segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Agricultura familiar é responsável por 77% dos estabelecimentos rurais do Brasil

A agricultura familiar no Brasil ocupa apenas 23% das áreas cultivadas no campo, mas representa 77% das propriedades rurais, segundo o IBGE. Por ano, são cerca de R$107 bilhões de reais produzidos em receita. Essas famílias, que muitas vezes estão na mesma propriedade há gerações, são as principais responsáveis pela alimentação dos brasileiros, já que concentram a produção que abastece o mercado interno do país.

Uma das principais dificuldades que as famílias enfrentam é escoar a produção. É o que conta o proprietário da Hortaliças Aguena, Éder Tsunezo Aguena, de 58 anos. “A comercialização hoje é um fator que determina o sucesso da nossa empresa”. A Aguena possui 45 funcionários e existe desde a década de 30, quando os avós de Éder migraram do Japão para o Brasil. Primeiro, investiram em café, passaram por outros tipos de cultivo e nos anos 80 decidiram trabalhar com uma variedade de hortaliças folhosas. Fornecedora do Comper e Fort Atacadista, ele diz que a parceria estimula projetos a longo prazo. “Graças a Deus, temos um parceiro como o Grupo Pereira que nos dá confiança de investir em produção e qualidade”, afirma ele.

“Ter fornecedores confiáveis é fundamental para o sucesso de um estabelecimento”, afirma Simone Cotta Cardoso, gerente nacional de comunicação corporativa e ESG do Grupo Pereira. “Valorizamos produtos vindos de fornecedores locais por acreditar que o retorno para a sociedade é o mais alto possível, já que o valor gerado fica dentro da comunidade local, além de poder ofertar sempre o melhor em nossas gôndolas”, enfatiza.

Abastecedor do Fort e do Comper há 30 anos, a Bananas Pereira também sabe o que é ver o negócio da família crescer com apoio e sustentabilidade. “Eu sou a terceira geração à frente da empresa, que começou humilde, com meu avô, na cidade de São Paulo, em 1954. Hoje temos mais de 100 funcionários e produzimos 3500 toneladas por ano”, lembra Lucas Martines dos Santos Pereira, de 35 anos.

Lucas avalia que a cautela é a aliada mais valiosa de uma família envolvida no agronegócio. “Primeiro, é necessário analisar a viabilidade comercial do item a ser produzido, bem como compreender se a região escolhida para a produção é a mais adequada, levando em conta as necessidades de desenvolvimento de cada produto”, explica ele. “Não  adianta querer produzir determinados itens em regiões sujeitas a geada, por exemplo. Alguns frutos possuem seu ciclo de desenvolvimento maior que um ano, atravessando as 4 estações, e consequentemente, sofrem com as baixas temperaturas, podendo até ter perdas de 100% da área cultivada”, complementa.

Responsável por empregar mais de 10 milhões de pessoas, que representam 67% das pessoas ocupadas no meio rural, a agricultura familiar passa por um período de dificuldade em encontrar mão de obra. O êxodo rural, até mesmo dentro da família, a mecanização do trabalho e a instabilidade econômica do país, com o aumento dos custos de produção, ajudam a explicar a redução de quase 10% no número de estabelecimentos rurais na última década, de acordo com o censo do IBGE. Mas quem persevera garante: o esforço compensa “Em nosso ramo há muitos altos e baixos. Procure sempre trabalhar com dedicação, pensando em entregar o melhor produto aos consumidores, que você estará no caminho certo”, aconselha Éder.

Fonte: Assessoria

Agroecologia nas eleições: movimentos atuam para ampliar debate sobre o tema

Movimentos de defesa da agroecologia trabalham em um levantamento de políticas ligadas ao tema em estados e em nível federal para qualificar o debate ao longo do período eleitoral. O objetivo é elencar ideias que já estão em prática e que podem servir de inspiração para candidatos e candidatas, inclusive depois das eleições.

Também está em andamento uma análise do desmonte de medidas importantes para o setor observado ao longo do governo de Jair Bolsonaro.

Segundo a engenheira agronomia Flávia Londres, que integra a Secretaria Executiva da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), a ação é parte da movimentação para projetar a agenda agroecológica, não só entre quem vai concorrer aos cargos políticos, mas também para a população em geral.

“Essas experiências têm que ser conhecidas, elas podem inspirar o debate e podem inspirar a criação de novas ações a partir dos próximos mandatos e legislaturas. Estamos fazendo uma grande escuta aos movimentos e lideranças que se articulam na ANA para construção desse documento de proposições. Esperamos que essa também possa ser uma contribuição para os nossos processos de mobilização.”

::Articulação Nacional de Agroecologia prepara campanha “Agroecologia nas Eleições 2022”::

Para ampliar o espaço da agenda da agroecologia, a articulação já havia divulgado no início de junho uma carta compromisso com recomendações para a construção de políticas, que vem sendo entregue a candidatos e candidatas. O documento ambiciona a construção de respostas à crise ambiental e ao aumento da fome no país.

“Temos propostas, análises, dados e informações, mas sabemos que a visibilidade dessas propostas ainda é pequena. É um desafio nosso comunicar isso para a sociedade de forma mais ampla e colocar, de fato, o tema da agroecologia na pauta e na agenda das candidaturas. Há políticos historicamente comprometidos, mas também há candidaturas que são do campo popular, mas ainda não defendem a agenda de forma aprofundada. A intenção é influenciar o debate, colocar a agenda da agroecologia em evidência e conquistar apoio da sociedade na defesa dessas propostas”, pontua Flávia Londres.

