terça-feira, 15 de setembro de 2026

Eleições de 2026 registram recorde de candidaturas indígenas

Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) indica que as Eleições 2026 contarão com o maior número de candidaturas indígenas já registradas no Brasil.

Segundo a organização, 191 postulantes aos cargos em disputa declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que descendem de povos originários.

O total representa menos de 1% de todos os 20.506 pedidos de registro de candidaturas contabilizados pelo TSE até esta segunda-feira (17).

Ainda assim, segundo a Apib, é um recorde, o maior número desde 2014, quando o tribunal eleitoral passou a exigir dos candidatos dados de cor e raça.

O total é quase 3% superior às 186 candidaturas indígenas das últimas eleições gerais, realizadas em 2022, e quase 125% maior que as 85 de 2014. A Apib considera que o recorde mostra uma ampliação contínua da participação ativa dos povos originários.

O levantamento destacou o aumento do número de candidados a deputado federal: de 59, em 2022, para 75, em 2026.

Onde estão essas candidaturas?

Os candidatos indígenas vêm de 26 das 27 unidades da federação, representando os seis grandes biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

A Amazônia Legal concentra 80 (ou 42%) das 191 candidaturas registradas; 36 concorrentes são da Região Sudeste; 34, do Nordeste; 27, do Centro-Oeste; e 14, do Sul.

Os dados já disponibilizados pelo TSE apontam que os candidatos indígenas pertencem a 64 diferentes etnias. Os Macuxi, de Roraima, respondem por 13 candidaturas. Em seguida aparece o povo Guarani Kaiowá, com 12 candidaturas em Mato Grosso do Sul. A base também registra oito candidaturas Guaraní, sete Munduruku, seis Mura e seis Terena.

Para a Apib, o aumento do número de candidaturas eleição após eleição é fruto e expressão da “caminhada histórica de resistência e de cobrança” dos povos originários por espaço e respeito.

Mulheres

Embora o número de mulheres indígenas tenha recuado de 85, em 2022, para 84, neste ano, elas representam 44% das candidaturas indígenas — uma proporção significativamente superior à média geral de mulheres entre todos os postulantes (35%). Além disso, segundo a Apib, o número de mulheres indígenas disputando as eleições gerais (29) cresceu cerca de 190% desde 2014.

“Esse avanço carrega a força das mulheres que organizam as lutas nos territórios e, agora, ampliam sua presença nos espaços de decisão”, afirmou Alana Manchineri, também da coordenação da Campanha Indígena.

Por meio da mobilização, a Apib e organizações indígenas regionais apoiam 54 das candidaturas que, segundo a entidade, foram construídas a partir da base do movimento, em torno de um projeto político coletivo, cujo slogan é Nosso Território, Nossa Vida.

“Esta bancada indígena é um recorte político construído a partir das indicações das organizações regionais de base da APIB, fortalecendo uma articulação que parte dos territórios”, afirma Alana, destacando que o projeto “coloca os territórios no centro das decisões sobre o futuro do Brasil”, incentivando os candidatos indígenas a incorporar as propostas do movimento em suas campanhas.

Fonte: Agência Brasil

Pedro e Arrascaeta reafirmam papel de protagonistas no Flamengo

A classificação do Flamengo para as quartas de final da Conmebol Libertadores diante do Cruzeiro serviu para consolidar, mais uma vez, a força de uma das parcerias mais vitoriosas do futebol sul-americano.

No confronto decisivo disputado no Maracanã, Pedro e Giorgian De Arrascaeta comandaram as principais ações ofensivas da equipe e deixaram claro que continuam sendo os pilares da engrenagem técnica rubro-negra em momentos de alta pressão.

O uruguaio abriu a contagem aproveitando passe preciso do centroavante, enquanto Samuel Lino balançou as redes após nova assistência do camisa 9. Dessa maneira, o rendimento da dupla comprovou na prática a estratégia montada pela comissão técnica para quebrar as linhas de marcação adversárias e ditar o ritmo da partida continental.

Sinergia tática e liberdade no setor ofensivo

A dinâmica apresentada no gramado refletiu um trabalho planejado detalhadamente nos treinamentos. A movimentação solta de Pedro gerou espaços determinantes nas costas dos volantes rivais, permitindo trocas rápidas de passe e finalizações limpas desde o primeiro tempo de jogo.

Além disso, a capacidade de retenção de bola e pivô do camisa 9 potencializou o talento criativo do meio-campista. Consequentemente, o Rubro-Negro conseguiu dominar a posse no campo de ataque e criar volume suficiente para superar o momento de oscilação logo após sofrer o gol de empate.

