
Vivemos um tempo em que agendas cheias viraram símbolo de “estou trabalhando bastante”. Reuniões sucessivas, mensagens sem pausa e uma sensação permanente de urgência em tudo criam a ilusão de eficiência e a falsa impressão de que os resultados estão aparecendo. Nem sempre estão. Estar ocupado não é o mesmo que gerar resultado.
Ao longo da minha trajetória, conheci profissionais que passavam noites inteiras dentro da empresa, imersos em relatórios e processos, mas os resultados simplesmente não apareciam. A pergunta que fica é inevitável: estavam realmente trabalhando ou se escondendo atrás de longas jornadas para compensar déficits de competência?
Muitos profissionais confundem esforço com entrega. Acreditam que estar sempre correndo significa contribuir para o crescimento da empresa e do departamento. No entanto, raramente analisam o impacto real do que estão fazendo. O excesso de atividades, na maioria das vezes, revela falta de priorização clara e dificuldade em delegar. Em alguns casos, a não delegação é intencional, apenas para permanecer no centro do processo e manter a sensação de controle.
Não existe nada tão inútil quanto fazer com eficiência aquilo que não deveria ser feito. Há tarefas que, por mais bem executadas que sejam, simplesmente não geram valor nem resultado.
Resultado exige escolha. Exige dizer não ao que é irrelevante, proteger o tempo e direcionar energia para aquilo que realmente move o negócio. Profissionais produtivos não fazem tudo. Fazem o que é importante.
Organizações maduras entendem que agenda cheia não é indicador de desempenho. O que sustenta uma empresa são entregas consistentes, clareza nas decisões e qualidade na execução. O processo flui com eficácia.
A cultura do excesso de ocupação gera desgaste, ansiedade, doenças ocupacionais e decisões superficiais. Trabalhar muito não é virtude quando comparado a trabalhar com inteligência, competência e foco em resultados.
No mundo corporativo, o valor deveria estar em produzir o que faz a diferença, gera valor real e sustenta resultados ao longo do tempo. Pense nisso, melhore sempre.
Por: Altevir Baron – Diretor de vendas, com trajetória marcada por liderança, ética e resultados no mercado imobiliário de alto padrão.
Fonte: Diarinho