Economia solidária e reforma agrária

Entre os pontos elencados na carta compromisso, a questão agrária é elemento chave. Segundo o especialista em agroecologia e desenvolvimento rural, Paulo Petersen, que atua no Núcleo Executivo da ANA, o debate sobre a reforma agrária foi esquecido até mesmo no campo progressista e é fundamental trazer o assunto de volta para combater a desigualdade estrutural do Brasil.

“O agronegócio tirou a reforma agrária da agenda e boa parte do campo progressista não tem discutido a temática, porque acredita que ela não faz mais sentido. Para não falar apenas da questão do campesinato, nós vivemos no tempo das mudanças climáticas. A reforma agrária é uma medida absolutamente essencial se nós queremos ter civilização no futuro. Não estamos falando só de alimento, estamos falando de outra relação com a natureza. O agronegócio é destrutivo, é expansivo, não tem freio e avança sobre os biomas”, alerta.

O pesquisador ressalta que a carta compromisso também levanta a necessidade de políticas de apoio à agricultura familiar camponesa “de forma agroecológica”, participação social e democratização do Estado. O documento ressalta ainda temas como as lutas feministas e antirracistas e o reconhecimento da cultura popular como motor de mudanças e soluções.

“Precisamos da economia solidária. Essas experiências que se desenvolvem nada mais são que a expressão da economia solidária. Agroecologia e economia solidária são irmãs siamesas. Nós não construiremos a agroecologia simplesmente com a mudança de certas tecnologias, é necessário construir uma nova economia”, diz o texto.

Depois das eleições

Os movimentos agroecológicos também almejam a retomada de espaços de debates, conselhos e comissões que possam proporcionar diálogo entre a sociedade civil e o poder público. Quem atua na área é unânime em apontar que, após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e ao longo do governo de Jair Bolsonaro, esses mecanismos foram desmontados e extintos.

“Foi nesses espaços que nós pudemos contribuir para o aprimoramento e para a construção de políticas muito importantes. Podemos citar aqui, como exemplo, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), políticas no campo da defesa da sócio-biodiversidade, das sementes crioulas. Políticas que tivemos a oportunidade de contribuir para a criação e para o aprimoramento nessa ideia do diálogo, da participação e da construção coletiva”, enumera Flávia Londres.

::A grande expectativa da iniciativa é, de fato, implementar políticas abandonadas e colocar em prática novas soluções após o pleito. Segundo Paulo Petersen, nos últimos anos a participação da sociedade civil nesse processo foi completamente impossibilitada.

“O próprio governo federal fez questão de fechar os espaços de diálogo. Mas a sociedade não ficou parada por causa disso. Muita ação ocorreu. São ações que são muito invisibilizadas, ocorrem nos territórios e têm a ver com a construção de novas economias. Quando falamos de solidariedade, não estamos falando de um valor movido na época da crise. Solidariedade é um valor permanente de uma sociedade que se quer justa, democrática e sustentável”, conclui o pesquisador.

Fonte: Brasil de Fato

Produtores rurais esperam recorde da safra do milho 2021/2022

Os produtores rurais de Dourados e região esperam a segunda safra do milho 2021/2022 recorde, chegando a 80 sacas por hectare. Em 2020, esse resultado foi frustrante e oscilou entre 40 a 50 sacas por hectare.

“A expectativa para a colheita do milho este ano é bem melhor, se comparada com a safra passada, quando foi frustrante, devido à seca e a geada que nossa região enfrentou”, afirmou o produtor rural e engenheiro agrônomo, Pedro Lima da Costa.

Nesse cenário de boas expectativas acontece a 56ª Expoagro em Dourados, maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul. O evento, de 13 a 22 de maio no Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, contará com uma vasta programação de palestras, workshops, dias de campo, todas voltadas aos produtores rurais, estudantes e trabalhadores do campo.

Conforme o engenheiro agrônomo Pedro Lima, em 2021, foram colhidos “em torno de 40, 50 sacas por hectare, e este ano, esperamos chegar a 80, isso considerando precipitação pluviométrica (chuva) normal e até o momento, ausência de frio”, afirmou.

Dados do Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), em Dourados, por exemplo, apontam que do total de 159.910,63 de área plantada, 80% é considerada ‘bom’ e 20% ‘regular’. Índice que se mantém aos demais municípios do Sul do Estado (Itaporã, Douradina, Deodápolis, Angélica, Ivinhema, Glória de Dourados, Fátima do Sul, Vicentina, Caarapó e Juti).

Outra expectativa, na avaliação de Pedro Lima é quanto à 56ª Expoagro, que este ano volta com atividades presenciais. “Há uma ansiedade por parte de todos para essa volta, e quanto os produtores rurais, a espera se deve ao fato da troca de experiência e todo o conhecimento e tecnologia que a feira oferece”, disse.

Brasil

Recentemente, a consultoria Datagro elevou sua estimativa para a safra brasileira de milho 2021/22, incluindo produção de verão e inverno, de 118,31 milhões de toneladas previstas em março, para 118,73 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será 35% maior do que o colhido na temporada 2020/21, de 87,72 milhões de toneladas.

A área plantada com o cereal na safra 21/22 também foi elevada. Deve crescer 9% na comparação com a temporada anterior, de 20,47 milhões de hectares para 22,21 milhões de hectares.

Para a safra de milho verão, a consultoria aumentou a previsão de produção de 24,74 milhões de toneladas para 24,80 milhões de toneladas – sendo 17,95 milhões de toneladas do Centro-Sul e 6,85 milhões de toneladas do Norte/Nordeste.

Fonte: Assessoria

Estiagem provocou queda de 34,6% e Estado conclui safra da soja com 8,6 milhões de toneladas colhidas

O Projeto SIGA/MS divulgou nesta terça-feira (26) o balanço final da safra de soja 2021/2022 e confirma uma drástica queda na produtividade que resultou no menor volume colhido da oleaginosa nos últimos cinco anos em Mato Grosso do Sul. O Projeto Siga/MS é coordenado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) junto com a Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de MS) e Famasul (Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul).

