quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal ‘Exército do Lula’

ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte.

Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento.

Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial .

“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento.

Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.

Floriano de Azevedo Marques concedeu parcialmente o pedido apresentado em mandado de segurança e suspendeu os efeitos de ordens da Presidência do TSE que possam resultar na suspensão, indisponibilização ou restrição do alcance ou das funcionalidades do “Exército do Lula”.

O ministro também determinou que a Presidência não use sua atribuição administrativa de fiscalização das plataformas digitais para adotar esse tipo de medida contra o canal.

A discussão sobre o funcionamento do “Exército do Lula” já provocou uma série de decisões divergentes dentro do TSE e também é analisada em uma ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria da Corte.

Floriano viu risco de nova suspensão

Na decisão, Floriano de Azevedo Marques afirmou considerar concreto o risco de uma nova suspensão do canal antes do segundo turno das eleições.
O ministro citou um despacho de quinta (22) da Presidência do TSE, que deixou para um momento posterior a análise de pedidos relacionados ao canal.

Segundo o ministro, esses pedidos têm como objetivo final a suspensão do “Exército do Lula”. Diante disso, o ministro afirmou haver razões para temer uma nova medida contra o canal antes da votação.

Na avaliação do ministro, uma suspensão às vésperas do segundo turno, envolvendo um canal com milhões de participantes, poderia provocar instabilidade no processo eleitoral e aumentar a desconfiança em relação à Justiça Eleitoral.

Floriano fez uma ressalva. Disse que a medida não parte do pressuposto de que a Presidência do TSE esteja planejando tomar decisões de surpresa ou adotar atos unilaterais que provoquem instabilidade no cenário eleitoral.

Segundo o ministro, a intenção é delimitar as competências dos integrantes da Corte e reforçar a transparência e a confiança na atuação da Justiça Eleitoral.

Na decisão, Floriano de Azevedo Marques afirmou que “longe de caracterizar censura à condução desta Presidência, a presente tutela se presta a reforçar sua atuação e a confiança nela depositada”.

“Reitere-se, por fim, que a tutela aqui deferida não parte do pressuposto de que a Presidência deste Tribunal esteja a cogitar proferir decisões de surpresa ou engendrar atos unilaterais que instabilizem o cenário eleitoral, já naturalmente friccionado de uma eleição presidencial”, afirmou.

“A tutela que ora se defere vem em reforço à integridade e à transparência da atuação, administrativa e jurisdicional, da Justiça Eleitoral. A demarcação clara das competências da Corte e de seus membros, bem como o respeito aos limites e finalidades destas competências evita que, injustamente, este Tribunal seja objeto de críticas infundadas, teorias conspiratórias, fomentos artificiais à cizânia e desconfiança que só desservem à confiança na Justiça e a legitimidade do pleito”, prosseguiu.

Suspensão exige processo judicial

Um dos principais fundamentos da decisão é a divisão de competências dentro do TSE.

Floriano de Azevedo Marques entendeu que as atribuições administrativas da Presidência para fiscalizar as plataformas digitais não permitem aplicar, por essa via, uma sanção como a suspensão do canal.

Segundo o ministro, uma medida desse tipo deve ser tomada em processo judicial, com as regras previstas na legislação eleitoral e a distribuição do caso ao integrante competente do tribunal.

Para Floriano de Azevedo Marques, uma nova suspensão com base apenas nas atribuições administrativas da Presidência configuraria desvio de finalidade.

O ministro também argumentou que a controvérsia sobre o funcionamento do canal já foi levada ao plenário do TSE. Por isso, afirmou que uma nova decisão individual sobre o tema poderia ter um problema de competência.

‘Missões’ não são ilícitas por si só, diz ministro

A decisão também trata das chamadas “missões” promovidas pelo “Exército do Lula”, nas quais participantes do canal são convocados a realizar ações de mobilização nas redes sociais.

Floriano de Azevedo Marques afirmou que esse tipo de mobilização é permitido pelas regras eleitorais e que as “missões” não são, por si só, ilícitas.

“É plenamente lícita a arregimentação de pessoas na internet, inclusive para fins de ampliação de alcance orgânico de mensagem ou para convocação de atos de mobilização simultânea na rede. Em outras e mais diretas palavras, não há nenhuma ilicitude per se das cognominadas ‘missões’ a integrantes desses canais”, afirmou o ministro.

