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Ministério Público de Mato Grosso do Sul se posicionou contrário à retirada das tornozeleiras eletrônicas do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele, a ex-primeira dama Andréia Olarte.
A defesa afirma que o casal usa a tornozeleira há mais de um ano, enquanto deveria ter usado por, no máximo, seis meses.
De acordo com o promotor Fernando Martins Zaupa, no despacho, os equipamentos são a maneira mais eficiente de monitorar os dois.
Zaupa afirma, ainda, que os aparelhos colaboram para que as medidas cautelares impostas pela sejam cumpridas.
Um juiz vai decidir se o casal vai permanecer usando os equipamentos. Enquanto isso, eles continuam com os aparelhos.
Entenda o caso
A defesa do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele Andreia Olarte pediu à Justiça a dispensa do uso da tornozeleira eletrônica. O casal está com o equipamento desde setembro de 2016, quando foi preso durante operação que investigou lavagem de dinheiro por meio de compra de imóveis.
Segundo o advogado René Siufi, o prazo máximo para o uso do equipamento é de seis meses, prorrogáveis por mais seis, mas já faz mais de um ano que os suspeitos estão com a tornozeleira.
Uma decisão da Justiça referente à Operação Pecúnia permitiu que a prisão preventiva dos dois fosse convertida em medidas cautelares. A defesa ainda argumentou que, tanto Olarte quanto Andreia, têm cumprido todas as medidas nesse período.
O juiz da 1ª Vara Criminal havia recebido o pedido e encaminhado para o Ministério Público Estadual, que se manifestou no processo.
Olarte foi condenado neste ano por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso em que ele pedia cheques em branco a fiéis, para ajudar a pagar a campanha eleitoral de 2012, em troca de cargos na prefeitura quando eleito.
Depois da cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014, Olarte assumiu a prefeitura de Campo Grande e, entre os diversos afastamentos, renunciou ao cargo de prefeito e vice em 6 de setembro de 2016.