Convênio assinado na manhã desta segunda-feira facilita acesso de filhos de servidores da prefeitura na escola do Sesi (Foto - A.Frota)
A partir do próximo ano letivo, que inicia em 29 de janeiro de 2018, filhos de servidores da prefeitura de Dourados terão direito a desconto de 10% na mensalidade da escola do Sesi.
Da rede privada, a escola oferece desde a educação infantil até o ensino médio e sua estrutura dispõe de acessibilidade, parque infantil, biblioteca, quadra de esportes coberta, internet, além de laboratórios de ciências e de informática.
A assinatura do convênio, segundo a prefeita Délia Razuk, é uma conquista que contempla articulação da secretária Elaine Boschetti, de Administração, “que tem buscado parcerias para atender aos servidores da prefeitura”.
A prefeita disse que os alunos beneficiados pelo convênio deverão fazer a diferença com o conhecimento que irão adquirir na escola do Sesi, “uma instituição que é referência no Estado, em nosso município, e motivo de orgulho para todos nós”.
De acordo com a diretora Sibele Garcia, a Escola do Sesi de Dourados possui aproximadamente 800 alunos no Ensino Infantil, Fundamental I e II e Ensino Médio, nos turno matutino e vespertino. A mensalidade hoje é de R$ 387,85 para a Educação Infantil e R$ 524,48 para o Ensino Médio.
O estabelecimento, localizado na Vila Industrial, investe fortemente em robótica e é a primeira escola de MS a participarda fase nacional do Torneio FLL – First Lego League de nível internacional , que será disputado em Curitiba (PR), no mês de março de 2018.
A Olimpíada Brasileira de Robótica é um torneio científico com o objetivo de estimular jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar talentos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro.
A Escola do SESI Dourados também neste ano foi 2º lugar nas Olimpíadas Brasileiras de Astronomia e Astronáutica em lançamento de Foguetes, esse evento ocorreu no Rio de Janeiro.
O convênio foi assinado pela prefeita Délia Razuk e a diretora da Escola do Sesi, Sibele Garcia, na presenças dos secretários Patrícia Donzelli (Governo), Elaine Boschetti (Administração), Joaquim Soares (Serviços Urbanos) e Sergio Henrique Araújo (Habitação) e o assessor especial Alexandre Mantovani.
O grande movimento está sendo utilizado por criminosos para a evasão de divisas, lavagem de dinheiro e até para a compra de armas e drogas(Foto: Reprodução)
O grande movimento da fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, pela cidade de Corumbá, dificulta a fiscalização dos órgãos de segurança e controle, como a Polícia Federal e a Receita Federal, e está sendo utilizado por criminosos para a evasão de divisas, lavagem de dinheiro e até para a compra de armas e drogas.
O caso mais recente foi o do italiano Cesare Battisti, que foi preso em Corumbá, no dia 4 de outubro deste ano quando tentava entrar na Bolívia com € 6 mil e US$ 1,3 mil, o equivalente a R$ 25 mil. Horas antes, Battisti tinha sido parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no posto de Controle de Miranda.
Ele disse que estava indo pescar com amigos no Pantanal, mas no carro não tinha nenhum material de pesca. Desconfiados, os policiais resolveram seguir o veículo e avisar os agentes que ficam na fronteira. Pela lei brasileira não é permitido sair do território nacional com mais de R$ 10 mil sem declarar à Receita Federal.
Na matéria do Fantástico, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado na Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti, explica que no caso de Battisti se entendeu que estava havendo evasão de divisas. “Ele estava saindo, na sua posse, com mais de R$ 10 mil sem declarar. Isso configura um crime de evasão de divisas e foi feito um flagrante com base nisso”.
O movimento intenso na fronteira dificulta a fiscalização. Simplesmente é impossível parar todos os carros que passam pela região. Além disso, a Polícia Federal acredita que Césare Battisti escolheu sair do Brasil por Corumbá por causa da localização estratégica. Basta atravessar a aduana e em poucos metros já possível comprar a moeda boliviana de cambistas clandestinos.
Do outro lado da fronteira está Puerto Quijarro. Os cambistas ficam sentados na calçada e trocam reais e dólares por bolivianos, sem qualquer controle das autoridades. Em busca dessa facilidade muita gente tem caído nas mãos da polícia.
O dinheiro cruza a fronteira de várias formas. Até na cueca. A pedido da Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Ministério da Fazenda fez um levantamento e encontrou movimentações de dinheiro suspeitas na região da fronteira.
O sistema emite um alerta quando é feito um saque acima de R$ 100. Entre janeiro de 2015 e julho de 2017, o COAF detectou saques suspeitos que somam R$ 790 milhões. O dinheiro é sacado na boca do caixa.
Um dos casos investigados pela Polícia Federal é relacionado a Fabrício de Souza Ribeiro. Ele é suspeito de chefiar uma quadrilha especializada em levar dinheiro para fora do Brasil. A reportagem mostra que o Fantástico teve acesso a detalhes da investigação.