A área ocupada pela soja na safra 2021/2022 em Mato Grosso do Sul foi de 3.748.042,72 hectares, o que projetava uma safra recorde caso se concretizasse a produtividade média esperada de 56 sacas por hectare. Entretanto, a estiagem verificada nos últimos meses do ano passado interferiu no desenvolvimento das plantas e provocou perdas significativas em grande parte das lavouras.

Dessa forma, a produtividade média caiu do montante estimado de 56 sacas por hectare para 38,65 sc/ha. Na região Sul, que responde por 62,4% da área total ocupada pela soja no Estado, a produtividade média foi de 27,85 sacas por hectare. A região Central apresentou produtividade média um pouco acima – 46,67 sc/ha -, porém só representa 22,4% da área total. O melhor desempenho da cultivar aconteceu na região Norte, com média de 71,15 sc/ha, sendo que representa aproximadamente 15,2% da área estadual ocupada com a cultura.

Ao todo, só 30 dos 77 municípios apresentaram produtividade acima da média estadual. “A produtividade média ponderada para Mato Grosso do Sul manteve-se baixa devido as produtividades em alguns municípios como Maracaju, Sidrolândia, Ponta Porã, Dourados e Rio Brilhante, que foram abaixo de 46,78 sc/há e, juntos, possuem o peso de 34% na média estadual”, relatam os técnicos do Projeto SIGA/MS. Os municípios de Rio Negro, Alcinópolis, Costa Rica, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Sonora, Paraíso da Águas, Cassilândia e Coxim obtiveram as produtividades mais altas, acima de 64,38 sc/ha.

O levantamento de produtividade da soja em Mato Grosso do Sul foi realizado entre os dias 7 de fevereiro e 15 de abril de 2022, completando 10 semanas de coleta de dados que permitiu obter uma amostragem significativa de 977 propriedades nos 77 municípios do Estado, afirmam os técnicos no boletim.

Quando comparada à safra passada (2020/2021), tem-se uma retração de 38,5% na produtividade dessa safra, passando de 62,84 sacas por hectare para 38,65 sc/ha. Já na produção a retração foi de 34,6%, passando de 13,306 milhões de toneladas para 8,692 mi/ton.

Para se ter uma ideia da dimensão dessa quebra na safra, o Estado deixou de colher um volume equivalente ao que exporta todos os anos (4 milhões de toneladas de soja). O secretário da Semagro, Jaime Verruck, chama a atenção para o impacto econômico junto às famílias produtoras. “Muitos produtores estavam cobertos com o seguro agrícola, outros não, mesmo assim há um impacto direto na renda desses produtores e uma perda econômica significativa para Mato Grosso do Sul.”

Fonte: Portal do MS

Embrapa e Prefeitura oficializam parceria em prol da agricultura douradense

Embrapa Agropecuária Oeste e Prefeitura Municipal de Dourados, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (SEMAF) assinaram um Acordo de Cooperação Técnica entre as duas instituições e que deve proporcionar benefícios para a agricultura douradense.

A solenidade de assinatura foi realizada durante a visita do Prefeito Municipal Alan Guedes a instituição, realizada em 30 de junho. O Acordo prevê apoio às atividades produtivas desenvolvidas pela SEMAF, com ênfase no cultivo de maracujá, entre outras atividades.

Em sua visita a Unidade, que durou cerca de duas horas, conheceu as instalações físicas da Unidade, conheceu os laboratórios de fitossanidade, solos, plantas e corretivos, análises ambientais e piscicultura. Conheceram a Unidade de Gerenciamento de Campos Experimentais (Gerecamp) e algumas lavouras experimentais, tais como: grão-de-bico, consórcio milho-braquiária, mandioca e ILP. Eles também conheceram lisímetros e finalizaram sua visita na Estação Agrometeorológica da Unidade, que coleta informações do Guia Clima.

Alan Guedes se disse satisfeito com a oportunidade de conhecer de perto a Unidade e disse que a visita superou suas expectativas. O que chamou a atenção do representante do Poder Executivo Douradense foi a grande variedade de pesquisas e explicou “a diversidade de trabalhos da Embrapa, que está aqui em Dourados é muito ampla. Nessa visita ao campo vimos várias culturas de inverno que são boas alternativas para a região, o que reforçou ainda mais a necessidade e as possibilidades de diversificação das culturas”.

Em relação à visita aos laboratórios, Alan conheceu melhor como são feitas as pesquisas relacionadas a sanidade e nutrição de peixes no Laboratório de Piscicultura e sua importância para qualificar a produção de peixes na região, produzindo com mais qualidade e sabor. Pode conhecer as instalações do Laboratório de Análises Ambientais, que desenvolve métodos e vem realizando monitoramento de águas superficiais nos principais rios da grande Dourados.

Segundo Alan, a Prefeitura tem se dedicado a fortalecer parcerias com a iniciativa pública e privada. Temos muito capital intelectual em nossa cidade e esse conhecimento é muito importante para auxiliar a administração da cidade.

O Prefeito disse ainda que a quantidade de profissionais acadêmicos altamente qualificados que moram em Dourados é muito grande e explicou “somos uma cidade universitária, atualmente, o número de profissionais com Pós-Graduação concluída, com nível de Doutorado, é menor apenas que São Carlos (SP). Isso sem contar os profissionais da Embrapa”. Em sua fala, ele destacando a riqueza intelectual do município, enfatizou a necessidade de um Colégio Municipal de Aplicação, que seria uma escola de referência, possibilitando que “esses profissionais possam de alguma forma, ajudar a cidade e aos douradenses, compartilhando um pouco de seu conhecimento”.

