Sete passageiros da van ficaram feridos, assim como motoristas das carretas (Foto: Adilson Domingos)
O acidente entre duas carretas e uma van de passageiros ocorrido por volta de 8h10 desta sexta-feira (14) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, foi provocado por outra carreta parada na pista após apresentar defeito mecânico. O veículo estava parado no local desde ontem à noite.
A batida ocorreu na BR-463, na saída de Dourados para Ponta Porã, em frente ao terreno onde está sendo construído o Hospital Regional, entre o BNH 4º Plano e o Residencial Bonanza.
De acordo com testemunhas, o caminhão com defeito estava parado perto de uma curva. Outra carreta seguia pela rodovia e durante uma ultrapassagem teve de desviar do veículo parado e acabou batendo numa terceira carreta, que ficou desgovernada, bateu na van e saiu da estrada.
Os dois motoristas das carretas ficaram feridos. Um deles ficou preso nas ferragens da cabine e foi levado para o hospital em estado mais grave. O motorista da outra carreta sofreu um corte na boca e hematomas no rosto.
Sete passageiros da van sofreram escoriação e hematomas, mas nenhum em está em estado grave. Todos os feridos foram levados pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência) para o Hospital da Vida. O vídeo abaixo mostra o socorro aos feridos.
A rodovia continua interditada no trecho entre o trevo de acesso a Laguna Carapã ao BNH 4º Plano. O caminho alternativo para seguir em direção a Ponta Porã é anel viário norte.
Para quem segue de Campo Grande para a fronteira, o desvio pelo anel viário fica ao lado da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).
Prefeita Délia Razuk recebeu representantes do Instituto Mackenzie na manhã desta quinta-feira (Foto - A.Frota)
Os conselheiros do Instituto Presbiteriano Mackenzie, Rogério Kampa e Anizio Alves Borges, reafirmaram na manhã desta quinta-feira (13), em audiência com a prefeita Délia Razuk, a disposição em ampliar os investimentos no Município.
Kampa e Borges foram apresentados à prefeita e aos secretários Patricia Bulcão (Governo), Upiran Jorge Gonçalves (Educação) e Renato Vidigal (Saúde) pelo superintendente do HE (Hospital Evangélico), unidade da Associação Beneficente ‘Dr e Sra Goldsby King’ e integrante do complexo Mackenzie em Dourados, Niazy Ramos Filho.
Durante a visita, os membros do Conselho Deliberativo do Instituto agradeceram a confiança depositada pela prefeita em abrir novas parcerias com o Mackenzie, destacando a união pela recuperação do Evangélico como centro de referência em atendimentos cardiológicos e anunciaram o desejo de criar o curso de formação em agentes comunitários de saúde através da Escola de Enfermagem Vital Brasil, que também compõe a estrutura do Hospital Evangélico na cidade.
Os secretários Renato Vidigal e Upiran Gonçalves foram designados pela prefeita para manter estreitos os laços de entendimentos da Administração em relação a novos projetos, como, por exemplo, o projeto piloto que o Município quer implantar com alunos da região do Parque das Nações II Plano e a oferta de mais 50 atendimentos por mês na área de hemodinâmica, como forma de diagnosticar e localizar uma obstrução arterial por meio de cateterismo e providenciar mais rapidamente o procedimento que for adequado. Atualmente, a parceria da Prefeitura com o HE proporciona duas cirurgias cardíacas diárias pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
“Fazer gestão plena de saúde não é tarefa fácil, sabemos dos desafios que Dourados enfrenta e do compromisso assumido pela prefeita de cuidar bem desse segmento, para isso podem contar com o Mackenzie”, disse, ao final do encontro, o conselheiro Rogério Kampa, que já foi prefeito da cidade paranaense de Araucária e secretário de Saúde, nos anos 80.
Operação da Polícia Federal foi denominada “Vostok” (Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado)
O filho do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Rodrigo de Souza e Silva, foi transferido ontem a noite da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande para sala reservada a prisão de advogados dentro do Presídio Militar, no Complexo Penitenciário localizado no Bairro Jardim Noroeste.
A transferência ocorreu após o depoimento dele que foi acompanhado pelo advogado Gustavo Passarelli.
O defensor também representa o chefe do Executivo e o empresário e pecuarista Élvio Rodrigues, amigo de Azambuja. “Eu acompanhei o depoimento do governador, e também do Rodrigo, que em seguida foi deslocado para o Presídio Militar. O Élvio continua na Polícia Federal, porque ainda não prestou depoimento”, disse Passarelli.
