A chegada do tempo seco e as variações climáticas ressecam as vias aéreas, tornando as mucosas mais suscetíveis a inflamações. Espirros em sequência, coriza, tosse persistente e falta de ar se tornam parte da rotina.
Embora os sintomas apontem para um simples resfriado, eles podem ser, na verdade, os protagonistas de uma crise de alergia respiratória disfarçada.
Leonardo Abreu, médico de família e comunidade da Amparo Saúde, empresa do ecossistema do Grupo Sabin, afirma que o diagnóstico preciso auxilia no controle das crises e evita a progressão de quadros como rinite alérgica e asma. “As alergias respiratórias são desencadeadas por gatilhos específicos, como ácaros, fungos, pelos de animais ou tipos de pólen”, explica.
Segundo ele, sem identificar o agente causador, o tratamento perde eficácia e o impacto na qualidade de vida se torna cada vez maior. “O ideal é que o médico consiga traçar a estratégia mais eficiente, desde orientações para o controle do ambiente, como reduzir a exposição a poeira e umidade, até a indicação de tratamentos mais assertivos, como a imunoterapia”, destaca.
O papel do médico de família
Para um controle eficaz das crises e a melhora da qualidade de vida, a Atenção Primária à Saúde (APS) tem uma grande contribuição para o paciente alérgico com um olhar integral sobre o indivíduo.
“O médico de família e comunidade foca no paciente como um todo. Buscamos entender seu contexto de vida, seus hábitos e até seu estado emocional. Muitas vezes, as alergias possuem um componente psicossomático, em que o estresse e a ansiedade podem intensificar as reações alérgicas”, explica.
Diagnóstico precoce
Além do desconforto físico, uma alergia não controlada pode prejudicar a qualidade do sono, a prática de atividades físicas e a produtividade no trabalho. O médico afirma que as empresas que investem no diagnóstico e tratamento corretos também garantem um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
Dessa forma, o diagnóstico precoce permite que o paciente e o médico possam adotar medidas direcionadas e eficazes, controlando a inflamação das vias aéreas e devolvendo o bem-estar do dia a dia.
Exames
Entre os principais aliados no diagnóstico estão os exames laboratoriais que avaliam a resposta do organismo a diferentes substâncias. Um dos principais é o IgE Específica, exame de sangue mede a concentração de anticorpos do tipo Imunoglobulina E (IgE) para um alérgeno específico. Ele oferece uma resposta clara e objetiva sobre a sensibilidade do paciente a uma determinada substância, como um tipo específico de ácaro ou fungo.
Outro exame é o Painel de Alérgenos Respiratórios (ImmunoCAP), que permite uma investigação mais ampla, testando simultaneamente a sensibilidade a múltiplos alérgenos presentes no ar. É um mapeamento completo que pode incluir os principais “suspeitos” do dia a dia: poeira doméstica, diferentes espécies de ácaros, fungos (mofo), epitélios de cães e gatos, e pólens de gramíneas.
Fonte: Assessoria