Arrascaeta detalha entrosamento com Pedro

Na saída de campo, o próprio camisa 10 rubro-negro fez questão de analisar o funcionamento da dobradinha ofensiva e explicou como a leitura tática foi determinante para superar a forte marcação do adversário mineiro:

“A gente sabia que o Cruzeiro jogava muito em nossos encaixes e preparou esse jogo com o Pedro para jogar mais solto. A gente criou muito com isso. Conseguimos muitos espaços no primeiro tempo. Poderíamos, como falei, ter feito mais algum gol, mas o resultado foi parabéns. O Cruzeiro também jogou muito bem”, destacou Arrascaeta.

Nesse sentido, a sincronia entre a visão de jogo do meia e a presença de área do centroavante funcionou como a chave mestra para furar o bloqueio defensivo rival nos momentos mais agudos da eliminatória.

Fonte: Portal Terra

Assédio eleitoral ganha atenção nas Eleições 2026; Chefe não escolhe voto

Com o início oficial da propaganda eleitoral para as Eleições 2026, em 16 de agosto, as discussões políticas também passam a ocupar mais espaços da rotina dos brasileiros.

No ambiente de trabalho, porém, a manifestação política encontra limites importantes: o empregador não pode utilizar sua posição de poder para pressionar, constranger ou ameaçar trabalhadores em razão de suas escolhas eleitorais.

O tema ganhou ainda mais relevância neste ano. Em agosto, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram a campanha “No meu voto mando eu”, voltada à prevenção e ao combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho.

Uma pesquisa inédita divulgada pelo TST em 18 de agosto analisou 662 processos relacionados a assédio eleitoral ajuizados entre maio de 2023 e dezembro de 2025. Até agosto de 2026, já eram 738 processos sobre o tema.

Os dados mostram que o problema pode aparecer de diferentes formas. Em 92% dos processos analisados havia características de assédio institucional, enquanto 81,9% apresentavam elementos de terror psicológico. O uso de meios virtuais apareceu em 67,4% dos casos, com o WhatsApp como principal ferramenta tecnológica utilizada nas práticas identificadas.

Segundo o advogado trabalhista André Theodoro, a relação de emprego não dá ao empregador autorização para interferir na liberdade política do trabalhador.

“O empregador tem poder de direção sobre o trabalho, mas esse poder não alcança a consciência política do funcionário. O trabalhador pode ter uma opinião política diferente da do seu chefe, e isso não pode ser utilizado como instrumento de ameaça, punição ou favorecimento profissional.”
O que pode ser considerado assédio eleitoral?

A Justiça do Trabalho considera assédio eleitoral situações em que empregadores, gestores, pessoas em posição de autoridade ou até colegas tentam influenciar, constranger, ameaçar ou pressionar trabalhadores para apoiar determinado candidato, partido ou posição política.

Entre as situações que podem caracterizar a prática estão ameaças de demissão ou prejuízo profissional, promessas de benefícios em troca de apoio, exigência de participação em atos de campanha, fiscalização ou cobrança sobre o voto e constrangimentos relacionados às preferências políticas.

A participação obrigatória em reuniões políticas ou eventos de campanha também pode ser problemática. A pesquisa do TST identificou, entre os casos de assédio institucional, situações em que a jornada de trabalho foi utilizada para atividades eleitorais, como convocação para reuniões partidárias, carreatas e panfletagem.

“Uma empresa pode organizar uma reunião profissional. O que ela não pode fazer é transformar uma relação de trabalho em instrumento para exigir apoio político. O trabalhador não pode ser colocado diante da escolha entre preservar seu emprego e exercer livremente sua cidadania”, explica André.

E se a pressão acontecer pelo WhatsApp?

O meio digital não muda a natureza da conduta. Segundo o levantamento do TST, 67,4% dos processos analisados apresentavam uso de meios virtuais, incluindo criação de grupos para propaganda política, envio obrigatório de conteúdos, exigência de publicação de material político no status pessoal e monitoramento das redes sociais dos empregados.

“Uma mensagem enviada pelo chefe pelo WhatsApp pode ter o mesmo peso de uma ordem dada presencialmente. Se existe pressão, ameaça ou constrangimento relacionado à escolha política do trabalhador, o fato de ter acontecido pelo celular não torna a conduta menos grave”

O especialista também ressalta que não é necessário que o trabalhador efetivamente mude seu voto para que exista assédio eleitoral. A Justiça do Trabalho destaca que o próprio constrangimento ou pressão pode ser suficiente para caracterizar a prática.

E o trabalhador pode falar de política no trabalho?