Rodrigues deverá ser ouvido hoje a tarde e em seguida também deverá ser transferido, porém o local ainda não foi definido. A defesa afirmou que não deve pedir habeas corpus para os dois presos. A estratégia definida até agora é a de aguardar o fim do prazo da prisão temporária, estabelecida pela Justiça, no domingo (16) a noite.
“Em caso de prisão temporária não é comum pedir habeas corpus. Precisamos ter acesso aos autos, que deverá ser disponibilizado com o fim das diligências. Provavelmente será amanhã ou na segunda-feira (17). Estamos aguardando informações mais adequadas. Pela normalidade do processo, indica que no domingo eles deverão ser liberados”, concluiu o advogado.
PROPINA
O governador de Mato Grosso do Sul e candidato a reeleição, Reinaldo Azambuja, teria recebido sozinho R$ 52,5 milhões em propina no esquema desarticulado pela Polícia Federal ontem, durante a Operação Vostok.
Os pagamentos eram feitos de três formas: por meio de doações eleitorais – ainda durante a campanha para as eleições em 2014; notas frias falsificadas; ou mediante entregas de valores em espécie, nas cidades de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 209.750.000,00.
De acordo com parte da denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que consta na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf/MF) encontrou movimentações atípicas na conta pessoal de Azambuja. Uma delas é relativa ao período de 1º de abril de 2016 à 12 de abril de 2017, quando foram movimentados R$ 27.288.734,00 de forma injustificada.
Outros R$ 12.947.517, 96, teria sido transferidos no período de 1º de agosto de 2017 a 31 de outubro de 2017, com destaque para uma transferência da empresa JBS, no montante de R$ 244.732,23, desvinculada de justificativa.
Consta ainda, que o governador movimentou de maneira suspeita o valor de R$ 1.146.783,00, no período de 1º de dezembro de 2017 à 31 de dezembro de 2017. Além disso, constam investimentos em fundos mobiliários, tendo o governador realizado a aquisição de oito imóveis no valor de R$ 2,8 milhões.
A investigação também aponta que foram efetuadas 10 transações imobiliárias para a Taquaruçu Agropecuária, empresa que é de Azambuja, todas no dia 15 de agosto de 2016, totalizando o valor de R$ 8.328.268, 85, “que revela possível estratégia de blindagem patrimonial, com objetivo de dificultar sua (de Reinaldo Azambuja) vinculação com qualquer tipo de vantagem indevido”.
PRIVILÉGIO
Diferente dos demais investigados, o governador teve o privilégio de não ter a prisão solicitada pela autoridade policial que investiga o caso. A PF considerou que não pediria a prisão do governador por causa dos “prejuízos sociais e econômicos” que o Estado poderia sofrer.
“Por ora, mesmo em face de vasto material probatório em desfavor do governador Reinaldo Azambuja, deixo de representar pela sua prisão temporária em virtude dos prejuízos sociais e econômicos que a prisão do Governador do Estado poderia causar à sociedade sul-mato-grossense. Em que pese a importância de sua prisão nos mesmos termos apresentados anteriormente em relação aos demais investigados”, afirmou a autoridade policial, no pedido de prisão temporária dos envolvidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
OPERAÇÃO
A Operação da Polícia Federal foi denominada “Vostok”, nome de uma estação de pesquisa da Rússia na Antártida que, segundo a PF, é tão fria quanto as notas utilizadas para lavar a propina da JBS. O inquérito da PF apontou que até 30% dos créditos tributários (incentivos fiscais ao grupo JBS) eram revertidos em proveito do grupo, que os policiais federais chamam de “organização criminosa”.
As investigações tiveram início neste ano, tendo como ponto de partida delação de empresários do grupo JBS. A ação envolveu 220 policiais federais que cumpriram 220 mandados de busca e apreensão, 14 de mandados de prisão temporária em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes da Laguna e na cidade de Trairão (PA).
Além do governador, do filho dele e de Rodrigues, a Polícia Federal encontrou indícios robustos de participação no esquema dos pecuaristas Francisco Carlos Freire de Oliveira, Ivanildo da Cunha Miranda (também operador do esquema), José Roberto Teixeira (deputado estadual pelo DEM), Márcio Campos Monteiro (ex-deputado federal, ex-secretário de Fazenda e conselheiro do Tribunal de Contas de MS), Miltro Rodrigues Pereira, Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho e ex-presidente da Fundação de Turismo na gestão Azambuja), Osvane Aparecido Ramos, Rubens Massahiro Matsuda e Zelito Alves Ribeiro. Três pessoas com mandando de prisão em aberto ainda não foram presas.
Caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira na noite de terça-feira (Foto: arquivo/Campo Grande News)
Um homem de 80 anos foi preso em flagrante após abusar sexualmente da neta de 10 anos. O caso aconteceu no fim da noite de terça-feira (11), no Bairro Parati, região sul de Campo Grande. Ele vai passar por audiência de custódia nesta manhã (13) na Justiça, para definir se ficará preso esperando o andamento do inquérito e posterior processo ou se poderá responder em liberdade.
O suspeito é avô da vítima por consideração. A mãe dela é casada com o filho do idoso desde 2004 e tem mais uma menina de 8 anos, que é filha do casal. Há 8 anos, o idoso passou a morar na casa do filho junto com a família.
No dia do crime, o casal saiu para ir à padaria e deixou as crianças aos cuidados do avô. Enquanto a menina mais velha lavava a louça e a mais nova fazia a tarefa, o suspeito foi até a cozinha e colocou a mão dentro do short dela. Assustada, a vítima gritou, bateu na mão dele e saiu correndo para a sala.
O idoso, então, foi para o quarto e ainda fez gestos com as mãos para que a menina entrasse no cômodo também. A menina mais nova ouviu a irmã gritando, mas não viu o que aconteceu. Ao chegar em casa e ficar sabendo o que havia acontecido, a mãe acionou a Polícia Militar. Segundo relatos do idoso à polícia, tudo não passou de um mal-entendido.
Ele contou que, com sede foi à cozinha beber água, mas acabou se desequilibrando e para não cair se apoiou na vítima colocando a mão no quadril dela. Na sequência, acabou passando a mão por cima do short dela. O caso é investigado na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
O diretor do Procon (o Programa municipal de Defesa do Consumidor) em Dourados, procurador Mário Julio Cerveira, encaminhou pedido de esclarecimentos à direção da cooperativa de serviços médicos Unimed sobre a cobrança de uma taxa adicional sob a rubrica ’atendimento Home Care’ prestada aos beneficiários do plano de saúde.
Entendimento jurídico diz que, se for indicação médica, os planos de saúde têm obrigação de fornecer o atendimento domiciliar. Apesar de não estar previsto no rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde (da Agência Nacional de Saúde), algumas operadoras incluem o ‘homecare’ entre os serviços cobertos e, mesmo que o contrato exclua esse tipo de atendimento, o Poder Judiciário tem entendimento amplamente majoritário de que a internação domiciliar é um direito do paciente.
“Nos últimos dias, recebemos dez reclamações por telefone e outros três pedidos de informações formalizados aqui no Procon, de usuários denunciando a cobrança abusiva, e ainda a exigência de que o beneficiário deve assinar um termo de renúncia se não quiser receber pelo serviço”, relatou o procurador.
“Uma pessoa não tem que renunciar ao que não pediu, por isso estamos solicitando que a Unimed informe quais foram os critérios adotados para essa cobrança, e se há consentimento, ou autorização prévia, nesse sentido”, disse Mário Cerveira. A cooperativa de serviços médicos tem prazo de dez dias para se manifestar.
Ao solicitar ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorização para prisão de envolvidos em suposto esquema de concessão irregular de benefícios fiscais, a Polícia Federal afirma que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) está envolvido “em organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública”. Operação Vostok foi deflagrada nesta quarta-feira (12) e 14 são alvos de prisão temporária, o governador Reinaldo, no entanto, é alvo de medidas cautelares que determinam uma série de proibições ao tucano.
De acordo com a decisão do ministro Felix Fischer datada de 3 de setembro, o relatório da PF revela que as investigações sobre o esquema iniciaram depois da delação premiada dos executivos da JBS. “Relatando pagamento de vantagens indevidas a diversas autoridades”.
Um dos trechos da delação fez com que a PF abrisse inquérito para apurar especificamente a participação de Azambuja nos fatos. A PF detalha que entre os anos de 2014 e 2016 Reinaldo e seu filho Rodrigo de Souza e Silva receberam vantagens indevidas repassadas pela JBS. Em contrapartida, o Governo concedeu TAREs (Termos de Acordo de Regime Especial) para isentar impostos da empresa frigorífica.
