segunda-feira, 4 de maio de 2026

Trump faz ameaça antes de reunião com Irã: ‘Única razão de estarem vivos é para negociar’

Às vésperas das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã dizendo que eles “só estão vivos hoje para negociar” e ameaçou reagir caso as conversas fracassem, enquanto o Irã impôs condições para avançar no diálogo.

Representantes dos dois países se reúnem a partir deste sábado (11), no Paquistão, em meio a um cessar-fogo frágil — que Teerã afirma já ter sido violado por seus rivais, incluindo Israel.

Trump afirmou nesta sexta-feira (10) que o Irã não tem poder de negociação real e disse que o país só continua existindo para negociar.

“Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, além de uma extorsão de curto prazo ao mundo por meio do uso de vias navegáveis internacionais. A única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar!”, afirmou na rede social Truth Social.

O presidente dos EUA também disse que o Exército do país está “carregando os navios com as melhores munições” caso as negociações de paz com o Irã fracassem. A fala aconteceu em uma entrevista ao jornal norte-americano “The New York Post”.

“Vamos descobrir em breve, em cerca de 24 horas”, disse ao ser questionado pelo jornal se acreditava que as negociações seriam bem-sucedidas.

“Estamos reiniciando tudo, carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já feitas —ainda melhores do que as que usamos antes, e com as quais os destruímos completamente. (…) E, se não tivermos um acordo, vamos usá-las de forma muito eficaz”, afirmou.

Trump afirmou também que os iranianos “são melhores em lidar com a imprensa de fake news e com ‘relações públicas’ do que em lutar”.

Ao “NY Post”, ele disse que negociar com o regime iraniano é “lidar com pessoas sobre as quais não sabemos se dizem a verdade”.

Ele também acusou Teerã de contradizer alegações sobre enriquecimento de urânio e armas nucleares nos âmbitos público e privado.

Já o Irã impôs condições para negociar.

Nesta sexta (10), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse que os EUA devem cumprir os compromissos, incluir o Líbano no cessar-fogo e interromper os ataques israelenses contra o país, segundo a mídia estatal iraniana.

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou que as conversas marcadas para sábado não aconteceriam a menos que Israel interrompesse seus ataques no Líbano.

Além disso, um alto representante do Irã afirmou nesta sexta-feira (10) que as negociações com os EUA não podem começar enquanto ativos iranianos bloqueados no exterior não forem liberados.

“Duas das medidas acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a liberação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Essas duas questões precisam ser cumpridas antes que as negociações comecem”, disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em uma publicação no X.

Mais cedo nesta sexta, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, que vai participar das conversas em Islamabad, no Paquistão, falou sobre o encontro em um tom um pouco mais positivo.

“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”, declarou Vance.

Vance disse ainda que Donald Trump passou aos negociadores “diretrizes bem claras” para as tratativas, mas não especificou quais.

Fonte: Portal G1

Liandra solicita mais segurança e revitalização da Praça do Transbordo em Dourados

A vereadora Liandra da Saúde (PSDB) apresentou indicação durante a 10ª sessão da Câmara Municipal, solicitando medidas urgentes para garantir mais segurança, organização e qualidade na Praça Antônio Alves Duarte, conhecida popularmente como “Praça do Transbordo”, em Dourados.

De acordo com a parlamentar, o local é um dos pontos de maior circulação da cidade, sendo utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes e famílias. Além disso, a praça desempenha papel fundamental na integração do transporte coletivo urbano, concentrando grande fluxo de pessoas ao longo do dia.

Outro fator que reforça a importância da área é sua localização estratégica, em frente ao Hospital Presbiteriano Mackenzie Dr. e Sra. Goldsby King, o que intensifica ainda mais o movimento, especialmente de pacientes e acompanhantes que necessitam de um ambiente seguro, organizado e acolhedor.

No entanto, a vereadora destaca que a ausência de um posto fixo da Guarda Municipal e a falta de manutenção adequada têm contribuído para o aumento da sensação de insegurança. Segundo ela, a ocupação irregular do espaço e o uso inadequado da praça têm gerado preocupação entre frequentadores e comerciantes da região.

