quinta-feira, 25 de junho de 2026

Terremotos na Venezuela deixam ao menos 164 mortos e foram sentidos no Brasil

Os dois terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira causaram pelo menos 164 mortes até o momento, segundo afirmou a presidente Delcy Rodríguez na manhã desta quinta-feira (25).

Os tremores foram sentidos em quatro estados brasileiros, entre Pará, Amazonas, Roraima e Amapá, mas não há relatos de vítimas ou grandes estragos no Brasil.

Na Venezuela seguem as buscas por vítimas soterradas nos escombros. Segundo o governo, há mais de mil feridos e mais pessoas presas debaixo dos restos de dezenas de prédios e casas que desabaram. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de mortes pode passar de 10 mil pessoas e chegar a até 100 mil.

Segundo informações, a presidente anunciou que será criado um fundo de US$ 200 milhões, com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reconstruir a infraestrutura do país. Delcy Rodríguez disse que todos os esforços atuais são para salvar vidas e resgatar sobreviventes.

Segundo ela, o estado mais afetado do país foi La Guaira, com “dezenas de edifícios colapsados”.

É uma verdadeira tragédia”, afirmou. Dezenas de países já se prontificaram a ajudar a Venezuela, entre eles o México, Brasil, Catar, Estados Unidos e China. A ajuda será com envio de equipes de resgate e material de primeiros socorros.

A Venezuela foi atingida por dois grandes terremotos nesta quarta-feira. O primeiro foi de magnitude 7,2 e ocorreu no fim da tarde, a 160 km a oeste de Caracas.

O segundo aconteceu cerca de um minuto depois, com magnitude 7,5. Mesmo longe o epicentro, tremores foram relatados em cidades da região norte do Brasil, incluindo as capitais Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP).

Segundo a agência Brasil, a Defesa Civil do Estado do Amazonas informou que um tremor de terra foi sentido por moradores das cidades Manaus, Barcelos e Iranduba, mas sem vítimas. O prefeito de Belém, Igor Normando, afirmou que prédios chegaram a ser esvaziados em algumas áreas da cidade como precaução, mas não houve danos ou vítimas.

Fonte: Diarinho

Retomada da UFN-III marca visita de Lula e reforça agenda defendida por Gleice Jane

A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, marca um dos principais compromissos da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (25).

A agenda simboliza a retomada de um dos maiores empreendimentos industriais do Estado, cuja conclusão é considerada estratégica para a economia regional e para a política nacional de fertilizantes.

A deputada estadual Gleice Jane (PT) destacou a importância da decisão da Petrobras de retomar o projeto e afirmou que a conclusão da unidade representa um avanço para a geração de empregos, o desenvolvimento industrial e a soberania nacional.

“Estamos falando de uma obra que ficou mais de dez anos parada e que agora volta a movimentar a economia de Mato Grosso do Sul. É um investimento que gera empregos, fortalece nossa indústria e reduz a dependência do Brasil da importação de fertilizantes, algo fundamental para um país que é uma potência agrícola”, afirmou.

Durante a agenda em Três Lagoas, o presidente Lula participa da assinatura dos contratos entre a Petrobras e as empresas vencedoras das licitações para concluir a construção da fábrica. O empreendimento receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões, com recursos previstos no Novo PAC, e deve gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos durante a execução das obras. A previsão é que a unidade entre em operação em 2029.

A história da UFN-III começou em 2011, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff. O projeto nasceu com o objetivo de ampliar a produção nacional de ureia e amônia, reduzindo a dependência brasileira da importação de fertilizantes nitrogenados.

Em novembro de 2014, quando as obras foram interrompidas, cerca de 81% da construção já havia sido concluída. A fábrica estava próxima de iniciar suas operações.

Mais de dez anos de abandono – Entre 2015 e 2022, a UFN-III permaneceu sem conclusão.

Nesse período, a Petrobras adotou uma política de venda de ativos e de redução de sua atuação no setor de fertilizantes. Houve tentativas de negociação da fábrica inacabada com empresas privadas, mas nenhuma foi concluída.

Com a mudança de orientação da estatal nos últimos anos, o projeto voltou a integrar a estratégia da Petrobras, que decidiu manter a unidade sob seu controle e concluir a construção. Além da finalização da obra, parte dos investimentos será destinada à recuperação de estruturas e equipamentos que sofreram deterioração durante o período de paralisação.

Desenvolvimento para Mato Grosso do Sul – Quando entrar em operação, a UFN-III deverá produzir milhares de toneladas de ureia e amônia por dia, ampliando a capacidade brasileira de fabricação de fertilizantes e reduzindo a dependência do mercado internacional.

Para Gleice Jane, a retomada da unidade representa um passo importante para o fortalecimento da indústria nacional e para a economia sul-mato-grossense.

“Não se trata apenas de concluir uma obra. Estamos retomando um projeto que gera oportunidades, fortalece a produção nacional e demonstra que o Estado voltou a investir em iniciativas capazes de transformar a vida das pessoas”, destacou.

Após a agenda em Três Lagoas, o presidente Lula segue para o Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, onde participa de atos voltados à reforma agrária, regularização fundiária e fortalecimento da agricultura familiar.

Fonte: Assessoria