Policiais federais deixam a Governadoria com mala. (Foto: Henrique Kawaminami)
A PF também cita depoimentos de servidores, inclusive do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que confirmariam as irregularidades.
“Detalha a atuação de suposta organização criminosa calcada na celebração de acordos de benefícios fiscais, por meio dos quais, o Governador Reinaldo Azambuja, em troca de benesses tributárias estaduais concedidas, recebia, em tese, percentual de vantagem, entre 20% e 30%, sobre o valor do crédito apurado pela JBS”.
220 policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de prisão temporária (Foto - Marcos Ermínio)
Após apontar uma série de conclusões a que a Polícia Federal chegou no curso das investigações, o ministro Fischer faz algumas determinações. Autoriza a prisão temporária de 14 envolvidos no esquema (confira os nomes logo abaixo), e proíbe que o governador Reinaldo se comunique com os investigados, testemunhas, colaboradores e até servidores do Mapa. A proibição tem validade de 30 dias.
O ministro também autorizou que os agentes cumprissem mandados de busca e apreensão em 41 endereços, entre eles a casa do governador Reinaldo e seu gabinete na Governadoria, no Parque dos Poderes.
Fischer também autorizou que perícia seja feita em celulares e documentação apreendida.
Estão entre os alvos da Operação Vostok em MS:
– Rodrigo Souza e Silva – filho de Reinaldo
– Ivanildo da Cunha Miranda – pecuarista, empresário e delator
– João Roberto Baird – empresário dono de empresa de informática
– Jose Ricardo Guitti Guimaro – conhecido como Poloco e corretor de gado
– Antonio Celso Cortez – empresário dono de empresa de informática
– Elvio Rodrigues – pecuarista
– Francisco Carlos Freire de Oliveira – nome apontado como emissor de notas frias
– José Roberto Teixeira – deputado Zé Teixeira
– Marcio Campos Monteiro – ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas
– Miltro Rodrigues Pereira – pecuarista
– Nelson Cintra Ribeiro – ex-presidente da Fundação de Turismo do Estado
– Osvane Aparecido Ramos – ex-prefeito de Dois Irmãos e ex-deputado estadual
– Rubens Massahiro Matsuda – empresário
– Zelito Alves Ribeiro – pecuarista e coordenador regional da Casa Civil
PF foi à residência do filho de Reinaldo Azambuja. (Foto: Thailla Torres)
Coordenada pela PF (Polícia Federal) de Brasília, a operação Vostok, que apura denúncia de troca de incentivos fiscais do Estado por propina na gestão do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), compartilhou provas com a operação Lama Asfáltica, realizada pela polícia de Mato Grosso do Sul e resultou na prisão do ex-governador André Puccinelli (MDB).
Como Azambuja tem prerrogativa de foro pelo cargo que ocupa, o inquérito 1190 “corre” no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em decisão datada de 3 de setembro, o ministro Felix Fischer autorizou 14 ordens de prisão temporária e cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento do governador.
A investigação relaciona documentos apresentados pelos delatores Wesley e Joesley Batista, donos da J&F, controladora da JBS; análise de Tares (Termos de Acordo de Regime Especial); notas fiscais que lastrearam a movimentação financeira; comprovantes de pagamentos; comprovantes de passagens aéreas; análise do Ministério da Agricultura que atestou a falsidade das notas fiscais pagas pela JBS; dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e da Lama Asfáltica.
“Aliado a tais premissas, colaciona-se informações advindas de compartilhamento de provas do Inquérito Policial 525/2017 (Operação Lama Asfáltica), pairando evidenciada a reprodução de engenharia criminosa oriunda da gestão anterior, aperfeiçoada pela atual governança”, informa a decisão do ministro. São investigados os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.
Resultado de uma força-tarefa, formada por PF (Polícia Federal), CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, a Lama Asfáltica contabiliza 57 denunciados e 11 presos, sendo quatro mulhA lista – Os 14 alvos da operação Vostok, com ordem de prisão temporária de cinco dias, são: Rodrigo Souza e Silva (filho de Reinaldo Azambuja), Ivanildo da Cunha Miranda (pecuarista e delator na Lama Asfáltica), João Roberto Baird (que era dono da Itel Informática), José Ricardo Guitti Guimaro (conhecido como Polaco e apontado como intermediário de propina), Antônio Celso Cortez (dono da empresa PSG Tecnologia Aplicada), Elvio Rodrigues (pecuarista), Francisco Carlos Freire de Oliveira (pecuarista).