Diante desse cenário, Liandra propõe a instalação de um posto fixo da Guarda Municipal, com o objetivo de reforçar a presença ostensiva no local, inibindo práticas ilícitas e garantindo mais tranquilidade à população. A indicação também solicita a revitalização completa da praça, incluindo melhorias na iluminação, organização do espaço e condições de uso.

“A população precisa se sentir segura e acolhida em um espaço tão importante como esse. Nosso objetivo é devolver à comunidade um ambiente digno, bem cuidado e apropriado para todos”, destacou a vereadora.

O pedido da vereadora atende a uma demanda recorrente dos moradores e usuários da região, reforçando o compromisso do mandato com a segurança pública, o bem-estar social e a valorização dos espaços urbanos de Dourados.

Fonte: Assessoria

Campo Grande entra no circuito de grandes eventos e escancara desafio de mobilidade

A realização do show da banda Guns N’ Roses, na noite de 9 de abril, no Autódromo Internacional de Campo Grande, marca um momento histórico para a capital sul-matogrossense.

Com público estimado em 35 mil pessoas, estrutura de padrão internacional e impacto econômico relevante, o evento insere definitivamente a cidade no circuito de grandes turnês e, ao mesmo tempo, expõe um desafio antigo: a limitação da infraestrutura de mobilidade para suportar operações dessa escala.

Diante das manifestações recentes direcionadas à organização, especialmente em relação ao trânsito registrado na BR 262, é necessário restabelecer os fatos com base técnica, responsabilidade e transparência.

O evento foi planejado ao longo de aproximadamente três meses, com participação direta dos órgãos públicos competentes. Polícia Rodoviária Federal, Detran, Agetran e demais forças de segurança acompanharam o processo, definiram exigências operacionais e autorizaram a realização.

Todas as condicionantes foram cumpridas pela produção, incluindo estrutura interna, fluxos de entrada, segurança e atendimento ao público.

A abertura dos portões do evento ocorreu às 15h59, um minuto antes do horário previsto.

O principal ponto de tensão permaneceu concentrado no acesso externo ao Autódromo, especialmente na BR 262, cuja capacidade estrutural se mostrou insuficiente para absorver, em pista simples e via única, o deslocamento simultâneo de aproximadamente 35 mil pessoas.

O funcionamento interno do evento transcorreu com normalidade, dentro dos padrões exigidos para uma operação dessa magnitude. O atraso no início da apresentação, de aproximadamente uma hora e meia, foi uma decisão operacional responsável, adotada para permitir a entrada do maior número possível de pessoas que ainda estavam em deslocamento, impactadas pelas condições externas de acesso.

CONGESTIONAMENTO

O congestionamento registrado na BR 262 é um fato e não deve ser relativizado. Trata-se, no entanto, de uma rodovia federal de pista simples, que concentrou todo o fluxo de chegada de um público recorde. A operação contou com efetivo da Polícia Rodoviária

Federal, uso de drones, radares móveis, restrição de veículos pesados ao longo do dia e fiscalização com bafômetros. Ainda assim, a capacidade física da via não suportou o volume simultâneo de veículos.

É importante esclarecer que a organização privada não possui competência legal para intervenção em rodovias federais ou no sistema viário urbano. A gestão, o ordenamento e a operação do trânsito são atribuições dos órgãos públicos, conforme estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A realização do evento ocorreu com autorização formal e com pleno conhecimento das condições de acesso por parte das autoridades responsáveis.

Ao mesmo tempo em que evidenciou esse gargalo, o evento demonstrou de forma concreta o potencial econômico de Campo Grande. A movimentação gerada ultrapassou R$ 33 milhões, com impacto direto em hotéis, bares, restaurantes, transporte por aplicativo e comércio local.

A rede hoteleira registrou cerca de 86 por cento de ocupação, e aproximadamente 30 por cento do público veio de fora do estado, incluindo visitantes de países vizinhos. Estima-se ainda a geração de cerca de 1.500 empregos temporários, diretos e indiretos, ao longo de toda a cadeia produtiva.

Do ponto de vista operacional, tratou-se de uma das maiores estruturas já montadas na região, com mais de 800 toneladas de equipamentos, 66 carretas envolvidas e aproximadamente 2.800 profissionais atuando nas etapas de montagem, execução e desmontagem, sendo mais de duas centenas apenas no backstage da banda.

