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O presidente Michel Temer (MDB) afirmou, em artigo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira (3), que resistirá à tentativa de “setores” de incriminá-lo no âmbito do inquérito dos portos, que apura se ele beneficiou a empresa Rodrimar com a edição de um decreto com novas regras para o setor.
“Hoje não se aplica mais a letra da lei, mas disputam-se espaços para saber quem vai ganhar. Quem perde é o País e, tanto quanto ele, as liberdades individuais. Hoje é o presidente da República, amanhã será outro – e outros”, escreveu o presidente, que cobra respeito ao Estado Democrático de Direito.
Temer faz referência às prisões, no dia 29 de março, de seus amigos José Yunes, advogado e seu ex-assessor especial, e do coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, além do ex-ministro Wagner Rossi, também ligado ao presidente.
As prisões temporárias foram solicitadas pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). As prisões foram revogadas no sábado (31), também a pedido de Dodge, porque as diligências de busca e apreensão foram cumpridas e os depoimentos haviam sido tomados.
“Para tentar obter provas levam à prisão, para depor, pessoas que estão à disposição para qualquer depoimento. As quais, aliás, já depuseram e, ao fazê-lo, desmentem a tentativa que setores pretendem praticar para incriminar o presidente da República.”
Temer nega ter beneficiado a empresa Rodrimar com a edição do decreto. Afirma ainda que as denúncias que levaram à prisão de pessoas próximas a si são baseadas em fatos ocorridos há cerca de 20 anos e que geraram um inquérito arquivado por falta de provas.