terça-feira, 14 de abril de 2026

Atletas trans são proibidas nas Olimpíadas de Los Angeles

Atletas transgênero estão proibidas de participar dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A medida foi adotada após o Comitê Olímpico Internacional (COI) concordar com a nova política de elegibilidade que se alinha com ordem executiva sobre esportes femininos do presidente dos EUA, Donald Trump.

De acordo com o COI, baseada em evidências e informada por especialistas, a política – aplicável a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 – “protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”.

“A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora está limitada a mulheres biológicas, determinadas com base em um exame único do gene SRY (responsável pelo desenvolvimento sexual masculino)”, divulgou o COI.

Conforme divulgado pelo COI nesta quinta-feira (26), o Comitê considera que a presença do gene SRY é fixa ao longo da vida e representa uma evidência altamente precisa de que um atleta passou pelo desenvolvimento sexual masculino. Além disso, o COI disse considerar que a triagem do gene SRY por meio de saliva, esfregaço bucal ou amostra de sangue é pouco invasiva em comparação com outros métodos possíveis.

“Atletas que apresentarem resultado negativo para o gene SRY satisfazem permanentemente os critérios de elegibilidade desta política para competir na categoria feminina. A menos que haja motivo para acreditar que um resultado negativo seja um erro, este será um teste realizado apenas uma vez na vida”

O COI salientou que nenhuma atleta com resultado positivo no exame SRY é elegível para competir na categoria feminina em um evento do Comitê Olímpico Internacional.

“Com a rara exceção de atletas com diagnóstico de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa (SIA) ou outras diferenças/distúrbios raros no desenvolvimento sexual (DDS) que não se beneficiam dos efeitos anabólicos e/ou de melhoria de desempenho da testosterona”, disse.

“Como ex-atleta, acredito fervorosamente no direito de todos os atletas olímpicos de participarem de competições justas. A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, isso simplesmente não seria seguro”. (Kristy Coventry – presidente do COI)

“Todos os atletas devem ser tratados com dignidade e respeito, e os exames médicos devem ser realizados apenas uma vez na vida. É fundamental que haja informações claras sobre o processo e que seja possível oferecer aconselhamento, além de orientação médica especializada”, completou.

Por que foi criada e quem deve seguir?

De acordo com o Comitê, a política foi desenvolvida com base no consenso universal de que a criação de uma categoria feminina é necessária para garantir o acesso igualitário de homens e mulheres ao esporte de elite.

O COI explicou, ainda, que o grupo de trabalho analisou “evidências científicas mais recentes”, incluindo os desenvolvimentos desde 2021, e chegou a um consenso. “O sexo masculino proporciona uma vantagem de desempenho em todos os esportes e eventos que dependem de força, potência e resistência. Para garantir a equidade e proteger a segurança, principalmente em esportes de contato, a elegibilidade deve, portanto, ser baseada no sexo biológico”, pontuou.

Segundo o COI, esta política, além de valer para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, deve ser adotada pelas Federações Internacionais e outros órgãos dirigentes do esporte, como os Comitês Olímpicos Nacionais, as Federações Nacionais e as Associações Continentais, ao exercerem sua responsabilidade na implementação das regras de elegibilidade relativas apenas a eventos do COI. Ela não se aplica a programas de esporte amador ou recreativo.

Fonte: Portal IG

 

Estado publica contrato para obra de asfalto em Naviraí

Uma boa notícia para a infraestrutura de Naviraí. Foi publicado no Diário Oficial do Estado o contrato para obras de asfaltamento em diversas ruas do Jardim Paraíso. As obras fazem parte de um pacote de infraestrutura urbana que foca no bairro, uma área que vinha sendo priorizada pelo município em parceria com o Estado.

O Prefeito Rodrigo Sacuno acompanhado dos gerentes, do Geral Executivo Fauze Selem, de Obras Fabiano Costa e da Administração Paulo Henrique (PH) , esteve em audiência com o Governador Eduardo Riedel e o secretário da Casa Civil do MS, Walter Carneiro nesta quinta-feira (26).

O chefe do executivo naviraiense lembrou ao Governador da importância desse asfalto, solicitado há anos pelos moradores e que a Prefeitura não teria condição financeira para executar, por isso a importância da parceria com o Governo Estadual.

“Somos gratos pela obra e viemos agradecer ao Governador Riedel, pela conclusão do trâmite burocrático para a execução” disse Sacuno, que aproveitou o encontro para fazer outros pedidos, principalmente de agilidade no processo já em curso que prevê investimentos de recapeamento asfáltico e a sonhada solução da drenagem e restauração da Rua Pérsio Antunes, no no Harry Amorim.

O investimento no Jardim Paraíso, em Naviraí, representa um passo importante para a valorização dos imóveis e, principalmente, para a qualidade de vida dos moradores, que se livram da poeira e do barro. O anúncio da finalização do processo burocrático foi feito pessoalmente pelo Governador Eduardo Riedel ao Prefeito Rodrigo Sacuno.