Em uma das vezes em que foi pego em uma fiscalização na fronteira, estava com R$ 42 mil em dinheiro na cueca. Sua irmã, Fabiane, havia escondido o restante, R$ 36 mil, dentro do painel de um carro. Os investigadores descobriram que ela já tinha té alugado uma casa em Corumbá.
A cidade teria sido escolhida porque tem uma fronteira muito movimentada. “Você não consegue fazer uma fiscalização 100%, acaba fazendo por amostragem, mas se tenta fazer o máximo possível. Não dá para barrar, criar uma fila muito grande na fronteira”, diz o delegado da PF.
A Polícia Federal acredita que no caso de Fabricio, a família inteira esteja envolvida nos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A mãe dele, Elizeth de Souza Ribeiro, também fez depósitos de mais de R$ 2 milhões em contas de várias pessoas. Além dos filhos, ela enviou dinheiro para moradores de Rio Branco, no Acre, e Guajará-Mirim, em Rondônia. As duas cidades também ficam perto da fronteira com a Bolívia.
Segundo a Polícia Federal, uma das formas de lavagem de dinheiro na Bolívia é chamada de branqueamento de capitais. O dinheiro é enviado para o país de forma parcela, onde os criminosos se valem de diversos artifícios, como, por exemplo, a criação de uma empresa.
Uma pessoa que tenha uma empresa no Brasil e que queira lavar dinheiro na Bolívia ela pode abrir uma filial, ou uma empresa do mesmo grupo econômico, ou as vezes até se utilizar de laranjas, empresas fantasmas, para enviar esse dinheiro para lá, o dinheiro o ilícito, e simular uma transação supostamente lícita, de uma compra ou de uma consultoria, enfim, de alguma forma, qualquer tipo de comercial, dando uma justificativa para que esse dinheiro retorne para o Brasil.
E quando o dinheiro que vai para a Bolívia não é lavado é usado pelo crime de outra forma, para comprar droga, armamento e munição. “A droga que vai ser introduzida no país está sendo paga e com dinheiro em espécie. E a possível manutenção de indivíduos vinculados a organizações criminosas nesses países exatamente para ficar foragido e também fazer a negociação do entorpecente pra trazer pra território brasileiro”, explica o delegado Cléo Mazzotti.
Corumbá é a principal rota de entrada de cocaína no Brasil. Prisões de traficantes acontecem todos os dias.
Para comprovar a facilidade, a equipe do fantástico simulou o interesse em enviar R$ 100 mil para a Bolívia. Os jornalistas foram até um ponto de táxi e já na primeira tentativa conseguiu um motorista que cobraria R$ 2 mil para levar o dinheiro e que sugeriu até o melhor local para esconder o dinheiro, um terreno que fica na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
Em nota, o Exército informou que o terreno indicado pelo taxista não é mais responsabilidade das forças armadas, mas que continua pertencendo a União. A nota diz ainda que o Exército continua participando de operações com outros órgãos de fiscalização e controle, com as polícias Federal, Rodoviária Federal, Receita Federal e Polícia Militar.
A advogada da família de Fabrício e Fabiane disse que a defesa só vai se manifestar em juízo.
O Brasil faz parte de um tratado internacional para trocar informações sobre transações bancárias suspeitas, mas a Bolívia não assinou o tratado.
O sequestro de um empresário do setor de alimentação em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul, na madrugada deste domingo (17) terminou com um suspeito morto em uma troca de tiros com a polícia e na prisão de outros quatro envolvidos, sendo duas mulheres. Um outro homem ainda está foragido.
Segundo o registro da ocorrência, o empresário foi rendido por dois homens armados quando chegava em casa, por volta das 0h30. Um deles o levou para o local conhecido como “Cascalheira”, as margens do rio Paraná, onde ele mantido algemado e com um cinto no pescoço. O outro assaltante levou a caminhonete do empresário.
Mesmo algemado, quando o empresário percebeu que o suspeito que o vigiava não estava mais no local, ele saiu caminhando em direção a indústrias que funcionam na região, onde conseguiu ser socorrido e a Polícia Militar foi acionada.
Com base nas informações do empresário, a PM fez rondas pela região e localizou o suspeito que estava vigiando a vítima na “Cascalheira”. Ele resistiu a abordagem e atirou nos policiais, que revidaram e o atingiram na região do tórax. Ainda foi socorrido e levado ao hospital Nossa Senhora Auxiliadora, mas resistiu e morreu.
A vítima esteve no hospital onde reconheceu o homem que morreu como o suspeito que o vigiava no cativeiro. Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre 38, com quatro munições e dois celulares. Um dos telefones era o da vítima. O outro aparelho tinha mensagens dos outros integrantes da quadrilha.
Entre as mensagens, a do suspeito que tinha levado a caminhonete do empresário, apontando que já tinha chegado ao local combinado e que poderia libertar a vítima.
Outras mensagens eram de uma mulher, integrante do “grupo de apoio da quadrilha” e indicavam que o carro que iria buscar o vigia do cativeiro havia atolado e que outro veículo seria utilizado para fazer o “resgate”.