Além de José Roberto Teixeira (Zé Teixeira, deputado estadual), Marcio Campos Monteiro (conselheiro do Tribunal de Contas do Estado), Miltro Rodrigues Pereira (pecuarista), Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho), Osvane Aprecido Ramos (ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti), Rubens Massahiro Matsuda (pecuarista) e Zelito Alves Ribeiro (pecuaristas).
O modelo – Os delatores indicaram pagamentos por meio de notas frias ao atual governador, além da entrega de R$ 10 milhões em mãos. As notas do frigorífico Buriti foram emitidas entre 10 de março e 15 de julho de 2015, totalizando R$ 12.903.691,06.
Outros R$ 15.497.109,40 foram fornecidos por meio de notas falsas. Os emissores foram Elvio (R$ 7,6 milhões), Rubens (R$ 383 mil), Agropecuária Duas Irmãs Ltda (R$ 886 mil), Zé Teixeira (R$ 1,6 milhão), Miltro (R$ 1 milhão), Zelito (R$ 1,7 milhão), Osvane (R$ 847 mil), Francisco (R$ 583 mil), Nelson (R$ 296 mil) e Márcio (R$ 333 mil).
Ainda ano passado, a SFA (Superintendência Federal de Agricultura) levantou suspeita sobre o “boi de papel”, porque o gado não deu entrada no frigorífico da JBS em Campo Grande. Emitida de forma eletrônica pelo produtor, a guia traz dados como quantidade, sexo, origem e destino dos animais. A estimativa é que o prejuízo para os cofres públicos tenha superado R$ 209 milhões.
O nome – Vostok é o nome de uma estação de pesquisa russa localizada na Antártida onde já foi registrada uma das menores temperaturas da Terra. O nome faz referência às notas fiscais frias utilizadas para a dissimulação dos pagamentos. A operação também tem três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Mato Grosso do Sul, a pedido da Promotoria do Patrimônio.eres em prisão domiciliar.
A lista – Os 14 alvos da operação Vostok, com ordem de prisão temporária de cinco dias, são: Rodrigo Souza e Silva (filho de Reinaldo Azambuja), Ivanildo da Cunha Miranda (pecuarista e delator na Lama Asfáltica), João Roberto Baird (que era dono da Itel Informática), José Ricardo Guitti Guimaro (conhecido como Polaco e apontado como intermediário de propina), Antônio Celso Cortez (dono da empresa PSG Tecnologia Aplicada), Elvio Rodrigues (pecuarista), Francisco Carlos Freire de Oliveira (pecuarista).
Além de José Roberto Teixeira (Zé Teixeira, deputado estadual), Marcio Campos Monteiro (conselheiro do Tribunal de Contas do Estado), Miltro Rodrigues Pereira (pecuarista), Nelson Cintra Ribeiro (ex-prefeito de Porto Murtinho), Osvane Aprecido Ramos (ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti), Rubens Massahiro Matsuda (pecuarista) e Zelito Alves Ribeiro (pecuaristas).
O modelo – Os delatores indicaram pagamentos por meio de notas frias ao atual governador, além da entrega de R$ 10 milhões em mãos. As notas do frigorífico Buriti foram emitidas entre 10 de março e 15 de julho de 2015, totalizando R$ 12.903.691,06.
Outros R$ 15.497.109,40 foram fornecidos por meio de notas falsas. Os emissores foram Elvio (R$ 7,6 milhões), Rubens (R$ 383 mil), Agropecuária Duas Irmãs Ltda (R$ 886 mil), Zé Teixeira (R$ 1,6 milhão), Miltro (R$ 1 milhão), Zelito (R$ 1,7 milhão), Osvane (R$ 847 mil), Francisco (R$ 583 mil), Nelson (R$ 296 mil) e Márcio (R$ 333 mil).
Ainda ano passado, a SFA (Superintendência Federal de Agricultura) levantou suspeita sobre o “boi de papel”, porque o gado não deu entrada no frigorífico da JBS em Campo Grande. Emitida de forma eletrônica pelo produtor, a guia traz dados como quantidade, sexo, origem e destino dos animais. A estimativa é que o prejuízo para os cofres públicos tenha superado R$ 209 milhões.
O nome – Vostok é o nome de uma estação de pesquisa russa localizada na Antártida onde já foi registrada uma das menores temperaturas da Terra. O nome faz referência às notas fiscais frias utilizadas para a dissimulação dos pagamentos. A operação também tem três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Mato Grosso do Sul, a pedido da Promotoria do Patrimônio.
