terça-feira, 29 de setembro de 2026

‘Agora que são elas’, por Cadu Evangelista

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Carlos Eduardo Mendonça Evangelista (*)

Pela primeira vez na história de Mato Grosso do Sul, existe uma real chance de serem eleitas várias mulheres para a Câmara Federal.

A bancada sul-mato-grossense tem a possibilidade de eleger, pela primeira vez, metade ou até mais das vagas preenchidas por mulheres.

Os nomes mais cotados pelas pesquisas são: Viviane Luiza (PSDB), Rose Modesto (União Brasil), Camila Jara (PT), Mara Caseiro (PL), Isa Marcondes (Republicanos) e Luana Ruiz (PL).

Isso será histórico demais, representando um avanço nas políticas públicas e um incentivo à participação das mulheres na política brasileira e sul-mato-grossense.

Já existe previsão legal na legislação eleitoral estabelecendo a obrigatoriedade de 30% de candidaturas femininas nas chapas, e isso tem sido aplicado de maneira crescente. A participação das mulheres tem sido muito importante e tem agregado esse crescimento à política brasileira.

É importante salientar que as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932 — o Código Eleitoral garantiu o sufrágio feminino em âmbito nacional. Inicialmente, havia restrições para mulheres casadas que dependiam de autorização do marido. A data de 24 de fevereiro, mais especificamente, marcou essa importante conquista, e, em especial, é também o meu aniversário.

Logo em seguida, nas eleições de 1933, as mulheres puderam participar de uma eleição nacional na condição de eleitoras e também de candidatas. Naquele pleito, Carlota Pereira de Queirós foi a única mulher eleita deputada federal.

Ainda retomando a história de Mato Grosso do Sul, apenas sete mulheres já foram deputadas federais, sendo elas: Marilu Guimarães; Marisa Serrano; Tereza Cristina; Carla Stephanini; Bia Cavassa; Rose Modesto e Camila Jara.

Conclui-se que, caso esse cenário se concretize, seria importantíssimo para a história de Mato Grosso do Sul termos 50% ou mais de mulheres eleitas para o Parlamento Federal.

Será, sem dúvida, um momento histórico para o nosso Estado e um importante avanço na participação feminina na política.

E viva o empoderamento feminino!

(*) Advogado e analista político