Com base nestas informações, os policiais fizeram buscas na região e conseguiram localizar os quatro membros deste “grupo de apoio, sendo que eram dois homens, com 20 anos, e duas mulheres, com 20 e 25 anos.
Os quatro admitiram participação no crime. As mulheres disseram ainda que no local onde moravam havia munição e drogas. Na casa indicada, no bairro Santa Terezinha, os policiais encontraram quatro capsulas de pistola calibre 9 milímetros, arma de porte restrito, e 513 gramas de maconha.
Também encontraram quatro crianças, com 4, 5, 6 e 10 anos de idade, filhos das suspeitas. Eles estavam sozinhas na casa. O Conselho Tutelar foi acionado para socorrer as crianças.
Os quatro presos foram encaminhados para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da cidade. Eles vão responder por sequestro e carcere privado, abandono de incapaz, associação criminosa, tentativa de homicídio, posse de arma de fogo de uso restrito, resistência, roubo e tráfico de drogas.
O suspeito que levou a caminhonete da vítima permanece sendo procurado.
Enxurrada arrastou carros e impediu que bombeiros pudessem socorrer as pessoas que estavam nos carros (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Uma forte enxurrada após a pancada de chuva que atingiu Campo Grande na tarde deste domingo (17), arrastou três carros que estavam com idosos e crianças dentro na região da Chácara dos Poderes, no noroeste, de Campo Grande. Ninguém se feriu, mas as pessoas sofrem um grande susto.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as pessoas que estavam dentro dos carros, mas as equipes não conseguiram chegar até o local por conta do alagamento das vias. Com a redução do volume da chuva, a enxurrada perdeu força e as pessoas conseguiram sair dos veículos.
Os veículos ainda estão na área de mata para onde foram arrastados pela enxurrada. Os proprietários vão ter de acionar guinchos para retirar os carros do local.
Na região central, por exemplo, um toldo metálico de um imóvel vazio na avenida Calógeras quase esquina com a rua Marechal Cândido Mariano Rondon, foi arrancado pela força do vento e caiu na calçada. Não houve feridos, mas os bombeiros estiveram no local e isolaram a área.
Restos do avião bimotor que caiu na fazenda Novo Horizonte, em Miranda (MS), em setembro de 2016 (Foto: Reprodução/TV Morena)
Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) investiga possível crime de homicídio na queda do avião bimotor na fazenda Novo Horizonte, em Miranda, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, e resultou na morte do piloto Marcos Davi Xavier, de 38 anos, em setembro de 2016.
Os peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estiveram no local do acidente e depois de constatarem falha de manutenção, transferiu a investigação para a Polícia Civil.
“Esse crime também é de falsidade ideológica que deve ser punido. O atentado à segurança de voo dos diversos componentes que foram encontrados irregulares nessa aeronave”, afirmou Ana Claudia Medina, delegada da Deco.
Segundo o perito criminal Domingos Sávio, o laudo apontou que os cabos que deveriam ter sido trocados na manutenção preventiva acabaram travando no voo e impossibilitando o piloto de controlar a aeronave.
“Esse travamento que tinha nas roldanas e os cabos de aço que já estavam rompidos previamente em várias partes deles, apenas um ou outro estavam intactos, simplesmente por falta de manutenção”, afirmou o perito.
Outra irregularidade constatada foi em relação à documentação. O mesmo avião sofreu acidente em 2013 na mesma fazenda e não foi comunicado a Anac
“Constava apenas na documentação, mas na prática não foi feita [caderneta individual de voo]. Nós detectamos rebites não aeronáuticos e até mesmo massa plástica na aeronave”, explicou Sávio.
Acidente
Moradores da região disseram, na época, ter visto o avião voando baixo. Um funcionário da fazenda Novo Horizonte disse que o avião explodiu antes de chegar ao solo.
O contato com o avião foi perdido no dia 19 de setembro de 2016. A aeronave caiu em uma área de brejo a cerca de 30 km da entrada da fazenda. Na madrugada do dia seguinte, um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) localizou o corpo do piloto e os destroços da aeronave.
O local do acidente era de difícil acesso, em uma região alagada, a cerca de 52 quilômetros da área urbana. A força-tarefa da polícia encontrou asas das aeronaves a 250 metros e 450 metros.
Ceim 'Professora Maria de Lourdes Silva’ foi entregue na manhã de hoje no Altos do Indaía (Foto - A.Frota)
Durante as solenidades de entrega dos Centros de Educação Infantil ‘Professora Maria de Lourdes Silva’, no Altos do Indaiá, e ‘Professora Isilda Aparecida dos Santos Souza’, no Jardim Colibri, a prefeita Délia Razuk destacou que manter o compromisso com a população e com os recursos provenientes do pagamento de impostos é marca da administração atual em Dourados. As duas unidades atenderão mais de 440 alunos.
