quinta-feira, 23 de julho de 2026

Petróleo bate os US$ 100 com escalada da guerra entre EUA e Irã

Escalada do conflito eleva risco de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, faz o Brent subir mais de 4% e reacende preocupações com a inflação e os juros no mundo

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Um navio-tanque atracado no cais marítimo de Keiyo, em Sodegaura, província de Chiba, no Japão (Foto: Divulgação)

A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a elevar o preço do petróleo nesta quinta-feira (23). O barril do tipo Brent, referência no mercado internacional, bateu os US$ 100 (R$ 506,38), atingindo o maior patamar desde o fim de maio, quando chegou a US$ 99,58 (aproximadamente R$ 503).

A alta acontece porque investidores temem que o conflito atrapalhe a oferta de petróleo para o mundo.

O principal motivo é a dificuldade de navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente.

🔍 Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência internacional, avançava 6,41%, cotado a US$ 100,10 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, subia 4,50%, para US$ 90,74. No início do mês, antes da intensificação da guerra entre EUA e Irã, o Brent era negociado abaixo de US$ 72 por barril.

Com a continuidade dos ataques, navios petroleiros enfrentam mais dificuldades para atravessar o Estreito de Ormuz, o que aumenta o risco de interrupções no abastecimento mundial.

Na quarta-feira (22), os EUA realizaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, enquanto os dois países ampliaram as ofensivas contra infraestruturas civis.

💰 A alta do petróleo também aumenta o risco de inflação. Isso acontece porque o petróleo é usado na produção de combustíveis e influencia o custo do transporte e de diversos produtos. Quando o preço sobe, empresas tendem a gastar mais e parte desse custo pode ser repassada aos consumidores.

Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), podem manter os juros elevados por mais tempo ou até voltar a aumentá-los para conter a alta dos preços.

Apesar da preocupação com o petróleo, as bolsas da Ásia fecharam, em sua maioria, em alta. O índice Kospi, da Coreia do Sul, avançou 3,7%, impulsionado por empresas de inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, subiu 0,5%.

Fonte: Portal G1

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