terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Donos de casa noturna são presos por estupro coletivo de adolescente

Campo Grande News

 

Três homens com idades de 23, 25 e 36 anos foram presos por estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos em uma casa noturna localizada no Centro de Miranda. O crime aconteceu no dia 27 de julho.

 

Os envolvidos foram presos na última sexta-feira (17) por força de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Conforme o delegado Pedro Herique Pillar Cunha, os três homens chamaram – via WhatsApp – a vítima e o primo dela, ambos de 16 anos, para irem consumir bebida alcoólica na casa noturna deles, que ainda não estava aberta ao público.

 

Lá, todos beberam até que em determinado momento, o adolescente sentiu falta da prima e foi com um amigo procurá-la, quando a encontrou nua e desacordada sobre um colchão cercada pelo três homens. Envolta dela havia vários preservativos usados.

 

A menina foi levada pela família para o hospital, onde ficou internada. Na sequência, os familiares denunciaram o caso na delegacia da cidade. “Os três chegaram a procurar a família e em tom ameaçador pediram que o fato não fosse registrado”, disse o delegado.

 

Após várias provas coletadas pelos investigadores, a Polícia Civil indiciou os três por estupro de vulnerável (quando a vítima tem menos de 14 anos ou não tem capacidade ou condições de consentir). “Foi uma barbaridade o que fizeram com a vítima”, disse Pedro Henrique.

Polícia chega a tempo de evitar esfaqueamento após jovem agredir sogra em Angélica

Nova News

 

Policiais encontraram o jovem de 20 anos em cima da vítima com uma faca nas mãos (Foto: Divulgação/PM)

Um jovem, de 20 anos, precisou ser contido pela Polícia Militar após a agredir a própria sogra de posse uma faca na tarde deste domingo (19), em Angélica. Como se não bastasse a fatalidade que foi impedida a tempo, o suspeito ainda ameaçou os policiais e chegou a dar chutes na viatura no momento da prisão.

 

Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, a PM recebeu diversas ligações, via 190, relatando que um indivíduo estava tentando agredir sua sogra com uma faca na Rua Projetada, no Bairro Cerejo.

 

De imediato, uma guarnição se deslocou até o local e encontrou uma aglomeração de pessoas e o suposto autor, em cima da vítima, uma mulher de 44 anos, com uma faca branca de açougueiro na mão e sua companheira, de 20 anos, tentando separá-los. Os policiais imediatamente interviram desarmando o jovem e o imobilizando após tentativas de agressão contra a equipe de serviço.

 

Após ser detido, o jovem passou a desferir diversos xingamentos e ameaças à equipe, inclusive de morte, e quando colocado no compartimento de presos da viatura, começou a chutar a grade de contenção do veículo oficial.

 

O agressor foi apresentado na Delegacia de Polícia Civil onde ficou à disposição do plantonista para as medidas cabíveis.

 

 

Panambi empata e AAVV goleia na 8ª rodada do 16º Interdistrital

Assessoria

 

Na 8ª rodada, houve goleada no distrito de Indápolis e empate no Panambi (Foto - Waldemar Gonçalves - Russo)

 

Mais duas partidas foram realizadas neste domingo pelo 16º Campeonato Interdistrital de Futebol, organizado pelo Departamento de Esportes da Funed (Fundação de Esporte de Dourados).

 

Pelo grupo A, no estádio Ataíde Pimenta dos Reis, no distrito do Panambi, a equipe da casa recebeu e empatou em 1 a 1 com o Esporte Clube Vila São Pedro. Com este resultado, o Panambi praticamente se garantiu para a próxima fase da competição.

 

Já em Indápolis, também pelo Grupo A, a equipe do Esporte Clube Zanata recebeu, no estádio Tácito Pace, a AAVV (Associação Atlética Vila Vargas) e foi goleada pelo placar de 5 a 1.

