quarta-feira, 1 de dezembro de 2021
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Caridade, melhor para quem a pratica, por Wilson Aquino

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Wilson Aquino (*)

Por maior e mais importante que seja a doação, o maior beneficiário será sempre o doador. É ele quem se sentirá mais feliz e satisfeito com a ação. Mais até do que quem a recebe, mesmo que a necessidade suprida seja de vital importância. Isto porque a caridade é o puro amor de Cristo, especialmente se ela for espontânea e despretensiosa.

Quando damos um simples “Bom dia!” a um estranho na rua, olhando-o nos olhos e realmente desejando que ele tenha, de fato, um bom dia, nos sentimos muito melhores. Da mesma forma quando somos gentis com pessoas no trânsito também somos tomados por uma gostosa sensação de alegria e bem-estar.

A ciência já comprovou que em situações assim, quando nos doamos em benefício de nosso próximo, o cérebro produz imediatamente o hormônio Ocitocina, um dos mais importantes neurotransmissores, também conhecido como “Mensageiro do amor” por provocar forte sentimento de felicidade.

Esse conhecimento científico eleva minha admiração e respeito por Deus, que com Sua infinita bondade e sabedoria sempre nos mostrou como devemos fazer para alcançarmos isso, a verdadeira e duradoura felicidade: Amando nosso próximo como a nós mesmos.

Depois de amar a Deus acima de todas as coisas, amar o próximo é o segundo grande mandamento que Ele nos deu para que tivéssemos uma vida mais segura e feliz aqui na Terra, mesmo enfrentando as maiores adversidades que a vida impõe a cada um.

Jesus Cristo ensinou-nos muitas coisas sobre a caridade por meio de histórias ou parábolas. A do “Bom Samaritano”, por exemplo, ensina-nos que devemos ajudar os necessitados, sejam eles amigos ou não.

Na parábola, o Senhor diz que um homem viajava para outra cidade e que, na estrada, foi atacado por bandidos que lhe roubaram as roupas, o dinheiro e o surraram, deixando-o quase morto. Um sacerdote passou, olhou e seguiu seu caminho. Também passou um levita, que olhou para ele e depois também seguiu em frente.

Entretanto, um samaritano, que era desprezado pelos judeus, passou pelo local e, quando viu o homem, sentiu profunda compaixão por ele. Ajoelhando-se ao seu lado, o bom samaritano cuidou de seus ferimentos e o levou num jumento para uma hospedaria. Ali, pagou o dono da hospedaria para que cuidasse dele até que se recuperasse.

Atente para quem passou pelo pobre homem machucado e o ignorou: primeiro, um sacerdote de Deus, que jamais deveria negar ajuda a quem necessitasse. O outro homem não era muito diferente, um levita era todo aquele que exercia uma atividade ligada ao culto de oração a Deus. A ajuda, no entanto, veio de um samaritano, povo mestiço formado pela mistura de israelitas com outros povos. Eram desprezados pelos judeus por conta disso.

Cristo nos ensinou que devemos alimentar os famintos, abrigar os que não têm teto e vestir os pobres. E quando visitamos os doentes e os presos, é como se estivéssemos fazendo essas coisas por Ele.

Precisamos saber que mesmo cuidando dos necessitados e feridos, se não tivermos compaixão por eles, não temos caridade. O apóstolo Paulo ensinou que quando temos caridade, nosso coração transborda de bons sentimentos por todas as pessoas. Isto porque, segundo ele, em I Coríntios (13: 4-8): “A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não trata com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não se alegra com a injustiça, porém se alegra com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade nunca falha”.

Então, como podemos desenvolver a virtude da caridade? Certamente o meio mais seguro é esse: conhecendo Jesus Cristo, que é O Caminho, A Verdade e A Vida!

(*) Jornalista e Professor

E-mail: wilsonaquino2012@gmail.com