Ao todo, serão bloqueados 4.970 dos 3,1 milhões de aparelhos do Estado. (Foto: Graziella Almeida/Arquivo)
Começa neste sábado (dia 8) o bloqueio de celulares “piratas” em Mato Grosso do Sul. A medida da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) é para inibir a comercialização de aparelhos não homologados. Ao todo, serão bloqueados 4.970 dos 3,1 milhões de aparelhos do Estado.
São considerados piratas os celulares que sejam falsificados, clonados, adulterados e roubados. Conforme a Agência, desde 23 de setembro, quem ativa um celular irregular nas redes das prestadoras móveis recebe em até 24 horas um alerta.
A mensagem tem o seguinte conteúdo: “Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias”. Alerta similar é encaminhada 50 dias e 25 dias antes do bloqueio. E, na véspera do bloqueio, o celular recebe a mensagem: “Operadora avisa: Este celular IMEI XXXXXXXXXXXXXXX é irregular e deixará de funcionar nas redes celulares”.
O IMEI é um código composto por 15 números utilizado internacionalmente que permite identificar a marca e modelo do aparelho. Todas as mensagens são enviadas pelo número 2828. Ciente da irregularidade do celular, o usuário do serviço móvel deve procurar a empresa ou pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor.
Quem deseja consultar se o aparelho que usa é regular, pode acessar o portal da Anatel, na internet (http://www.anatel.gov.br/celularlegal/consulte-sua-situacao).
O bloqueio dos celulares a partir de hoje também acontece no Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Tocantins.
A Agência Nacional de Telecomunicações combate o uso de celulares falsificados ou com IMEI adulterado e inibe a comercialização de aparelhos não homologados no país.
Suspeita é de que o condutor do Ford Ka estava em alta velocidade e não percebeu a carreta parada. (Foto: Tiago Apolinário)
Uma colisão entre um Ford Ka e uma carreta na madrugada desta sexta-feira (7) matou um homem de 35 anos, identificado como Marcelo Rocha Maciel. O acidente aconteceu quilômetro 23 da rodovia BR-267 entre Bataguassu e Distrito de Nova Porto XV.
O condutor do carro de passeio, com placas de Campo Grande, seguia sentido Presidente Epitácio-SP, quando bateu na traseira da carreta que estava parada no mesmo sentido após problemas mecânicos.
De acordo com o Da Hora Bataguassu, a carreta ficou com a parte da frente no acostamento e a traseira sobre a pista, pois segundo o motorista de 54 anos, os sistemas de freios travaram e o impediram de retirar totalmente da rodovia.
Com a força do impacto, Marcelo, que seguia sozinho, ficou preso às ferragens e morreu na hora, antes da chegada da equipe de resgate do Corpo de Bombeiros de Bataguassu.
Ainda segundo o caminhoneiro, a batida ocorreu no momento em que ele comunicava a PRF (Polícia Rodoviária Federal) sobre o problema mecânico. O impacto mexeu a carreta e fez o veículo capotar e parar no acostamento da pista contrária.
De acordo com a PRF, a suspeita é de que o condutor do Ford Ka estava em alta velocidade e não percebeu a carreta parada, não conseguindo evitar a colisão. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil de Bataguassu também estiveram no local.
Após passar mais de 7 horas buscando conseguir a diplomação para assumir a cadeira de Idenor Machado (PSDB) na Câmara de Vereadores, o suplente Maurício Lemes (PSB) retornou à Casa de Leis logo nas primeiras horas da manhã para tentar concluir o processo de nomeação e participar da eleição da Mesa Diretora, agendada para as 14h desta sexta.
Ontem (6) Idenor pediu afastamento após ser preso na tarde de quarta-feira (5) durante a Operação Cifra Negra, do Ministério Público Estadual, que investiga crime de colarinho branco no legislativo douradense.
Em entrevista ao Dourados News, Lemes disse que teria ficado das 12h20 de ontem até às 20h na Casa de Leis. Hoje, logo após a abertura das portas da Câmara, o suplente já estava por lá.
