segunda-feira, 22 de junho de 2026

Câmara de Dourados aprova mudanças na Reurb e vincula Conselho de Saneamento à Semsur

A Câmara Municipal de Dourados realizou, nesta segunda-feira (1º), a 18ª Sessão Ordinária do ano legislativo. Entre as diversas pautas analisadas, os vereadores aprovaram dois Projetos de Lei encaminhados pelo poder executivo.

Um relacionado à Regularização Fundiária Urbana (Reurb) e outro ao Conselho Municipal de Saneamento Básico, que passa a ser vinculado à Semsur. Os textos seguem para serem sancionados pelo prefeito Marçal Filho.

Em regime de urgência, o Legislativo Municipal aprovou PL que altera dispositivos da Lei nº 4.837, de 30 de maio de 2022, que trata da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) no município.

Segundo a justificativa da proposta, as mudanças têm como objetivo aprimorar a legislação para dar maior eficiência e celeridade aos procedimentos de regularização fundiária, além de fortalecer a atuação da Agência Municipal de Habitação de Interesse Social (Agehab) como órgão central da política municipal de habitação e regularização.

De acordo com o Executivo, a experiência acumulada em processos já concluídos apontou a necessidade de atualização e detalhamento dos procedimentos administrativos e registrais, com o objetivo de ampliar a segurança jurídica para os envolvidos na regularização de núcleos urbanos informais.

O projeto também prevê a criação de uma comissão específica para avaliação de imóveis nos processos de Reurb, medida que busca agilizar a tramitação dos procedimentos.

A proposta ainda fortalece o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS), destinando integralmente os recursos arrecadados com a regularização fundiária às políticas habitacionais do município.

Coerência Administrativa

Já em segunda votação, os vereadores aprovaram PL que altera a vinculação do Conselho Municipal de Saneamento Básico, o transferindo para a Semsur (Secretaria Municipal de Serviços Urbanos).

De acordo com a justificativa apresentada pela Prefeitura, a mudança é necessária após a transferência da gestão do Fundo Municipal de Saneamento da Secretaria Municipal de Planejamento para a Semsur, definida no início de maio, e que busca concentrar na mesma secretaria as atribuições relacionadas ao saneamento público, garantindo coerência administrativa e maior alinhamento na tomada de decisões sobre o setor.

O projeto também promove alterações na legislação municipal para adequar responsabilidades e vinculações legais referentes ao Conselho Municipal de Saneamento e ao Plano Municipal de Saneamento Básico.

O órgão permanece de caráter deliberativo, consultivo e fiscalizador e entre suas atribuições está a promoção da participação da sociedade na formulação de diretrizes para as políticas públicas de saneamento básico do município, além do acompanhamento e avaliação da política municipal para o setor.

A Prefeitura argumenta que as alterações completam a reorganização administrativa das competências relacionadas ao saneamento básico no âmbito do Poder Executivo Municipal.

Fonte: Assessoria CMD

Ação promovida por Lia Nogueira reúne mais de 700 pessoas em Dourados

“Eu trouxe meu pai para cortar o cabelo, minha irmã fez exame da visão, minhas crianças ficaram brincando e ainda teve um momento para cuidar da autoestima. Faz muita diferença para a gente.”

A fala de Kelly da Silva traduz o sentimento de muitas famílias que encontraram, em uma mesma tarde, acesso a serviços, convivência e um momento de atenção que costuma ficar em segundo plano diante da correria do cotidiano.

Promovida pela deputada estadual Lia Nogueira (PSDB), a ação realizada no Instituto Fuziy reuniu mais de 700 pessoas em uma programação especial em celebração ao Dia das Mães.

O encontro foi pensado para ir além de uma data comemorativa e criar um ambiente de acolhimento, aproximando a população de atendimentos essenciais e iniciativas voltadas ao bem-estar.

Ao destacar o significado da iniciativa para os moradores da região, a coordenadora do Instituto Fuziy, Patrícia Brito de Oliveira, reforçou a importância da presença do poder público nos territórios mais vulneráveis.

“Não pode haver mudanças se você não consegue ouvir e também ver a necessidade das pessoas mais vulneráveis da periferia. Quando ações como essa acontecem, devolvemos às pessoas autoestima, esperança e a certeza de que elas também precisam ser vistas.”

Ao longo da programação, foram disponibilizados serviços como atendimento médico, odontológico, teste de visão, orientação jurídica e teste de glicemia.

