sábado, 24 de janeiro de 2026

Quase mil alvarás de táxi e mototáxi em Campo Grande possuem irregularidades, aponta CPI

Relatório final da comissão foi apresentado durante sessão na Câmara de Vereadores. Documento ainda passará por votação na quinta-feira (21).Leia mais...

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Vereadores durante sessão que apresentou relatório final da CPI do Táxi (Foto: Isaías Medeiros/Câmara de Vereadores de Campo Grande)

G1 MS

Vereadores durante sessão que apresentou relatório final da CPI do Táxi (Foto: Isaías Medeiros/Câmara de Vereadores de Campo Grande)

Quase mil alvarás de táxi e mototáxi em Campo Grande possuem pelo menos um tipo irregularidade. A constatação é do relatório final da CPI do Táxi da Câmara de Vereadores da capital sul-mato-grossense, que investiga supostas irregulairdades na concessão de alvarás. O documento foi divulgado nesta quarta-feira (20).

 

Com quase oitenta páginas, o relatório é resultado da análise de diversos documentos e depoimentos colhidos ao longo de oito meses de investigação. O relatório ainda precisa ser votado durante sessão prevista para quinta-feira (21). A principal irregularidade encontrada pelos parlamentares é a falta de documentação dos donos. Outro ponto que chamou a atenção é a concentração de alvarás de táxi para algumas famílias.

 

“Nós temos uma família que concentra mais de cinquenta alvarás. Campo Grande tem quatrocentos e nove e mais de dez por cento estão num núcleo de pai, mãe e filho. Nós temos outras famílias como pai, mãe e cunhado que somam trinta alvarás. Então, se você começar a somar esses núcleos, nós temos muito alvarás concentrados em poucas pessoas”, explicou o vereador Vinícius Siqueira (DEM).

 

De acordo com a CPI, hoje a legislação limita a quinze o número de alvarás por pessoa. Mas como a comissão tem só o poder de indicar irregularidades, o relatório final será encaminhado para a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), prefeitura de Campo Grande e Ministério Público Estadual, que podem tomar as providências. O sindicato que representa a categoria chegou a pedir a suspensão da CPI.

 

“O Ministério Público Estadual, ele pode muito bem usar o nosso material como se fosse um inquérito e aproveitar pra tomar as decisões dele. Seja de fazer um acordo com a prefeitura pra regularizar ou até mesmo pedir a cassação e devolução desses alvarás”, surgeriu o vereador Odilon de Oliveira (PDT).

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