“Quando recebemos o pedido de afastamento do Idenor, olhei o regimento interno da Casa, cujo eu já tinha um certo conhecimento, e encontrei no artigo 211 a determinação de que a posse deve ser imediata. Então com esse artigo que me garante a posse imediata solicitei que a presidente [Daniela Hall (PSD)] me investisse ao cargo”, explicou.
A expectativa do suplente é ser nomeado ainda hoje antes da sessão de votação que definirá a presidência da Casa de Leis nos próximos dois anos. “Se ela seguir o mesmo ritual que seguiu tanto com a Lia Nogueira (PR) quanto com a Denize [Portolan] (PR), ela tem que me dar a posse hoje!”, ressaltou.
Maurício Lemes já foi vereador em Dourados durante os anos de 2012 à 2016. Nas eleições que elegeram os atuais parlamentares, Lemes acabou ficando como suplente.
PRF durante ocorrência que terminou com carro capotado (à direita) e quilos de maconha apreendidos (à esquerda) (Foto: Divulgação/PRF)
Uma perseguição policial terminou com um carro capotado e mais de 360kg de maconha apreendidos, na tarde de ontem (6), em Nova Andradina – a 300 quilômetros da Capital. O condutor, um homem de 41 anos, foi preso em flagrante após perder o controle do veículo, na altura do km 129 da rodovia.
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o motorista não respeitou a ordem de parada da equipe que fazia fiscalização na Unidade Operacional do município, fugindo do local. A perseguição então teve início e durou aproximadamente 4 quilômetros, terminando apenas depois de o motorista perder o controle e o carro capotar.
No interior do veículo foi encontrado diversos tabletes e fardos de maconha, que totalizaram 361kg da droga. Também foram localizados invólucros contendo 14kg de skunk (super maconha).
Segundo relatou o condutor, o veículo com a droga estaria sendo levado de Amambai, região sul do Estado, para Bataguassu. Pelo transporte, o homem receberia o valor de R$ 5 mil. Durante checagem, os policiais identificaram que o carro, com placas de Cafelândia (PR), na verdade apresentava sinais de adulteração, sendo o registro original de São Paulo (SP).
Devido ao acidente, o condutor precisou ser atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado para Santa Casa de Nova Andradina. No local, ele foi submetido exames e, posteriormente, encaminhado junto com a droga para Delegacia de Polícia Civil.
Gabriela Ximenes, de 10 anos, morreu após ser agredida por colegas na saída da escola em Campo Grande (MS) (Foto: TV Morena/Reprodução)
Dois golpes com uma mochila cheia de livros. Segundo a polícia, este foi o movimento feito por uma menina de 9 anos, contra a colega Gabriele Ximenes, de 10 anos, minutos após brigarem e uma ofender a mãe da outra. O caso ocorreu há 8 dias e a vítima morreu nessa quinta-feira (6), em Campo Grande. Duas adolescentes de 14 anos teriam incitado vítima a se defender.
“A menina de 9 anos e as adolescentes passaram a tarde na delegacia e foram ouvidas como testemunhas. A mais nova confirma que só ela agrediu com a mochila, sendo que as outras chegaram depois é só perguntavam se a vítima não ia se defender”, afirmou ao G1 a delegada Fernanda Félix, responsável pelas investigações.
No teor do depoimento, consta que as adolescentes informaram que “não encostaram um dedo sequer” na vítima e também não a conheciam anteriormente. “Elas dizem que nada fizeram, enquanto que a menina de 9 anos falou que as duas começaram a xingar a mãe da outra”, explicou Félix.
Durante esta semana, ainda de acordo com a delegada, a menina foi todos os dias na escola, com exceção dessa quinta (6). “A família não havia registrado ocorrência e a informação que temos é que ela não tinha nenhuma lesão aparente. Ela passou por unidades de saúde e hoje é que o médico da Santa Casa optou por fazer uma cirurgia”, comentou.
O procedimento foi realizado no lado direito do quadril da menina, em razão do diagnóstico de uma artrite séptica. “Ela sofreu quatro paradas cardíacas e também foi identificada uma infecção generalizada, hoje pela manhã. Eu acompanhei a necrópsia e a criança sofreu tromboembolismo pulmonar”, disse a delegada.
