G1 MS

A morte de Maiana Barbosa, de 20 anos, assassinada junto com a filha de apenas 1 mês de idade em Dourados (MS), chamou a atenção para um dado alarmante: Segundo a Polícia Civil, Mato Grosso do Sul teve 26 casos de feminicídio registrados em 2018.
A Delegada da Mulher de Campo Grande (MS), Joilce Silveira Ramos, diz que o alto número de mulheres assassinadas, inclusive por companheiros e ex-companheiros, deve-se a um problema cultural:
“Isso é a cultura do machismo. A lei Maria da Penha tem a previsão de criar um Centro de Recuperação para o homem, porque se existe agressão, e isso é cultural, os homens é que precisam mudar, não as mulheres”, declara.
Para a delegada, campanhas de prevenção encorajam as mulheres que antes silenciavam, a denunciar casos de violência doméstica que poderiam terminar em um feminicídio:
“Os números de boletins de ocorrência são expressivos, uma média de 600 por mês, e 350 medidas protetivas só em Campo Grande. Eu vejo isso como resultado do trabalho preventivo. Aqui, as mulheres estão enfrentando a questão, estão mais fortalecidas” afirma.
A delegada disse ainda que, no caso de Maiana, a morte da filha dela de 1 mês de idade, também configura feminicídio. Elas foram veladas e enterradas hoje em Rio Brilhante (MS). O companheiro de Maiana, Marcos Fioravanti Neto, estava foragido e foi preso em flagrante, horas depois do crime, cometendo furto em uma cidade vizinha.