O secretário de Agricultura de Dourados, Ademar Zanata, é Prata da Casa da Embrapa, ou seja, é um empregado aposentado da instituição. Ele destacou a importância da oficialização dessa parceria e disse “desde que assumi as atividades junto a SEMAF, há seis meses, tenho buscado o apoio da Embrapa, que ainda é a minha casa. Dourados só tem a ganhar com essa parceria que, literalmente, vai dar ainda muitos frutos. Eu sou suspeito para falar do reconhecimento da Embrapa, que sem dúvida, tem muito conhecimento e capacidade técnica instalada”.

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira, destacou essa parceria é a oficialização de portas ainda mais abertas para contribuir com os trabalhos dos agricultores da Grande Dourados e disse “conte com a Embrapa, conte com nossas competências e contribuições. Queremos contribuir com o fortalecimento e crescimento de Dourados, município que gosto muito e onde resido há 13 anos”.

Fonte: Assessoria

Mais de 60% da área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul já foi colhida

Portal do MS

 

A área plantada com soja em Mato Grosso do Sul teve aumento estimado em 4,13% (Foto - Divulgação)

Com 63,2% da área cultivada com soja já colhida, a safra 2020/21 caminha bem no Estado e pode surpreender em relação a produtividade média do Estado. A expectativa é do Secretário Jaime Verruck, da Semagro.

 

Ele ressalta que nesta safra, áreas que eram de pecuária foram convertidas em agricultura, além da intensificação da integração lavoura-pecuária que gera mais ganho para o Estado em termos de produção.

 

A área plantada com soja em Mato Grosso do Sul teve aumento estimado em 4,13%, passando de 3,389 milhões para 3,529 milhões de hectares. Com a expectativa de colher 53 sacas por hectare em média, o volume esperado é de 11,222 milhões de toneladas.

 

O valor médio da saca de soja está em R$ 151,88 e 62% da safra já foi comercializado.

 

Enquanto a colheita da soja avança o plantio do milho segue em ritmo acelerado. Mais de 56% da área destinada ao milho 2º safra está plantada.

 

Os dados são do SIGA/MS – Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio, uma parceria da Semagro e Aprosoja.

 

 

Safra agrícola alcança valor de produção recorde de R$ 361 bilhões em 2019

Campo Grande News

 

A produção de soja totalizou R$ 125,6 bilhões em 2019 (Foto: Marcos Ermínio)

A safra agrícola brasileira alcançou um valor de produção recorde de R$ 361 bilhões em 2019, crescimento de 5,1% ante o desempenho registrado no ano anterior. Os dados são da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2019, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

“Os bons resultados alcançados nas últimas safras, aliados aos preços compensadores das principais commodities, em virtude da elevada demanda do mercado internacional e do câmbio favorável, colaboraram para que houvesse ampliação das áreas plantadas de soja, milho e algodão, além de maiores investimentos nos cultivos agrícolas”, justificou o IBGE, em nota.

 

“Somados a isso, fatores climáticos positivos, principalmente na 2ª safra, levada a campo, em grande parte, no período ideal de semeadura, colaboraram para o bom desenvolvimento dos grãos”, acrescentou o instituto, que observou: “os resultados alcançados poderiam ter sido ainda melhores, não fosse o registro de queda de rendimento de culturas como a soja, o feijão e o milho 1ª safra em regiões dos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, por causa de períodos secos entre os meses de dezembro e janeiro”

 

A produção de soja totalizou R$ 125,6 bilhões em 2019, mantendo-se na primeira posição no ranking do valor da produção agrícola nacional, apesar da retração de 1,8% em relação ao desempenho de 2018.

 

Na sequência, a cana-de-açúcar somou R$ 54,7 bilhões, alta de 5,3% ante o ano anterior, enquanto o milho rendeu R$ 47,6 bilhões, um salto de 26,3% ante 2018.

 

O café somou R$ 17,6 bilhões, uma queda de 22%. O algodão herbáceo (em caroço) apresentou crescimento de 24,8% no valor da produção, um recorde de R$ 16 bilhões.

 

As demais cinco culturas no ranking de maiores valores de produção foram laranja (R$ 9,5 bilhões, alta de 0,7% ante 2018); mandioca (R$ 8,8 bilhões, queda de 11,5%); arroz em casca (R$ 8,8 bilhões, alta de 0,8%); banana em cacho (R$ 7,5 bilhões, alta de 8,2%); e feijão em grão (R$ 7,5 bihões, alta de 33,6%).

 

A safra recorde de grãos de 2019 totalizou 243,3 milhões de toneladas, superando em 6,8% a produção de 2018. Os agricultores plantaram 81,2 milhões de hectares, uma expansão de 3,3% em relação ao ano anterior, com destaque para o acréscimo de mais 1,2 milhão de hectares para o cultivo de milho e de 1,1 milhão de hectares da soja.

 

O Mato Grosso, o maior produtor nacional de soja e milho, foi alçado à primeira posição no ranking de valor da produção agrícola em 2019, com 16,2% do total nacional, à frente de São Paulo, com 15,4% de participação, que se destacou no cultivo da cana-de-açúcar. O Rio Grande do Sul, maior produtor nacional de arroz e o segundo de soja, ficou na terceira posição, com 11,3%, seguido do Paraná, com participação de 11,2%.

Previsto novo recorde de consumo de soja para 2021

Assessoria

 

O diretor da Agroconsult André Pessôa confirmou a expectativa de que o ano de 2021 deve ser de alta no consumo da soja brasileira, podendo atingir novo recorde, alcançando pela primeira vez a casa de 100 milhões de toneladas. Sua afirmação ocorreu durante a quinta edição do Circuito Aprosoja/MS, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, que neste ano, ocorreu de forma online.