Nesta semana, a polícia também pretende ouvir funcionários da escola onde a menina estudava e também pedirá informações oficiais para unidades de saúde da cidade.
“Pretendo questionar o diretor se a menina passou mal algumas vezes na escola, em situações anteriores, inclusive chamando o Samu [Serviço de Atendimento Médico de Urgência] e encaminhando, possivelmente, ela para alguma unidade de saúde”, argumentou Félix.
O caso foi registrado como morte a esclarecer, na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij). A delegada explica que não foi imputado as três envolvidas nenhum ato infracional por conta da idade delas, o que não é penalmente não é possível. Nem aos pais.
O caso
Gabrielly Ximenes, de 10 anos, foi agredida na saída da escola no dia 29 de novembro. A discussão teria começado em sala de aula. A criança chegou a citar o nome desta colega para o pai.
Após alguns minutos, segundo a polícia, a menina teria chamado outras 2 garotas, de 14 anos, que também bateram na criança. O fato aconteceu a cerca de 100 metros do portão da escola estadual onde as meninas estudam.
Gabrielly foi levada para a Santa Casa pelo Samu, ficou em observação por 1 dia, e foi liberada. No dia 4 de novembro, ela disse para a família que sentia muitas dores, foi levada para unidades de saúde, dia 5 voltou para o hospital, passou por cirurgia e morreu.
Equipe do HV participa de “Qualiti Hospitalar”; próxima etapa acontece nos dias 13 e 14 de dezembro (Foto - A.Frota)
O Ministério da Saúde selecionou o Hospital da Vida de Dourados para participar do Projeto “Qualiti Hospitalar”, dentro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde. A unidade está entre 12 selecionadas em todo o país para a proposta, que tem duração de três anos.
Qualiti Hospitalar visa à qualificação da atenção e gestão hospitalar, com foco nas ferramentas de segurança do paciente/gestão da clínica. Todos os hospitais selecionados terão acompanhamento, apoio e consultoria prestados pelo HCor (Associação Beneficente Síria), de São Paulo.
O Ministério da Saúde destaca o objetivo de apoio aos gestores para que promovam mudanças nos serviços por meio da organização dos processos assistenciais e administrativos e aborda a proposta de “universalizar o Sistema Único de Saúde” dentro de uma visão de que todos os pacientes contem com um atendimento seguro.
A enfermeira Quézia Peres Woeth, da coordenação do projeto no Hospital da Vida, destacou a proposta com apoio a adoção de boas práticas assistenciais com planos de melhorias contínuas.
“É um direcionamento do Programa Nacional de Segurança do Paciente e política nacional de atenção hospitalar, cujo foco é que possamos transmitir o melhor serviço ao paciente com as ferramentas que dispomos”, disse.
Ela destacou ainda que se trata de uma seleção criteriosa em nível nacional e que será um grande diferencial para os serviços prestados em Dourados. Até o ano de 2020, os profissionais participantes contarão com assessoria de equipe do HCor “in loco” a cada 40 dias.
A próxima etapa do projeto acontece nos dias 13 e 14 de dezembro, em Campo Grande. Grupo de participantes coordenadores de áreas do Hospital da Vida participará de oficinas do “Qualiti Hospitalar”.
Além da presidente Daniela, também participaram da coletiva, os vereadores Sergio Nogueira e Lia Nogueira (Foto - João Pires)
A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Dourados, prevista para acontecer amanhã (7) está mantida, apesar da operação do Gaeco, que resultou na prisão de dois vereadores que compõe uma das duas chapas concorrentes. A afirmação foi feita pela presidente do Legislativo, Daniela Hall (PSD), durante entrevista coletiva à imprensa, hoje pela manhã.
Segundo Daniela, a chapa que tem como candidato o vereador Pedro Pepa (DEM), mesmo com três dos 19 vereadores impossibilitados para votar, a eleição pode ser definida pelos demais 16 vereadores. “Todos os oito vereadores que integram as duas chapas registradas estão aptos para serem votados”, afirmou.