Segundo a prefeita, as obras dos Ceim’s entregues nesta sexta-feira (15) são prova de que é possível dar celeridade aos processos administrativos e aplicar com austeridade os recursos. “Estas inaugurações marcam o compromisso que nós temos em gerir aquilo que é da população de Dourados. Esta é a nossa proposta. Cuidar do que é nosso. São os douradenses que pagam os impostos para poder ter este tipo de melhoria. Nós apenas gerimos e queremos fazer o melhor com a ajuda de todos”, destacou a prefeita durante o ato solene no Altos do Indaiá.
Os Ceim’s tiveram as obras retomadas este ano e, por determinação da prefeita, tiveram os prazos cumpridos à risca. Em menos de um ano de administração foi possível que essas duas unidades – obras iniciadas em 2014 – fossem concluídas e entregues. Outros dois Ceim’s foram concluídos e entregues no primeiro semestre e Délia Razuk destacou ainda as outras mais de 100 obras em andamento na cidade, que recebem o mesmo tratamento.
Unidades foram entregues e atenderão mais de 440 crianças em Dourados (Foto - A.Frota)
A prefeita destacou ainda o trabalho dos servidores e a atuação dos vereadores na Câmara, que têm permitido a administração caminhar, além dos parlamentares que atuam por Dourados. “Temos os nossos servidores empenhados em fazer o melhor para que a administração dê resultado na cidade. Temos os vereadores, parceiros, comprometidos. Ainda ontem eles tiveram uma sessão que foi até a madrugada para aprovar os projetos importantes para Dourados. Com todo este aporte, temos enfrentado as dificuldades e vamos vencer”, disse a prefeita durante a inauguração no Colibri.
A secretária de Educação Denize Portollann falou sobre o cumprimento de compromissos firmados pela prefeita. “Com a entrega e organização destes espaços, a prefeita consegue fazer com que aumente o número de vagas disponíveis, deixando um legado muito importante apenas no primeiro ano de governo, com uma estrutura nota 10, que vai atender aos alunos que ficavam em uma casa alugada. Serão economia e melhoria do ensino”, destacou a secretária.
Em ambas as solenidades, os vereadores destacaram o potencial de gestão da prefeita e as ações que, mesmo diante das dificuldades, têm ocorrido aos montes. “Parabenizo a prefeita porque ela enfrenta os problemas e busca soluções. Com a boa equipe que ela tem consegue dar a volta por cima diante desta crise. Ela colocou em prática o que já era para ter sido feito há muito tempo. Este Ceim entregue é a mostra disto”, destacou o vereador Bebeto, propositor da lei que deu nome ao Ceim do Altos do Indaiá, ainda em 2015.
O vereador Junior Rodrigues foi outro que falou em nome da Câmara. “Estamos aqui para presenciar o que uma boa gestão pode fazer. Compromisso com o dinheiro do povo, agilidade para resolver as coisas. A obra andou, e foi entregue”, destacou o vereador.
Os Ceim’s tiveram as obras retomadas este ano e, por determinação da prefeita, tiveram os prazos cumpridos à risca (Foto - A.Frota)
Durante as solenidades, os filhos das professoras que deram os nomes aos centros de educação falaram da alegria em ver o trabalho das mães ser deixado para sempre na história. “É sem explicação a alegria de ver o nome de minha mãe sendo homenageado. Obrigado”, disse Marcos Silva, filho de Maria de Lourdes Silva. “Eu tenho muito orgulho de ser filha dela. Ela sempre foi um exemplo e trabalhou muito pelas pessoas. Ela merece tudo isso”, disse Isaura Martins de Souza, filha de Isilda dos Santos Souza.
O fato de educadores terem sido homenageados também foi destacado. O vereador Idenor Machado falou desta firmeza da prefeita em cumprir com o que a Câmara propôs e decidiu.
ESTRUTURA
O recurso federal para as obras veio do Ministério da Educação, via FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), foi de R$ 1.433.026,29, para cada unidade. O investimento da Prefeitura de Dourados foi de R$ 528.805,36 na unidade do Altos do Indaiá e R$ 568.310,63 no Ceim do Jardim Colibri.
Do Tipo B, as duas estruturas têm 1.118 metros quadrados de área construída, com oito salas de aula, sala de leitura/multiuso, laboratório de informática, refeitório/pátio coberto, playground, bloco de serviço (cozinha, despensa, vestiário e lavanderia), sala de reunião para professores, almoxarifado, recepção, sala de secretaria e diretoria.
Participaram da solenidade os vereadores Bebeto, Silas Zanata, Junior Rodrigues, Cirilo Ramão, Jânio Miguel, Braz Melo, Alan Guedes, Sergio Nogueira, Cido Medeiros e Idenor Machado, além de secretários municipais de Obras e Planejamento Tahan Mustafa, de Governo Patrícia Donzelli, de Educação Denize Portollann, de Administração Elaine Boschetti Trota, e de Desenvolvimento, Rose Ane Vieira.
As vistorias domiciliares somaram 559.550 no ano passado e 661.657 este ano e os mutirões contra a dengue foram 50 e 49, respectivamente; os mesmos números para palestra sobre educação em saúde em escolas e comércio.(Foto: Divulgação)
O Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesta sexta-feira o balanço das atividades desenvolvidas durante todo este ano e um comparativo com o ano anterior. O demonstrativo revela que reduziu consideravelmente o número de casos confirmados de dengue no município em 2017, em comparação a 2016.
