A primeira fase da Liga Nacional de Futsal Silver termina nesta quarta-feira (29), com os oito jogos da 15ª rodada acontecendo simultaneamente às 19h (MS). Com uma campanha de recuperação, somando três vitórias nos últimos cinco jogos, e contando com resultados favoráveis de concorrentes, o Juventude AG chega dependendo apenas de si para avançar na competição.
A vitória fora de casa sobre o São Miguel Futsal-PR colocou, pela primeira vez, o time de Dourados na zona de classificação.
Nesta última rodada, além de apontar os últimos três classificados, define também os quatro confrontos da segunda fase, de onde saem os adversários dos times já garantidos nas quartas de final. Nesta lista estão Liga São Caetano-SP, Acel Chopinzinho-PR, América-RN e Vasco da Gama, nesta ordem de classificação, e que não podem mais ser alcançados no G4.
Outros cinco times já estão certos na segunda fase: São Lourenço Futsal-SC, Camaquã Futsal, Dracena Futsal-SP, Apodi Futsal-RN e Joaçaba Futsal-SC.
O Juventude AG está na disputa pelas três vagas que seguem abertas para sequência da competição. Na ordem, estão Lages Futsal-SC, com 16 pontos, Concórdia Futsal-SC e JAG, ambos com 14 pontos, completando a zona de classificação. Na luta pela vaga estão ainda Blumenau Futsal-SC e São Miguel Futsal, com 13 pontos, e o Sport Recife-PE, com 12 pontos.
JOGOS
Na última rodada da LNF Silver, uma vitória do JAG sobre o Camaquã deixa os douradenses com 17 pontos e classificado, com a posição dependendo dos demais resultados para saber quem enfrentaria na segunda fase, eliminatória em ida e volta.
Outras quatro partidas estão diretamente ligadas em relação à definição dos últimos três classificados: Apodi Futsal recebe o São Miguel; Concórdia Futsal enfrenta o ACEL Chopinzinho; Sport joga em casa contra o Dracena Futsal; e uma disputa quase direta entre os catarinenses Lages Futsal e Blumenau Futsal.
Ingressos Antecipados
Para o jogo entre JAG e Camaquã Futsal, os ingressos estão disponíveis e com preço promocional único de R$ 10 nas lojas Salim Esportes e Sport.Com, parcerias do clube na temporada. Nas bilheterias do Ginásio Municipal, no dia do jogo, o preço é o regular de R$ 20, com meia entrada a R$ 10 para idosos, estudantes identificados e professores das redes municipal e estadual.
Crianças até 12 anos, doadores de sangue e pessoas com deficiência (PcD) não pagam. Nas lojas também estão sendo vendidas as camisas do Juventude AG na temporada 2026.
Estrutura montada pela Prefeitura com gestão da ANTEP vai padronizar a produção local para abastecer Naviraí e região.
A partir da próxima terça-feira (28-07), a mandioca cultivada pelos pequenos produtores de Naviraí passará a sair do campo com alto valor agregado.
A inauguração da Agroindústria Municipal de Mandioca de Mesa, no Assentamento Juncal, atende a uma reivindicação da agricultura familiar: a oportunidade de deixar de ser apenas fornecedora de matéria-prima bruta para se consolidar como um polo beneficiador do próprio produto.
De acordo com a Gerência de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura a entrega oficial da Agroindústria está prevista para as 15 h no Juncal.
O número de apreensões pela Polícia Federal de medicamentos emagrecedores contrabandeados, sobretudo as canetas emagrecedoras, saltou em 2026 e, somente até junho, já é maior que o dobro das apreensões no ano de 2025 inteiro.
Foram apreendidos até junho 165.589 emagrecedores — canetas, ampolas e frascos —, ante 60.865 em todo o ano passado. Uma alta de 172%, segundo um levantamento inédito feito pela PF.
O pico foi em maio deste ano, com 51.582 unidades ilegais apreendidas. O número começou a subir a partir de setembro do ano passado, segundo o levantamento da polícia.
As apreensões decorreram de fiscalizações, abordagens nas estradas e do cumprimento de mandados judiciais após investigações feitas pela PF.
🌎 A maior parte das apreensões ocorreram no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso, estados que fazem fronteira com países vizinhos, e em São Paulo, maior mercado consumidor.
“O contrabando de medicamentos emagrecedores para o Brasil segue um padrão logístico estruturado, com entrada predominante pela fronteira terrestre com o Paraguai — especialmente na região da tríplice fronteira [Foz do Iguaçu] e em Mato Grosso do Sul —, de onde os produtos são transportados por rodovias já utilizadas pelo tráfico de drogas até grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro”, afirmou a PF.
