domingo, 9 de agosto de 2026

Rios inundam e cidades afetadas saltam de 73 para 143 no RS

Subiu para 150 o número de municípios que sofreram danos após os intensos temporais que cobriram o Rio Grande do Sul na terça-feira (21).

Os rios Taquari e Caí inundaram em várias cidades e famílias precisaram ser evacuadas. Segundo o levantamento da Defesa Civil, o número de desalojados chegou a 155, enquanto outras 55 pessoas estão desabrigadas. Uma pessoa se feriu.

Conforme boletim da Defesa Civil Estadual, a maioria dos danos notificados tem relação com as chuvas intensas (84). Outros estragos foram causados por vendavais (58), granizo (7), alagamentos (5), inundações (8), deslizamentos (9) e outros eventos (2).

Os rios Taquari e Caí inundaram entre a madrugada desta terça (21) e quarta (22), atingindo o Vale do Taquari. As cidades de Estrela (RS), Muçum (RS), Santa Tereza (RS), Roca Sales (RS) Lajeado (RS), Arroio do Meio (RS), Encantado (RS), Montenegro (RS) e outras próximas foram atingidas.

Outros rios, como o Jacuí e o Gravataí podem inundar até o fim do dia. O Rio Taquari marcou 22,7m às 12h em Lajeado (RS), subindo 33cm em uma hora. A cota de inundação era 19m.

Mesmo diante do cenário severo, meteorologistas apontam que enchentes como as de 2024 não devem acontecer.

Maiores volumes e ventanias atingem o Noroeste gaúcho

Segundo as estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Passo Fundo (RS) registrou o maior acúmulo de chuva nas últimas 48h: 208,2mm, enquanto uma região na jusante do Rio Jacuí registrou 238,4mm de chuva.

Segundo a Prefeitura Municipal, 98 pessoas foram removidas de casa por conta das chuvas, enquanto o Rio Passo Fundo subiu 3,59m. Tanto o rio quanto o Arroio Santo Antônio passaram das cotas de inundação.

Próximo da cidade, em Ciríaco (RS), um idoso de 80 anos foi retirado de um veículo submerso, prestes a ser arrastado pela correnteza, durante o temporal.

Considerando somente as últimas 24h, Paraí (RS) teve 200mm, Marau (RS) 192mm e André da Rocha (RS) 180mm.

Até a terça-feira (21), sete cidades gaúchas já tinham decretado situação de emergência, conforme o Diário Oficial da União, mas o número deve elevar nos próximos dias.

As maiores velocidades de v ento ficaram em torno de 70 a 60km/h e atingiram mais violentamente Planalto (RS), São Borja (RS) e São José dos Ausentes (RS).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em Lagoa Vermelha (RS), a ponte Cotiporã está bloqueada, inundada pelas chuvas, no km107 da BR-470. A passagem fica sobre o rio das Antas em direção a Bento Gonçalves (RS).

A BR-285 também foi inundada em Vacaria (RS) às 19h30 de terça (21), mas já está liberada nesta quarta (22). Outras 15 rodovias estaduais estão com bloqueios totais e 8 com parciais segundo levantamento do Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CPRv BM).

Tempo severo começa a diminuir até final da semana

Segundo previsões, a frente fria que causa os temporais do Rio Grande do Sul deve se deslocar para outros estados nos próximos dias. Contudo, uma zona de baixa pressão poderá intensificar novamente as instabilidades no estado gaúcho.

Segundo a MetSul Meteorologia, as chuvas devem ter volumes menores e alguns dias, sobretudo no final de semana, podem ter regiões do estado com tempo firme ou parcialmente aberto.

Fonte: Portal Terra

Com direito a barraca do beijo, Virgínia e Vini Jr. fazem ‘festa julina’

De volta ao Brasil, Vini Jr. e Virgínia deram uma festa no Rio de Janeiro. Na mansão do atacante, eles realizaram a festa julina.

Nas redes sociais, o casal divulgou algumas imagens. Vini Jr. comentou o post de Virginia com corações.

Depois de muitos rumores durante a Copa do Mundo, o casal reassumiu que estava junto e até trocaram beijos publicamente no lançamento de uma academia.

Fonte: Portal Terra

Flávio Bolsonaro repete discurso do pai sobre urnas e amplia desafios na campanha

O senador e pré-candidato à presidência da república Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu em Brasília, em evento privado, com representantes de cerca de 40 países.

