G1 MS
Polícia Civil conclui, nesta sexta-feira (8), o inquérito que apura supostos abusos sexuais do funcionário de uma creche. Cerca de dez pessoas foram ouvidas e trouxeram novas denúncias para a investigação, como agressividade por parte do suspeito de 45 anos. Ele foi transferido para o presídio em Campo Grande.
“Nós ouvimos mais pessoas, entre mães, funcionários da creche e outros responsáveis. Eles nos relataram que o suspeito também agia com agressividade e aguardamos a comprovação dos fatos, principalmente sobre a conduta dele com os alunos. O inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário com tudo o que foi relatado”, afirmou o delegado Antônio Ribas Jr, responsável pelas investigações.
Uma mãe de 27 anos, que não será identificada pela reportagem, conta que o seu filho de quatro anos levou um tapa no rosto. “Não foi só nele que eu soube. No caso do meu foi no banheiro, mas, outras mães comentaram sobre castigo, portas fechadas quando chegavam pra ver os filhos e outros detalhes. As crianças falaram que eram colocadas no cantinho do pensamento e ele, como assistente de sala, não tinha autonomia para fazer isso e sim o professor”, comentou.
No caso desta mãe, o filho não frequenta a escola desde o dia 27 de outubro. “No início eu deixava ele chorando, pois, não entendia direito o que estava acontecendo. Após apertar meu filho e com a desconfiança, ele chorou muito e contou dos fatos envolvendo o professor. No mesmo dia que eu fui denunciar, encontrei outra mãe pra fazer a mesma reclamação. Eu quero que ele continue preso, pois são diversas ocorrências em que as crianças falam com clareza o que aconteceu”, ressaltou.
Entenda o caso
Um assistente pedagógico, de 45 anos, foi apontado como suspeito dos crimes, em Anastácio, a 131 km de Campo Grande. Conforme a assessoria de imprensa da prefeitura municipal, o servidor foi cautelarmente afastado, além de sindicância instaurada em processo administrativo disciplinar, para apurar a conduta do professor recém empossado como servidor público municipal. Já as supostas vítimas estão sendo amparadas com atendimento psicológico.
A investigação aponta que o fato teria ocorrido quando as crianças iam ao banheiro sozinhas. Elas foram encaminhadas ao Instituto de Medicina Legal de Anastácio.
O suspeito não possui antecedentes criminais. O caso foi registrado como estupro de vulnerável, cuja pena varia de 8 a 15 anos de reclusão.