sábado, 21 de fevereiro de 2026

Reforma da Previdência tem que ser ‘completa’ para não voltar ao Congresso no futuro, diz Meirelles

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro afirmou que se for aprovada uma reforma mais enxuta, pontos do projeto precisarão voltar a ser discutidos no Congresso nos próximos anos.

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Ministro Henrique Meirelles em visita ao Espírito Santo no fim de outubro (Foto: Divulgação / Governo do ES)

G1

Ministro Henrique Meirelles em visita ao Espírito Santo no fim de outubro (Foto: Divulgação / Governo do ES)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (3) em entrevista à Rádio Gaúcha que a aprovação da reforma da Previdência deve ser “completa” para que o tema não precise voltar à pauta do Congresso nos próximos anos.

 

Meirelles defendeu o texto aprovado na comissão especial da Câmara que debateu a reforma, cujo teor se assemelha ao projeto original enviado pelo governo ao Congresso.

 

 

No entanto, a expectativa entre líderes partidários na Câmara e no Senado é que, por se tratar de um tema delicado às vésperas de ano eleitoral, haverá dificuldades em aprovar a reforma como quer o governo.

Alem disso, o presidente Michel Temer precisa reunificar a base aliada para conseguir a quantidade necessária de votos. No meio político se discute a alternativa de votar apenas alguns pontos do texto.

 

Para Meirelles, uma reforma enxuta levará à necessidade de voltar a discutir a Previdência em breve.

“A reforma agora precisa ser completa e suficiente par que o assunto não precise voltar mais tarde para o Congresso”, disse.

O ministro ressaltou que em outros países, e citou o sul da Europa, não só foi necessária uma reforma da Previdência como os governos precisaram cortar o valor dos benefícios recebidos pela população. Ele disse que, para o Brasil evitar situação semelhante, a reforma é “fundamental”.

 

Eleição

 

Meirelles foi mais uma vez questionado se é pré-candidato à Presidência da República, a exemplo do que vem acontencendo em entrevistas recentes. Ele afirmou que a decisão será tomada na “hora certa”.

 

“Eu não tomo decisões por antecipação. Inclusive porque decisões por antecipação são uma perda de tempo. Minha decisão no momento é ser um bom ministro da Fazenda”, afirmou.

 

Sobre a possibilidade de ser vice em alguma chapa, Meirelles foi mais enfático e disse que não existe essa possibilidade. “Isso não se coloca, e eu não seria candidato a vice em nenhuma hipótese”.

 

Na semana passada, o ministro havia dito em evento com empresários em São Paulo, que seria “até interessante” o cargo de vice-presidente da República. Minutos depois, no entanto, afirmou que a declaração havia sido feita por “mera brincadeira”.

 

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