quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Como cuidar da saúde de cães idosos

Para muitos tutores, parece que foi ontem que aquele cachorro chegou em casa ainda filhote, cheio de energia e pronto para transformar a rotina da família. Só que o tempo passou e os cães adotados durante a pandemia já começam a entrar em uma nova fase da vida.

Cinco ou seis anos depois daquele período, muitos animais que foram acolhidos entre 2020 e 2021 já deixaram para trás a fase de filhote e estão chegando à maturidade. Dependendo do porte, alguns já podem ser considerados seniores.

O envelhecimento faz parte da vida dos cães e não significa, necessariamente, doença ou perda de qualidade de vida. O que muda são as necessidades do animal e a atenção que o tutor precisa ter com alterações que podem surgir ao longo dos anos.

Segundo a veterinária Mayara Andrade, de GranPlus, da MBRF Pet, não existe uma idade única que determine quando um cachorro se torna idoso. O momento varia principalmente conforme o porte, além de fatores como raça, histórico de saúde e estilo de vida.

A American Animal Hospital Association (AAHA) considera como referência os últimos 25% da expectativa de vida estimada do animal. Como cães de grande e gigante porte costumam viver menos, eles tendem a chegar à fase sênior antes dos cães menores.

Envelhecer vai muito além dos pelos brancos

Os primeiros sinais de envelhecimento nem sempre são tão óbvios. Pelos grisalhos, mais horas de sono e uma redução no ritmo podem aparecer, mas  o organismo passa por mudanças muito mais amplas.

Com o passar dos anos, podem ocorrer alterações no metabolismo, na composição corporal, na musculatura, nas articulações, na saúde bucal e até nas funções cognitivas. Por isso, uma mudança na rotina não deve ser automaticamente colocada na conta da idade.

Redução da atividade, irritabilidade, ansiedade, desorientação, mudanças no sono, menor interação, perda de peso ou massa muscular, alterações no apetite e no consumo de água e dificuldades para se movimentar estão entre os sinais que merecem atenção.

“Quem convive diariamente com o cão pode perceber mudanças sutis na rotina e no comportamento do animal. Essas observações são importantes para o acompanhamento veterinário. Mesmo alterações iniciais, como mudanças na mobilidade, no apetite ou no comportamento, devem ser compartilhadas com o veterinário que acompanha o pet”, explica Mayara.

Cachorro idoso em movimento (Reprodução/freepik)

Cachorro idoso não precisa ficar parado

Se o ritmo diminui, a atividade física não precisa desaparecer. Pelo contrário: manter o cão ativo pode contribuir para sua saúde física, cognitiva e para o bem-estar.

A diferença está em adaptar a rotina. Um cachorro acostumado a caminhadas longas pode precisar de passeios mais curtos ou em um ritmo diferente. Já animais que vão começar uma atividade física ou aumentar a intensidade dos exercícios devem passar por avaliação veterinária antes.

“O responsável deve observar sinais de cansaço, desconforto ou dificuldade de locomoção e conversar com o veterinário para encontrar uma rotina adequada”, orienta a profissional.

Brincadeiras também podem continuar fazendo parte do dia a dia, desde que sejam compatíveis com as condições do animal. Pequenos ajustes no ambiente ajudam ainda mais, principalmente quando há alguma dificuldade de mobilidade.

Check-up não deve começar quando aparece um problema

O acompanhamento veterinário é outro ponto importante nessa fase. As diretrizes da AAHA recomendam avaliações clínicas regulares para cães seniores, com exames complementares definidos de acordo com as necessidades individuais.

A consulta também permite revisar vacinação, controle de parasitas, saúde bucal, alimentação, peso, atividade física e comportamento. Algumas alterações podem começar de maneira silenciosa e serem percebidas primeiro durante uma avaliação profissional.

“Isso é importante porque alguns problemas podem começar de maneira silenciosa. Para o responsável, a consulta também é uma oportunidade de revisar vacinação, controle de parasitas, saúde bucal, alimentação, peso, atividade física e comportamento”, afirma Mayara.

Aquele filhote da pandemia cresceu

Quem adotou um cachorro durante a pandemia pode ter a sensação de que o animal ainda é aquele mesmo filhote que chegou à família. Mas, dependendo da idade e do porte, o tempo já pode ter levado o pet para outra etapa.