Essa rota, de acordo com a PF, é complementada por transporte aéreo, que permite o deslocamento rápido de cargas menores entre cidades, e pelo envio internacional pelo correio, que amplia a distribuição com vendas pela internet.
“É uma cadeia híbrida que combina contrabando tradicional e logística digital para abastecer o mercado ilegal no país”, descreveu a Polícia Federal.
Diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a médica Karen de Marca alerta para os riscos do consumo de medicamentos de origem desconhecida, que podem conter substância diferente da esperada ou em concentração errada.
“A nossa principal preocupação é com a composição do medicamento, se existem misturas na composição daquele produto, a concentração. Porque, às vezes, é [realmente] aquele produto, porém ele está numa concentração diferente, ou seja, você pode estar tomando um produto com uma dose muito mais alta do que deveria utilizar. Isso pode aumentar o risco de efeitos adversos”, explica a médica.
Uma ação rápida da equipe da Ronda Ostensiva Motorizada (ROMO) da Guarda Municipal de Dourados resultou na recuperação de uma motocicleta furtada e na prisão em flagrante de um homem suspeito de subtrair o veículo, na noite desta semana, na região central do município.
A equipe realizava patrulhamento preventivo nas imediações da Praça Paraguaia quando, ao chegar ao cruzamento das ruas Independência e Napoleão Laureano, percebeu um grupo de pessoas reunidas ao redor de uma motocicleta Yamaha Factor vermelha.
Assim que notaram a aproximação da viatura, os indivíduos tentaram se dispersar rapidamente, deixando o veículo para trás, atitude que despertou a atenção dos guardas municipais.
Diante da situação, todos os presentes foram abordados e identificados. Durante a averiguação, os próprios integrantes do grupo apontaram um dos abordados como sendo o condutor da motocicleta. Inicialmente, o suspeito
alegou desconhecer a procedência do veículo e afirmou não saber quem o havia deixado naquele local.
Entretanto, os demais abordados relataram aos agentes que o homem estava de posse da motocicleta e tentava negociá-la por R$ 2.500,00, valor muito abaixo do preço de mercado, circunstância que reforçou as suspeitas da equipe.
Ao ser confrontado com as informações, o suspeito demonstrou nervosismo, alterou o comportamento e tentou fugir da abordagem, sendo imediatamente contido pelos guardas municipais.
Após perceber que não conseguiria escapar, o homem resolveu confessar espontaneamente como havia obtido a motocicleta. Segundo seu relato, ele havia saído da residência de sua ex-companheira quando encontrou um homem caído na via pública, aparentemente embriagado, ao lado da motocicleta, que estava estacionada com a chave na ignição. Aproveitando-se da situação de vulnerabilidade da vítima, montou no veículo e foi embora.
Com base nas informações prestadas pelo próprio suspeito, a equipe da ROMO deslocou-se até o endereço indicado. No local, os guardas encontraram o proprietário da motocicleta caído na calçada, em visível estado de embriaguez, completamente incapacitado de fornecer informações ou de proteger seu patrimônio.
A confirmação da identidade da vítima foi realizada por meio dos dados cadastrais vinculados à motocicleta recuperada.
Preocupados com o estado de saúde do homem, os guardas municipais acionaram o atendimento necessário e providenciaram seu encaminhamento à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ele recebeu assistência médica, foi medicado e, após avaliação, recebeu alta.
A motocicleta foi recuperada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o suspeito e a vítima, para a adoção das medidas legais cabíveis.
A atuação da equipe ROMO permitiu não apenas a recuperação do patrimônio da vítima, mas também garantiu o atendimento médico ao proprietário da motocicleta, que se encontrava em condição de extrema vulnerabilidade, demonstrando a importância do patrulhamento preventivo realizado diariamente pela Guarda Municipal de Dourados.
A Câmara Municipal de Dourados volta aos trabalhos em Plenário nesta segunda-feira (27), a partir das 15h. Será a primeira sessão ordinária após o recesso legislativo do meio do ano.
A presidente Liandra Brambilla (PSDB) prevê um segundo semestre de muito trabalho, tanto em plenário como junto à população nos bairros e demais instituições da sociedade civil organizada.
“Tivemos um primeiro semestre com muitas atividades este ano, com mais de 200 projetos aprovados em plenário e, certamente, assim será também neste segundo semestre do ano”, estima Liandra.
No primeiro semestre, o Legislativo realizou 23 sessões ordinárias, uma sessão extraordinária e uma sessão especial de julgamento, consolidando um semestre de discussões sobre propostas que impactam diretamente a vida da população douradense.
