quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Mesmo após acordo, caminhoneiros mantêm 37 pontos de interdição em MS

Conforme a Polícia Rodoviária de Federal, é possível que durante o dia as lideranças que assinaram o acordo convençam parte dos caminhoneiros a deixar o movimento.Leia mais...

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Localizado no anel viário, pátio do Posto Caravágio é um dos locais onde caminhoneiros se concentram em Campo Grande. (Foto: Fly Drones)

Campo Grande News

Localizado no anel viário, pátio do Posto Caravágio é um dos locais onde caminhoneiros se concentram em Campo Grande. (Foto: Fly Drones)

Mesmo após acordo com o governo federal, anunciado na noite de ontem (25), os caminhoneiros mantêm 37 pontos de interdição em rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Apenas em Guia Lopes da Laguna, o protesto foi desmobilizado.

 

 

Na BR-163, uma das mais movimentadas do Estado, há interdição em Mundo Novo (km 20), Eldorado (km 39), Naviraí (km 117), Caarapó (km 206), Dourados (km 256, 266 e 281), Douradina (km 288), Rio Brilhante (km 323), Campo Grande (km 462, 477 e 492), Bandeirantes (550), São Gabriel do Oeste (km 614 e 618), Rio Verde de Mato Grosso (678), Coxim (730) e Sonora (812 e 837). Na região de Sonora, o tráfego de veículos de passeio está livre.

 

 

Conforme a PRF (Polícia Rodoviária de Federal), é possível que durante o dia as lideranças que assinaram o acordo convençam parte dos caminhoneiros a deixar o movimento. Ontem, após sete horas de reunião, representantes do governo e entidades de caminhoneiros, anunciaram a suspensão, por 15 dias, das interdições nas rodovias do país.

Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias enquanto o governo costura formas de reduzir os preços. A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União.

 

 

O protesto dos caminhoneiros contra o aumento do diesel provoca transtorno e desabastecimento de combustíveis e de vários produtos em Mato Grosso do Sul. A mobilização, que começou a repercutir no domingo (20), entrou no 5º dia nesta sexta-feira (25).

 

 

A categoria quer a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindica a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade

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