Segundo boletim informativo do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), em 2016 foram 5.115 casos de dengue notificados, contra 168 em 2017. Destes, 3.624 casos foram confirmados em 2016 e apenas 20 este ano.
Em relação aos casos de zika vírus, foram 24 notificações contra 25, sendo 18 casos confirmados em 2016 e apenas um este ano. Já os casos de chikungunya foram 28 e 33 notificações, sendo nenhum caso em 2016 contra dois casos em 2017.
As vistorias domiciliares somaram 559.550 no ano passado e 661.657 este ano e os mutirões contra a dengue foram 50 e 49, respectivamente; os mesmos números para palestra sobre educação em saúde em escolas e comércio.
O CCZ ainda vacinou 42.684 cães contra a raiva em 2016 e 45.144 este ano; além de 9.406 gatos no ano passado e 10.452 este ano.
No Núcleo de Imunização, ocorreram três capacitações profissionais no ano passado e o dobro este ano. O total de doses de vacinas aplicadas foi 134.985 em um ano e 116.868 no outro. As campanhas de vacinação na comunidade também dobraram de um ano para o outro: três e seis; enquanto que os atendimentos de Imunos Especiais foram 45 no ano passado e 313 neste ano.
Residência onde o dono da imobiliária foi encontrado morto, em Campo Grande (MS) (Foto: Dyego Queiroz/G1 MS)
A secretária de 38 anos, suspeita de matar o marido em Campo Grande, no dia 1° de dezembro, deve ser reinterrogada pela polícia. A delegada Marilda Rodrigues, responsável pelas investigações, disse que a mulher será intimada nos próximos dias. “Precisamos esclarecer alguns pontos”, ressaltou.
Desde o início das buscas, cerca de 10 pessoas prestaram depoimento, entre funcionários e familiares dos envolvidos. “A investigação está em andamento e nossa linha será mantida em sigilo. Os laudos também estamos aguardando”, explicou Rodrigues.
No primeiro depoimento da suspeita, quando ela se apresentou em Aquidauana, a 131 km da capital sul-mato-grossense, a mulher falou do medo que sentia do companheiro, afirmando que foi estuprada algumas vezes e também obrigada a tomar remédio abortivo, pelo fato dele não querer ter filhos.
Durante as duas horas, conforme consta no inquérito policial, ela relatou que conviveu com a vítima por cerca de 15 anos. Da relação, eles possuem uma criança atualmente com 10 anos de idade. Neste período, teria sido ameaçada e agredida, considerando o companheiro como “uma pessoa bastante violenta”.
No caso das ocorrências anteriores, a mulher relatou que nunca deu encaminhamento porque temia represálias do dono da imobiliária que, conforme o relato da suspeita, dizia “ter amigos na polícia e judiciário, além de amigos mafiosos”. Quando o homem ingeria bebida alcoólica, a secretária ressaltou que era obrigada a fazer coisas que não gostava na relação sexual e, se não aceitava, teria sido agredida por ele.
Para o delegado Eder Moraes, ela comentou que fez todo o pré-natal do filho e este estava com o desenvolvimento normal. No entanto, ainda de acordo com o depoimento, o corretor teria dito a ela para abortar e chegou a levá-la em uma clínica que ficava na região central da cidade.
Houve insistência da vítima e até do médico, porém a mulher se negou a fazer o aborto. Conforme a secretária, o homem então teria comprado um remédio abortivo e misturado na bebida dela. Ao perceber o gosto diferente, a secretária conta que cuspiu a bebida. Ela complementa o relato dizendo ainda que, mesmo grávida, era forçada a manter relação, sendo que o homem “jogava o peso do corpo” e por isso ela sentiu contrações, dores e o parto foi antecipado.
Na segunda lauda do depoimento, a suspeita conta que a criança nasceu especial por conta da falta de oxigênio. O fato teria surpreendido o médico que a acompanhava, já que os “exames apontavam uma gravidez normal”. Além de tudo, a mulher comentou que apesar de ter condições, a vítima não queria arcar com os custos do tratamento do filho e a impedia de manter contato com os seus familiares.
Noite dos fatos
Ao descobrir que ela buscou atendimento em uma clínica, a mulher alega novamente ter sido agredida. A briga começou durante a noite e terminou na madrugada da última sexta-feira (1°). A mulher disse que ele a obrigou a manter relação sexual e, ao se negar, ele teria pego um objeto decorativo chamado tacacá para agredi-la. Quando o homem deixou o objeto no chão para abrir a calça, a suspeita aproveitou o momento e pegou o objeto, desferindo um golpe na cabeça.
Chorando muito, ela disse que viu quando respingou sangue na parede e, em seguida, foi ao banheiro lavar as mãos. A mulher então colocou uma fronha ali e saiu do quarto, com a intenção do filho não perceber o que havia acontecido. Na sequência, a mulher ressalta que foi até a imobiliária e pegou as chaves do carro, além de documentos que comprovariam a exclusão dela dos bens do casal.
