sábado, 21 de fevereiro de 2026

Câmara dá urgência a texto que torna infração gravíssima a não instalação de bloqueadores de celular em cadeias

Na prática, com a urgência, proposta será incluída na pauta de votações desta terça (7). Pelo texto, operadoras de telefonia celular que descumprirem lei deverão pagar multa diária de R$ 5 milhões.

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Imagem de janeiro deste ano mostra presos usando celulares no presídio de Alcaçuz (RN) (Foto: Fred Carvalho/G1)

G1

Imagem de janeiro deste ano mostra presos usando celulares no presídio de Alcaçuz (RN) (Foto: Fred Carvalho/G1)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (6) o requerimento de urgência para o projeto que torna “infração gravíssima” a não instalação, por operadoras de telefonia, de bloqueadores de celular em presídios.

 

Na prática, com a aprovação da urgência, a proposta será incluída na pauta de votações desta terça (7). Se o projeto for aprovado, seguirá para análise do Senado.

 

Entre outros pontos, o projeto define que os bloqueadores deverão ser instalados de forma a garantir que em nenhuma área dentro de presídios e a 50 metros de distância do prédio será possível fazer ou receber chamadas.

 

Sanções

 

O texto determina, ainda, que as prestadoras de telefonia móvel que descumprirem a lei estarão sujeitas a:

Multa diária de R$ 5 milhões;

 

Suspensão de comercialização de novas linhas, em todo o território nacional, por prazo mínimo de 30 dias.

 

STF

 

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou leis de quatro estados que obrigavam operadoras de telefonia celular a instalar bloqueadores de sinal nos presídios.

 

Na ocasião, a maioria dos ministros da Corte entenderam que somente a União pode legislar sobre telecomunicações e, portanto, as leis em vigor nos estados eram inconstitucionais.

 

Os ministros também destacaram à época que as empresas de telefonia não podem sofrer o ônus de gastar mais com os bloqueadores em razão das leis estaduais.

 

Projetos sobre segurança pública

 

A aprovação da urgência para o projeto faz parte da estratégia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de votar nesta semana propostas relacionadas à segurança pública.

 

Mais cedo, nesta segunda (6), os líderes partidários definiram ao menos seis projetos que deverão ser votados nos próximos dias:

 

“Saidão”: Extingue a saída temporária de presos;

 

Morte de militares: Prevê o fim da progressão de pena para quem matar policiais e bombeiros;

 

Auto de resistência: Exige perícia em caso de auto de resistência, casos de mortes e lesões ocorridas em ações envolvendo agentes de Estado, como policiais;

 

“Escudo humano”: Torna crime usar uma pessoa como “escudo humano” para facilitar a fuga de um crime;

 

Atenuante da pena: Revoga a regra que prevê como circunstância atenuante da pena o fato de o réu ser menor de 21 anos ou maior de 70 anos.

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