Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos.
Para o diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes, a pesquisa mostra um cenário de disputa “muito acirrada”.
“O quadro quase não se alterou entre as duas rodadas. A distância de 2 pontos passou para 1 ponto, mas essa oscilação na margem de erro não nos permite tirar nenhuma conclusão sobre ‘virada’, ‘mudança’ ou ‘vantagem'”, escreveu Nunes no X. Confira a análise completa do professor.
A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números: Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 46% há uma semana); Lula (PT): 44% (eram 44%); Branco/nulo/não vai votar: 9% (eram 9%); Indecisos: 2% (era 1%).
Em relação à pesquisa Quaest anterior, divulgada há uma semana, no dia 14, Flávio Bolsonaro oscilou um ponto para baixo (tinha 46%) e Lula manteve os 44%.
A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%. Os indecisos passaram de 1% para 2%.
🔎 Em pesquisas eleitorais, o empate técnico acontece quando candidatos têm uma diferença de pontuação menor do que a margem de erro. Na Quaest, a margem é de dois pontos para mais ou para menos. Ou seja, se a diferença entre os candidatos for de até quatro pontos, a situação é de empate técnico.
Veja como está a diferença de intenção de voto entre Flávio Bolsonaro e Lula considerando a margem de erro:
📋A pesquisa Quaest de 20 de outubro ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08535/2026.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que a situação é de estabilidade também quando se analisam os estratos, por exemplo, por região, sexo, raça, renda e escolaridade.
“Só há sinal de potencial mudança em um segmento: a vantagem do Lula sobre o Flávio entre beneficiários de programas sociais aumentou, saiu de 29 pp para 37 pp”, diz o professor.
Nunes aponta que Flávio Bolsonaro e Lula têm uma taxa “muito alta” de retenção dos eleitores que votaram neles no primeiro turno. O candidato do PL retém 94% e Lula, 95%.
“Os 9 milhões de eleitores que votaram em outras alternativas (6%) estão se distribuindo mais para o Flávio (43%), do que para o Lula (37%). No eleitor que diz não ter ido votar ou que votou branco/nulo acontece o inverso: 40% dizem que agora votam Lula e 36% Flávio”, diz Nunes.
Rejeição – De uma semana para outra, a rejeição a Lula caiu de 53% para 47%. A rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, de 54% para 52%. A rejeição a Flávio é maior entre os beneficiários do Bolsa Família: 68% afirmam que não votariam nele. Nesse grupo, 27% rejeitam Lula.
Fonte: Portal G1