Questionada pela autoridade policial, a mulher garantiu que não teve a ajuda de ninguém, sendo que não deletou as imagens das câmeras da casa e da imobiliária, sendo que apenas apagou a luz. A mulher ressaltou que não havia discutido por conta de dinheiro e que a vítima possuía um cofre com uma grande quantia em dinheiro.
O teor da declaração está no inquérito do homicídio investigado pela 6ª Delegacia de Polícia. A suspeita foi indiciada e responde em liberdade.
Violência doméstica
Ao iniciar as investigações, a polícia constatou que a mulher denunciava o suspeito desde 2011. O último registro teria ocorrido em fevereiro deste ano, antes dela comparecer à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) novamente.
Entenda o caso
De acordo com a polícia, o empresário teria sido assassinado por volta das 3h (de MS), na última sexta (1°). O dono de uma imobiliária foi encontrado em casa, na vila Bandeirantes. O corpo apresentava marcas de porrete. Uma filha da vítima foi a primeira a chegar ao local após perceber que o pai não tinha ido trabalhar.
“O advogado dela esteve na delegacia e disse que eles tiveram uma briga, mas não confirmou que ela cometeu o crime. Ele registrou um boletim de ocorrência para falar da briga, mas não falou de morte”, disse na ocasião o delegado.
Familiares da vítima contaram que o casal estava discutindo frequentemente, nos últimos tempos, por causa de dinheiro. Eles estariam juntos há 10 anos. A polícia apreendeu um porrete encontrado em cima da cama onde estava o corpo. O objeto é tratado pelos investigadores como o instrumento usado para agredir no dono da imobiliária. A perícia esteve no local e vasculhou a casa em busca de informações sobre o que teria acontecido.
“Tudo indica que ele tenha sido morto no local. Tem objetos quebrados, danificados, vidros. Estamos analisando se houve luta corporal”, disse Moura Fé. Os peritos também estiveram na imobiliária da vítima. Segundo informações repassada por familiares, o local teria sido arrombado e a mulher levado dinheiro e documentos. O caso também está sendo investigado.
Gaeco cumpriu mandado de prisão de Gilmar Olarte e Andréia na Operação Pecúnia, na residência do casal, em Campo Grande (MS) (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena/Arquivo)
O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, revogou a determinação sobre o uso de tornozeleira eletrônica do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele, Andréia Zanelato.
A decisão de quarta-feira (13) tem prazo de 24 horas para ser cumprida a partir da notificação. O advogado de defesa disse que está aguardando os trâmites burocráticos para cumprir a decisão.
O casal ficou com o equipamento por cerca de um ano e três meses, desde que foram presos na Operação Pecúnia, em setembro de 2016, que investigou esquema de lavagem de dinheiro supostamente obtido com compra de imóveis.
As demais medidas restritivas continuam valendo como não se ausentar da cidade ou do país sem autorização da Justiça e não manter contato com outros denunciados na operação e com as testemunhas de acusação.
A defesa do casal entrou com pedido para retirada do monitoramento eletrônico no início de dezembro deste ano. Entre os argumentos apresentados, o advogado René Siufi alegou que o prazo máximo para o uso do equipamento é de seis meses, prorrogáveis por mais seis. Ainda foi considerado o cumprimento de todas as medidas no período que estavam com a tornozeleira.
O Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) investigou esquema de lavagem de dinheiro supostamente obtido mediante corrupção, durante a gestão de Olarte por um ano e cinco meses – período que o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) estava afastado por cassação de mandato.
Segundo o Gaeco, Olarte e Andréia teriam usado dinheiro supostamente obtido por meio de corrupção, quando era prefeito, para comprar imóveis. O esquema ainda contava com um corretor de imóveis que intermediava os negócios. Os imóveis eram registrados em nome do de um casal de empresários.
Operação tapa-buraco segue em Dourados e já ultrapassa 77 mil metros quadrados em 2017 (Foto - A.Frota)
As ações de recuperação da malha asfáltica em Dourados seguem com várias equipes pela cidade na atuação da Secretaria Municipal de Obras públicas com reforço da Secretaria de Serviços Urbanos. Somente com a atuação iniciada no início do mês de novembro, depois de nova licitação, já foram feitos os reparos em mais de 10 mil metros quadrados.
Somadas a atuação anterior, quando o emergencial e a primeira licitação foram empregados, já são quase 80 mil metros quadrados de buracos tapados na cidade. “Temos por determinação da prefeita Délia que seja continuo o trabalho de recuperação das vias. Estamos no período em que podem ocorrer mais chuvas, e com isso estamos aproveitando bem o tempo e o clima favorável”, disse o secretário Tahan Sales Mustafa.
Segundo Tahan, são três equipes da empresa licitada atuando na cidade. Nesta quinta-feira, os trabalhos estavam concentrados na rua Oliveira Marques e no acesso ao aeroporto da cidade. Um grande trabalho de recuperação foi feito na região do Jardim Água Boa e Brasil 500, além de várias localidades que necessitavam intervenção.