Já no caso de empate, de acordo com o RI (Regimento Interno) da Casa, o critério de desempate tem como regra o candidato mais idoso. Neste caso, o vereador Pedro Pepa seria eleito, já que ele tem mais idade que vereador Alan Guedes (DEM), candidato adversário.
De acordo com a presidente, após eleição da nova Mesa Diretora, no dia 1º de janeiro é realizada a posse. Porém, caso os vereadores eleitos estiverem impossibilitados de assumir suas funções, o cargo é declarado vago e uma nova eleição é aberta.
Coletiva de imprensa foi realizada na manhã desta quinta-feira (Foto - João Pires)
SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
Ainda segundo a presidente Daniela Hall, os demais trabalhos legislativos continuam normalmente. Nesta quinta-feira, às 17h30 acontece a 4ª sessão extraordinária de 2018, para debater, em 2ª discussão e votação, o Projeto de Lei nº 113/2018 (030), de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre a LOA (Lei Orçamentária Anual), exercício financeiro 2019.
Durante a sessão, os vereadores irão apresentar e votar emendas impositivas (que são de cumprimento obrigatório), que podem somar até R$ 60 mil para cada parlamentar, para atender as solicitações nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social. Serão 255 emendas apresentadas, entre impositivas, indicativas e modificativas.
Já a eleição da nova Mesa Diretora está prevista para amanhã, às 14 horas, no Plenário Weimar Torres.
Renato foi condenado por atear fogo no corpo da própria mãe (Foto: Divulgação)
O auxiliar de pedreiro Renato Rosa Gomes, 30 anos, foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão por atear fogo no corpo da mãe em julho de 2015, na Rua Carlos Laerte, em Maracaju, distante 160 quilômetros de Campo Grande. O júri aconteceu na terça-feira (4).
Na ocasião, Renato prometeu dar droga para que Aparecida Farias de Souza, 34 anos, o ajudasse no crime. Ela também foi condenada a 10 anos e 6 meses de prisão. Atualmente, os dois estão presos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados). A vítima, Eliete Albuquerque Rosa teve o corpo incendiado. Ela sofreu lesões graves, com queimaduras de 2º e 3º graus na face, tronco e abdômen.
Conforme denúncia do Ministério Público, no dia dos fatos, Eliete se sentiu incomodada com o volume alto do som que vinha da casa onde o filho e Aparecida consumiam bebida alcoólica. Ela, então, acionou a Polícia Militar, que foi até o local. Depois que a PM foi embora, os dois bolaram um plano para matar Eliete. Aparecida jogou um líquido inflamável na vítima e Renato ateou fogo com isqueiro. Aparecida ainda disse para Eliete: “Esse é o meu presente para você”.
Renato presenciou o corpo da mãe sendo consumido pelas chamas e nada fez para ajudá-la. Após os dois irem embora, a vítima conseguiu ligar para uma filha que acionou o socorro. Ainda de acordo com a denúncia, Renato vivia agredindo a mãe e sempre a ameaçava dizendo: “Qualquer dia essa cagueta morre queimada”.
Revólver usado por suspeito morto, segundo a polícia, foi apreendido (Foto: BPChoque/Divulgação)
Um suspeito de roubo foi morto pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChoque) de Mato Grosso do Sul, no início da noite de quarta-feira (5), no Jardim Campo Novo, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz atirou contra a vítima, em direção aos policiais e calçava tênis roubado.
Conforme o registro policial, a vítima, um homem de 51 anos, reconheceu o rapaz como sendo um dos assaltantes que havia invadido a casa dele e o feito de refém no último 29 de novembro. Ele então avisou a polícia e passou a seguir o suspeito, que estava com um adolescente.
O homem dirigia o próprio carro e enquanto seguia a dupla teve o veículo atingido por tiros dados pelo rapaz. Minutos depois o adolescente de 17 anos acabou apreendido e o suspeito se escondeu em um terreno baldio.
De acordo com o boletim de ocorrência, enquanto policiais procuravam pelo rapaz, ele atirou contra os militares e um deles revidou, acertando-o. O suspeito foi socorrido até a UPA Coronel Antonino e morreu em seguida.