Carlos Marques, advogado do deputado Zé Teixeira, concede entrevista. (Foto: Marina Pacheco).
O advogado do deputado estadual Zé Teixeira (DEM), preso nesta quarta-feira (dia 12) pela Operação Vostok, Carlos Marques, disse que a situação do cliente está regular e que trata-se de um processo “que todos já sabem”.
Reforçou que a prisão do deputado é temporária, portanto, válida por até cinco dias, e que a defesa vai avaliar como reverter a medida. “Agora nós vamos acompanhar”.
Disse, ainda, que “surpreende” a prisão que é resultado de uma investigação de dois anos ocorrer agora.
“É uma apuração de dois anos, que todos sabiam, fazer uma prisão temporária sem necessidade de um homem que tem endereço certo, candidato à reeleição. Acha razoável? Obviamente não é, essa é uma medida midiática tomada pelo poder judiciário”.
Segundo o advogado, Zé Teixeira afirma que vendeu gado, demonstrou a fazenda de onte saiu e para onde foi, “Tem GTA emitida, guia de transporte. Da nossa parte, está totalmente regular”.
Ao cliente, policiais federais perguntaram sobre supostas notas frias, se os bois foram ou não vendidos, quem comprou, entre outras informações.
O deputado foi preso no início da manhã no Hotel Jandaia, em Campo Grande, onde se hospeda nos dias em que participa de sessões da Assembleia Legislativa e outros compromissos políticos.
Ação – A operação é relativa ao inquérito que tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre as denúncias da J&F, controladora da JBS, de troca de incentivos fiscais por propinas em Mato Grosso do Sul.
A lista dos 14 alvos da operação Vostok, deflagrada nesta quarta-feira (dia 12), tem Rodrigo Souza e Silva (filho do governador Reinaldo Azambuja); o deputado estadual José Roberto Teixeira, o Zé Teixeira (DEM); o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Márcio Monteiro; o pecuarista Ivanildo Miranda, conhecido por ser delator do ex-governador André Puccinelli na Lama Asfáltica; além de ex-prefeitos e pecuarista.
Na planilha entregue na delação à operação Lava Jato, Wesley e Joesley Batista relataram que o modelo de pagamento por meio de Tares (Termos de Acordo de Regime Especial) surgiu ainda na gestão de Zeca do PT, foi mantida por André Puccinelli (MDB) e prosseguiu com Reinaldo Azambuja (PSDB).
Os delatores indicaram pagamentos por meio de notas frias ao atual governador, além da entrega de R$ 10 milhões em mãos.
A Escola Superior da Advocacia de Mato Grosso do Sul, realiza nesta terça-feira (11/09), às 19h, no auditório na sede da OAB em Dourados (rua Onofre Pereira de Matos, 1700), o evento presencial ESA Teoria e Prática – Direito Eleitoral, que contará com duas palestras na área.
A Dra. Luciana Diniz Nepomuceno, Advogada, Conselheira Federal da OAB, doutrinadora e palestrante sobre direito eleitoral, abordará o tema: “Atuação da Advocacia na Justiça Eleitoral”, e o Dr. Luís Cláudio Alves Pereira (Bito), Advogado, Conselheiro Federal da OAB, Conselheiro da Escola Nacional da Advocacia, abordará o tema: “Direito Processual Eleitoral”.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas on line através do link: https://www.sympla.com.br/esa-presencial—teoria-e-pratica-direito-eleitoral__354345 , ou de forma presencial na sala da ESA junto a CAAMS ou na sede da OAB, ou mesmo na hora do evento desde que existam vagas disponíveis conforme as condições do local do evento.
Os participantes receberão certificado de 4h.
O evento tem como objetivo promover a campanha institucional “Voto Certo é Voto Limpo” que a OAB MS está realizando em conjunto com o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Tribunal Regional Eleitoral.
O Presidente da OAB MS, Dr. Mansour Elias Karmouche esclarece que “É muito importante que nossa sociedade seja conscientizada de que somente através de voto limpo, livre de influências econômicas, fake news ou coisas do gênero, poderemos construir uma sociedade melhor, portanto esse evento sobre Direito Eleitoral que está sendo promovido em Dourados nesta terça-feira é muito importante para auxiliar a advocacia e a sociedade sobre as eleições 2018”.