 

CLASSIFICAÇÃO

 

Após oito rodadas, com 16 jogos concluídos, a classificação da competição tem como líder do grupo A, a AAVV, com 12 pontos;, em segundo estão a Vila Formosa e Esporte Clube Nacional de Vila Vargas, com 4 pontos, e, na lanterna, o Esporte Clube Zanata, com 3 pontos.

 

No grupo B, a equipe do Panambi lidera com 13 pontos, seguido pelo Esporte Clube São Pedro, com 5; Cooperativa, 2 pontos e, na lanterna, o Colonial de Indápolis, com apenas 1 ponto. Os jogos na fase classificatória, bem como as semifinais e finais, serão de ida e volta.

 

O Interdistrital é uma realização da Prefeitura de Dourados, por meio da Funed, e conta com o apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais de Saúde e de Serviços Urbanos.

Decreto proíbe cobrança por cadeira de roda em viagem rodoviária

Diário Digital

 

A nova regulamentação altera o Decreto 2.521 de 1998 (Foto - Divulgação)

As cadeiras de rodas e outras formas de auxílio à mobilidade, como bengalas e muletas, estão livres dos limites de peso e tamanho em viagens rodoviárias interestaduais e internacionais.

 

Decreto assinado pelo presidente Michel Temer e publicado na sexta-feira (17) no Diário Oficial da União impede que esse tipo de equipamento seja alvo de cobranças adicionais ou restrições para serem levados no bagageiro de ônibus de viagem e similares.

 

A nova regulamentação altera o Decreto 2.521 de 1998. Segundo ressaltou o secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegri, o texto parte do pressuposto que os equipamentos de mobilidade devem ser entendidos como parte integrante do corpo das pessoas com deficiência.

 

“O cidadão tem que viajar sempre acompanhado daquilo que garante sua mobilidade, autonomia e independência, sem nenhum ônus”, ressaltou.

 

Inocentado após 18 anos em processo, Semy diz que desistiu de cargo público

Campo Grande News

 

Ex-diretor da Sanesul, Semy Ferraz (Arquivo/Campo Grande News)

Ex-diretor presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o engenheiro civil Semy Ferraz foi absolvido 18 anos depois de ocupar o cargo e ser acusado de improbidade administrativa.

 

A ação foi movida pela 30ª Promotoria de Campo Grande em 2012, e acusou o ex-diretor de ter autorizado aditivos ilegais no contrato junto a empresa S&A. Os aditivos teriam sido celebrados entre os anos de 1999 e 2000, referentes a contratação de serviços especializados de leitura de hidrômetros.

 

Semy afirma que a ação teria “interesses por trás”. O ex-diretor, que também foi deputado estadual e secretário municipal, declara que não conseguiu ser ouvido pela promotoria.

 

“Eu tomei conhecimento na fase de inquérito em 2012, mas nem tive a oportunidade de responder. O promotor não quis me ouvir. Quando o Bernal me convidou para ser secretário, a primeira coisa que eu falei foi que eu tinha uma ação de improbidade. Imagina se ele não quisesse me nomear por causa dessa ação”, conta.

 

A decisão que absolve é do juiz Marcel Henry Batista de Arruda, do dia 13 de agosto. O magistrado julgou totalmente improcedente a ação.

 

O juiz afirma, na decisão, que os aditivos investigados não foram autorizados por Semy, e sim pelo diretor que o substituiu, Anízio Pereira Tiago. O juiz também cita o parecer do TCE (Tribunal de Contas Estadual), que decidiu pela regularidade das prorrogações de aditivos contratuais entre os anos de 1999 e 2000.

 

“Ainda que assim não fosse, a suposta conduta ímproba sequer foi praticada pelo requerido, porquanto não foi o responsável pela sexta prorrogação contratual, lastreada no Procedimento administrativo nº. 334/00/DCO/SANESUL, cujo responsável pela lavratura foi o Diretor-presidente da SANESUL à época, senhor ANÍZIO PEREIRA THIAGO”.