Os vereadores apresentaram 3 Projetos de Emenda à Lei Orgânica, 13 Projetos de Lei Complementar, 89 Projetos de Lei Ordinária, 130 Projetos de Decreto Legislativo e 4 Projetos de Resolução.
Além disso, foram protocolados 104 requerimentos, 1.433 indicações, 52 moções e 1.128 protocolos gerais, números que refletem o ritmo de trabalho da Casa de Leis.
Flávio Bolsonaro foi batizado quatro vezes na fé evangélica. Primeiro na juventude, na Igreja Batista Itacuruçá, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro.
Em 2016, aos 35 anos, o então deputado estadual do Rio foi batizado novamente acompanhando o pai, Jair Bolsonaro, em um mergulho nas águas do rio Jordão, em Israel.
Em 2024, ele e a esposa Fernanda foram batizados mais uma vez na Igreja Comunidade das Nações, em Brasília. Por fim, no início deste ano, o hoje pré-candidato à Presidência da República voltou ao rio Jordão para “renovar a aliança com Deus”.
O batismo simboliza um ato público de obediência, o renascimento para a vida espiritual e a purificação de pecados. Ao contrário do catolicismo, em que batizados geralmente são reservados a bebês, a maioria das igrejas evangélicas pratica o rito em adultos, como um ato consciente de fé. Mas, apesar de não ser proibido se batizar várias vezes, o gesto costuma ser reservado a pessoas que se afastaram da religião ou mudaram de denominação.
Para pastores ouvidos pela Agência Pública, a repetição do ritual por Flávio também tem um componente político.
Por um lado, ele quer seguir os passos do pai, que viajou a Israel pouco antes da sua bem-sucedida campanha presidencial de 2018. De outro, também tenta se aproximar do grupo religioso que foi um dos mais determinantes para vitória de Jair, e que ainda não selou acordo final com Flávio. Para isso, dizem, não basta Flávio ser evangélico, ele precisa parecer evangélico.
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do pastor Silas Malafaia
Jair virou “enviado de Deus” por pauta conservadora
Flávio sempre se identificou como evangélico, por influência da mãe, Rogéria Bolsonaro, a primeira esposa de Jair. Ele estudou em uma tradicional escola privada batista e frequenta cultos religiosos com a família.
Jair, por outro lado, é declaradamente católico, e não mudou de religião nem depois do episódio no rio Jordão. Apesar do contraste, há uma diferença na maneira como o meio evangélico enxerga os dois.
Mesmo não sendo fiel de uma congregação, Jair se aproximou do meio após o batizado, que foi celebrado na época pelo Pastor Everaldo, então presidente do PSC, o partido ao qual era filiado. Everaldo tem laços com políticos influentes, como o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, ambos evangélicos e membros do Republicanos.
Ele também foi padrinho político de Wilson Witzel ao governo do Rio (que também se converteu posteriormente). Anos depois, o pastor e Witzel caíram no mesmo escândalo de corrupção envolvendo a saúde na época da pandemia. Mesmo assim, Jair chegou a este meio legitimado por atores de prestígio.
Em 2018, ele foi acolhido de maneira vocal por diversas lideranças evangélicas de peso, como o bispo Edir Macedo, dono do grupo de mídia Record, da Igreja Universal do Reino de Deus e do banco Digimais, e o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo – que inclusive celebrou seu casamento com Michelle.
Um dos motivos para a adesão foi o fato de o candidato ser visto como mais alinhado às pautas morais defendidas pela igreja, como ser contra o aborto, a legalização das drogas e a chamada “ideologia de gênero”. O hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava preso, e seu candidato, Fernando Haddad, foi rapidamente associado a um suposto “kit gay”.
Naquele momento, o nome de Jair foi consensuado em várias reuniões de comunidades evangélicas – apesar de ser um grupo amplo e diverso, com diferentes visões entre si. Uma delas foi descrita no livro “A Noiva sob o Véu”, que trata da participação evangélica nas eleições, escrito pelo pastor batista e doutor em Ciência da Religião Sérgio Dusilek.
Ele relata uma sabatina com o então candidato organizado pela Global Kingdom Partnership Network (GKPN), rede fundamentalista norte-americana que articula os que ele chama de principais pastores evangélicos do Brasil, na Igreja Batista Central de Belo Horizonte, em 2018.