 

“O ano de 2018 foi especial nas vendas, por conta da peste suína africana na China. Tivemos uma queda no nível de importação, depois de 94 milhões de toneladas caímos a 83 milhões de toneladas”, explica Pessôa. A expectativa é de que levaríamos 2 a 3 anos para o mercado chinês retomar o consumo da soja, mas o que vimos é que essa recuperação se deu de forma mais acentuada. O governo chinês conseguiu reverter, inclusive com importação de animais vivos e, sobretudo, aquela suinocultura tradicional, foi substituída por uma suinocultura moderna, consumindo farelo de soja e milho, isso nos levou ao novo recorde: 98 milhões de toneladas de soja”.

 

Segundo o diretor da Agroconsult a China voltou ao patamar muito antes do que se esperava, estimulado inclusive pelo mercado de peixes, frango. “O Brasil vai exportar cerca de 81 milhões de toneladas, estimulando um dos estoques mais baixos do histórico. Chegando a importar soja, devido a esse movimento ‘varrendo silo’”, completa ao alertar que parte do consumo será no mercado interno.

 

O presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, confirma o avanço a demanda interna brasileira. “Teremos um aumento desse consumo em Mato Grosso do Sul. Grandes projetos em desenvolvimento, ligados à suinocultura e piscicultura estão avançando, em São Gabriel do Oeste, Rio Verde de MT, Itaporã e Selvíria, além das perspectivas de outros investimentos para consumo do milho, aquecendo a demanda”.

 

A taxa de câmbio para o próximo ano, de acordo com o apresentado no relatório do Banco Central, não será a menos de R$ 5 por dólar. “Isso significa que manteremos a desvalorização da moeda brasileira e teremos taxa de juros com a qual nunca convivemos. Vivendo uma situação mais favorável, com juros relativamente baixo”, afirma Pessôa.

 

“Vivemos preços extraordinários da soja. No Porto de Paranaguá chega a passar de R$ 140, e também prêmios, que não chegam a ser recorde, mas mesmo como arrefecimento da guerra comercial, temos um prêmio significativo, isso mostra alta demanda internacional. E esse prêmio só deve cair, quando a próxima safra começar a ser colhida”, completa o líder da Agroconsult ao completar que até o final do ano, o Brasil deve perde pouco de sua competitividade para a soja americana, que deve ser retomada em meados de janeiro de 2021.

 

A live do Circuito Aprosoja/MS ocorreu nesta quinta-feira (24), com a participação do Secretário de Estado, Jaime Verruck (Semagro), e do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito. A realização contou com o apoio da Jotabasso, Bayer e Semagro.

Plano safra 2020/2021 para MS é recorde e ultrapassa R$ 8,6 bilhões

Portal do MS

 

O maior plano safra da história foi anunciado priorizando os pequenos e médios produtores. Do total de recursos, R$ 8,64 bilhões serão destinados para Mato Grosso do Sul nos diversos setores produtivos do agronegócio.

 

A superintendência regional do Banco do Brasil anunciou – além da redução de taxas de juros em todas as linhas de crédito – o montante de recursos disponíveis para financiamento do setor rural de R$ 8,64 bilhões, 12,5% a mais em relação ano anterior, que foi R$ 7,68 bilhões. Os financiamentos podem ser contratados desde 1º de julho desse ano e vão até 30 de junho de 2021.

 

O recorde de recursos foi destacado pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, que lembrou a importância do agronegócio para a economia do Estado, como também da união das instituições que dão suporte e tem se mostrado fundamentais para contribuir com a retomada econômica do Brasil pós pandemia. “Da forma como foi estruturado, o plano resolveu o problema da disponibilidade de recursos, trouxe importante redução nas taxas de juros e chegou em tempo hábil ao produtor graças a integração da Famasul, Banco do Brasil e Semagro”, explicou Jaime.

 

O plano prevê aos pequenos agricultores rurais recursos para financiamento em atividades agropecuárias, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e os médios produtores rurais, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Demais produtores e cooperativas vão contar com outra fatia importante dos recursos. Houve redução em todas as taxas de juros dos programas contemplados pelo Plano Safra 2020/2021 que vão variar de 2,75, a 7,5% ao ano.

 

Na avaliação de Verruck um dos principais ganhos foi o aumento, em 30%, do volume de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o lançamento conjunto com a agricultura familiar (que também teve os seguros para soja e milho ampliados), além da permissão de aquisição de área de reserva legal com esses recursos.

 

A meta de 9 bilhões para o Estado, é possível, segundo o secretário, porque as políticas agrícolas do Governo do Estado têm conseguido auxiliar na expansão significativa de área (principalmente com substituição de áreas de pastagem para agricultura). “Acreditamos que com esses recursos o agro de Mato Grosso do Sul dará as respostas que nós esperamos em termos de manutenção da atividade econômica, mas principalmente de crescimento do PIB do agronegócio no Mato Grosso do Sul, que já contribui para sustentação das atividades econômicas do Estado”, frisou.

 

Jaime disse ainda que o Mato Grosso do Sul tem se destacado tanto no uso da tecnologia como na sustentabilidade, citando o programa de agricultura de baixo carbono (ABC) que teve suas linhas ampliadas em mais de 30% e permitem a agricultura seguir em movimento de transformação com aumento de produtividade. “A ideia é fazer uma agricultura com tecnologia, uma agricultura sustentável e que consiga concorrer nesses grandes mercados mundiais onde o Mato Grosso do Sul já tem participado de maneira bastante ativa”.

 

Finalizando sua participação Verruck garantiu que, para o Governo do Estado, o produtor sul-mato-grossense está pronto para receber esses recursos e pronto para dar uma resposta em termos de produção e produtividade.