 

A ação, explica o ex-diretor foi um dos motivos que o desestimulou de continuar na vida pública. “O que ocorre, quem sai prejudicado é a família da gente, quando saiu na imprensa fica toda uma insegurança. Isso só serve para desestimular pessoas de bem de entrar em cargo público. Uma das coisas que me desmotivam é esse tipo de coisa”.

 

“Eu gosto de cuidar das coisas públicas, não me nego a prestar contas, mas isso com certeza me desmotivou muito e eu não pretendo mais assumir cargo público”, declarou.

DOURADOS – Dia “D” contará com 36 pontos de vacinação contra pólio e sarampo

Assecom

 

Neste sábado (18) acontece o dia “D” de vacinação contra poliomielite e sarampo e, em Dourados, a população contará com 36 pontos de vacinação disponíveis. A Prefeitura de Dourados, por meio do Núcleo de Imunização da Secretaria de Saúde, tem mobilizado pais e responsáveis para que não deixem de levar as crianças com idade de até cinco anos para receberem as doses.

 

Além das 35 unidades básicas de saúde do município, a vacinação no Dia D acontecerá também na Praça Antônio João. Nas unidades de saúde o horário será das 8h às 17h (sem fechar para almoço) e na praça central das 8h às 13h.

 

A campanha acontece em todo o país, teve início no dia 6 e seguirá até o dia 31 de agosto. Dourados recebeu mais de 12 mil doses das vacinas e a meta da administração municipal é alcançar 95% do público-alvo.

 

A imunização é a forma de prevenção para que os casos das doenças não retornem. Tanto a pólio quanto o sarampo podem levar à morte quando alcançam estágios graves. No caso da pólio, o vírus é considerado extinto do país desde meados de 1990, no entanto, outros países têm contado com casos e falta de cobertura vacinal pode fazer com que o vírus retorne para o Brasil.

 

A mobilização em torno do dia D em Dourados conta com parceria da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e do Rotary Club, que tem na luta pela erradicação da pólio uma das iniciativas mais longas e importantes da sua trajetória.

Homem que confessou o assassinato da musicista Mayara diz que estava sob efeito de drogas

G1 MS

 

Musicista Mayara Amaral foi encontrada morta com corpo carbonizado em Campo Grande (Foto: Reprodução/Facebook)

A justiça realizou na tarde desta quinta-feira (16), a última audiência do caso da musicista Mayara Amaral, assassinada em julho de 2017. O homem que confessou o crime, Luiz Alberto Bastos, negou que a morte foi premeditada, e disse que o assassinato ocorreu por conta de uma briga entre os dois, em motel da Capital.

 

Ele afirmou ainda que estava durante 3 dias sob efeito de drogas, e por isso, não se lembra de muitos fatos. Uma testemunha de defesa e o réu acusado de receptação, que teria ficado com o carro de Mayara, também prestaram depoimento.

 

A audiência desta quinta estava marcada para o final de julho e foi adiada pela defesa que pediu uma avalização psiquiatrica do acusado. Luiz já foi examinhado e o resultado deve sair na próxima terça-feira (21). Quando o laudo chegar ao juiz responsável pelo caso, caberá a ele decidir se o acusado irá ou não a Júri popular.

 

O caso

A musicista Mayara Amaral, de 27 anos, encontrada morta em uma estrada na região do bairro José Abrão, em Campo Grande, em julho de 2017. Ela foi assassinada a marteladas em um motel da capital sul-mato-grossense antes de ter o corpo queimado, segundo a Polícia Civil.

 

De acordo com os investigadores, o crime foi planejado para roubar a vítima e cometido por dois suspeitos: Luís Alberto bastos Barbosa, de 29 anos, e Ronaldo da Silva Onedo, de 30. Luís teria atraído Mayara, com a promessa de um encontro. Após terem se relacionado com a ela, a dupla cometeu o assassinato com golpes de martelo.

 

Após a execução, a musicista teria sido colocada no próprio carro e levada para a casa de um terceiro homem, identificado como Anderson Sanches Pereira, de 31 anos. Na residência, os três suspeitos, que estão presos, fizeram a repartição dos objetos da vítima, e, de 6 a 8 horas depois, decidiram abandonar o corpo na estrada onde foi encontrado.

