quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Cheia do rio Paraguai em MS deve ser média e atingir pico de até 5,5 metros até o fim de maio

A projeção foi feita pelo pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Padovani, no mais recente boletim de atualização.Leia mais...

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Chuva na planície provocou uma cheia antecipada este ano no Pantanal de MS, segundo pesquisador da Embrapa Pantanal (Foto: Raquel Brunelli d´Avila/Embrapa Pantanal )

G1 MS

 

Chuva na planície provocou uma cheia antecipada este ano no Pantanal de MS, segundo pesquisador da Embrapa Pantanal (Foto: Raquel Brunelli d´Avila/Embrapa Pantanal )

A cheia do rio Paraguai, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, deve ser de nível médio este ano, ficando dentro dos padrões para o período na região, com o pico de 5 a 5,5 metros, na régua de mediação em Ladário, sendo atingido até o fim de maio. A projeção foi feita pelo pesquisador da Embrapa Pantanal, Carlos Padovani, no mais recente boletim de atualização.

 

Padovani disse que a cheia de 2018 no Pantanal tem uma característica diferente da registrada em anos anteriores, porque decorre de um maior volume de chuvas dentro da planície. “Normalmente a chuva se concentra mais na região do planalto, no norte e nordeste da bacia do Alto Paraguai, e aí, essa água toda então drena para o Pantanal. Esse ano, com uma grande quantidade de chuva na bacia, nas áreas mais baixas, observamos que muitas áreas inundaram mais cedo do que o esperado. Então, em muitos locais nós tivemos uma cheia antecipada”, explicou no boletim.

 

O pesquisador disse que essa situação foi registrada, por exemplo, nos rios Miranda e Aquidauana, que tiveram cheias recordes, inundando tanto áreas urbanas quanto no Pantanal.

 

Em contrapartida, na bacia do Alto Paraguai, ele revela que as estações de medem a entrada de água para o Pantanal em Mato Grosso do Sul indicam que o nível dos rios já está em fase de descida, e que em um prazo de 20 a 30 dias, esse volume deve chegar até a região de Ladário.

 

O encontro das águas que estão na planície com as que vêm do planalto deve provocar a elevação do nível do rio do Paraguai, fazendo com que atinja o pico da cheia este ano. “Para existir uma cheia no Pantanal é preciso que o rio Paraguai transborde acima da cota de 4 metros, na régua de Ladário. Hoje estamos 88 centímetros acima, o que caracteriza uma cheia pequena. De 5 a 6 metros são as cheias medias, que são normais e mais frequentes. Apenas superior a 6 metros é que temos caracterizada uma grande cheia”, comenta.

 

 

Apesar da cheia prevista para este ano ser considerada média e normal para a região, ficando entre os 5 e os 5,5 metros, ele explica que a inundação não deixa de ser um transtorno para ribeirinhos e pecuaristas que têm propriedades nas margens do rio Paraguai. “Alguns produtores já tiveram que retirar seus animais, em razão da cheia mais cedo”.

 

Ele comenta que com o encontro das águas das cheias provocadas pelo grande volume de chuvas em rios como o Mirana, Aquidauana e Abobral, com as das vindas do planalto, o transtorno deve aumentar, principalmente na região da estrada Parque, uma das principais vias de ligação de várias regiões do Pantanal sul-mato-grossense.

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