quinta-feira, 28 de maio de 2026

Fim da escala 6×1: Veja o que muda, próximos passos e quando a regra passa a valer

Proposta aprovada na Câmara prevê jornada de 40 horas semanais e transição de 14 meses; texto agora segue para análise do Senado

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Câmara aprovou PEC que acaba com escala 6x1 e reduz jornada de trabalho para 40h semanais (Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão)

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 na Câmara dos Deputados representa a primeira etapa para a mudança nas relações de trabalho no Brasil.

O texto, que agora segue para o Senado Federal, prevê a redução da jornada semanal e a garantia de dois dias de descanso remunerado.

O que muda na vida do trabalhador

Com o avanço da proposta, o limite da jornada de trabalho passará das atuais 44 para 40 horas semanais, mantendo o teto de oito horas diárias.

O trabalhador terá direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A medida proíbe qualquer redução salarial em decorrência da mudança. Regimes diferenciados, como a escala 12×36, serão mantidos, desde que respeitem a média de 40 horas semanais e os dias de repouso.

Quando a nova escala passa a valer?

A mudança não será imediata. O texto aprovado estabelece um período de transição de 14 meses após a promulgação da PEC para que o setor produtivo se adapte.

O cronograma será escalonado: 60 dias após a promulgação, a carga horária cairá de 44 para 42 horas semanais. Doze meses após essa primeira etapa, a jornada será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

Próximos passos no Congresso

No Senado, a PEC iniciará sua tramitação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será avaliada quanto à constitucionalidade e ao mérito. Em seguida, precisará do apoio de pelo menos 49 senadores (três quintos da Casa) em dois turnos de votação no plenário.

Caso o Senado aprove exatamente o mesmo texto enviado pela Câmara, a PEC será promulgada em sessão conjunta do Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial. Se os senadores alterarem qualquer trecho relevante, a proposta retornará à Câmara dos Deputados para nova análise.

Fonte: Portal Terra

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