 

O evento, realizado remotamente, contou com a participação do diretor de agronegócios do Banco do Brasil, Antônio Carlos Wagner Chiarello, o superintendente do Banco do Brasil, Sandro Jacobsen Grando, do secretário de Estado da Semagro, Jaime Verruck e do presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito.

Setor produtivo convoca Comitê de Crise para alinhar ações de prevenção ao novo coronavírus

Assessoria

 

O setor produtivo de Mato Grosso do Sul, representado pela Fiems, Fecomércio-MS, Famasul, Sebrae/MS e outras entidades, convocou, nesta segunda-feira (16/03), o CMC (Comitê de Monitoramento de Crise) para alinhar as ações de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) e discutir os impactos da pandemia na economia do Estado. Criado em 2008, o CMC busca municiar o setor produtivo sul-mato-grossense com informações sobre os efeitos de crises econômicas e tem como objetivo acompanhar os principais indicadores econômicos nacionais e estaduais, propondo uma agenda positiva de ações para minimizar os impactos na economia estadual e fortalecer a ação das instituições.

 

Além dos representantes do setor produtivo estadual, a reunião realizada no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), contou com a presença dos secretários estaduais Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, além da preocupação com a questão da saúde e a disponibilidade de leitos hospitalares para todos os infectados, levantamento do Radar Industrial apontou uma perda de R$ 23 milhões a R$ 70 milhões no PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul, considerando desde o cenário menos restritivo ao mais restritivo.

 

“Diante disso, decidimos convocar o CMC para organizarmos as ações em vários setores e também nos municípios. Essa reunião teve como objetivo organizar as ações e levar ao conhecimento do público o que está sendo feito”, afirmou Sérgio Longen. O secretário Eduardo Riedel destacou que o Governo do Estado tem feito um monitoramento por meio da Secretaria Estadual de Saúde de todos os exames realizados, casos suspeitos e confirmados, além da divulgação diário ode um boletim sempre às 16 horas. “É muito importante essa reunião do CMC porque essa é uma questão de todos nós. É do cidadão, é da indústria, é do comércio, é da agropecuária, dos setores econômicos. E a gente tem de fazer uma grande mobilização em Mato Grosso do Sul com as medidas necessárias para que a gente tenha efetividade nas ações e consiga bloquear uma escalada de contaminação natural vendo os dados mundo a fora”, declarou.

 

Para ele, a convocação do CMC é importante para envolver diversos setores em busca de soluções junto ao Governo. “Foi também interessante que o Governo do Estado pudesse estar presente para ver as ações que as empresas já estão tomando e isso nos ajuda a acompanhar esse movimento e tomar atitudes, como campanhas de conscientização da população, ações da questão tributária. Penso que busquemos todas as ações para amenização de uma crise que é de saúde, é social e é econômica”, completou.

 

Já o presidente da Assembleia Legislativa ressaltou que o momento é de preocupação e de alerta. “A situação é séria, mas não podemos gerar pânico, porque além da questão de saúde, essa pandemia afeta toda a economia mundial, nacional e estadual. Mas acho importante frisarmos que a Assembleia Legislativa vai contribuir com o Governo do Estado para que possam ser feitas compras de itens de saúde em regime emergencial, ou seja, sem a necessidade de licitação para salvar vidas”, comentou.

 

O presidente da Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados), Edmilson Jonas Veratti, destacou que o segmento está realizando protocolos de higienização. “Está em nossas mãos agora ensinar as pessoas, tanto nossos clientes, como a nossa equipe, de como se prevenir. Toda equipe está sendo orientada a ficar uma distância certa do consumidor, a ir com maior frequência ao banheiro para lavar mãos, olhos, nariz, boca. São campanhas de prevenção que nesse sentido de higiene e cuidados para não transmitir o vírus”, reforçou.

 

Já o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende Filho, pontuou a dificuldade de uma maior efetivação na higienização dos ônibus do transporte coletivo urbano em razão do grande fluxo de pessoas. “Não podemos dizer que é impossível, mas é inviável garantir que os corrimãos e todo o veículo estejam totalmente higienizado a cada passageiro que entra e a cada um que sai. É preciso conscientizar o cidadão para que ele faça a sua parte, lavando as mãos frequentemente, levando o seu álcool em gel para garantir sua segurança e evitando aglomeração, sair quando for extremamente necessário”, finalizou.

 

Também participaram da reunião o presidente da Famasul, Maurício Saito, o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, o superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, o diretor da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), José Domingues, o reitor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Marcelo Turine, o presidente da Abrasel/MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de MS), Juliano Wertheimer, o presidente da Asmad (Associação Sul-Mato-Grossense de Atacadistas e Distribuidores), Aureo Francisco Akito Ikeda, o superintende da Caixa Econômica Federal, Moarcyr do Espírito Santo, o superintendente do Banco do Brasil, Sandro Jacobsen Grando, o gerente-comercial do Shopping Campo Grande, Alcionei da Cunha, o gerente de operações do Shopping Norte Sul Plaza, Arilson Arruda, e o gerente de operações do Shopping Bosque dos Ipês, Jorge Sakamoto.

Com estimativa de 9,9 milhões de toneladas, safra da soja 2019/2020 deve bater recorde no MS

Assessoria

 

A safra de soja 2019/2020 deve bater todos os recordes de produção em Mato Grosso do Sul, segundo estimativas divulgadas pela Aprosoja/MS e Sistema Famasul, nesta sexta-feira (14), em Campo Grande. Na projeção são 9,9 milhões de toneladas do grão, 12,5% maior que na temporada anterior. As estatísticas são do Siga MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), com dados compilados pela Aprosoja/MS, Sistema Famasul e Governo de Mato Grosso do Sul.