A vítima do roubo o reconheceu como sendo um dos assaltantes que havia invadido a casa dela e também o tênis que calçava como sendo roubado. O adolescente disse à polícia que não participou do roubo.
O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção policial. O revólver usado pelo suspeito morto com seis munições deflagradas e a pistola do militar, com cinco munições intactas, foram apreendidos.
Após a operação da Polícia Civil e Ministério Público durante a tarde desta quarta-feira (5), na Câmara Municipal de Dourados, a presidente do Legislativo, Daniela Hall (PSD) informou em nota que fará uma coletiva de imprensa amanhã, às 8 horas, no plenarinho da Casa.
Durante a operação policial, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pelo Ministério Público Estadual. Ainda foram detidos membros da composição da Mesa Diretora da gestão passada.
SOLENE
Já a sessão solene que aconteceria na noite de hoje foi adiada. Segundo a presidente Daniela em momento oportuno, o evento será remarcado para nova data, ainda sem previsão. Os homenageados, escolhidos conforme trabalhos prestados por eles a comunidade douradense, serão informados da situação.
Homenagens e honrarias serão entregues em outra data a ser definida (Foto - João Pires)
Leia a nota na íntegra
A Câmara de Dourados informa que a sessão solene de entrega de homenagens e honrarias, que seria realizada na noite de hoje (5) no Plenário da Casa de Leis, foi adiada.
A Presidente da Casa, Daniela Hall (PSD), informou que o adiamento é devido a “motivos de força maior”. Em momento oportuno, o evento será remarcado para nova data, ainda sem previsão.
Os homenageados, escolhidos conforme trabalhos prestados por eles a comunidade douradense, serão informados da situação.
Uma douradense de 26 anos condenada a um ano e três meses de detenção, 20 dias de prisão simples, além de 13 dias-multa, por espancar e jogar o filho de um ano ao chão teve o pedido de reforma da sentença negado. A decisão dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal foi unanime.
Os crimes ocorreram de julho de 2013 à 27 de junho de 2014, em uma casa do Bairro Jardim das Primaveras, em Douradina, a 196 km de Campo Grande. À época, a mulher foi presa em flagrante e levada para Dourados, já a criança foi abrigada pelo Conselho Tutelar.
Agora, a ré pediu a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, sob o argumento de itens do art. 44 do Código Penal, por exemplo, de que a condenação é menor que quatro anos e de que não é reincidente em crime doloso.
De acordo com o processo, uma das agressões ocorreram quando a mãe falava ao telefone e o filho começou a chorar. Ela agrediu a criança com um tapa no rosto tão forte, que a derrubou do sofá. Em seguida, para fazer o menino se calar, o pegou pelo braço e o arremessou contra o chão da sala da residência, feito apenas em contra piso de concreto.
As ocorrências foram narradas como frequentes pelos vizinhos. A denúncia foi registrada no disque Direitos Humanos, inclusive de que a mãe não alimentava e não realizava a higiene pessoal adequada. A criança era alimentada apenas com leite e biscoitos.
Drogas – Ainda segundo as denúncias, a mulher fazia o uso de drogas e bebidas alcoólicas, expondo o filho aos demais drogados e às substâncias. Conselheiros tutelares receberam comunicação de que a mulher teria deixado o filho aos cuidados de terceiros e foram até a residência. No local, descobriram que a criança estava com uma vizinha, que não encontrava a mãe para buscar o bebê.
Quando os conselheiros decidiram abrigar a criança e estavam deixando o local, a mãe apareceu muito alterada e começou a ofender os conselheiros, proferindo palavras de baixo calão e dizendo que não era para levarem seu filho. Como os conselheiros resolveram abrigar o menor, contra a vontade da ré, essa ficou nervosa e agressiva, sendo necessário o auxilio de policiais para contê-la.
Para o desembargador Jonas Hass Silva Jr., relator do processo, embora a contravenção penal de vias de fato possa ser considerada de menor potencial ofensivo, as particularidades do caso concreto permitem concluir que houve violência por parte da agressora, sobretudo em razão da vítima ser uma criança de apenas um ano.
“Demonstrado que a infração penal foi cometida com violência, entendo ser de rigor a manutenção da sentença que indeferiu a conversão da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, ante a ausência dos requisitos. Ante o exposto, com o parecer, nego provimento ao recurso. É como voto”.
Prédio da Defensoria Pública de MS; defensores de segunda instância também terão reajuste na esteira do aprovado para ministros do STF. (Foto: Arquivo)
Assim como os procuradores de Justiça de Mato Grosso do Sul, os defensores públicos estaduais de segunda instância –o topo da carreira– também decidiram aumentar os próprios salários na esteira do que o Senado liberou para os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que têm o ganho máximo no funcionalismo público brasileiro. O valor a ser pago aos procuradores e defensores será o mesmo: R$ 35.462,22, ou 90% do que ganhará um integrante do Supremo (R$ 39.293,32).
O reajuste dos defensores também segue os moldes do STF dentro de termos negociados entre o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, e o presidente Michel Temer, envolvendo o fim do auxílio-moradia para a categoria. No entanto, em outra resolução, os defensores estaduais aprovaram auxílio-transporte de 6,5% dos ganhos, o que representaria quase R$ 2,6 mil no que é pago para cada defensor de segunda instância.
O Campo Grande News acionou a Defensoria Pública Estadual para questionar o impacto que o aumento nos vencimentos terá na folha de pessoal do órgão, bem como outros efeitos e privilégios que a categoria tem, mas não obteve resposta.
A vigência do aumento está nos proventos contados a partir de 1º de dezembro –que serão quitados em janeiro de 2019–, valendo para inativos e pensionistas que adquiriram direito à paridade com os servidores da ativa.
O aumento consta em resolução datada de 30 de novembro deste ano e assinada pelo defensor público-geral do Estado, Luciano Montali, após apreciação do Conselho Superior da Defensoria Pública. Na prática, ele reproduz os efeitos da lei estadual 4.635/2014 e da Constituição Federal nos ganhos dos servidores –de até 90,25% do subsídio de um ministro do STF para os membros do Judiciário estadual, “aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos”.
Supremo – O reajuste para os ministros do STF, na casa de 16,38%, elevou os subsídios na Corte de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O percentual atendeu a resolução aprovada no próprio Supremo, sendo temida naquele momento por seu “efeito cascata”: como os ministros da Corte recebem o teto máximo de vencimentos para o funcionalismo, automaticamente esse limite seria reajustado na própria União, Estados e municípios. Consultores da Câmara dos Deputados e do Senado estimaram um impacto na ordem de R$ 4 bilhões nas contas públicas com a correção.
Apenas em setembro deste ano, última data da publicação de dados no portal da transparência da Defensoria Pública do Estado relativo aos pagamentos ao funcionalismo, a folha salarial para pessoal da ativa e aposentados foi de pouco mais de R$ 8 milhões em 667 registros de pagamentos. A título de indenizações (como auxílio-transporte e outros), foram discriminados R$ 4,74 milhões.
Auxílio-transporte – Também em 30 de novembro, defensor público-geral assinou a regulamentação do auxílio-transporte, de caráter indenizatório para custear deslocamentos diários dos membros ativos da Defensoria –sendo vetada sua inclusão no subsídio ou em base de cálculo para concessão de quaisquer outras vantagens, nem representando rendimento tributável.
Conforme o documento, o auxílio vai representar 6,5% do subsídio (no caso dos defensores de segunda instância, R$ 2,58 mil). Ele não será pago em caso de uso de veículo oficial para os deslocamentos. Em situações como férias, licença para concorrer a mandato eletivo ou para cuidar de interesses particulares, entre outros, o pagamento estará proibido.
Nesta terça, o Diário Oficial também confirmou o reajuste, nos mesmos patamares, para procuradores do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Equipamentos chegaram na semana passada e já estão sendo instalados no Hospital da Vida (Foto - Divulgação)
A Secretaria municipal de Saúde recebeu, recentemente, importante reforço em equipamentos doados pelo Governo do Estado para aperfeiçoar o atendimento aos pacientes do Hospital da Vida em Dourados.
