João Pires

Em meio aos gritos de protestos e galerias lotadas, o Projeto de Lei complementar encaminhado pelo Executivo à Câmara Municipal de Dourados, que prevê alterações no PCCR (Planos de Cargos, Carreiras e Remunerações) dos servidores municipais, não entrou em pauta de votações na sessão desta segunda-feira (02).
Servidores e sindicalistas se reuniram hoje pela manhã com os vereadores, temendo que o projeto entrasse na pauta em urgência, porém, não foi incluído.
A presidente do Legislativo, Daniela Hall (PSD) afirmou que até o momento nenhum pedido de urgência foi protocolado na Casa. “A administração municipal está dando a oportunidade de dialogar com vocês. Temos que dar este voto de confiança”, disse aos manifestantes.
Para o vereador Cirilo Ramão (PMDB) o diálogo é a única forma de resolver o impasse com a administração municipal. “Em dezembro de 2016 a folha de pagamento da prefeitura foi de mais de R$ 28 milhões e hoje está em R$ 32 milhões. Com gritos não vamos solucionar os problemas da prefeitura da nossa cidade”, ponderou.
Já o vereador Junior Rodrigues defendeu as alterações previstas no Projeto. “Sei que vocês estão aqui lutando pelos seus direitos, porém, estudando e ouvindo pessoas que ajudaram redigir o PCCR no mandato passado, percebi que são necessários alguns ajustes”, afirmou.
Amanhã (03) está prevista às 7h30 uma reunião na Prefeitura para discutir o assunto, juntamente com sindicalistas, vereadores e representantes dos servidores.