“Duas semanas após o encontro, em ação visivelmente coordenada, os pastores mais midiáticos ali presentes postaram vídeos de apoio a Bolsonaro em suas redes sociais. Em um curto espaço de dias, com diferentes argumentos e experiências, emprestaram o apoio a Bolsonaro, espiritualizando-o. Estamos falando de mais de vinte e cinco milhões de seguidores atingidos diretamente por tais publicações, sem contar os compartilhamentos”, escreveu Dusilek.
Assim, Jair ganhou uma “feição davídica [de rei Davi, descrito na Bíblia como um ‘homem segundo o coração de Deus’]” e foi apresentado como “um Messias”, ainda segundo a pesquisa de Dusilek. Ajudava o fato de Jair ter “Messias” como um de seus sobrenomes. Com essa aura de enviado de Deus, ele conseguiu contornar polêmicas e acusações sofrendo pouco impacto em sua imagem.
Flávio Bolsonaro batizado no rio Jordão, em Israel, numa repetição de ato feito pelo pai em 2016
O problema de Flávio
Jair foi condenado por tentativa de golpe de estado e cumpre prisão domiciliar. Antes disso, já havia sido declarado inelegível pela justiça eleitoral. Com a proximidade das eleições de 2026, formou-se um alvoroço de aliados que disputavam quem seria escolhido para herdar os votos do bolsonarismo. Entre os nomes cotados, Flávio não costumava aparecer como primeira opção.
O então senador se declarou pré-candidato à Presidência no início de dezembro de 2025, mas a decisão só foi validada no dia 25 daquele mês, quando ele leu uma carta escrita pelo pai em frente ao hospital onde o ex-presidente faria uma cirurgia de emergência. O texto tinha um tom emocionado: “Entrego o que há de mais importante na vida de um pai: o próprio filho, para resgatar o nosso Brasil”, dizia.
Desde então, Flávio tem enfrentado dificuldades para agregar a mesma base que se uniu em torno do pai poucos anos antes. Mas as coisas se complicaram em maio, quando apareceram áudios que ligam o pré-candidato ao banqueiro Daniel Vorcaro, do escândalo do banco Master, em que o senador teria negociado milhões de reais para uma cinebiografia sobre o pai – e cujo destino do dinheiro hoje é investigado pela Polícia Federal.
Sua participação na Marcha para Jesus também foi criticada por ele apelar para a política em um momento que deveria ser religioso, segundo a consultoria Ativaweb DataLab, que analisou 17 milhões de posts nas redes sociais logo após o evento.
Ainda em maio, sua madrasta Michelle divulgou um vídeo dizendo ter sido maltratada e humilhada pelo enteado após divergências em composições políticas do Partido Liberal nos estados. Respeitada no meio cristão e com trânsito entre lideranças religiosas de peso nacional, Michelle ajudou a complicar a imagem de Flávio entre mulheres e evangélicos, dois públicos que o senador já vinha perdendo espaço.
A queda logo apareceu nas pesquisas eleitorais. Levantamento da Genial/Quaest mostrou que o apoio do grupo ao filho 01 encolheu nove pontos entre evangélicos em apenas um mês, passando de 61% a 52% das intenções de voto entre maio e junho.
Outra pesquisa, da AtlasIntel/Bloomberg, feita logo depois da fala de Michelle, mediu que o senador havia perdido 10 pontos percentuais entre o eleitorado feminino e oito pontos entre os que se denominam evangélicos. Para amenizar o baque, Flávio imediatamente gravou vídeos de pedidos de desculpas à ex-primeira-dama e intensificou postagens nas redes sociais em que aparece orando.
Malafaia, que já declarava abertamente preferir como candidato o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), até chegou a participar de um culto com Flávio, mas parece tê-lo abandonado, dizendo que “não passa a mão na cabeça de corrupto”.
O pastor Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, também próximo a Bolsonaro, seguiu o mesmo caminho. “O evangélico pensa: às vezes é melhor votar num candidato que não é cristão do que um que diz ser, mas não mantém a coerência”, já disse.
Pastores de congregações menores também têm demonstrado desconforto em apoiá-lo abertamente, como relata Filipe Gibran, líder da Igreja Comuna do Reino.
“Vejo nos grupos de WhatsApp pastores de vários lugares, com visões diferentes, falando da relação dele [Flávio] com Daniel Vorcaro, do banco Master. Pegou mal, surgiu uma desconfiança”, afirma. “Não quer dizer que eles vão passar a apoiar o Lula, mas, se forem votar em Flávio, vai ser mais pelo sentimento de antipetismo, que ainda é dominante, do que por gostarem do Flávio”.
Até o momento não houve apoio incisivo de lideranças evangélicas ao nome de Flávio. Se isso acontecer – o que não está descartado – pode ficar reservado para a proximidade da data das eleições.