 

Segundo a polícia, os suspeitos ainda atearam fogo em um matagal com a intenção de que as chamas queimassem a mulher. Mas de acordo com a perícia, que esteve no local na quarta-feira, o incêndio atingiu apenas parte do corpo.

Madrasta é a principal suspeita por morte de bebê com marcas de agressão, diz polícia

G1 MS

 

A madrasta do bebê foi presa em flagrante em Dourados, MS (Foto: TV Morena/Reprodução)

A Polícia Civil investiga a morte de um menino de 1 ano e 6 meses ocorrida na manhã desta quinta-feira (16), em Dourados. A criança estava com o pai e a madrasta, em casa.

 

À tarde, a polícia prendeu em flagrante o pai, João Rodrigo Leite, e a madrasta, Jéssica Leite Ribeiro, de 21 anos. Ela é suspeita de matar o enteado, e segundo a polícia, o pai pode ter envolvimento no crime.

 

“O depoimento dele não está batendo, ele entra em contradição. O que a gente tem certo é que houve uma morte violenta e que foi provocada por fator externo, não foi morte natural”, explica o delegado Marcelo Damaceno.

 

O laudo da perícia apontou lesões e hematomas no pescoço, cabeça e também nas costas da criança. No conselho tutelar não havia denúncia de maus tratos ao menino.

 

Na delegacia, a mãe do bebê disse que nunca percebeu comportamento estranho, e que neste momento, quer apenas justiça: “Eu espero que pague, porque, é uma criança. Eu nunca esperava estar aqui”. Ela contou à polícia que tem medidas protetivas contra o ex-companheiro e a mulher dele, por agressão.

Educação realiza seminário que conclama professores de Dourados a participar do Currículo Regional

Assecom

 

A Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Dourados realiza desde o dia 4 de agosto e encerra no próximo dia 17, um seminário da rede municipal de ensino, para chamar professores e a comunidade de forma geral, a contribuir com comentários e sugestões, para o Currículo Regional do Mato Grosso do Sul.

 

Esse currículo é compreendido como as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio às relações sociais nos espaços institucionais, afetando a construção das identidades dos estudantes.

 

Além disso, trata-se de um conjunto de esforços pedagógicos promovidos na escola, com o propósito de organizar e tornar efetivo o processo educativo; é fruto de uma seleção e produção de saberes e, ainda, é um instrumento político, cultural e científico formulado com base em uma construção coletiva.

 

Sua criação tem as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. A partir dele surgem os currículos de acordo com a realidade regional.

 

O Seminário tem por objetivo, orientar o processo de estudo e pesquisa sobre a Parte Diversificada do Currículo; ampliar o diálogo com professores, gestores e todos que atuam no Ensino Fundamental e, sistematizar a contribuição na Consulta Pública sobre o Currículo Regional/MS.

 

“A Parte Diversificada do Currículo prevê estudo de características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar. Perpassa todos os tempos e espaços curriculares constituintes do Ensino Fundamental e do Médio, independente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola”, diz Cícera Pereira de Lima, professora apoio do Programa.

 

Ela explica que a base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, com disciplinas específicas para cada uma das partes. ”A parte diversificada precisa complementar a Base Comum para oportunizar a formação integral dos estudantes, nos diversos contextos em que se inserem as escolas e CEIMs. Assim, pensamos em garantir a qualidade e brevidade das contribuições, sugestões e comentários acerca da versão preliminar do Currículo”, afirma.

 

Participam diretamente desse processo, além do secretário de Educação Upiran Jorge Gonçalves e da Coordenadora de Ensino Mariolinda Rosa Romera Ferraz, a coordenadora do Programa em Dourados, Clair Moron Munhoz e a professora Cícera Pereira de Lima.

 

Os interessados em participar do processo – professores e população em geral – podem acessar o site http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ e enviar seus comentários ou sugestões até ao dia 31 de agosto.

 

 

Deputado tucano boicota programa de acesso à água para indígenas no MS

Por João Cesar Diaz

Do Carta Capital – www.cartacapital.com.br

 

Aproximadamente 35 famílias Guarani e Kaiowá vivem em moradias precárias. (Foto - Divulgação)

 

Acampados entre as fazendas de soja, milho e cana-de-açúcar do Mato Grosso do Sul, indígenas Guarani e Kaiowá adoecem e são intoxicados por agrotóxicos devido à falta de acesso à água tratada.

 

Há denúncias de crianças internadas e adultos com diarreias, febres e manchas pelo corpo. O problema poderia ser amenizado por um programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que instalaria 910 cisternas nesses locais.

 

Ao coletar a água da chuva, as caixas reduziriam a dependência dos poços e córregos contaminados. Os benefícios do programa, porém, nunca chegaram a esses indígenas devido à interferência do deputado federal Geraldo Resende (PSDB/MS), que atuou para mudar o destino dos recursos.

 

Membro da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista, Resende confirma que se opôs às cisternas nos acampamentos, questionando a eficácia das obras. “Sabe-se dos bons resultados da construção de cisternas no Nordeste do país, porém, talvez não seja essa a melhor benfeitoria para as áreas indígenas de Mato Grosso do Sul”, afirma.

 

A motivação por trás do posicionamento do deputado, porém, pode ter outra origem. Em reunião com representantes do MDS e da Funai no dia 9 de novembro, ao se manifestar contra as obras, o parlamentar listou os nomes de posseiros e donos de propriedades que reivindicam direito sobre as terras onde estão os acampamentos.

 

A fala foi registrada por técnica da Funai que estava presente na reunião. A base do argumento de Resende seria “o possível acirramento fundiário” por considerar “a construção das cisternas um dano à propriedade privada”, segundo outro documento da Funai sobre a mesma reunião.

 

Questionado diretamente pela Repórter Brasil se interferiu no programa para defender os interesses dos fazendeiros locais, o deputado foi evasivo. Por meio de sua assessoria, informou que suas motivações foram: “a defesa da legalidade, a necessidade de atender a mesma demanda em áreas que não estão em litígio e questões da geografia local”.

 

Os acampamentos indígenas estão nas áreas cuja posse é disputada por fazendeiros e indígenas. Essas são, justamente, as comunidades consideradas mais vulneráveis pelo MDS e Funai, onde as doenças e intoxicações são mais frequentes. Isso porque esses acampamentos ficam mais próximos das lavouras, não dispõem de infraestrutura pública de abastecimento, além de serem o foco do conflito agrário da região.

 

Indígenas denunciam a superlotação das terras regularizadas: população cresce, mas a demarcação não acompanha (Foto - Lunaé Parracho)

 

Em resposta à atuação de Resende, o Ministério Público Federal se manifestou a favor da construção das cisternas nos acampamentos por meio de recomendação conjunta enviada ao então ministro do MDS, Osmar Terra.

 

Na visão dos três procuradores federais que se manifestaram sobre o caso, o acesso à água deveria ser garantido independente “da regularidade fundiária das áreas que ocupem”. Para o procurador Marco Antônio Delfino, as cisternas seriam apenas uma solução pontual e temporária: “o mínimo que o Estado poderia fazer”.

 

Apesar dos questionamentos, o MDS está executando o programa com o apoio da Funai sem incluir nenhum dos acampamentos não regularizados.

 

Cabeleireiro morto pode ter sido vítima de crime passional, suspeita polícia

G1 MS

 

Heberson, encontrado morto em Dourados (Foto: Facebook/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil suspeita que Heberson Júnior Cavalcante de Almeida, de 23 anos, encontrado morto segunda-feira (13), em Dourados, tenha sido vítima de crime passional. Os policiais não dão detalhes da investigação.

 

O jovem é de Dourados, trabalhava na capital sul-mato-grossense e tinha ido à cidade natal participar de reunião política. Ele havia desaparecido na sexta-feira (10).

 

Conforme a polícia, o rapaz provavelmente foi morto a pauladas. A boca estava amordaçada e as mãos e pés amarrados.

Ao tentar comprar celulares, estelionatários são presos

Diário Digital

 

Autores estavam documentos falsos, celulares e aliança de ouro. (Foto:Arquivo/Diário Digital)

Nilda Almeida Gomes Alves de 44 anos, Edmilson Marcelo Santos da Silva, 40 e Gabriely Ferreira de Araújo de 19 anos, foram presos por estelionato na forma tentada, falsa identidade e associação criminosa, na noite de ontem (15).

 

O trio foi flagrado tentando fazer uma compra de alto valor em aparelhos celulares em uma revendedora da Vivo, localizada na avenida Afonso Pena, região central de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, Nilda, Edmilson e Gabriely, forma descobertos pelo gerente que desconfiou e ligou para a vítima. A Polícia Militar foi acionada.

 

Os autores já haviam comprado uma aliança de outro de R$ 1,055 e depósito bancário de R$ 2 mil, além de vários Iphones, relógios, extrato de compras e um veículo Nissan Tiida. Todos foram presos e encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da região central.

 

CAARAPÓ – PM apreende 2,4 t de maconha em meio a carga de fertilizantes

G1 MS

 

Maconha estava em meio a carga de fertilizantes em MS (Foto: PM/Divulgação)

A Polícia Militar (PM) apreendeu 2,4 toneladas de maconha escondidas em meio a uma carga de fertilizantes, na tarde de terça-feira (14), em Caarapó. O motorista do veículo, de 26 anos, foi preso.

 

A PM chegou até ao caminhão após denúncia. O veículo tinha placas de Chapadão do Sul e no compartimento de carga, junto aos pacotes de fertilizantes, foram encontrados os tabletes de maconha.

 

A droga pesou 2.438 quilos. Policiais tiveram que usar máscaras emprestadas pelo Corpo de Bombeiros para retirar o entorpecente devido ao cheiro do fertilizante ser nocivo à saúde.

Pecuarista morre em acidente dentro de curral

Diário Digital

 

O pecuarista Valque Ribeiro de Paula (Foto: Reprodução/Facebook)

O pecuarista Valque Ribeiro de Paula, 78 anos, morreu nesta segunda-feira, 13 de agosto, dentro do curral de sua propriedade, no município de Inocência.

 

 

Vítima teria sido atacado por um animal. A vítima estaria apartando o gado quando foi atacado. Valque teria sido arremessado e caído no chão desacordado.

 

 

O pecuarista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, porém não resistiu aos ferimentos e morreu. Conhecido na cidade, Valque e seu irmão eram proprietários de uma casa de carne tradicional em Três Lagoas. Ambos sendo um dos pioneiros na área de açougue e frigorífico. (Com informações do site JPNews)

 

Crianças indígenas são mais da metade dos abrigados à espera de adoção em Dourados

G1 MS

 

De 25 crianças abrigadas em lares de Dourados (MS) 14 são indígenas (Foto: TV Morena )

O município de Dourados, região sul de MS, tem a maior reserva indígena urbana do país. Nela vivem cerca de 15 mil índios, a maioria da etnia Guarani-Kaiowá. Segundo o juiz da vara da infância e adolescência de Dourados, Zaloar Murat Martins de Souza, a comunidade indígena enfrenta um problema cultural que reflete diretamente no número de crianças recolhidas a abrigos da cidade:

 

“O alto índice de alcoolismo, dependência química, falta de cuidado, tudo isso está ligado ao estado em que essas crianças vivem nas aldeias e os motivos de serem recolhidas” explica.

 

 

Preferencialmente, essas crianças deveriam voltar para a família em pouco tempo, mas em alguns casos, elas ficam por anos em instituições de acolhimento. Hoje, de 25 crianças abrigadas em 4 lares, 14 são indígenas.

