A primavera começa amanhã, terça-feira (22), às 21h05, no horário de Brasília. A estação chega depois de um setembro frio e chuvoso em boa parte do Centro-Sul, mas a previsão é de virada: calor forte e mais frequente do que o habitual, chuva volumosa no Sul e seca no Norte e no Nordeste.
Quem dá o tom é o El Niño, aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico que muda o caminho dos ventos e da chuva em várias partes do planeta. Sob sua influência, no Brasil o padrão costuma ser de mais chuva no Sul e de menos chuva, com mais calor, no Norte e no Nordeste.
E há um agravante: o fenômeno deste ano já é classificado como muito forte, o nível mais alto da escala da agência americana NOAA, agência americana.
A previsão é de que ele ganhe intensidade nos próximos meses até o auge, entre novembro e dezembro, e só perca força no outono de 2027.
Centro-Oeste: calor intenso e menos chuva que o normal
Goiânia e Brasília devem ter um outubro de muito calor e chuva abaixo da média, assim como o norte de Mato Grosso. Mato Grosso do Sul divide com São Paulo a posição de meio de caminho e pode alternar calor e temporais.
Brasília, que costuma ter muita chuva em novembro, deve ter episódios de chuva, mas sempre acompanhados de calor, com possibilidade de ondas de calor fora do período habitual.
Ondas de calor pelo país
O Brasil pode passar por ao menos seis ondas de calor nos próximos meses, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
A estimativa parte de uma pesquisa que analisou o histórico de 47 anos de registros de temperaturas observando o fenômeno em anos de El Niño. Os dados mostram que, com as mudanças climáticas r
ecentes, a média esperada no país é de seis ondas de calor até dezembro.
De acordo com a pesquisadora responsável pelo levantamento, Mabel Calim Costa, doutora em ciências do Sistema Terrestre e pesquisadora de ondas de calor no Cemaden, a frequência pode ser ainda maior com a intensificação do El Niño.
“Essa é uma média, mas vimos no último El Niño o país viver nove ondas de calor, com dias extremamente quentes. Com as temperaturas dos oceanos subindo, pode ser que o cenário seja ainda mais intenso e isso traz consequências para o país”, explica.
Fonte: Portal G1
