* x Mixto-PB Confronto 13: Pérolas Negras-RJ* x Vencedor Confronto 2 Confronto 14: Criciúma-SC* x R4-CE Confronto 15: Rolim de Moura-RO* x GE Mauaense-SP Confronto 16: Guarani de Paripueira-AL* x São José-SP Confronto 17: Vencedor do Confronto 1* x Várzea Grande-MT Confronto 18: Tiradentes-PA* x Planalto-GO
Um grupo de 22 países composto por membros da Otan e aliados do Oriente Médio, da Ásia e da Oceania está preparando uma “iniciativa” para reabrir o Estreito de Ormuz e “assegurar” a navegação segura e livre de navios, segundo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro.
“Desde quinta-feira, um grupo de 22 países está se unindo para garantir que oEstreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível. (…) O que precisamos fazer é trabalhar juntos”, afirmou Rutte em entrevistas à mídia dos EUA no domingo (22). O chefe da Otan revelou apenas alguns dos países que participarão da investida.
No entanto, o secretário-geral da Otan não deixou explícito como essa abertura do Estreito de Ormuz aconteceria na prática, isso porque a presença militar de outros países além dos EUA e do Irã na região aumenta o risco de um alastramento ainda maior da guerra.
Em entrevistas às TVs norte-americanas “Fox News” e “CBS”, Rutte se limitou a dizer que os países estão em sintonia para “atender ao chamado” de Trump e “implementar a visão” do presidente norte-americano para garantir a reabertura do estreito o mais rápido possível.
Segundo Rutte, autoridades militares desses 22 países estão planejando de forma coordenada a investida. Ele não citou todos os países que integram o grupo, porém ele é composto em sua maioria por aliados da Otan.
Veja os integrantes do grupo que conhecemos até o momento: Estados Unidos; Reino Unido; França; Emirados Árabes Unidos; Bahrein; Japão; Coreia do Sul; Austrália e Nova Zelândia.
A fala de Rutte ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aliados da Otan por responderem de forma negativa ao pedido de navios militares para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz. A questão foi mais um ponto de atrito da já desgastada relaçentre Washington e a União Europeia nos últimos dias em meio à guerra no Oriente Médio.
A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) promove nesta terça-feira (24) a audiência pública “Vivas e Seguras: desafios e urgências na implementação de medidas protetivas eficazes”. O evento será realizado no Plenarinho Nelito Câmara, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), a partir das 14h.
Titular da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher e Combate à Violência Doméstica e Familiar, a parlamentar articulou o encontro a partir de demandas apresentadas por movimentos sociais e organizações que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher no estado.
A iniciativa surge após provocações de entidades e coletivos que atuam diretamente na pauta, como a Secretaria de Mulheres do PT em Campo Grande, o Movimento Mulheres Olga Benario, o Coletivo Elas Podem, a Cia Barra da Saia, a Marcha Mundial das Mulheres MS e a Secretaria Estadual de Mulheres do PT, que apontam dificuldades na efetivação das medidas protetivas e na estrutura de atendimento às vítimas.
As medidas protetivas, previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), têm como objetivo garantir a segurança física, psicológica, patrimonial e sexual de mulheres em situação de violência doméstica. No entanto, segundo a deputada, há um descompasso entre a previsão legal e a realidade enfrentada pelas mulheres.
“A legislação existe e é um avanço importante, mas ainda enfrentamos falhas na implementação, falta de estrutura e demora no atendimento. Essa audiência nasce da escuta dos movimentos e da necessidade de construir respostas mais efetivas para garantir proteção real às mulheres”, afirma Gleice Jane.
O debate deve reunir representantes de órgãos públicos, instituições do sistema de justiça e organizações da sociedade civil, com o objetivo de identificar entraves e construir encaminhamentos para o fortalecimento da rede de proteção no estado.
Entre os participantes confirmados estão entidades como a Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT/MS), o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, a Marcha Mundial das Mulheres, o Movimento Negro Unificado (MNU), a Associação Elas Podem, a UNEGRO, a Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, além de coletivos e organizações que atuam em diferentes territórios, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A audiência também contará com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Cidadania, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), do Ministério Público (MPMS), da Defensoria Pública (DPGE-MS), da Polícia Militar (PMMS) e da Guarda Civil Metropolitana.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam um cenário preocupante. Apenas neste ano, já foram registradas 4.634 ocorrências de violência doméstica no estado, além de oito casos de feminicídio.
A audiência também dialoga com iniciativas legislativas apresentadas pela deputada para enfrentar o problema de forma estruturada. Entre elas, está o Projeto de Lei que institui o Protocolo Ampara, que estabelece diretrizes para evitar a revitimização de mulheres em situação de violência e garantir sua permanência segura em espaços sociais, institucionais e de trabalho, com responsabilização do agressor.
Outra proposta em tramitação é a criação do Fundo Estadual de Enfrentamento à Violência contra Mulheres e Meninas (FEVIMM), que prevê a destinação de recursos para ações de prevenção, acolhimento e combate à violência. A iniciativa busca fortalecer políticas públicas e ampliar a capacidade de atendimento às vítimas no estado.
Para Gleice Jane, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação integrada entre Estado e sociedade. “Não se trata apenas de garantir a medida no papel, mas de fazer com que ela funcione na prática. Isso passa por estrutura, articulação e responsabilidade de toda a rede de proteção”, afirma.
Fonte: Assessoria
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento.