O filme “A Pele Morta”, rodado em Dourados (MS) e nas aldeias Jaguapiru e Bororó, terá sua primeira sessão de exibição neste sábado, 26 de setembro, às 16h, no Centro de Cultura e Extensão Universitária de Dourados (CEUD/UFGD). A sessão integra a programação do Grito do Rock e conta com o apoio da Diretoria de Arte e Cultura da UFGD (DAC/UFGD).
Dirigido por Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, o longa tem no elenco Luan Iturve, bolsista de audiovisual da DAC/UFGD, que interpreta Saulo, um rapper guarani-kaiowá que enfrenta um período de desânimo após a morte do irmão e já não consegue enxergar com clareza seu propósito.
O filme terá duas sessões especiais de lançamento. Além da exibição no CEUD, “A Pele Morta” será apresentado nas aldeias Jaguapiru e Bororó no domingo, 27 de setembro, às 17h30, no Ayvú Records. As sessões têm entrada gratuita e foram pensadas como um reencontro entre o filme, seus realizadores e as comunidades que participaram de sua trajetória.
Idealizado por Geraldo Moraes, “A Pele Morta” também foi concebido como uma homenagem à trajetória do cineasta e ao olhar desenvolvido por ele sobre o cinema brasileiro.
O FILME
“A Pele Morta” é um longa-metragem que tem a estrada como fio condutor de histórias sobre identidade, pertencimento e sobrevivência. A narrativa também aborda questões de ancestralidade e diversidade cultural latino-americana, aproximando as experiências individuais dos personagens dos conflitos presentes nos territórios pelos quais passam.
O personagem Justo, interpretado por César Troncoso, é um caminhoneiro uruguaio, enquanto Saulo, vivido por Luan Iturve, um rapper guarani-kaiowá que enfrenta um período de desânimo após a morte do irmão e já não consegue enxergar com clareza seu propósito.
A história ganha movimento quando Saulo aceita viajar com Justo. Os dois seguem pelas estradas entre Brasil e Paraguai em busca de trabalho e, ao longo do percurso, desenvolvem uma relação atravessada por diferenças, descobertas e experiências compartilhadas.
Durante a viagem, eles encontram Rosario, interpretada por Ivana Gomez, que procura pela irmã e passa a integrar a jornada. Em meio às paisagens da região de fronteira, os três entram em contato com as marcas da perda de território e com as consequências da exploração que ameaça comunidades indígenas.
Fonte: Assessoria