Conjunto de ventiladores respiratórios, monitores, aparelhos de raio-x, camas hospitalares e colchões já foram entregues e estão sendo colocados em funcionamento. “Trata-se de ajuda importante para melhorar o atendimento aos pacientes da nossa região”, comemorou o secretário Renato Vidigal.
Vidigal disse ainda que, depois de resgatar os recursos cadastrados pelo Município da ordem de R$ 1,7 milhão junto ao Ministério da Saúde, a Prefeitura trabalha para abrir 25 novos leitos na unidade. Os serviços são realizados por setor, para não prejudicar e nem interromper o ritmo de atendimento que é oferecido aos pacientes dos cerca de 33 municípios da macrorregião.
A partir dessa ampliação, de acordo com Vidigal, o Hospital da Vida terá, além de maior número de leitos, o centro cirúrgico e a central de esterilização adaptados, mais espaços de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e há a previsão, ainda, de se implantar um necrotério no hospital.
A previsão de execução dessas obras é de um ano, porém, o Hospital não deixou de atender os usuários da cidade e dos municípios da região que acorrem a Dourados por conta da posição estratégica do sistema de gestão plena, garantiu o secretário.
Militares fazendo o rescaldo das chamas, nesta segunda-feira. (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)
Um incêndio na noite desta segunda-feira (03), destruiu um depósito de reciclagem da Rua Dom João VI, no Jardim Guanabara em Dourados , onde em março deste ano policiais encontraram cerca de duas toneladas de maconha, escondidas em carregamentos de plástico recicláveis.
À época, dez pessoas chegaram a ser presas acusadas de participação na quadrilha que traficava a droga em meio a carregamentos de plástico, principalmente para o estado de São Paulo.
Ainda não se sabe as causas do incêndio desta segunda-feira, mas o fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.
Entreposto da droga – Na época da operação que contou com o trabalho de equipes da Polícia Militar e Polícia Federal, as drogas foram apreendidas apreendidas em um caminhões que se preparavam para deixar a cidade e no depósito, onde a maconha era escondida nos fardos de plástico prensado.
Nove pessoas foram autuadas em flagrante por tráfico e a namorada de um dos sócios do esquema foi atuada por posse de munição. A quadrilha foi flagrada após o serviço de inteligência da PM ser informado de um carregamento de maconha que deixaria a cidade em um caminhão de plástico reciclável.
Força-tarefa da PRF e Polícia Civil prendeu Moacir Teixeira de Freitas, de 46 anos, nesta segunda-feira (3), em Campo Grande, pela suspeita tráfico de armas para facções de milícias do Rio de Janeiro (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
A força-tarefa da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil prendeu um homem em Campo Grande nesta segunda-feira (3). Moacir Teixeira de Freitas, de 46 anos, é suspeito de ser um dos fornecedores de armas e munições para traficantes de drogas e milicianos no Rio de Janeiro. A polícia não revelou a função dele na quadrilha.
O suspeito foi preso no bairro São Francisco, em uma lavandeira de roupas – onde trabalhava e foi encaminhado para a sede do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras).
No total, a força-tarefa tem 7 mandados de prisão e 7 de busca e apreensão para cumprir em Mato Grosso do Sul. Sendo 13 em Campo Grande e 1 em Bandeirantes.
A operação conjunta é contra uma quadrilha que enviava armas e munições para traficantes de drogas e milicianos no Rio de Janeiro. As investigações duraram um ano. Além de Mato Grosso do Sul estão sendo cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão também no Rio de Janeiro, onde já foram presos 3 suspeitos, totalizando 4 na ação.
A suspeita é que o material vinha do Paraguai. O armamento trazido abastecia tanto traficantes de drogas quanto milicianos, que disputam o controle de comunidades em diferentes pontos do Rio.
Segundo investigações, a quadrilha teria enviado de Mato Grosso do Sul para o Rio de Janeiro milhares de munições e centenas de armas nos últimos meses.
A polícia investiga também outros crimes atribuídos a quadrilha. O trabalho é coordenado pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, do Rio de Janeiro.
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