Isso não significa, porém, que qualquer ação promovida pelo canal seja necessariamente lícita. Segundo a decisão, eventual uso das “missões” para uma finalidade ilegal deve ser analisado em processo judicial.

Meta pode ser multada em R$ 50 mil por dia

O ministro determinou ainda que a Meta seja comunicada da decisão.

A ordem judicial deverá prevalecer sobre uma eventual decisão administrativa individual que determine a suspensão ou restrição do “Exército do Lula”.
Segundo o material enviado à reportagem, em caso de descumprimento, a empresa poderá receber multa diária de R$ 50 mil e poderá haver apuração de eventual crime de desobediência eleitoral.

Fonte: Portal G1

 

 

Madonna compartilha publicação em apoio a Lula a dos dias da eleição presidencial

A cantora Madonna compartilhou, na manhã desta sexta-feira, 23, uma publicação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa o segundo turno neste domingo, 25, contra Flávio Bolsonaro (PL).

O post foi publicado originalmente pelo fotógrafo de moda Rafael Pavarotti.

Na publicação, está escrito em inglês: “Pela democracia. Pelos povos indígenas. Pela Amazônia. Pela educação e ciência. Pela cultura. Pela liberdade de ser quem somos. Por um Brasil sem fome, com dignidade para todos. Pela vida e pelo nosso futuro. Vote Lula. Vote 13”.

A diva pop compartilhou a publicação em seus stories do Instagram, com o fundo vermelho e a música Aquarela do Brasil, cantada por Gal Costa. Madonna tem 20,5 milhões de seguidores na rede social.

A cantora não é a única artista internacional a declarar apoio ao atual presidente brasileiro. O perfil da banda norte-americana The Strokes também publicou uma imagem de homenagem a Lula, em que o petista aparece discursando diante de uma multidão.

Na publicação da banda de rock, o perfil de Lula deixou o seguinte comentário, misturando palavras em português com inglês: “Companheiros do The Strokes, o povo brasileiro sabe what side we are standing on [em referência à letra de uma música da banda]. Estamos do lado da democracia, do trabalhador e da esperança”. Já no caso do post feito por Madonna, não é possível deixar comentários públicos.

Fonte: Portal Terra

 

TSE dá 24h para Meta e X explicarem como distribuem posts políticos

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira (23) que a Meta (dona do WhatsApp, Facebook e Instagram) e o X apresentem, em até 24 horas, um detalhamento das regras das plataformas sobre inteligência artificial, distribuição de conteúdos políticos, veiculação de anúncios eleitorais e remoção de publicações.

O corregedor analisa um pedido de investigação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, contra o adversário nas urnas, senador Flávio Bolsonaro (PL).

A coligação do petista alega abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, com suposto favorecimento da chapa adversária pelas plataformas digitais, além de restrições ao alcance de conteúdos favoráveis a Lula e falhas na distribuição de propaganda eleitoral.
Entre os casos citados pela campanha, está a remoção pela Meta de um vídeo do projeto Revelando no Instagram, apresentado pelo cantor MC Cabelinho e com críticas a Flávio Bolsonaro, sob alegação de uso excessivo de IA.

A equipe do presidente Lula também alega que o Grok, ferramenta do X, apresentaria respostas distintas a solicitações materialmente equivalentes relacionadas às candidaturas, além de apontar a possibilidade de geração de conteúdos político-eleitorais sem solicitação específica dos usuários.

➡️Nesta sexta-feira (23), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, deve se reunir com representantes das plataformas X, Meta, TikTok e Kwai para uma reunião de alinhamento final antes do segundo turno. Eleitores vão às urnas no próximo domingo (25).

Vídeo removido

A Meta, dona do Instagram, derrubou nessa quinta-feira (22) um vídeo do cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando sobre o candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A publicação original abordava a acusação de que Flávio foi funcionário fantasma no gabinete do pai, Jair Bolsonaro, aos 19 anos.

Procurada pelo g1, a Meta afirmou que a derrubada do vídeo está relacionada às regras eleitorais para conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial (IA).

Em 23 de setembro, a plataforma já tinha retirado um vídeo do mesmo canal, apresentado por Fábio Porchat.