 

Segundo o boletim agrícola, em comparação à safra anterior (2018/2019), estima-se aumento de área plantada em 6,18% – de 2,9 milhões para 3,1 milhões de hectares. O levantamento indica que o acréscimo é uma constante nas últimas temporadas da oleaginosa, que se justifica com a entrada da agricultura em áreas de pastagens degradadas. Para a produtividade são esperadas 52,1 sacas por hectare na safra.

 

“Temos uma equipe técnica do Siga MS visitando as propriedades rurais diariamente, coletando dados e levando informação. Entre os principais diagnósticos desta safra foi o aumento de áreas de grãos em cima de pastagens, o que mostra a recuperação de áreas degradadas e o interesse em consorciar atividades, por parte dos produtores”, ressalta o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.

 

“A agricultura sul-mato-grossense avança de forma vertiginosa. E tudo se deve ao empenho conjunto entre a classe científica e os produtores rurais, que estão preparados, cultivando de forma correta e com as melhores estratégias. Acreditamos no recorde da colheita da soja, que também deve garantir bons preços, assim como o milho que iniciou o plantio neste mês”, disse Dobashi.

 

“Agricultura inteligente e eficiente. Assim podemos definir a atividade agrícola no estado. Os produtores rurais estão cumprindo seu papel de forma responsável, investindo em capacitação, adotando novas tecnologias para aumentar cada vez mais a produtividade e sustentabilidade das lavouras”, destaca o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito.

 

Ainda de acordo com o boletim, a safra passada tivemos quebra na produtividade, resultado de intempéries climáticas com pouca precipitação. Neste ciclo, apesar do atraso na chuva, a lavoura se manteve sem problema fitossanitário atípico e, na fase de enchimento de grãos, o índice de pluviosidade foi bom em todo o estado.

 

Milho – Em comparação aos dados da safra anterior (2018/2019) estima-se até o momento, redução na área plantada em aproximadamente 9,02%, passando de 2,173 milhões para 1,977 milhão de hectares.

Desenvolvimento da cadeia produtiva será tema do 2º Seminário Estadual da Guavira

Assessoria

 

Campo Grande sedia no próximo dia 29, o 2º Seminário Estadual da Guavira. O evento, que vai ser realizado no anfiteatro do Complexo Multiuso Dercir Ribeiro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), vai englobar diversos assuntos relacionados ao fruto para conhecimento de produtores e sociedade, como produtividade, sustentabilidade, comércio e processamento. O tema do evento este ano é “Guavira: perspectivas em obtenção de produtos cosméticos e alimentícios”.

 

O seminário, que é uma realização da Assembleia Legislativa, em parceria com a Fiocruz Mato Grosso do Sul, Semagro, Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), tem o objetivo de ampliar os debates sobre o desenvolvimento da cadeia produtiva da guavira em MS.

 

Autor do projeto de lei que transformou a guavira em fruto símbolo do Estado, o deputado estadual Renato Câmara (MDB) destaca que o seminário será um importante passo para o incremento da fruta nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e empreendedorismo no Estado, estimulando a realização de estudos técnico-científicos de produção e preservação genética da guavira, o cultivo sustentável e a geração de novos produtos a partir deste fruto típico do cerrado.

 

“Nos últimos anos, os guavirais diminuíram devido a expansão da pecuária, das lavouras e do crescimento populacional. A melhor forma de conservar o fruto é viabilizar o seu cultivo do ponto de vista econômico, para consumo próprio e para comercialização. A guavira tem um grande potencial para gerar renda a ajudar a desenvolver o turismo. O passo agora é desenvolver a sua cadeia produtiva”, disse Câmara.

 

O deputado cita o exemplo do município de Bonito, onde a fruta já é utilizada preparação de pratos tradicionais, sorvetes, picolés, drinques e os mais antigos até utilizam a guavira para fins medicinais. No município, a guavira já conquistou o privilégio de ter um festival em sua homenagem. Geralmente realizado em novembro, época de colheita da fruta, o Festival da Guavira de Bonito é uma mistura de cultura e gastronomia.

 

No ano passado, o seminário atraiu um público de aproximadamente 350 pessoas, incluindo a participação de estudantes, produtores e pesquisadores de outros três Estados: Ceará, Distrito Federal e Paraná.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Serão realizadas palestras com professores e pesquisadores da Uems, UFMS, UCDB, IFMS, Unigran, Fiocruz, UFGD, Semagro e Agraer. Na parte da manhã, será realizado o primeiro painel com o tema “Integração da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com a guavira no MS”.

 

A palestra “Produção de Mudas de Guavira e resultados de produtividade” será ministrada pela pesquisadora Ana Cristina Ajalla Volpe. O segundo painel, a partir das 13h30, terá como tema “Experiências de negócios sustentáveis com guavira e outras plantas nativas”.

 

Entre as palestras está a “Estruturação da cadeia produtiva do Marolo em Minas Gerais”, com o Dr. Marcelo Lacerda Resende, da Universidade Federal de Alfenas (MG). Serão apresentadas ainda experiências de negócios sustentáveis no MS, como um aplicativo para identificação dos locais dos guavirais nativos, desenvolvido pela pesquisadora do IFMS, Ivilaine Pereira Delguingaro; e o relato das coletoras de guavira de Bonito, Maria Erman Soares e Camila Erman.

 

INSCRIÇÕES

 

O 2º Seminário Estadual da Guavira acontece na terça-feira (29), das 7h30 às 18h. Às inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link https://bit.ly/2pKdjLv.

Plantio da Soja já atingiu 12,4% em Mato Grosso do Sul

Assessoria

 

A perspectiva para a safra de soja 2019/2020 é um aumento de área de aproximadamente 6% (Foto - Divulgação)

Em Mato Grosso do Sul a área plantada da soja monitorada pelo projeto SIGA/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio) chegou aos 12,4% até o dia 18 de outubro. No estado, o plantio está autorizado desde o dia 16 de setembro, fim do vazio sanitário. Esse é o tema do Mercado Agropecuário desta segunda-feira (21), que acompanha a cadeia produtiva da oleaginosa.