O combate ao assédio eleitoral não significa proibir qualquer conversa política entre colegas. O próprio Ministério Público do Trabalho diferencia manifestações espontâneas de situações em que existe pressão ou constrangimento. Conversas ocasionais entre colegas, por si só, não caracterizam necessariamente assédio eleitoral.

Para André, a diferença está principalmente na existência de coerção.

“É perfeitamente possível que pessoas tenham opiniões políticas diferentes no mesmo ambiente de trabalho. O problema aparece quando alguém tenta impor sua preferência ao outro utilizando uma relação de poder, insistência abusiva, ameaça ou constrangimento.”

Empresas também precisam se prevenir

Além de proteger os trabalhadores, a discussão exige atenção dos empregadores. Em março de 2026, uma resolução do TSE passou a vedar expressamente propaganda e assédio eleitoral em ambientes de trabalho públicos e privados, responsabilizando também quem permitir a ocorrência dessas práticas.

Para o advogado, empresas devem estabelecer orientações claras para o período eleitoral.

“É importante que a empresa tenha uma política clara de respeito à liberdade de escolha dos trabalhadores e oriente gestores e equipes. A prevenção é muito mais segura do que esperar que um conflito aconteça para depois tentar resolver”

Com a campanha eleitoral oficialmente em andamento e a Justiça do Trabalho mantendo monitoramento específico sobre o tema, a recomendação para trabalhadores é preservar registros caso sofram pressão ou ameaça relacionada às eleições e buscar orientação adequada.

“Se o trabalhador receber uma ameaça, uma cobrança de voto ou for obrigado a participar de uma atividade política, é importante guardar mensagens, e-mails, convocações e outros elementos que possam comprovar o ocorrido. Informação e documentação são fundamentais para que a situação possa ser analisada”, orienta André.

Fonte: Assessoria

Gustavo Gómez coloca o Palmeiras nas quartas da Libertadores

O sorteio foi camarada com o Palmeiras. E, apesar da equipe ter avançado apenas em segundo lugar em um grupo fraco, vencido pelo fraquíssimo Cerro Porteño, quis o destino que o acessível time paraguaio fosse novamente o adversário palestrino.

E o Palmeiras, que, na fase de grupos, perdeu em casa e empatou no Paraguai, abriu as oitavas empatando em 1 a 1, na sua casa, com direito a frango de Carlos Miguel na última bola.

Para avançar, seria preciso aproveitar a quarta oportunidade de, enfim, vencer o Cerro Porteño. E o gol solitário que abriu o caminho para continuar sonhando com a Glória Eterna veio com o melhor dos três zagueiros. E um dos melhores da centenária história da Sociedade Esportiva Palmeiras: Gustavo Gómez.

A classifiicação foi mais sofrida e difícil do que parecia quando o sorteio foi feito? E daí? O Palmeiras avançou, que, à vera, é o que importa em mata-mata.

Os paraguaios, que nunca venceram a competição, usaram o mesmo expediente da fase de classificação e, dentro das regras, encurtaram o campo para 100 metros de comprimento por 64 de largura quando o padrão Fifa normal é 105 x 68. O fato de ser legal não significa, em absoluto, que é moral. Com menos espaços para criar, a chance de a bola parada resolver a partida aumentou.

A ideia do Cerro Porteño era justamente essa. O que não fazia parte do plano paraguaio é que o gol saísse do lado alviverde. Abel Ferreira tinha o plano dos três zagueiros. E o plano funcionou para defender. E também no ataque. O cruzamento na cabeça de Gustavo Gómez foi de John Arias, que foi um dos melhores da justa classificação.

Não foi, tecnicamente, o melhor jogo do Palmeiras. Nem precisava. Agora, para continuar avançando e, quem sabe, sonhar à vera com o tetracampeonato continental, o atual vice-campeão da Libertadores vai ter que jogar mais bola…

Para a torcida que canta, vibra e, às vezes, corneta, o importante é que o campeão paulista e líder do Brasileirão está vivo na Libertadores. E o caminho, em relação aos principais rivais, não é dos mais complicados. Nas quartas, o Verdão encara, como favorito, LDU ou Mirassol.

Fonte: Portal IG

Copa MS confirmada com seis clubes em busca de vaga na Copa do Brasil

A Copa MS 2026 está montada, com seis times, três de cada divisão, em busca do título e da terceira vaga do Estado na Copa do Brasil.

Nesta quarta-feira (19), a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) reuniu, na sua sede, em Campo Grande, representantes dos clubes interessados na disputa para o Conselho Técnico, que definiu detalhes da competição que vai fechar o calendário do futebol profissional na temporada.