Também houve espaço para ações voltadas à autoestima e ao cuidado pessoal, com corte de cabelo, limpeza de pele, podologia, designer de sombrancelhas, esmaltação e maquiagem, reforçando a proposta de olhar para as famílias de forma integral.

Para muitas mães, especialmente aquelas que vivem uma rotina intensa de cuidados com os filhos, encontrar um espaço que permitisse realizar diferentes atividades no mesmo local teve um significado especial. Emily Isabella e Souza Pereira contou que conseguiu cuidar de si enquanto o filho participava das atividades recreativas.

“É muito gratificante porque nós somos mães e às vezes não conseguimos sair por conta dos filhos. Quando descobri que a deputada também é mãe atípica, me identifiquei ainda mais. Ela pensa em todo mundo”, destacou.

A programação também contou com aula de ritmos, recreação infantil e sorteio de prêmios, criando um ambiente de integração entre gerações e fortalecendo o sentimento de pertencimento entre os participantes.

Parceira da iniciativa, a dermatologista Funari destacou que ações como essa também representam formas de ampliar a participação feminina nos espaços comunitários e fortalecer o olhar para o cuidado coletivo. “A política também é isso: estar presente, levar informação, orientar e melhorar o entorno da comunidade”, afirmou.

Para Lia Nogueira, aproximar serviços da população é uma forma concreta de gerar impacto no cotidiano das famílias. A iniciativa contou com parceria da UEMS, SEST SENAT, ABCD, Instituto Fuziy, associações e demais entidades que contribuíram para ampliar o alcance da programação e fortalecer o atendimento à comunidade douradense.

Fonte: Assessoria

Maraisa dá bronca durante show por uso de laser: “Se retire”

A cantora  Maraisa ,  dupla com Maiara, perdeu a paciência no último sábado (30), durante uma apresentação da dupla na 20ª Festa do Café de Vila Valério, no Espírito Santo.

A sertaneja interrompeu a apresentação após flagrar uma pessoa da plateia apontando um feixe de laser diretamente para o rosto das artistas.

Um vídeo que mostra o momento exato da bronca de Maraisa durante o show viralizou nas redes sociais neste fim de semana.

Visivelmente irritada com a situação e preocupada com os riscos da atitude, Maraisa mandou um recado firme ao responsável diretamente do palco.

“Cara, não tem por que colocar laser na cara das cantoras. E não tem por que colocar laser no drone para derrubar em cima das pessoas e machucar. Então, se não sabe usar, se retire ”, disparou a artista, recebendo aplausos imediatos do público.

A atitude da dupla repercutiu rapidamente na internet e gerou apoio entre fãs e internautas. Muitos elogiaram a postura firme da cantora diante da situação, destacando a preocupação com a segurança não apenas das artistas, mas também das pessoas presentes no evento.

O vídeo do momento se tornou um dos assuntos mais comentados das redes sociais nas últimas horas, colocando o nome de Maraisa entre os temas em alta no X, antigo Twitter.

Repercussão nas redes sociais

No X, internautas celebraram a atitude de Maraisa.”Amo essa skin da Maraisa, que ela coloca qualquer sem noção no seu devido lugar”, comentou uma seguidora. “Lamentável essa situação! A pessoa está ali se apresentando e passa por uma situação dessas? Ridículo”, comentou outra.

“Sabe o que é pior? É que no final das contas, vão falar que ela foi grossa”, disse outra. “Eu digo uma coisa pra vocês, a Maraisa está certinha com essa postura dela! Tem que ser assim mesmo, se impor e mostrar quem manda de verdade, porque essa gente é abusada”, disse uma última.

Fonte: Portal IG

Dia Mundial Sem Tabaco alerta para avanço dos vapes entre jovens

Celebrado em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco reforça o alerta sobre os impactos do tabagismo e o avanço do uso de dispositivos eletrônicos para fumar, especialmente entre adolescentes e jovens. Em 2026, o tema escolhido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e adotado pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) no Brasil é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência”, chamando atenção para estratégias da indústria do tabaco que tornam os produtos mais atrativos e favorecem a dependência precoce.

Em Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Gerência de Prevenção e Controle do Tabagismo, tem intensificado ações educativas, preventivas e de tratamento em parceria com os municípios, escolas, universidades e Vigilância Sanitária. O objetivo é ampliar o acesso à informação, prevenir a experimentação entre jovens e fortalecer o atendimento aos fumantes que desejam abandonar o cigarro.

Crescimento do uso de vapes preocupa especialistas

Dados da PeNSE 2024 (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) apontam crescimento expressivo da experimentação de cigarros eletrônicos entre adolescentes de 13 a 17 anos. Em cinco anos, o percentual saltou de 16,8% para quase 30%, indicando que praticamente três em cada dez estudantes brasileiros nessa faixa etária já utilizaram o dispositivo ao menos uma vez.