A realização de um evento dessa magnitude exige coragem, planejamento e capacidade de execução. Também expõe, de forma inevitável, os limites de uma cidade que ainda não havia operado uma logística desse porte. O que se verificou não foi ausência de planejamento, mas o encontro entre uma demanda comprovada e uma infraestrutura que precisa evoluir.

Campo Grande demonstrou que tem público, capacidade de consumo e relevância para receber grandes eventos. O desafio que se impõe agora é estrutural e coletivo. É necessário avançar em soluções de mobilidade, planejamento urbano e adequação de espaços para que a cidade possa consolidar esse novo posicionamento de forma segura e eficiente.

Eventos dessa dimensão não podem ser reduzidos a um único recorte. Devem ser compreendidos em sua totalidade, considerando o impacto econômico gerado, a projeção da cidade e o legado que deixam.

A organização reafirma que todas as etapas sob sua responsabilidade foram executadas conforme o planejamento aprovado e segue à disposição para o diálogo com autoridades e sociedade, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento das condições necessárias à realização de eventos futuros em Campo Grande.

Fonte: Assessoria

Gleice Jane destaca avanço da PEC da Enfermagem e reforça luta por valorização da categoria

Na quarta-feira (8), a deputada estadual professora Gleice Jane (PT) destacou os avanços recentes na pauta da enfermagem, especialmente a aprovação da PEC 19 de 2024 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa importante na tramitação da proposta que vincula o piso salarial nacional à jornada de 30 horas semanais.

A parlamentar tem acompanhado e atuado diretamente na articulação em defesa da categoria. No dia 4 de março, Gleice Jane encaminhou indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitando apoio do governo federal à proposta, incluindo diálogo com o Ministério da Saúde para viabilizar o avanço da PEC no Congresso Nacional.

“Essa é uma luta justa e necessária. A enfermagem sustenta o cuidado em saúde no dia a dia, e garantir melhores condições de trabalho é também garantir qualidade no atendimento à população”, afirmou.

Além da defesa da jornada de 30 horas, a deputada também solicitou a criação de um mecanismo de reajuste anual do piso salarial da enfermagem, com o objetivo de preservar o poder de compra da categoria ao longo do tempo.

“Sem uma política de recomposição, o piso perde valor. É fundamental garantir que esse direito acompanhe a realidade econômica e assegure dignidade para os trabalhadores”, destacou.

No âmbito estadual, Gleice Jane também ressaltou avanços na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Um projeto que garante proteção ao endereço funcional de servidores públicos avançou na CCJ, proposta construída a partir de demandas apresentadas pela própria categoria da enfermagem durante audiência pública realizada na Casa de Leis.

A medida busca garantir mais segurança aos profissionais, permitindo que denúncias e registros sejam feitos sem a exposição do endereço pessoal.

“Essa proposta nasce da escuta. Foi construída junto com a categoria e responde a uma necessidade real de proteção dos servidores públicos, especialmente daqueles que estão na linha de frente”, afirmou.

A deputada também reforçou sua conexão com a pauta a partir de experiências pessoais, destacando a realidade enfrentada pelos profissionais da enfermagem. “Quando estive internada, quem estava ali todos os dias cuidando de mim era a enfermagem. Eu vi de perto a rotina, a sobrecarga e a dedicação desses profissionais. Essa luta também é minha”, disse.

Segundo Gleice Jane, a valorização da enfermagem passa por melhores condições de trabalho, remuneração adequada e reconhecimento institucional.

“A enfermagem é formada majoritariamente por mulheres, que enfrentam jornadas exaustivas e, muitas vezes, precisam de mais de um vínculo para garantir renda. Essa categoria merece respeito, direitos e valorização”, afirmou.

A parlamentar destacou ainda que seguirá atuando em articulação com representantes da categoria, parlamentares federais e o governo federal para avançar na aprovação das propostas. “Todas essas conquistas são resultado da luta coletiva. Podem contar comigo, porque nós vamos seguir juntas e juntos para garantir mais direitos para a enfermagem”, concluiu.

Fonte: Assessoria