sexta-feira, 20 de março de 2026

Preço médio do diesel dispara 25% e chega a R$ 7,22, diz levantamento

Pesquisa foi feita com mais de 4,6 mil pontos de venda em todo o Brasil, com resultados divididos por estados. O litro do combustível custava R$ 5,74 no início da guerra no Oriente Médio

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Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris (Foto: Divulgação)

Um levantamento da TruckPag, empresa que faz gestão de frotas, mostra que o preço do diesel no Brasil já chegou a uma média de R$ 7,22 nesta quarta-feira (19). No início da guerra do Oriente Médio, no final de fevereiro, o preço médio era de R$ 5,74.

As informações da empresa vêm de mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos. Cerca de 94% desses postos estão em rodovias. Nos últimos 30 dias, 81,9% dessas transações foram feitas por caminhões.

Na última semana a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado aumento de 11% no preço do diesel, comparado à semana anterior.

Os dados oficiais de preços da ANP são publicados semanalmente. Os preços são coletados nos três primeiros dias úteis da semana, analisados e divulgados, geralmente, na sexta-feira. Isso causa algum atraso para mostrar variações bruscas.

“Num choque como esse, onde os preços subiram quase 1% ao dia, essa janela de atraso da ANP é significativa”, explica Kassio Seefeld, CEO da TruckPag

“Na prática, nossos dados mostram que o preço transacionado no posto já subiu quase R$ 1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro”, diz Seefeld.

Estados com maiores aumentos

O levantamento da TruckPag mostra que alguns estados tiveram subidas expressivas desde 28 de fevereiro. Na região Norte, Tocantins viu o litro do diesel aumentar 37,1%. Já no Nordeste, o Piauí registrou alta de 28%.

O diesel em Goiás registrou a maior subida no Centro-Oeste, com 29,2%. São Paulo teve aumento de 27% e ficou no topo no Sudeste. Na região Sul, Santa Catarina teve o maior aumento: 29,9%.

Guerra pressiona preços

Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado.

“Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado direto no mercado internacional. Quando o barril sobe 80% em 20 dias, esse diesel chega mais caro no porto e a distribuidora não tem como absorver. O repasse vai para o posto, e do posto vai para o transportador”, explica Seefeld.

O diesel é um combustível fundamental para a logística da economia brasileira. Quando o preço sobe, o impacto vai dos caminhoneiros ao valor dos alimentos, de produtos industriais e de serviços.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, essa pressão sobre a inflação brasileira pode começar a aparecer em cerca de um mês, a depender da intensidade do conflito e de quanto pode durar o fechamento do Estreito de Ormuz.

Fonte: Portal G1

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