terça-feira, 5 de maio de 2026

Novo Desenrola Brasil começa a valer hoje

Começa a valer nesta terça-feira (5) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas e recuperar crédito.

A medida Provisória n° 1.355, que prevê a iniciativa, está publicada na edição de hoje Diário Oficial da União.

A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos: ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105); Possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:

1. cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;
2. cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente; 
3. crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.

De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo.

Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos.

O texto foi assinado nessa segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor.

Fonte: Agência Brasil

Canetas emagrecedoras podem deixar planos de saúde empresariais mais caros

A “febre” das canetas emagrecedoras e a maior demanda por terapias avançadas, com medicamentos de alto custo, devem pressionar a inflação médica e podem levar a reajustes mais altos nos planos de saúde empresariais.

A expectativa, segundo especialistas consultados pelo g1, é que os custos médicos subam entre 8% e 11% em 2026.

Segundo pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos estão entre os principais fatores que puxam os custos de saúde nas Américas — especialmente os remédios mais modernos para obesidade e diabetes.

“Embora os planos de saúde no Brasil ainda não contemplem medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, o rol de procedimentos ampliou a cobertura ambulatorial para alguns tratamentos oncológicos, além de medicamentos voltados a doenças raras e autoimunes”, explica a diretora de saúde e benefícios da Willis Towers Watson (WTW), Walderez Fogarolli.

Ao mesmo tempo, entidades de saúde no Brasil e no mundo seguem discutindo como tratar a obesidade no longo prazo.

No final do ano passado, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou as primeiras diretrizes sobre o uso de canetas emagrecedoras no combate à doença, classificando esses medicamentos como uma ferramenta potencialmente essencial para “ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados”.

No Brasil, uma série de projetos de lei apresentados no Congresso no ano passado passou a tratar do uso de medicamentos contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse cenário, a avaliação do setor é que, embora os planos ainda não sejam obrigados a cobrir as canetas emagrecedoras, a obesidade vem sendo cada vez mais reconhecida como doença crônica — o que pode influenciar decisões judiciais contra as operadoras, dependendo do caso.

Ainda segundo a pesquisa da WTW, 67% das seguradoras acreditam que medicamentos à base de GLP-1 vão elevar os custos médicos nos próximos três anos. Na prática, isso também pode pressionar novos reajustes dos planos de saúde.

🔎 Esses medicamentos imitam a ação do hormônio GLP-1, produzido pelo próprio corpo. Ele ajuda a controlar o apetite, aumenta a sensação de saciedade e regula a liberação de insulina.

Outros fatores também pesam na inflação médica

Os especialistas explicam que, embora os medicamentos tenham um peso importante, há vários outros fatores que influenciam os custos da saúde, como regulação e judicialização no Brasil, tecnologias mais caras (muitas ligadas ao dólar), comportamento dos usuários, além de desperdícios e fraudes.

🔎 Judicialização é quando as pessoas recorrem cada vez mais à Justiça para resolver questões que não foram solucionadas por outros meios. Na saúde, isso inclui casos em que pacientes acionam os tribunais para obrigar planos a cobrir tratamentos, exames ou medicamentos que não foram autorizados.

Segundo o superintendente técnico e atuarial da Mercer Marsh Benefícios, Thomás Ishizuka, fatores como a frequência de uso do plano e o custo médio dos atendimentos — chamado de “severidade” no jargão do setor — também entram na conta dos reajustes.

“Analisamos principalmente o custo médio por atendimento e a frequência de uso, mas o preço também depende de outras variáveis, como a idade dos beneficiários, o setor da empresa e o tipo de contrato”, diz.

A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos empresariais devem variar de 8% a 10%. Já a WTW projeta alta de 11% neste ano, mas não detalhou os reajustes dos planos.

Fonte: Portal G1

Mês das mães reforça importância da vacinação na gestação

O mês das mães, celebrado em maio, é um período de homenagens, mas também um convite à atenção com a saúde de quem gera a vida, especialmente durante a gestação.

Nesse período, que exige cuidados redobrados, manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

Infelizmente, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Um levantamento do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez. Outros 41% desconhecem essa orientação, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso à informação durante o pré-natal.

“É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal”, destaca a bioquímica Gélida Pessoa, responsável pelo setor de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Manaus.

“Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”.

Recomendações 

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a imunização é um cuidado essencial para garantir ao bebê um desenvolvimento saudável, especialmente nos primeiros mil dias de vida. Por isso, ao confirmar a gravidez, a mulher deve buscar orientação para atualizar o esquema vacinal conforme seu histórico.

Entre as vacinas recomendadas estão a de hepatite B, com três doses; a dT (difteria e tétano), também em três aplicações; a influenza trivalente, indicada uma vez por temporada; e a vacina contra a covid-19, recomendada a cada gestação para reduzir o risco de formas graves da doença.

Também fazem parte das orientações a vacina dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, e a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Ambas contribuem para proteger o bebê nos primeiros meses de vida por meio da transferência de anticorpos maternos.

“A vacina Dtpa é realizada na paciente a partir da 20ª semana de gestação, enquanto a vacina contra VSR deve ser realizada a partir da 28ª semana de gestação”, explica Gélida.

A Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) orienta que, se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido, pois não houve tempo necessário para a transferência de anticorpos para ele.

Nessa situação, o pediatra deve considerar a administração de anticorpo monoclonal no bebê.