Enquanto isso, Lula e outros políticos tentam se aproximar. O Ministério Madureira, que integra a Assembleia de Deus e tem 15 mil templos, do bispo Samuel Ferreira, foi um dos poucos que já declarou o apoio a um candidato: o escolhido foi o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), apontado como uma opção para a direita cansada do bolsonarismo.
Após consolidar uma trajetória marcada pela defesa das mulheres, dos direitos humanos, da democracia e da justiça social na Câmara Municipal de Campo Grande, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) apresenta sua pré-candidatura a deputada estadual.
A proposta é levar para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um mandato feminista, antirracista e classista, ampliando para todo o estado a atuação que tem desenvolvido ao lado dos movimentos sociais e das populações historicamente invisibilizadas.
A pré-candidatura nasce da compreensão de que é preciso fortalecer a representação das mulheres e dos setores populares nos espaços de decisão política.
Em um estado que figura entre os mais violentos do país para as mulheres, Luiza defende que o enfrentamento à violência exige políticas públicas permanentes, orçamento e compromisso institucional.
Entre as propostas está a criação da Secretaria Estadual da Mulher, garantindo estrutura para desenvolver ações de prevenção, proteção, autonomia econômica e enfrentamento à violência em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
“Nossa atuação sempre foi construída ao lado das pessoas. Nosso compromisso é ser a voz de quem luta por igualdade e justiça. Queremos levar para a Assembleia Legislativa um mandato que escuta, fiscaliza, propõe soluções e enfrenta as desigualdades de frente”, afirma Luiza Ribeiro.
A experiência construída na Câmara Municipal sustenta esse novo desafio. Somente neste mandato, Luiza promoveu 26 audiências públicas, transformando o Legislativo em espaço de diálogo permanente com a sociedade.
Os encontros discutiram temas como os direitos das mães atípicas, inclusão das pessoas com deficiência, enfrentamento ao racismo, transporte coletivo, saúde pública, educação, cultura, direitos da população LGBTQIAPN+, juventude, povos indígenas, democracia e participação popular.
Na fiscalização do Executivo, a parlamentar protagonizou importantes debates em defesa do interesse público. Atuou contra os aumentos considerados abusivos da Taxa do Lixo e do IPTU, assinou o pedido de criação da CPI da Saúde, cobrou transparência na aplicação dos recursos públicos e defendeu o fortalecimento dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social.
Na educação, mantém uma luta histórica pela ampliação das vagas nas EMEIs e pela garantia do direito à educação infantil. Também se tornou uma das principais vozes na defesa das mães atípicas, cobrando atendimento especializado, inclusão e políticas públicas que assegurem dignidade às famílias.
Outra marca do mandato é a defesa de um transporte coletivo digno. Luiza participou da CPI do Consórcio Guaicurus, que revelou irregularidades na prestação do serviço, e segue cobrando a renovação da frota, a aplicação dos recursos federais destinados à compra de novos ônibus e a construção de um sistema de transporte acessível e eficiente para toda a população.
Ao longo do mandato, também apresentou projetos e iniciativas voltados à valorização das políticas de cuidado, à promoção da igualdade de gênero e racial, à defesa da cultura, dos direitos humanos e da participação popular.
Como presidente da Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e Direitos Humanos, fortaleceu o diálogo com os movimentos sociais e ampliou o debate sobre temas que historicamente receberam pouca atenção do poder público.
A atuação de Luiza também é reconhecida pela defesa dos servidores públicos, da redução da jornada para 30 horas em categorias específicas, da agricultura familiar, da reforma agrária, da soberania alimentar, do fim da escala 6×1, dos direitos dos povos originários, das religiões de matriz africana, da população LGBTQIAPN+, das pessoas com deficiência, da preservação ambiental e da causa animal.
Agora, a pré-candidatura a deputada estadual representa a continuidade desse trabalho. O objetivo é fortalecer a presença dos movimentos sociais na Assembleia Legislativa e ampliar a construção de políticas públicas que enfrentem as desigualdades, combatam o racismo estrutural, promovam a igualdade entre mulheres e homens e garantam mais dignidade para quem vive em Mato Grosso do Sul.
“Quero levar para a Assembleia o mesmo mandato que construímos na Câmara, um mandato popular, feminista, antirracista e classista, que enfrenta privilégios, fiscaliza o poder público e transforma a escuta da população em ações concretas. Nosso compromisso continuará sendo o mesmo: ser a voz das pessoas que lutam por igualdade, justiça e democracia.”
Fonte: Assessoria
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