Segundo o corregedor eleitoral, a retirada do vídeo apresentado pelo cantor “apresenta contornos suficientemente individualizados e, diante da proximidade do segundo turno, justifica a adoção de providências destinadas a esclarecer os fundamentos da remoção e a assegurar sua pronta reavaliação”

Porém, ele destaca que os “elementos apresentados, contudo, não permitem concluir, neste momento, que a medida decorreu de classificação equivocada do conteúdo ou de tratamento diferenciado em razão de sua orientação político- eleitoral”.

Por isso, determina que a Meta que, no prazo de 24 horas, submeta a remoção do vídeo indicado no aditamento à revisão humana, caso ainda não realizada, e informe o resultado dessa avaliação, com indicação dos fundamentos concretos para a manutenção ou reversão da medida.

Fonte: Portal G1

Gleice Jane anuncia frente jurídica para receber denúncias de violência eleitoral

A deputada estadual Gleice Jane (PT) anunciou a criação de uma frente jurídica para receber denúncias e orientar vítimas de violência eleitoral em Mato Grosso do Sul. A iniciativa é da bancada do PT na Assembleia Legislativa, liderada pela parlamentar e integrada também pelos deputados Pedro Kemp e Zeca do PT.

Uma equipe de advogados atuará de sexta-feira (23) até segunda-feira (26), incluindo o dia da votação. O atendimento será realizado pelo WhatsApp (67) 99988-7913, para avaliação dos relatos e encaminhamentos jurídicos cabíveis.

“Estamos recebendo denúncias de pessoas intimidadas por manifestarem suas opiniões políticas. Criamos essa frente jurídica para que tenham a quem recorrer. Ninguém pode ser impedido de exercer seus direitos por medo ou ameaça”, afirma Gleice Jane.

A medida ocorre após episódios de violência política em Mato Grosso do Sul. Na Assembleia Legislativa, Pedro Kemp denunciou agressões físicas, verbais e racistas contra uma professora durante manifestação eleitoral em Campo Grande. Gleice Jane também relatou a retirada de uma faixa de estudantes durante ato na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Outras ocorrências envolvendo a presença policial em universidades do Estado levantaram questionamentos sobre a liberdade de manifestação. No Brasil, denúncias de ameaças a estudantes e assédio eleitoral no ambiente de trabalho também preocupam autoridades.

“Não aceitem provocações e também não provoquem. Queremos eleições com paz, respeito e liberdade. Quem sofrer qualquer tipo de intimidação deve denunciar”, orienta a deputada.

O canal funcionará de 23 a 26 de outubro, pelo WhatsApp (67) 99988-7913.

Fonte: Assessoria

Dourados terá ônibus gratuito e suspensão de aulas para o segundo turno

Os ônibus do transporte coletivo de Dourados circularão sem cobrança de passagem das 6h às 17h deste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A

medida integra as providências adotadas pela administração municipal para facilitar o deslocamento dos eleitores e organizar a estrutura que será utilizada pela Justiça Eleitoral.

Além da suspensão da tarifa, o transporte funcionará em regime especial, com reforço da frota para atender à movimentação de passageiros em direção aos locais de votação.

A concessionária deverá disponibilizar ônibus e profissionais em quantidade suficiente para a demanda, mantendo frequência compatível com a dos dias úteis. Segundo a administração municipal, a medida considera a legislação eleitoral e as determinações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar transporte coletivo gratuito no dia da votação.

Na Rede Municipal de Ensino, as aulas presenciais serão suspensas na tarde desta sexta-feira (23) e na manhã de segunda-feira (26). A alteração permitirá a preparação dos espaços para as eleições e a reorganização das unidades após o pleito. O secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, encaminhou comunicado interno às escolas com orientações para o cumprimento do calendário da Justiça Eleitoral.

A partir da tarde de sexta-feira, as unidades deverão ficar inteiramente à disposição das equipes responsáveis pela entrega e montagem das urnas eletrônicas e pela vistoria dos ambientes. Na manhã de segunda-feira, serão realizados o recolhimento dos materiais eleitorais, a higienização dos espaços e a reorganização das salas e do mobiliário.

As escolas deverão readequar as atividades pedagógicas dos dois períodos para assegurar o cumprimento da carga horária, com possibilidade de utilização de aulas programadas. O atendimento presencial e as aulas serão retomados normalmente na tarde de segunda-feira (26).

Fonte: Assecom