Em situações específicas, como em casos de viagem ou residência em áreas de risco, a vacina contra febre amarela pode ser indicada, sempre após avaliação médica criteriosa do risco-benefício.

Acesso facilitado 

Nos últimos anos, o acesso às vacinas tem se ampliado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada, o que contribui para aumentar a cobertura vacinal sem comprometer a segurança dos imunizantes.

Na rede privada, por exemplo, há maior variedade de vacinas e facilidades que favorecem a adesão ao cuidado preventivo, como agendamento prévio, compra online e até serviços de vacinação domiciliar ou em ambientes corporativos.

Essas alternativas ampliam a comodidade, especialmente em um período em que a gestante precisa conciliar consultas, exames e rotina pessoal.

Outros cuidados 

A vacinação integra um conjunto de ações fundamentais do pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Esse acompanhamento permite monitorar a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações ao longo de todo o período gestacional.

O cuidado inclui consultas periódicas, exames laboratoriais e de imagem, além de um calendário de atendimentos que se intensifica conforme a gestação avança: mensal até a 28ª semana, quinzenal até a 36ª e semanal até o parto.

Fonte: Assessoria

Naviraí lança edicão 2026 do projeto EcoVerdinho na rede municipal

Alunos da rede municipal coletaram 55.504 itens recicláveis no último ano.A Prefeitura de Naviraí, por meio da Gerência de Desenvolvimento Econômico e com apoio da Gerência de Educação e Cultura, avança em 2026 com o lançamento oficial do projeto EcoVerdinho nesta quinta-feira (07/05), na Escola Municipal José Carlos da Silva.

A iniciativa retoma as ações que transformam o cuidado com o meio ambiente em aprendizado prático para estudantes e benefícios reais para a cidade, unindo sustentabilidade, educação ambiental e financeira, alimentação saudável e desenvolvimento social.

O projeto, que conta com o apoio da empresa Nilcatex Têxtil, integra a prática da coleta de materiais recicláveis a um sistema de economia circular no município. Através da troca de recicláveis pela moeda social “Verdinho”, os estudantes aprendem sobre responsabilidade ambiental e consumo consciente, utilizando seus créditos para adquirir alimentos frescos diretamente com produtores locais na Feira do Galo.

Esse modelo de economia circular reforma o compromisso com a agricultura familiar e garante que os resíduos coletados sigam para a Reciclanaviraí, onde são processados, gerando trabalho e renda.

Para 2026, o desafio é ampliar os resultados alcançados em 2025, quando foram registrados 55.504 itens coletados e 373 alunos atendidos, consolidando Naviraí como referência em ações que unem educação, inclusão social e desenvolvimento econômico sustentável.

Fonte: Assecom

Câmara de Dourados aprova desafetação de área para nova UBS no Parque do Lago

A Câmara Municipal de Dourados realizou, nesta segunda-feira (4), a 14ª Sessão Ordinária e, na principal pauta, aprovou Projeto de Lei proposto pelo Poder Executivo de desafetação de área específica no Parque Antenor Martins para construção de um nova unidade de saúde.

O texto, apreciado em regime de urgência, será agora encaminhado para sanção do prefeito Marçal Filho.

O PL enviado pelo Poder Executivo diz que a área em questão é de aproximadamente 3 mil metros quadrados, menos que 1,5% da área total do Parque do Lago, como é popularmente conhecido.

Segundo o texto, o projeto de obra prevê a não supressão de árvores na área do parque e a construção da nova unidade de saúde tem objetivo de substituir a atual unidade da Seleta e não há, nas proximidades, outra área pública disponível.

A localização, inclusive, é uma das justificativas para o pedido, já que a Unidade Básica de Saúde da Seleta, é “responsável pelo atendimento de significativa parcela da população da cidade, ressalta-se a necessidade de que a nova unidade permaneça em local próximo ao atual”.

Segundo o vereador Márcio Pudim (PSDB), líder do Prefeito na Câmara, a nova unidade de saúde deve ter melhores condições de atendimento. “O objetivo é construir um espaço maior, mais amplo que tenha condições de atender melhor a comunidade daquela região que é extensa e que demanda a construção desse novo prédio. Essa nova unidade vai contemplar tudo o que há de novo no atendimento da saúde”, afirmou.

No pedido para desafetação da área, o Poder Executivo demonstra também preocupação com possível demora na definição de uma área para obra, o que poderia implicar na perda de recursos, que devem vir de emenda parlamentar federal, com complementação por repasse do Ministério da Saúde.

Vistas e Urgência

Durante a discussão do Projeto de Lei, o vereador Elias Ishy (PT) propôs vistas para que o assunto fosse melhor esclarecido pelo Poder Executivo, mas o pedido foi rejeitado, sendo seguido apenas pelos vereadores Franklin Schmalz (PT) e Inspetor Cabral (PSD).

Em seguida, Rogério Yuri (PP) propôs pedido de urgência na discussão do PL, alegando a importância de que o assunto seja definido, liberando o Poder Executivo para buscar os recursos para a execução das obras. O pedido foi aprovado com 18 votos favoráveis.

Na discussão do mérito, o Projeto de Lei teve voto favorável de todos os vereadores presentes, inclusive de Alex Cadeirante (PSDB), que participou remotamente. Isa Marcondes (Republicanos), afastada por problemas de saúde, foi a única ausente.

Fonte: Assessoria CMD