G1 MS
A justiça negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus, feita pela defesa de um professor de vôlei da rede municipal de ensino. Ele atuava tanto em Campo Grande quanto em Jardim, na região sudoeste do estado. Após denúncias de alunas e parentes delas, o homem passou a ser investigado e foi condenado em 1º grau, por estupro de vulnerável e também armazenar material pornográfico infantil das vítimas.
Nos autos do inquérito, que tramitou em segredo de justiça, consta que a mãe de uma das meninas encontrou conversas entre o professor a aluna, no aplicativo WhatsApp. Em uma das ocasiões, ele disse que precisava de uma foto dela nua, com a justificativa de que necessitava olhar suas estrias.
Questionada, a menina teria respondido que a situação ocorreu mais de uma vez e, que em determinado período, ela foi até a casa do réu, onde ele a pediu para tirar a camiseta e o short “para aferir suas medidas e constatar a evolução do seu corpo”.
A diretora da escola, ao constatar os crimes, realizou uma reunião e descobriu que outras 10 adolescentes foram molestadas, da mesma maneira.
O acusado permanece preso preventivamente desde o dia 6 de março deste ano, acusado de abuso sexual contra as adolescentes de 14 anos. Ele tentou a revogação da prisão, porém o pedido foi negado.
Ao relatar o processo, o desembargador Paschoal Carmello Leandro ressaltou que a conduta do professor é de gravidade concreta, já que usou da “posição de confiança como treinador para praticar reiterados atos contra a dignidade sexual e intimidade das adolescentes”.