Já a Semsur, que atua com a massa fria produzida na usina da Prefeitura de Dourados, mantém frentes de tapa-buraco em várias regiões da cidade. “O quadrilátero na região central, perto da rua Cuiabá, está com 90% de cobertura. Além destes, equipes estão perto do Atacadão, na região do Parque I e II e Santa Maria”, disse o secretário Joaquim Soares.
O trabalho continuará, segundo Joaquim, na Cohab II, Jardim Flórida, Água Boa e no Santa Maria. “O BNH IV Plano também vai receber nossas equipes. Lá precisa da recuperação e o estado das vias é crítico. Estamos atentos”, disse Joaquim, citando ainda o BNH III Plano, jardim Europa e as 4 avenidas que receberão reperfilamento feito pelo Governo do Estado.
O plano de policiamento foi desenvolvido pela Sejusp e tem a participação das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, em parceria com os empresários de Campo Grande e dos Conselhos Comunitários de Segurança. (Foto: PMMS)
As instituições ligadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), apresentaram na manhã desta quarta-feira (13), o policiamento especial de final de ano denominado Operação Boas Festas. A Ação ocorre em razão do aumento do fluxo de pessoas e veículos que circulam pela área comercial da cidade por conta do 13º salário e festividades natalinas. O plano de policiamento foi desenvolvido pela Sejusp e tem a participação das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros, em parceria com os empresários de Campo Grande e dos Conselhos Comunitários de Segurança. O evento aconteceu no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (ACED).
Durante a solenidade, o comandante do 3º Batalhão de Policia Militar, tenente-coronel Carlos Silva, apresentou o esquema estratégico desenvolvido para a operação, envolvendo todas as equipes policiais da cidade, que será reforçada por viaturas e efetivo, garantindo assim uma maior sensação de segurança à população. O reforço do policiamento neste período que compreende o Natal e o Ano Novo será feito com foco na redução dos índices criminais, aumento da segurança e bem estar da população.
O Corpo de Bombeiros Militar, juntamente com a Polícia Civil, também apresentou os planejamentos traçados pelas instituições. Conforme o comandante-geral da PMMS, coronel Waldir Ribeiro Acosta, os locais contemplados pela Operação Boas Festas abrangerá toda a cidade de Dourados, sendo que na área central será concentrado a maior parte do efetivo policial. Regiões comerciais descentralizadas como na região do Parque das Nações, Jardim Água Boa, Jardim Ouro Verde e Jardim Florida, também receberam uma atenção especial conforme as particularidades de suas regiões comerciais.
“A Polícia Militar contará com mais de 193 policiais militares em Dourados, sendo empenhadas todas as unidades subordinadas ao comando do 3º BPM, juntamente com efetivo administrativo, alunos sargentos e cabos que fazem seus cursos no polo de ensino de Dourados, além das adequações de escalas dos policiais do serviço operacional, explicou o comandante-geral.
Os locais escolhidos foram definidos por meio de levantamentos estatísticos realizados pela PM, através do serviço de inteligência. O policiamento já teve início no dia 8 de dezembro e deve seguir até o dia 8 de janeiro.
Presente no evento, o secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, frisou que as rondas serão intensificadas e terá ainda o monitoramento motorizado durante o período das festividades, “e por conta do 13º, garantir a segurança para os lojistas e para população, aumentando a sensação de segurança para que as pessoas não tenham medo de sair às ruas e possam curtir com alegria essa época do ano com a família”, finalizou.
Estiveram presentes na solenidade o delegado Regional da Polícia Civil, Lupércio Degerone; o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, o tenente-coronel Flávio Pereira Guimarães; o subdiretor do DOF, tenente-coronel Gilberto Lino de Souza; o comandante do 14º BPMRV, tenente coronel Luiz Carlos Rodrigues Carneiro; o comandante da Guarda Municipal de Dourados, inspetor Silvio Reginaldo Peres da Costa; entre outras autoridades civis, militares e empresários.
Peixe apreendido em restaurante de Corumbá, MS, estava cortado em filés (Foto: PMA/Divulgação)
Policiais militares ambientais multaram em R$ 5,7 mil um restaurante de Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, por manter 230 kg de carne de peixe no estoque sem documentação que comprovasse a origem. O pescado estava armazenado na câmara fria do estabelecimento.
O flagrante aconteceu nesta quarta-feira (13) durante uma fiscalização de rotina da PMA realizada na piracema (período de reprodução dos peixes). Além da autuação, os agentes apreenderam todo o estoque. Entre os pescados, havia jaú, cachara e pintado. Tudo cortado em filés.
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, fiscalizações como a realizada no resturante são intensificadas nesta época para evitar que estabelecimentos comprem peixes sem procedência, ou seja, retirados dos rios de forma ilegal e fora do período permitido, o como agora.
