terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Com risco dos médicos pararem, MPT pede bloqueio dos bens da Santa Casa de Campo Grande

Com risco dos médicos pararem, MPT pede bloqueio dos bens da Santa Casa de Campo Grande

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Reunião na Assembleia Legislativa para resolver problema da Santa Casa (Foto: Victor Chileno/ALMS)

G1 MS

 

Reunião na Assembleia Legislativa para resolver problema da Santa Casa (Foto: Victor Chileno/ALMS)

 

Com risco dos médicos da Santa Casa de Campo Grande paralisarem as atividades, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) protocolou nesta quarta-feira (9) pedido de imediato bloqueio dos recursos disponíveis nas contas bancárias do hospital. Cerca de 60% dos trabalhadores dos setores administrativos e de enfermagem aderiram à greve.

 

 

Segundo o MPT, o bloqueio é uma forma de regularizar o recorrente atraso no pagamento dos salários dos funcionários. A medida teve origem após denúncia do Sindicato dos Médicos (Sinmed), além das informações divulgadas na imprensa.

 

 

Na reunião na Assembleia Legislativa, realizada hoje, o presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Esacheu Nascimento, disse que tem a receber R$ 3.170.000 referentes ao mês de junho, R$ 20.101.690 referente a julho, além de valores assumidos pela prefeitura da capital há oito meses em reunião com a Promotoria.

 

 

O secretário Municipal de Saúde Marcelo Vilela garantiu que cerca de R$ 9 milhões referentes a dois meses de atraso seriam depositados nesta quarta-feira. Segundo ele, R$ 4,4 milhões seria do município e R$ 4,5 milhões do estado.

 

 

Já os recursos federais, conforme o faturamento das guias executadas, devem ser feitos entre os dias 12 e 20 de cada mês. Essa data é o impasse com a direção do hospital que pede o repasse até o quinto dia útil.

 

 

O hospital já enfrenta o problema de superlotação e, desde a semana passada, fechou os portões para as ambulâncias e conseguiu um acordo para atender apenas casos de urgência e emergência.

 

 

Em junho deste ano, atendendo a pedido do MPT, a Justiça do Trabalho confiscou os valores necessários para o pagamento dos salários dos médicos. Naquela época, resolveu o problema que que daria razão à greve da categoria.

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