Durante o encontro, ele afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic e citou um relatório da CIA segundo o qual a companhia estaria envolvida em fraudes nas eleições da Venezuela em 2012 — uma associação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não usa urnas da Smartmatic.

Flávio nega estar questionando o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que os países presentes enviem observadores internacionais para acompanhar as eleições no Brasil.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse Flávio.

O episódio reproduz um discurso recorrente do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e chega em um momento delicado para a pré-candidatura do senador.

Com o início as convenções partidárias, etapa em que as pré-candidaturas precisam fechar alianças e definir vices, Flávio enfrenta dificuldade para ampliar seu apoio além do PL: União Brasil, Progressistas e Republicanos ainda negociam uma adesão formal, que garantiria mais tempo de TV e rádio no horário eleitoral.

A campanha já vinha desgastada por outras crises. Uma delas envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, a quem ele pediu dinheiro para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. O episódio, segundo alguns levantamentos, afetou as intenções de voto no pré-candidato do PL.

Também pesou o desgaste com a madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, resultado de divergências em torno da eleição no Ceará e que expôs dificuldades de Flávio junto ao eleitorado feminino.

Nesse contexto, a senadora Tereza Cristina (PP), cotada como possível vice, já comunicou a aliados que não pretende ocupar o posto.

A fala sobre as urnas dificilmente abala o eleitorado bolsonarista mais fiel, mas pode custar a Flávio parte do apoio entre eleitores de direita não bolsonaristas e entre o eleitorado independente, que é justamente o público que sua campanha precisava conquistar para crescer.

Fonte: Portal G1

Gleice comemora conquista histórica dos agentes comunitários de combate às endemias

Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) conquistaram na semana passada uma das maiores vitórias da história da categoria.

O Senado Federal aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que cria regras de aposentadoria diferenciada para esses profissionais, reconhece a atividade como essencial ao Sistema Único de Saúde (SUS), fortalece direitos da categoria e agora segue para promulgação.

A deputada estadual Gleice Jane (PT) comemorou a conquista e destacou que o resultado é fruto de uma mobilização construída ao longo de muitos anos.

“Essa vitória é resultado da organização e da persistência de uma categoria que nunca desistiu de lutar pelos seus direitos. Os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias são a porta de entrada do SUS nas comunidades. São profissionais que conhecem as famílias, acompanham quem mais precisa e fazem um trabalho essencial para a saúde pública. É uma alegria celebrar esse reconhecimento e reafirmar que nosso mandato continuará ao lado dessa luta”

Ao longo do mandato, Gleice tem acompanhado as reivindicações dos agentes em Mato Grosso do Sul, participado de reuniões com representantes da categoria e manifestado apoio às pautas defendidas pelos trabalhadores.

Para o presidente do Sindracse – Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias  Dourados, Marco Aurélio Amorim Bonetti, a aprovação representa o reconhecimento de uma luta coletiva construída por milhares de profissionais em todo o país.

“Este é um dia que ficará marcado para sempre na história dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. Essa conquista mostra que, quando permanecemos unidos e organizados, somos capazes de transformar sonhos em realidade.

Cada colega que participou das mobilizações, das caravanas, das reuniões, das manifestações ou fortaleceu essa luta de qualquer forma faz parte dessa vitória”, comemorou.

O que muda com a PEC

Com a aprovação da PEC 14/2021, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) passam a contar com regras específicas de aposentadoria, com redução gradual da idade mínima em relação às normas gerais da Previdência.

A proposta também reconhece oficialmente a atividade como essencial ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), garante integralidade e paridade aos servidores vinculados aos regimes próprios de previdência e cria um mecanismo de complementação para os profissionais vinculados ao INSS.

Além disso, proíbe a terceirização e a contratação temporária da atividade, salvo em situações excepcionais previstas em lei, e estabelece regras para a regularização do vínculo dos profissionais que já atuam na atenção básica e na vigilância em saúde.

A proposta é considerada uma das maiores conquistas da categoria desde a regulamentação da profissão e beneficia centenas de milhares de agentes em todo o país.

Para Gleice Jane, a aprovação da PEC reforça a importância de valorizar quem faz o SUS acontecer diariamente. “Valorizar os agentes é fortalecer a atenção básica, investir na prevenção e cuidar melhor da população. Quem está todos os dias nas ruas, visitando famílias e prevenindo doenças merece reconhecimento, respeito e direitos garantidos.”

Fonte: Assessoria