 

Segundo a analista técnica do Sistema Famasul, Tamiris Azoia, o cultivo segue atrasado em relação ao ano anterior, devido à demora no início das chuvas. “A abertura do período de plantio foi caracterizada pela estiagem, que se estendeu durante todo mês de setembro. Diante deste fato, a grande maioria dos produtores postergou o plantio a espera melhores condições climáticas para a semeadura da cultura, que tem se normalizado apenas agora, em meados de outubro”, afirma.

 

A perspectiva para a safra de soja 2019/2020 é um aumento de área de aproximadamente 6%, que significa um total de 3,1 milhões de hectares, com uma produção total estimada de 9,9 milhões de toneladas e produtividade média esperada de 52 sacas por hectare.

 

Comercialização – Segundo levantamento realizado pela Granos Corretora, até 14 de outubro, Mato Grosso do Sul já havia comercializado 28% da safra de soja 2019/2020, avanço de 1% em relação a igual período da safra 2018/19. Já a segunda safra do milho deste ano vendeu 61,25%, avanço de 2% em relação a igual período da safra passada.

 

As cotações no mercado interno têm refletido as altas na Bolsa de Chicago, em conjunto a oferta ajustada pelo baixo excedente de soja e também as consecutivas valorizações da moeda americana que encerrou no dia 18 de outubro cotada em R$ 4,14.

Mato Grosso Sul já comercializou 25% da safra 2019/2020

Assessoria

 

Foi lançado oficialmente o plantio da soja safra 2019/2020 e os produtores do estado já comercializaram 25% da saca de grãos, segundo levantamento feito pelo departamento técnico do Sistema Famasul com dados da Granos Corretora. Este é o tema do Mercado Agropecuário dessa segunda-feira (23).

 

Para analista técnica, Bruna Dias, observar o mercado externo é importante para quem deseja comercializar antecipadamente o grão. “O determinante será acompanhar de perto os desdobramentos do impasse comercial entre China e EUA, ambos buscam continuar sinalizando a tentativa de um consenso, porém a demanda Chinesa ainda segue focada na oleaginosa brasileira. Ainda tem a questão da peste suína na China, outro ponto que é preciso acompanhar é o resultado da safra dos EUA”, explica.

 

Dias também destaca que o planejamento é essencial para a tomada de decisão para dentro da porteira. “O produtor rural que se preparou e fez o seu planejamento terá um ambiente favorável para a concessão do crédito, o mercado financeiro brasileiro oferece várias linhas de financiamento rural, dada a relevância que a agricultura e a pecuária desempenham na economia do país”.

 

Estimativa – Para o período, a estimativa é que o estado produza 9,68 milhões de toneladas da soja, um incremento de 3,18% em relação ao ciclo anterior.

 

O milho fechou a colheita com uma supersafra de 12,1 milhões de toneladas no estado. Segundo o relatório do SIGA/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), foram 2,1 milhões de hectares de área plantada, aumento de 19,88% e produtividade de 93,24 sacas por hectare, crescimento de 33%.

Safra recorde de milho tem aumento de 64% e fecha em 12,16 milhões de toneladas

Portal do MS

 

As lavouras continuaram surpreendendo até o final da colheita do milho em Mato Grosso do Sul, que foi bem maior que as projeções iniciais. Com aumento de 19,88% na área plantada de um ano para outro, as boas condições do tempo provocaram uma alta significativa na produtividade que fechou em 12,16 milhões de toneladas, 64,39% maior que o volume colhido na safra anterior (7,84 milhões de toneladas). Com isso, Mato Grosso do Sul se consagra como o terceiro maior produtor nacional de milho na safra 2018/2019.

 

Os dados são do Projeto SIGA/MS, o Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio, implantado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) em parceria com entidades de produtores rurais. Além do aumento da área, o que contribuiu decisivamente para a safra recorde foi a produtividade, estimada em 88 sacas por hectare, mas que atingiu 93,24 sacas/ha, a melhor performance já registrada no Estado.

 

“Isso é importante quando estamos procurando aumentar a industrialização, focando na expansão da suinocultura, da avicultura, na implantação de fábricas de DDG (Dried Distillers Grains, ou seja, grãos secos de destilaria). Mato Grosso do Sul se tornou referência como grande produtor de milho e passa a atrair investimentos para agregar valor a esse produto”, analisou o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

 

O bom desempenho das lavouras resulta da combinação de fatores: semeadura dentro da janela adequada e condições climáticas ideais para o desenvolvimento da lavoura. A ocorrência de geadas em julho não chegou a afetar significativamente porque a cultura já estava em fase de maturação. Provocou apenas danos isolados e específicos, cita o boletim do SIGA/MS. “O produtor usou tecnologia e nem a geada no fim do ciclo causou danos graves”, disse Verruck.

 

Com a alta do dólar – que se mantém há dias acima de R$ 4 –, os impactos da febre suína asiática e desentendimentos comerciais entre os Estados Unidos e a China sustentam o preço da commodity elevado. Portanto, a tendência é de continuar crescendo a área do milho no Estado, o que pode levar a outra safra recorde no ano que vem, como preveem os técnicos do Projeto SIGA/MS.

 

O secretário cita, ainda, a flexibilização da paridade para exportação adotada pelo governo do Estado como “medida fundamental” para sustentar o preço do milho no mercado interno, favorecendo o produtor. “Além disso, o governo está atuando firme na manutenção das estradas e pontes para que essa safra seja escoada”, completou.