Folha de Dourados

Nos bastidores da política sul-mato-grossense são cada vez mais intensos os burburinhos de que a prefeita Délia Razuk (PR) seria alvo de um complô para derruba-la do cargo, numa articulação que envolveria próceres públicos e da iniciativa privada. O assunto é debatido abertamente em confrarias e nos botequins da cidade.
Em 1 ano e meio de administração, Délia Razuk já foi alvo de mais de 3 mil denúncias anônimas na ouvidoria do Ministério Público Estadual, que para não prevaricar é obrigado a tomar providências como requerer informações ou delegar diligências.
É dado como certo que as acusações, na quase totalidade improcedentes, são formuladas para desestabilizar Délia Razuk a mando de adversários políticos. O objetivo é não deixa-la governar, ou seja, se não bastassem os problemas recorrentes à administração, a prefeita se vê obrigada a ficar na defensiva.
A enxurrada de queixas de autoria desconhecida tem causado transtorno na Prefeitura onde muitos funcionários passam o tempo todo respondendo ao MPE.
Nesse ínterim, se é ou não verdade a trama covarde, o vice-prefeito Marisvaldo Zeuli (PPS) não esconde de ninguém que se assumir a Prefeitura com a suposta deposição de Délia Razuk demitirá 1200 funcionários e reduzirá para apenas 5, as secretarias municipais, ou seja, discurso muito parecido com o de Michel Temer.