O Dr. Alexandre Mantovani, Conselheiro Federal da OAB, que atuou decisivamente para realização do evento afirma que: “É uma grande felicidade podermos receber dois grandes palestrantes na área de direito eleitoral, e que sem dúvida contribuirão muito para qualificação de nossa classe, assim como trarão informações importantes para todos os representantes da sociedade que se fizerem presentes ao evento.”
O evento presencial ESA Teoria e Prática – Direito Eleitoral conta com o apoio das entidades parceiras: Associação dos Advogados Trabalhistas e Previdenciários de Dourados e Itaporã/MS – AATP/DOU/MS, Associação dos Novos Advogados de Dourados – ANA Dourados, Instituto dos Advogados de Dourados – IAD, Caixa de Assistência dos Advogados de Dourados – CAAMS Dourados, Ordem dos Advogados do Brasil Seccional MS – OAB MS e a União das Advogadas do Brasil Dourados – UAB.
. O caso aconteceu na MS-164 em frente ao posto fiscal de Aquidabã, em Ponta Porã. (Foto:Divulgação/BPMR)
O condutor Adenir Moraes de Oliveira Nogueira, 29 anos, foi preso ontem (10) ao transportar 40 kg de cocaína. A droga estava escondida no tanque de combustível da caminhonete Hillux conduzida pelo autor. O caso aconteceu na MS-164 em frente ao posto fiscal de Aquidabã, em Ponta Porã.
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o autor realizava o trajeto Ponta Porã/Campo Grande quando foi abordado. Em vistoria do veículo os policiais encontraram adulteração no tanque de combustível. O entorpecente totalizou 40 kg de cocaína. Adenir contou para a polícia que viajou de Campo Grande à fronteira para comprar um cabeçote de um Chryler.
Quando chegou na cidade deixou seu carro com uma pessoa desconhecida, onde foi carregado com uma “encomenda” para Campo Grande. A droga seria entregue na avenida Afonso Pena, em um posto de combustível. O condutor receberia pelo transporte R$ 5 mil. Adenir e o veículo forma encaminhados para a delegacia de polícia civil do município.
Área incendiada foi medida pelos policiais ambientais com GPS e perfez um total de 6 hectares (Foto: Divulgação/PMA)
Um fazendeiro foi autuado em R$ 6 mil após a PMA (Polícia Militar Ambiental) flagrar uma área irregular de incêndio de pastagem. A ação aconteceu em Taquarussu na tarde dessa segunda-feira (10) durante fiscalização em propriedades rurais no município.
Segundo as informações a que o Nova News teve acesso, a área incendiada foi medida com GPS e perfez um total de 6 hectares e o produtor não possuía autorização do órgão ambiental para realizar o processo de queima.
O infrator, de 75 anos, domiciliado em Nova Andradina, foi autuado administrativamente e multado. A PMA alerta que está proibida a emissão de licença de queimada no período de 1º de agosto a 30 de setembro em todo o Estado pelos órgãos ambientais.
Desmontagem da estrutura da Casa do Papai Noel, feita na semana passada, pela Semsur (Foto - Semsur)
A “Casa do Papai Noel”, instalada na Praça Antônio João, no final de 2011, pela administração passada, foi retirada pela Prefeitura de Dourados. A justificativa é que o local já estaria apresentando desgaste e vinha oferecendo risco à população.
De acordo com release da Prefeitura distribuído à imprensa, o pedido foi formalizado pelo SinGMD, enviado ao comandante da Guarda Municipal pelo presidente do sindicato, Nilson Araújo Figueiredo, que relatou a necessidade da retirada da estrutura, alegando a possibilidade, inclusive, de haver incêndio criminoso no local.
A retirada ocorreu um dia antes do Desfile Cívico de 7 de Setembro, para evitar que a população sofresse qualquer tipo de acidente, já que o movimento previsto era grande no centro da cidade.
ORIGINALIDADE RESTABELECIDA
O fim da peça decorativa acontece após nove meses da reconstrução do Monumento à Bíblia, destruído em dezembro de 2011, pela administração anterior, para desobstruir o espaço destinado à construção da casa do personagem natalino.
O fato foi abordado pelo Estado Notícias em dezembro de 2017, após a reconstrução do Monumento que foi reinaugurado durante a Maratona de Leitura da Bíblia, no mesmo mês. (LEIA AQUI)
Com a retirada da Casa do Papai Noel, a administração municipal devolve a originalidade da Praça Antonio João, localizada no centro de Dourados.
Já o Monumento à Bíblia agora está protegido pela Lei nº 017/2018, que autoriza o tombamento da peça histórica.