Apesar de não ser crime ambiental, a legislação prevê pena administrativa para quem não declara e nem comprova origem legal do pescado. A multa vai de R$ 700,00 a R$ 100.000, com acréscimo de R$ 20,00 por quilo ou fração do produto da pescaria, ou por espécime quando se tratar de produto de pesca para uso ornamental.
Policiais retirando tabletes de cocaína de dentro do fundo falso (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Uma carreta foi flagrada pela Polícia Federal transportando 157 kg de cocaína próximo a Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (13). O motorista e uma passageira foram presos em flagrante e levados para a delegacia.
A droga estava escondida em um fundo falso do veículo. Sobre o entorpecente havia uma carga de milho. Os policiais só suspeitaram que de havia algo de errado quando os ocupantes apresentaram versões diferentes sobre a viagem.
O motorista, de 41 anos, disse aos agentes que foi contratado e que levava a carga de grãos de Mato Grosso do Sul a Santa Catarina. A passageira disse, apenas, que não tinha relação com o transporte da cocaína.
Assim como os suspeitos, a carga e a carreta foram encaminhadas para a Delegacia de Polícia Federal de Naviraí.
Em dez meses de 2017, setor fez mais contratações do que demissões, obtendo saldo de 2,61%, segundo o Caged (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)
A agropecuária foi o setor da economia de Mato Grosso do Sul que obteve o melhor saldo de empregos, a diferença entre contratações e demissões com carteira assinada, no acumulado entre janeiro e outubro de 2017.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, nestes dez meses, o setor fez 31.487 contratações e 29.605 desligamentos, obtendo um saldo de 1.882 vagas, ou 2,61%. Dos outros nove setores da economia do estado, dois registraram no mesmo período desempenho negativo e quatro números positivos, mas abaixo de 1%.
O presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, destaca que esse bom desempenho do setor na empregabilidade é reflexo da competitividade e do desenvolvimento sustentável do segmento. “O agro tem apresentado esse saldo positivo na geração de postos de trabalho, que exigem qualificação, dentre outros fatores, por causa do investimento que vem sendo feito em tecnologia e disseminação do conhecimento”.
Para o superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan, a qualificação da mão de obra dos trabalhadores do meio rural é um dos fatores que ajuda a explicar o bom desempenho que o setor vem tendo na geração de emprego, não somente em 2017, mas nos últimos dois ou três anos.
“Existe uma preocupação quando o empregador rural vai contratar, de oferecer uma boa remuneração ao seu futuro funcionário, de saber se ele tem experiência e está capacitado para trabalhar com as novas tecnologias e, caso não esteja, de prepará-lo para isso, por meio de cursos, como os que o Senar/MS oferece. E isso reflete depois no esforço para manter esse colaborador experiente e capacitado no trabalho, o que acaba influenciando positivamente nos números do setor como um todo. Hoje existe uma oportunidade muito boa de carreira no campo e resulta nestes sucessivos casos de aumento na geração de emprego no setor, que devem se repetir em 2018”, aponta.
rmãos sendo abordados pelo DOF antes de desaparecerem em Ponta Porã (Foto: Reprodução/TV Morena)
O desaparecimento dos irmãos Rodney Campos dos Santos, de 27 anos, e Edney Amorim, de 20, que sumiram após uma abordagem de policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), completou quatro meses. O caso aconteceu em agosto deste ano, em Ponta Porã, fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
A família, ainda sem resposta, procura saber o que aconteceu. “Queria saber pelo menos uma notícia. Qualquer coisa deles. As autoridades tinha que ver isso pra mim, porque os policiais levaram meus filhos presos, levaram no camburão, na viatura, tem o vídeo que levaram meus filhos presos”, desabafou o pai, Claudinei Rodrigues.
De acordo com o delegado, não há prazo para o fim dos trabalhos porque o caso ainda não tem nenhum indiciado. A polícia trabalha com três linhas de investigação, mas nenhuma delas foi divulgada.
“Por diversas vezes a delegacia de homicídios designou equipes. Várias vezes chefiei equipes e infelizmente todas as buscas, todas as investigações, resultaram de maneira negativa. Foram infrutíferas. Desde então, as equipes tem se deslocado a Ponta Porã”, afirmou o delegado Márcio Shiro Obara.
Câmeras de segurança de um posto registraram a abordagem. Um foi colocado na viatura e o outro no próprio veículo. Pelas imagens não é possível saber para onde seguiram. No mesmo dia do desaparecimento, o carro foi encontrado do lado paraguaio com um boné de uma das vítimas.
A Ordem dos Advogados do Brasil acompanha a investigação. A comissão já recebeu e está analisando o inquérito da Polícia Militar, conduzido pela corregedoria da PM, que apura a conduta dos agentes do DOF. A OAB aguarda agora o inquérito da Polícia Civil, que ainda está em andamento.
”Eu queria que solucionassem o caso pra mim, para ter justiça. Pra eu ficar mais tranquilo. Só isso que eu queria. A Justiça de Mato Grosso do Sul tem condição. Hoje em dia, tem condição de ‘pôr o caso a limpo. Eu tenho certeza que tem”, completou o pai dos desaparecidos.
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