A alta no preço do combustível, impulsionada pelos conflitos internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, acendeu o alerta entre caminhoneiros e já levanta a possibilidade de paralisações em todo o país.
Com o diesel representando mais de 40% dos custos da atividade, profissionais relatam que os reajustes recentes tornaram inviável manter as operações, aumentando a pressão da categoria por medidas urgentes e reforçando o risco de greve.
Veja a evolução recente do diesel:
O preço do diesel tem avançado de forma acelerada nas últimas semanas, com impacto direto no bolso dos caminhoneiros: No fim de fevereiro, o litro do diesel girava em torno de R$ 5,50, em média; No início de março, os valores já se aproximavam de R$ 5,90 após os primeiros reajustes; Atualmente, o preço médio já encosta em R$ 6,50 em diversas regiões do país; A variação acumulada no período chega a 18,86%.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística ( CNTTL) informou, em nota, que apoia a mobilização e cobra medidas urgentes para conter os aumentos. A entidade destaca que a alta acumulada tem impacto direto na renda dos trabalhadores.
Governo prepara medidas
Diante do cenário, o Governo Federal prepara um anúncio com possíveis medidas para amenizar os impactos da alta. A expectativa é de que as ações sejam detalhadas nesta quarta-feira (18), às 10h (horário de Brasília), em reunião no Ministério dos Transportes.
Fonte: Portal IG