Os policiais atenderam oito acidentes de trânsito, sendo um total de 17 vítimas. (Foto:Divulgação/BPMR)
Durante os dias 6 e 9 de setembro o Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) realizou a “Operação Independência 2018”. Os policiais atenderam oito acidentes de trânsito, sendo um total de 17 vítimas.
De acordo com o balanço divulgado, ao todo foram empregados 144 policiais militares distribuídos em 12 Bases Operacionais Rodoviárias fixas distribuídas pelos municípios de Amambai, Campo Grande, Corumbá, Bonito, Dourados, Ivinhema, Maracaju, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, e 12 equipes volantes que percorreram pontos e horários sensíveis e vulneráveis das rodovias estaduais.
Neste período a Polícia Militar Rodoviária fiscalizou e abordou 3.158 veículos, produzindo 308 autos de infrações de trânsito, atendeu 8 acidentes de trânsito, que implicaram em 2 vítimas fatais, 8 vítimas graves e 7 vítimas leves, num total de 17 vítimas.
Apreensões – Ainda por ocasião da intensificação da presença policial militar se apreendeu 60 pneus, 75 pacotes de cigarro, 573,08 Kg de maconha e 1 Kg de cocaína. Redução – De acordo com o Comandante do BPMRv – Ten Cel QOPM Wagner Ferreira da Silva informa ter registrado uma importante redução em todos os indicadores de acidentes de trânsito destacando a redução de 50% no número de registro de acidentes de trânsito e 46,9% no número de vítimas, quando comparado com os resultados da “Operação Independência 2017”, que registrou 16 acidentes de trânsito e 36 vítimas (das quais 03 vítimas fatais) e que acredita que tal redução tenha sido consequência de um trabalho contínuo de fiscalização e pela aplicação do estudo das zonas-alvo de operações estabelecidas pela análise dos registros de acidentes de trânsito dos últimos 2 anos.
Candidatos da PM na entrada da Uniderp, no dia da prova. (Foto: Marina Pacheco/Arquivo).
O Governo de Mato Grosso do Sul divulgou nesta segunda-feira (dia 10) o gabarito oficial definitivo do concurso da PM (Polícia Militar), cuja prova foi aplicada em 12 de agosto de 2018.
Na publicação no Diário Oficial do Estado, os candidatos são informados de que não poderão recorrer ao gabarito final – este recurso ocorreu na ocasião da divulgação do gabarito preliminar.
As respostas podem ser conferidas a partir da página 5. Os gabaritos são das provas do curso de formação de oficiais e soldados da Polícia Militar. Ao todo, são 388 vagas para soldados e 62 para oficiais.
A prova foi aplicada em 12 de agosto e 36.346 se inscreveram. Contudo, 5.020 não foram fazer o teste no dia.
Entrada do presídio federal em Campo Grande (Foto: Kísie Ainoã)
Adélio Bispo de Oliveira – que esfaqueou o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) – está há quase 24h no Presídio Federal em Campo Grande e segundo agentes nada fora da normalidade ocorreu desde sua chegada.
O presidenciável chegou às 13h22 de ontem (8) na unidade penal. Ao Campo Grande News, agentes plantonistas informaram ainda nesta manhã que “nenhuma intercorrência foi registrada no período”. Além disso, é considerada como “tranquila” a inclusão de Adélio no presídio. Mais detalhes sobre a situação não foram informados por questões de segurança.
Adélio Bispo de Oliveira estava detido em Juiz de Fora (MG), local onde ocorreu a agressão contra Bolsonaro. Um acordo entre a Justiça, MPF (Ministério Público Federal) e a própria defesa do agressor, determinou a transferência dele para a penitenciária federal que fica em Campo Grande.
No Presídio Federal, segundo o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), Adélio está isolado em uma ala destinada a réus colaboradores, protegidos pela Justiça ou com risco a integridade física.
Adélio estás em rotina rígida, a mesma imposta a todos os internos, principalmente aos que acabam de ingressar. Conforme apurou o Campo Grande News, por pelo menos 10 dias, ele ficará em cela individual, de 7 metros quadrados, e quase sem contato com os outros internos.
O preso tem direito a duas horas de banho de sol, mas não no pátio junto com os outros. Neste período de adaptação, ele não recebe visitas, a não ser dos advogados. Na unidade, os internos são monitorados 24 horas por dia por sistema de conta com ao menos 200 câmeras.
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