É justamente por isso que a veterinária recomenda que os responsáveis aproveitem este momento para revisar a rotina e conversar com o profissional que acompanha o animal.

“É comum que o responsável continue enxergando o cachorro como aquele filhote que chegou à família anos atrás. Mas as necessidades mudam com o tempo. Acompanhar essas mudanças e adaptar os cuidados é uma forma de contribuir para que o animal tenha mais qualidade de vida em cada fase”, diz.

Cinco cuidados que fazem diferença

Acompanhe o peso – Alterações de peso, principalmente quando acontecem sem uma mudança planejada na alimentação ou na rotina, devem ser avaliadas.

Observe o comportamento – Mudanças na disposição, no apetite, no sono ou na interação podem indicar que alguma coisa mudou.

Mantenha as consultas veterinárias – A frequência das avaliações deve considerar idade, histórico e necessidades individuais do cachorro.

Ofereça alimentação adequada – A composição e a quantidade do alimento precisam acompanhar as necessidades do animal. Em determinadas fases, pode ser necessário ajustar a dieta e optar por uma alimentação formulada para aquele período da vida.

Preserve uma rotina ativa – Passeios e brincadeiras continuam importantes, mas precisam respeitar as condições físicas e os limites do cão. Quando necessário, adaptar o ambiente também ajuda a garantir mais segurança e conforto.

No fim, envelhecer é uma parte natural da vida e talvez o maior desafio para quem acompanhou o cachorro desde pequeno seja perceber que as necessidades dele mudaram.

Para os animais que chegaram às famílias durante a pandemia, essa nova etapa já está batendo à porta.

E quanto antes o tutor perceber essas mudanças, mais fácil fica adaptar alimentação, exercícios, ambiente e acompanhamento para que o cão continue aproveitando a vida ao lado de quem acolheu ele desde o começo.

Fonte: Portal IG

Brasil e EUA retomam negociação após tarifaços de 25% e 12,5%

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos (EUA) retomam nesta segunda-feira (31) as negociações sobre o comércio entre os dois países após a Casa Branca aplicar, unilateralmente, a tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho.

A volta às negociações ocorre após o telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula de Silva e Donald Trump, no dia 21 de agosto. Na ocasião, Lula reforçou a posição do Brasil de que as tarifas são infundadas. Trump, então, propôs retomar as conversas entre as equipes dos dois países.

Após a tarifa de 25%, o Brasil ainda foi alvo de outro tarifaço de 12,5% dos EUA sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado. Essa justificativa foi usada por Washington para taxar 59 países e a União Europeia (UE).

Na avaliação do governo brasileiro, a justificativa para tarifa de 12,5% foi elaborada para substituir o tarifaço dos EUA que foi derrubado pela Suprema Corte do país em fevereiro deste ano. Ou seja, o governo Trump teria elaborado uma nova justificativa legal para retomar as tarifas derrubadas no Judiciário.

No caso do tarifaço de 25% destinado exclusivamente ao Brasil, o governo Trump se baseou na investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que alega que o Brasil adota práticas “desleais” no comércio com os EUA em temas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol.

O governo brasileiro argumenta que o tarifaço de 25% tem motivação política e que as justificativas não condizem com a realidade. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados do Brasil sem apresentar contrapartida.

O tarifaço do governo Trump contra o Brasil ocorre em meio a ofensiva da Casa Branca para reafirmar a “proeminência” sobre a América Latina em meio ao crescimento da influência econômica chinesa na América Latina das últimas décadas. Brasília vê ainda uma tentativa de influenciar as eleições gerais de outubro no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Banda evangélica leva louvor e mensagem no presídio de Caarapó

A tarde deste sábado, 29 de agosto, foi marcada por louvor, fé e reflexão
no Estabelecimento Penal Masculino de Regime Fechado de Caarapó (EPMRFC).

A convite do diretor da unidade, Gilson Lino Filho, a banda evangélica Vaner Matos e Banda realizou uma apresentação especial aos internos.

O grupo recebeu autorização para utilizar aproximadamente uma hora, período em que apresentou diversos louvores e também dedicou cerca de 20 minutos à ministração e exposição da Palavra de Deus.

