João Pires

Alunos rematriculados em 2020 no CEEJA (Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos) em Dourados estão revoltados com o novo programa de ensino determinado pelo Governo do Estado. Segundo eles, a SED (Secretaria de Estado e Educação) instituiu um novo programa que iniciou nesta semana, sem ao menos consulta-los sobre quais as mudanças que seriam adotadas em Dourados.
De acordo com estudantes, o novo programa CEEJA 2020 mudou desde a forma das rematriculas, onde, em alguns casos se formaram filas de mais de 4 horas para o atendimento. “É um tal de vai na secretaria, vai na coordenação, e para nossa surpresa não mudou para EAD (Ensino a Distância) e sim para uma forma de atendimento bem parecido com o regular, que não atende ao dia a dia de trabalhador, que justamente por precisar trabalhar não consegue terminar os estudos no regular”, criticou um dos alunos ao Estado Notícias.
“Não tem material, tudo mudou sem perguntar para os mais de 700 alunos rematriculados em 2019 e nem para os professores e nem para a comunidade se gostaríamos de tais mudanças”, completou o estudante que preferiu não se identificar.
Segundo consta, o novo método de ensino do CEEJA em Dourados pegou inclusive os professores de surpresa, agora lotados para ministrar aulas no ensino regular e não mais por turnos, como ocorria em anos anteriores. “Nós alunos que já estudamos o ano passado repudiamos totalmente esse novo projeto. Queremos o nosso de volta. E segundo conversa com advogados já formados aqui na nossa escola, temos esse direito e, gostaríamos de estender os mesmo direitos aos novos matriculados que não conheciam o método anterior”, desabafou.
“Nos garantiram que se houvesse mudança seria para o EAD e, não para esse novo projeto que desestimulam a tantos a nem se quer fazer sua matricula para voltar a estudar”

DESISTIU DE ESTUDAR
Daiane é empresária no ramo alimentício afirma que estava disposta em voltar estudar através do CEEJA, porém, devido ao novo projeto, desistiu, pois argumenta que os horários regulares de aulas é incompatível com sua profissão.
“Esse novo projeto obriga a gente a ficar em sala de aula, não tem professor de todas as matérias em todos os períodos, enfim, a escola não está mais preocupada com aluno, parece um faz de conta se quiserem agora é assim se não é só procurar outro lugar”
Da mesma forma o trabalhador Natanel Genesis Vidal afirmou à reportagem que iria se matricular no CEEJA, pois poderia estudar à noite e no tempo livre recuperar o tempo perdido, mas também desistiu. “Querem nos levar de volta para sala com presença obrigatória, como se estivéssemos no regular do qual não temos nenhuma saudade”. criticou.