O valor aplicado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos). É de R$ 1.800.171,62, prevendo pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais. De acordo com o projeto técnico, a obra prevê cerca de 5,8 mil m² de pavimentação asfáltica e quase 700 metros de drenagem, abrangendo a Avenida Miguel Lopes de Moraes e as Ruas Maria Rosa Ianchuki, Joaquim Cardoso Castro, Sudeste e Maria Santiago.

Fonte: Assecom

Deputada Gleice Jane alerta para crise histórica de chikungunya em Dourados

A deputada estadual professora Gleice Jane (PT) fez um alerta sobre a situação da chikungunya em Dourados, classificada por ela como a mais grave já registrada no município. Após reunião com o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, a parlamentar afirmou que o cenário é de emergência em saúde pública e tende a se agravar nas próximas semanas.

Segundo Gleice, os dados apresentados são preocupantes. “A situação é gravíssima. Podemos estar diante da maior epidemia de chikungunya da história”, afirmou.

O diretor da Força Nacional do SUS também reforçou a gravidade do cenário. “O problema não começou na aldeia. Há sinais de transmissão desde o fim do ano passado e início deste ano, e o surto já se comporta como epidemia regional, com impacto no território indígena e expansão para o município”, afirmou Rodrigo Stabeli. Segundo ele, a positividade atual está entre 76% e 78%, indicando circulação viral muito intensa.

A deputada destacou que o número reduzido de agentes de endemias contribuiu para o agravamento do quadro. “Não é um problema recente e nem restrito a uma região específica. Existe histórico de notificações e isso já era uma tragédia anunciada”, disse.

Gleice Jane informou que está articulando ações junto ao governo federal e acompanhando de perto o trabalho da Força Nacional do SUS no município. Ao mesmo tempo, cobrou mais efetividade da gestão municipal no enfrentamento da crise.

“A presença da Força Nacional é fundamental, mas é preciso que o município assuma sua responsabilidade, amplie as ações de prevenção e garanta estrutura para atender a população”, afirmou.

A parlamentar também protocolou solicitações ao Governo do Estado para reforçar a rede de atendimento, incluindo o aumento de leitos no hospital regional, diante da previsão de crescimento no número de casos. Além disso, defendeu a distribuição gratuita de repelentes à população, em parceria entre o município e o Estado, como medida emergencial de proteção.

Outro ponto levantado por Gleice é a necessidade de preparação da rede de assistência social. A deputada solicitou que as secretarias estadual e municipal de assistência social se organizem para atender famílias que possam entrar em situação de vulnerabilidade, diante do impacto prolongado da doença.

“A chikungunya não é uma doença simples. A dor é intensa, a recuperação é lenta e pode deixar sequelas. Isso pode afastar pessoas do trabalho, afetar o comércio, a indústria, pressionar ainda mais o sistema de saúde e o INSS, e colocar famílias em situação de vulnerabilidade social”, alertou.

De acordo com especialistas e dados do Ministério da Saúde, mais de 50% dos casos podem evoluir com dor articular crônica por meses ou anos. Estudos apontam que entre 30% e 60% dos pacientes podem apresentar sintomas persistentes, com impacto direto na qualidade de vida. Em alguns casos, as limitações afetam atividades básicas do dia a dia.

Outro fator preocupante é o alto poder de transmissão dentro das residências. Diferentemente da dengue, a chikungunya tende a infectar vários membros da mesma família quando entra em uma casa.

Diante do cenário, Gleice Jane reforçou que a população também precisa colaborar com medidas de prevenção. Entre os principais sintomas da chikungunya estão febre alta, dores intensas nas articulações, dor muscular, fadiga e, em alguns casos, inchaço nas articulações.

A deputada destacou a importância do uso constante de repelentes, especialmente neste momento de alta circulação do vírus, além da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, como água parada em recipientes.

“Cada pessoa precisa fazer sua parte. Usar repelente, cuidar do ambiente e procurar atendimento ao apresentar sintomas. Só com ação conjunta vamos conseguir enfrentar essa crise”, concluiu.

Fonte: Assessoria

Super El Niño pode causar calor extremo e inundações pelo mundo ainda em 2026

Especialistas do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e do Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOOA) apontam que o mundo pode enfrentar, ainda em 2026, uma variação mais forte do El Niño, fenômeno natural responsável pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Episódios mais intensos do fenômeno contribuíram para temperaturas globais recordes, calor extremo, seca e inundações em diversos lugares do mundo. De acordo com o ECMWF, as probabilidades de ocorrer uma variação forte são de 80%, enquanto a variação super é de 20%.

O metereologista Sidney Abreu, do do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), explica que os modelos climáticos apresentados pelo NOAA mostram a previsão do El Niño em 2026 com anomalias positivas da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial em torno de 2.0 graus acima da média.

“Esse valor é próximo dos El Niños mais fortes já observados, como os de 1982/1983 e de 1997/1998. A anomalia de TSM acima da média ocasiona uma mudança na circulação da atmosfera”, afirma.

Na prática, esse aquecimento superforte altera de maneira significativa a circulação atmosférica e a distribuição de chuvas pelo mundo. Enquanto algumas regiões podem sofrer com calor intenso, outras podem nem receber a quantidade de chuva necessária.

