sábado, 21 de fevereiro de 2026

Fachin reduz fiança de assessor e ex-diretor ligados a Geddel no caso dos R$ 51 milhões encontrados em caixas e malas

Job Ribeiro Brandão e Gustavo Ferraz alegaram não ter recursos para pagar fiança estipulada pela Justiça. Os dois foram presos por suspeita de envolvimento no caso da fortuna não declarada.

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Gustavo Ferraz foi demitido do comando da Defesa Civil de Salvador após ter sido preso pela PF (Foto: Divulgação, Secom)

G1

Gustavo Ferraz foi demitido do comando da Defesa Civil de Salvador após ter sido preso pela PF (Foto: Divulgação, Secom)

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou reduzir a fiança estipulada para o ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador Gustavo Ferraz e o assessor da Câmara Job Ribeiro Brandão – que dá expediente no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) – deixarem a prisão.

 

Os dois foram presos, em setembro, na operação da Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. Eles já deixaram a cadeia e cumprem restrições como recolhimento em casa e outras medidas alternativas à prisão.

 

Após a apreensão da fortuna em dinheiro vivo, a Justiça Federal de Brasília determinou o retorno de Geddel para a cadeia.

 

Job Ribeiro Brandão já havia obtido redução de fiança de 100 para 50 salários mínimos. Agora, ele deverá pagar somente 10 salários mínimos (equivalentes a R$ 9,3 mil). Gustavo Ferraz, por sua vez, teve a fiança reduzida de 100 para 50 salários mínimos (correspondentes a R$ 46,8 mil).

 

Os dois suspeitos tiveram digitais encontradas em cédulas de dinheiro dos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal na capital baiana, a maior apreensão em dinheiro vivo da história da corporação.

 

Job Ribeiro disse à Justiça que, apesar do cargo de assessor parlamentar, devolvia 80% do salário a Lúcio Vieira Lima. Gustavo Ferraz, por sua vez, alegou não ter capacidade financeira para pagar o valor inicial estipulado.

 

Nos dois pedidos, a Procuradoria Geral da República (PGR) opinou favoravelmente à redução das fianças.

 

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