Os Estados Unidos anunciaram na noite de segunda-feira, 25, bombardeios contra bases de mísseis no sul do Irã e embarcações que estariam instalando minas na região do Estreito de Ormuz.
Os ataques ocorreram em um momento em que são realizadas novas negociações no Catar para tentar encerrar a guerra. Segundo o guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “não haverá retorno”.
As mídias iranianas informaram que fortes explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, no sul do país, por volta da meia-noite do horário local (17h30 de segunda-feira pelo horário de Brasília).
A televisão estatal afirmou logo depois que a situação havia retornado à normalidade, acrescentando que uma investigação estava em andamento para determinar a origem dos ataques.
Os Estados Unidos anunciaram na noite de segunda-feira, 25, bombardeios contra bases de mísseis no sul do Irã e embarcações que estariam instalando minas na região do Estreito de Ormuz.
Os ataques ocorreram em um momento em que são realizadas novas negociações no Catar para tentar encerrar a guerra. Segundo o guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “não haverá retorno”.
As mídias iranianas informaram que fortes explosões foram ouvidas em Bandar Abbas, no sul do país, por volta da meia-noite do horário local (17h30 de segunda-feira pelo horário de Brasília). A televisão estatal afirmou logo depois que a situação havia retornado à normalidade, acrescentando que uma investigação estava em andamento para determinar a origem dos ataques.
Novas exigências de Trump
Horas antes dos bombardeios americanos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump também havia endurecido as condições para um compromisso de paz com o Irã, ao exigir que Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Paquistão, Egito, Turquia, Bahrein e Jordânia assinassem os Acordos de Abraão, um conjunto de tratados negociado em 2020, que levou à normalização das relações entre algumas nações historicamente hostis e Israel.
Bahrein e Emirados Árabes já assinaram esses acordos, assim como Marrocos e Sudão. Mas muitos outros países se recusaram até agora a participar desse processo, sobretudo Arábia Saudita, Síria e Líbano, principalmente desde o conflito que devastou a Faixa de Gaza.
Para Sebastien Boussois, Trump não irá abandonar as petromonarquias aliadas aos Estados Unidos nas mãos do Irã.
“O problema para a administração americana é que ela quer sair dessa situação o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, Trump quer evitar perder prestígio, mas também não quer se indispor com seus parceiros regionais”, diz Boussois.
Além disso, segundo o especialista, o regime iraniano está “totalmente preparado” para uma mudança de rumo na guerra e os Estados Unidos só têm a perder ao se engajar em uma nova ofensiva.
“Para fazer o quê? Contra quem? Em que alvos?”, questiona Boussois. “A partir do momento em que, na prática, Trump aceita abrir mão daquilo que inicialmente desejava — ou seja, o colapso da República Islâmica —, ele passa a ser obrigado a negociar com um regime que hoje parece mais sólido do que nunca”, observa.
Fonte: Portal Terra