Os dados do Vigitel Brasil 2006–2024 também reforçam o alerta sobre a persistência da dependência da nicotina no país e mostram mudanças importantes no padrão de consumo, com aumento do uso dos dispositivos eletrônicos para fumar. Os levantamentos evidenciam que, apesar dos avanços no controle do tabagismo convencional, novos desafios passaram a exigir respostas ainda mais efetivas da saúde pública.

Segundo a gerente de Prevenção e Controle do Tabagismo da SES, Carla Tatiane Soares, a preocupação é impedir que o apelo dos produtos eletrônicos transforme uma nova geração em dependente da nicotina.

“A indústria utiliza sabores doces, refrescantes e estratégias de marketing que tornam esses produtos mais atrativos, especialmente para crianças e adolescentes. Nosso trabalho é justamente ampliar o acesso à informação, prevenir a experimentação e fortalecer o cuidado para quem deseja abandonar o tabagismo”, destaca.

Tratamento alcança mais de 90% dos municípios

A SES também tem ampliado o incentivo aos municípios para fortalecimento do Programa de Tratamento para Cessação do Tabagismo, que atualmente possui cobertura em mais de 90% das cidades sul-mato-grossenses.

Dados do monitoramento estadual mostram crescimento significativo nos atendimentos realizados pelo programa, que passaram de 2.787 em 2024 para 4.163 em 2025. O resultado conta com apoio do Ministério da Saúde na capacitação de profissionais de saúde para ampliar o número de equipes habilitadas.

Além do atendimento aos fumantes, o Estado vem fortalecendo ações educativas em escolas estaduais e particulares, capacitações para profissionais da Atenção Primária e Especializada e atividades voltadas à prevenção do uso de cigarros eletrônicos entre jovens.

Parcerias fortalecem fiscalização e conscientização

Entre as ações desenvolvidas neste ano está a intensificação das atividades conjuntas com a Vigilância Sanitária estadual e municipal. As estratégias serão reforçadas entre o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, e o Dia Nacional de Combate ao Fumo, em 29 de agosto, com foco no cumprimento das normas da Anvisa relacionadas ao comércio de produtos fumígenos e dispositivos eletrônicos para fumar.

Segundo o gerente de Apoio aos Municípios e de Supervisão do Sistema Estadual de Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, a atuação integrada busca fortalecer o enfrentamento à comercialização irregular desses produtos em Mato Grosso do Sul.

“A Vigilância Sanitária vem atuando de forma contínua, em parceria com os municípios, para garantir o cumprimento do marco regulatório da Anvisa relacionado ao comércio tabagista. Neste período, vamos intensificar ações estratégicas e intersetoriais de orientação, fiscalização e conscientização para fortalecer o controle desses produtos no Estado”, destaca.

A SES também ampliou parcerias com instituições de ensino superior. Como parte da programação alusiva à data, a Gerência de Prevenção e Controle do Tabagismo participa da Jornada Universitária Odontológica (Pré-JUNO), promovida pela Uniderp, com palestra voltada à conscientização sobre os impactos do tabagismo.

Fonte: Portal do MS

Polícia apura se houve uso indireto de verba pública no filme de Bolsonaro

As três empresas controladas por Karina da Gama, sócia da produtora que fez o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro são alvo de buscas da Polícia Civil de São Paulo na operação Wi-Fi.

São elas: Go Up; ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Go 7 assessoria.

Apesar de o foco da operação desta segunda-feira (1º) não ser o filme e sim um contrato com suspeitas de fraude para a instalação de Wi-Fi — celebrado entre a Prefeitura de SP e o ICB, ONG de Karina da Gama — a produtora do filme também foi alvo de buscas.

Tanto a ONG ICB quanto a empresa do filme funcionam formalmente no mesmo endereço da Avenida Paulista, mas as duas se mudaram fisicamente para endereços na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, sem atualização oficial nos registros estaduais e federais.

Isso porque a Justiça aceitou o argumento da Polícia Civil de que todas as empresas controladas por Karina precisavam ser investigadas em seus fluxos de caixa e também pela suspeita de confusão patrimonial.

“Durante o período de vigência do contrato administrativo e dos repasses públicos milionários ao Instituto Conhecer Brasil, a investigada teria iniciado a produção de longa-metragem denominado ‘Dark Horse’, cujo custo estimado variaria entre R$ 8 milhões e R$ 20 milhões, havendo suspeitas de utilização indireta de recursos públicos oriundos do programa municipal para financiamento da produção audiovisual” diz a decisão a que o blog teve acesso.