A mensagem teve como tema “Restauração de Pedro”, destacando a trajetória do apóstolo Pedro, sua queda, arrependimento e posterior restauração por Jesus.

A reflexão levou aos internos uma mensagem de esperança, mostrando que erros e fracassos não precisam representar o fim da história de uma pessoa. A passagem bíblica serviu como ponto de partida para falar sobre arrependimento, recomeço, perdão e a possibilidade de restauração.

Para Vaner Matos, coordenador da banda, o convite teve um significado especial. “Eu me senti muito honrado e lisonjeado com o convite. Estar aqui, dentro do presídio, apresentando o evangelho é também o cumprimento de uma promessa que fiz a Deus: levar a Sua Palavra a todos os lugares onde Ele
permitir”, disse.

Banda evangélica Vaner Matos e Banda

A Banda é formada por Jocsã, na bateria; Marcos Antônio, na guitarra; Gustavo, no contrabaixo; Áquila, no teclado; e Vaner Matos, responsável pela coordenação da banda, violão e vocal.

Matos fez questão de agradecer ao diretor da unidade e aos servidores que contribuíram para a realização da atividade. “Quero agradecer de coração ao diretor Gilson Lino Filho pelo convite e a todos os agentes e servidores que contribuíram para que esse momento acontecesse. Somos gratos pela oportunidade e pela confiança. Que Deus possa continuar abençoando cada um que trabalha nesta unidade”.

A apresentação terminou em clima de respeito e gratidão, deixando para a banda a sensação de que a música e a mensagem cumpriram um propósito especial: levar esperança e lembrar que, independentemente das circunstâncias, sempre pode existir a possibilidade de um novo começo.

Fonte: Assessoria

Deputada Gleice Jane comemora avanço da PEC que põe fim à escala 6×1

A deputada estadual Professora Gleice Jane comemorou o avanço, no Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Nesta quinta-feira (27), o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à aprovação e rejeitou as 12 emendas apresentadas ao texto, mantendo integralmente a versão já aprovada pela Câmara dos Deputados.

Para Gleice Jane, o avanço representa uma conquista importante de uma luta que coloca no centro do debate a qualidade de vida e a dignidade da classe trabalhadora.

“Trabalhar é parte da nossa vida, mas o trabalho não pode consumir a nossa vida inteira. Defendemos uma sociedade em que as pessoas tenham tempo para descansar, cuidar da família, estudar, conviver com quem amam e simplesmente viver. É disso que estamos falando quando defendemos o fim da escala 6×1: trabalhar para viver, e não viver para trabalhar”, afirma Gleice.

Dois dias de descanso e salário preservado

O texto estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e determina que a redução da jornada não poderá resultar em diminuição dos salários.

A mudança será gradual. Dois meses após a eventual promulgação da PEC, a jornada máxima passará das atuais 44 para 42 horas semanais. Após o período de transição previsto, chegará a 40 horas semanais.

A proposta já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, com ampla maioria: foram 472 votos favoráveis e 22 contrários no primeiro turno e 461 votos a 19 no segundo.

Segundo Gleice, os números mostram que a discussão ultrapassa partidos e responde a uma demanda concreta da população brasileira.

“Quem vive a realidade do trabalho sabe o peso de uma jornada que deixa apenas um dia para descansar, cuidar da casa, dos filhos, resolver a vida e tentar recuperar as forças para começar tudo novamente. Tempo também é direito. Descanso também é dignidade”, reforça a deputada.

A luta continua no Senado

A expectativa é que o parecer seja analisado pela CCJ do Senado na próxima semana. Caso seja aprovado na comissão, o texto ainda precisará passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado, onde são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.

Gleice Jane defende que a mobilização continue para garantir a aprovação da proposta sem retirada de direitos e sem redução salarial.

“Esse é um passo muito importante, mas a luta ainda não terminou. Precisamos acompanhar cada votação e continuar mobilizados para que nenhum direito seja retirado do texto. Reduzir a jornada sem reduzir salários significa reconhecer que desenvolvimento também precisa ser medido pela qualidade de vida de quem trabalha e produz a riqueza deste país”, conclui.

Fonte: Assessoria