No Brasil, há um déficit de chuva nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, e um superávit de chuva no Centro-Sul. O último ano com ocorrência do El Niño foi em 2023/2024 e esteve entre os mais fortes já registrados. 

“Na região Norte e Nordeste se espera uma redução dos índices pluviométricos causando uma diminuição nos níveis dos rios e dos reservatórios, o que pode afetar a navegação marítima, a agricultura, favorece situações de grandes áreas de queimadas e ondas de calor. Cenário observado durante o El Niño de 2023/2024, onde os rios da Amazônia viraram ruas”, ressalta o meteorologista.

Já no Centro-Sul, o aumento de índices pluviométricos traz, consequentemente, eventos extremos de chuva, enchentes severas, deslizamentos, granizos e aumento moderado das temperaturas.

“Um exemplo foram as chuvas extremas e prolongadas por dias ocorridas no Rio Grande do Sul, sendo este evento o maior do ponto de vista climático ocorrido no Brasil. Este cenário também foi observado no último El Niño. No Centro-Oeste pode ter secas mais prolongadas e temperaturas recordes”, acrescenta.

Outro destaque feito pelo especialista é a Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), um padrão climático com fases quentes ou frias que duram de 10 a 30 anos. A fase quente da ODP iniciou em 2020.

“Essa fase quente é caracterizada por uma frequência maior de El Niños acontecendo no Pacífico Equatorial, além disso, mais intensos. O aumento da temperatura global ao longo das décadas também potencializa isso”, diz.

Além das mudanças climáticas extremas, o fenômeno natural também influencia na economia, tendo em vista que afeta a produção de insumos como algodão, milho e soja. Apesar disso, foi constatado que no Canadá, por exemplo, as mudanças atmosféricas trouxeram um inverno mais ameno, o que acabou beneficiando pescadores locais.

Fonte: Portal Terra

Juventude AG viaja para Góias onde estreia na Copa do Brasil de Futsal

O Juventude AG está na estrada para o primeiro compromisso da temporada 2026. A delegação saiu de Dourados nesta quinta-feira (26), por volta das 23h, com destino à Anápolis (GO). Neste sábado (28), às 18h (MS), o time de Dourados enfrenta o Instituto SET na rodada de ida da primeira fase da Copa do Brasil de Futsal.

A partida de volta acontece no dia 6 de abril, às 19h, no Ginásio Municipal Ulysses Guimarães. O jogo marca o retorno do JAG à Dourados depois de disputar duas edições do Campeonato Brasileiro de Futsal mandando seus jogos na Arena Maracaju.

Segundo a programação montada pela Comissão Técnica, a previsão de chegada é por volta das 15h, com um treino agendado ainda nesta sexta e outro no sábado pela manhã, no local da partida.

Para a partida, João Carlos Banana tem à disposição todo o elenco, com exceção de Ronald e Riquelme, em fase final de recuperação de cirurgia que passaram no ano passado.

A Copa do Brasil é organizada pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) com 30 clubes de todo país. Os times se enfrentam em confrontos eliminatórios em jogos de ida e volta.

A competição começou dia 13 de março e três clubes já estão garantidos na segunda fase. O Minas Tênis Clube-MG eliminou Abarka-DF com duas vitórias; Náutico Sangue de Boi-AM passou pelo SC Jaraguá-RO com duas vitórias; e o Jaraguá Futsal-SC eliminou o Atlântico Erechim-RS com uma vitória e um empate.

Para disputar a LNF Silver, Copa LNF e Copa do Brasil, o Juventude AG tem apoio do Governo do Estado, através da Setesc e Fundesporte, Prefeitura de Dourados, através da Funed, Sanesul, Fendt, Grupo FV, LOG Engenharia, Aço Telha, Aço Fort, MF CON, CECAD, Lubfil, Cassems, BC Construtora e Oximep.

Fonte: Assessoria

Postos e distribuidoras ampliam margens de lucro com diesel em até 70% com a guerra

Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo.

Nas últimas semanas, o governo anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, um incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

Ainda assim, um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

Entenda o impacto da alta do petróleo na economia brasileira

Desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

A alta recente ocorre porque a guerra envolve países localizados em rotas estratégicas para a produção e o transporte de petróleo e gás. O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

O fluxo na região está muito reduzido por conta do conflito. Com a menor oferta mundial de petróleo, os preços disparam no mercado internacional.

O petróleo mais caro eleva também o preço dos derivados. O diesel, combustível fundamental para a logística da economia brasileira, espalha o aumento de custos dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Na semana passada, um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicou que o preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. O número será atualizado pela agência nesta sexta-feira (27).

Além do transporte, o agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas e com o encarecimento dos fertilizantes químicos, que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que adubos e fertilizantes químicos responderam por 93,5% do total importado pelo Brasil do país do Oriente Médio em janeiro deste ano.

Há impacto também na produção de energia elétrica, especialmente nas termelétricas, que geram energia a partir de combustíveis e costumam ser acionadas em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos.

Fonte: Portal G1