 

A assistente social Monica Marim, diretora do Lar Santa Rita em Dourados, conta que a situação em que vivem os pais, em muitos casos, é comum a outros entes da família: “Além dos problemas com álcool e drogas, existe ainda o histórico de violência sexual, de desnutrição e abandono. Muitas vezes esse quadro é o mesmo dos parentes próximos da criança” conta.

 

Segundo a assistente social, como a preferência é da família, nem sempre com o recolhimento da criança os pais procuram ajuda ou se tornam aptos a recebê-la de volta:

 

“Neste caso, outro familiar é procurado, mas caso ninguém queira receber essa criança, ela volta para os abrigos. Muitas vezes, quando voltam para a aldeia, elas retornam para a gente em condições ainda mais precárias. Tivemos o caso de uma menina que foi devolvida à família, viveu com um tio de dezembro do ano passado até julho deste ano, e veio a óbito em decorrência de violência sexual”, lamenta.

 

Na vara da infância, 40 casais estão cadastrados para adoção, já com a documentação necessária. Segundo o juiz, o Estatuto da Criança e do Adolecente prevê que a criança indígena deve ser criada dentro da comunidade:

 

“A lei prevê que seja dessa forma, exceto em casos excepcionais, quando esse processo leva muito tempo e a criança não tem a chance de voltar para a aldeia. Neste caso é possível que seja feita a adoção por parte de famílias não-indígenas”, explica.

 

Em 15 anos, apenas 2 crianças foram adotadas por famílias de não-índios.

 

Curso de adoção para famílias indígenas

A assistente social Valdirene Schmitz Pereira explica que o problema é a baixa quantidade de famílias indígenas em condições de adotar essas crianças. Por isso, a vara da infância e da juventude da cidade criou o projeto “Adotar”, um curso que prepara famílias indígenas para que sejam incluídas no cadastro de adoção:

 

“Existem famílias que podem, que compreendem o que é adotar uma criança, que não vêem isso como algo ruim. No curso nós abordamos questões jurídicas, sobre vínculos de filiação com a nova família, orientamos a preencher o requerimento, entre outras orientações necessárias”, conta Valdirene, que é coordenadora do projeto.

 

“O principal é falar sobre quem é esse filho que vem por adoção, que o amor é construído e é preciso paciência porque a criança pode trazer lembranças difíceis, e principalmente, que filho adotivo é para sempre, não pode ser devolvido”.

 

No curso , que aconteceu nos dias 07 e 08 de agosto na aldeia Bororó em Dourados, foram conferidos 20 certificados. Para a coordenadora do projeto, foi um número muito bom: “Tivemos famílias da aldeia Bororó, Jaguapiru e ainda indígenas de Laguna Carapã. A ideia agora é espandir o projeto para atender mais famílias”.

 

“Amor por aquele que não é seu”

Mirian Francisco é casada há 9 anos e vive na aldeia Jaguapiru, em Dourados. Há pouco mais de 3 anos ela e o marido adotaram 4 crianças indígenas e a vida mudou completamente: “Nós nunca tivemos filhos, então nossa vida era aquela vida de qualquer casal sem filhos, né? Depois que eles vieram, foram novas experiências, foi bênção, foi muito bom” relata.

 

A família vive na aldeia é acompanhada pelas equipes de assistência social. Para a mãe, muito mais do que adotar crianças de sua própria etnia, receber os 4 filhos é um ato de acolhimento e amor:

 

“É importante o índio pegar, mas que ele tenha amor pelo próximo, por aquele que não é seu, mas vai se tornar”, finaliza.

 

 

A equipe do G1 enviou à Funai perguntas sobre a diferença entre o número de crianças indígenas nos abrigos e o de famílias aptas para a adoção, e questionou sobre a presença da instituição no acompanhamento de casos de reintegração das crianças com as famílias nas aldeias. Até a publicação desta reportagem, recebemos por telefone a informação de que as perguntas foram encaminhadas aos responsáveis, e que as respostas serão enviadas em um prazo máximo de 48 horas.