No encontro, seis clubes confirmaram vaga na Copa MS: da Série A estão na disputa o FC Pantanal, Dourados AC e CE Naviraiense. Já CE União ABC, São Gabriel EC e CD Sete de Setembro estavam na Série B neste ano. A competição acontece entre os dias 18 de outubro e 6 de dezembro.

De acordo com a Direção de Competições da FFMS, o formato da Copa MS escolhido pela entidade e pelos participantes foi o ideal para ocupar o período reservado no calendário.

Na primeira fase, os times foram separados em dois grupos regionalizados, minimizando gastos com viagens: no A se enfrentam DAC, CEN e Sete de Setembro, enquanto no B a disputa será entre Pantanal, União ABC e São Gabriel. Os confrontos acontecem em turno e returno e, após quatro rodadas, os dois melhores de cada lado avançam para semifinal e depois para final.

Novo Conceito

Para o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, além da vaga na Copa do Brasil, a Copa MS tem a importância também de preencher uma lacuna no calendário do futebol sul-mato-grossense.

“Essa é a preocupação da Federação quando promove as competições de forma planejada, organizada e sequencial, para que tenha justamente esse raciocínio de quem uma completa a outra. Acredito que os times da Série A que disputarem a Copa MS e seguirem com o trabalho devam começar o Campeonato Estadual com uma certa vantagem no preparo físico e no entrosamento. Acredito que os dirigentes vão começar a entender essa mudança de conceito e participarem das próximas edições”, afirma.

O diretor de competições, Marco Tavares, repete o discurso do presidente em relação às possíveis vantagens que os times da Série A podem ter pela participação na Copa MS. “Acredito que esse é um caminho sem volta para o futebol sul-mato-grossense, com a Copa MS sendo essa semente. A competição deve fazer com que os dirigentes passem a planejar o futebol estadual com cinco meses, nas duas divisões, o que deve mudar a gestão do futebol no Estado”, completou.

Primeira Rodada

A Copa MS começa no dia 18 de outubro com DAC e Sete jogando no Estádio Douradão e, no Estádio Jacques da Luz, jogam São Gabriel e ABC. A estreia do Naviraiense será na segunda rodada, dia 25, recebendo o DAC no Estádio Virotão, enquanto o Pantanal faz sua primeira partida no dia 24, no Jacques da Luz, contra o São Gabriel. Os jogos que definem o campeão acontecem nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro.

Fonte: FFMS

Paulo Duarte propõe Comenda do Mérito Legislativo Benedito Ruy Barbosa

O deputado estadual Paulo Duarte (PSDB) apresentou nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), projeto de resolução que institui a Comenda do Mérito Legislativo Benedito Ruy Barbosa, uma nova honraria destinada a reconhecer pessoas que tenham contribuído de forma relevante para as áreas ambiental e cultural no Estado.

A proposta prevê que a comenda seja formada por diploma e medalha e concedida anualmente pela Assembleia Legislativa a pessoas naturais ou moradoras de Mato Grosso do Sul que tenham se destacado nessas áreas. A solenidade de entrega deverá ser realizada no mês de março de cada ano.

De acordo com o projeto, o deputado proponente poderá indicar até três personalidades para receber a homenagem. Os demais parlamentares poderão indicar, no máximo, uma personalidade cada.

Homenagem a um legado que levou o Pantanal ao mundo

A criação da comenda é também uma forma de preservar a memória e reconhecer o legado do dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, que faleceu em 7 de julho de 2026.

Autor de diversas obras marcadas pela valorização da vida rural e do interior brasileiro, Benedito Ruy Barbosa ganhou projeção nacional e internacional com a novela “Pantanal”, exibida originalmente em 1990 pela Rede Manchete.

A produção contribuiu para apresentar ao público a riqueza, a biodiversidade e as belezas do Pantanal, além de promover reflexões sobre a preservação ambiental e a relação do ser humano com a natureza.

Na justificativa do projeto, Paulo Duarte destaca justamente essa contribuição cultural e ambiental. Para o deputado, o trabalho do escritor deixou um legado importante para a educação, a cultura e o turismo de Mato Grosso do Sul, além de ajudar a ampliar o debate sobre a necessidade de preservação do bioma.

“A criação desta comenda busca homenagear e, ao mesmo tempo, incentivar pessoas que, das mais variadas formas, atuam na conscientização e na preservação do meio ambiente e na valorização da cultura”, destaca a proposta.

O projeto agora será analisado pelos parlamentares da Assembleia Legislativa e, caso aprovado, passará a integrar o calendário oficial de homenagens do Legislativo sul-mato-grossense.

Fonte: Assessoria