A polícia apontou que: há indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo a Karina e a Go Up; É preciso apurar a suspeita sobre se houve coincidência no fato de a ONG de Karina receber recursos da prefeitura de SP e ter iniciado a produção do filme e se o caso se trata de um desvio de finalidade e uso indireto dos recursos púbicos para produzir o filme.

“A representação policial também descreve indícios de desvio de finalidade e confusão patrimonial envolvendo Karina Ferreira da Gama e a empresa Go Up Entertainment Ltda., produtora cinematográfica sob seu controle direto”, prossegue o despacho.

Detalhes da decisão

A decisão do juiz Guilherme Eduardo Martins Kellner descreve autorização para que a equipe policial encarregada pela busca e apreensão abra compartimentos fechados como cofres, armários, caixas, depósitos ou gavetas trancados em caso de recusa de abertura voluntária.

O juiz também autorizou acesso, extração e espelhamento de todo o conteúdo armazenado nos dispositivos eletrônicos apreendidos, abrangendo comunicações telefônicas, mensagens de aplicativos, dados de geolocalização, registros de correio eletrônico e arquivos em nuvem vinculados aos aparelhos.

Fonte: Portal G1

Gleice Jane defende valorização da UEMS e critica abandono da universidade pública

A deputada estadual Gleice Jane (PT) conduziu na última quarta-feira (27), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), uma audiência pública para discutir a situação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

O encontro reuniu professores, técnicos administrativos, estudantes, aposentados, representantes sindicais e parlamentares para debater perdas salariais, precarização das condições de trabalho e o enfraquecimento da universidade pública no Estado.

Vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto da ALEMS, Gleice destacou sua ligação histórica com a instituição, onde estudou e iniciou sua trajetória política no movimento estudantil.

“Sou filha da UEMS. Foi dentro da universidade que aprendi a fazer política, compreender a importância da educação pública e entender o papel da ciência e da tecnologia no desenvolvimento da sociedade”, afirmou.

Durante a audiência, representantes da comunidade acadêmica relataram problemas estruturais enfrentados nas unidades universitárias, como falta de laboratórios, equipamentos, materiais de pesquisa, espaços adequados para professores e sobrecarga de trabalho causada pela ausência de servidores técnicos.

A vice-presidente da ADUEMS, professora Erika Porceli Alaniz, afirmou que muitos docentes utilizam computadores pessoais para desenvolver atividades acadêmicas e relatou aumento do adoecimento da categoria em razão da intensificação da carga de trabalho.

Segundo o presidente da ADUEMS, Marcelo Bertace, os professores acumulam perdas salariais de aproximadamente 44% desde 2015. Representantes dos técnicos administrativos também cobraram reformulação das carreiras e denunciaram a falta de autonomia financeira da universidade.

Para Gleice Jane, o cenário enfrentado pela UEMS é consequência de um projeto político que não prioriza a educação pública nem a valorização dos servidores.

“A universidade vem sofrendo ataques há muito tempo. Houve um período em que conquistamos avanços importantes, como a autonomia financeira e a valorização dos professores. Depois disso, começamos a perder direitos porque alguns governos deixaram de enxergar a universidade como instrumento estratégico para o desenvolvimento do Estado”, criticou.

A parlamentar também relacionou o fortalecimento da universidade ao desenvolvimento econômico e científico de Mato Grosso do Sul. “Não existe desenvolvimento sem universidade, sem ciência e sem tecnologia. Fortalecer a UEMS é fortalecer o próprio Estado”, declarou.

Outro tema debatido durante a audiência foi a política de renúncia fiscal do Governo do Estado. Participantes criticaram o aumento dos incentivos concedidos ao agronegócio enquanto áreas como educação, ciência e tecnologia enfrentam restrições orçamentárias.

Também participaram do debate estudantes da unidade da UEMS nas Moreninhas, em Campo Grande, que denunciaram a falta de sede própria e dificuldades para realização de atividades acadêmicas e projetos de extensão.

Ao final, Gleice Jane afirmou que o objetivo da audiência foi ampliar a escuta da comunidade universitária e levar as reivindicações ao plenário da Assembleia Legislativa e ao Governo do Estado.

“O nosso papel é ouvir a universidade, dar visibilidade a essas pautas e fazer essa voz ecoar dentro da Assembleia Legislativa”, concluiu.

Fonte: Assessoria