sábado, 21 de fevereiro de 2026

Em respeito a Puccinelli, PMDB adia convenção para dia 2

Peemedebistas dizem que prisão não abalou imagem do ex-governador no partido.

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Valdelice Bonifácio e Mariel Coelho,

Diário Digital – www.diariodigital.com.br

 

Marun diz que imagem do ex-governador não foi abalada dentro do PMDB (Foto: Marco Miatelo)

 

O PMDB decidiu adiar a convenção do partido que seria realizada neste sábado, dia 18 de novembro, para a data de 2 de dezembro de 2017. A decisão foi tomada, segundo peemedebistas, em respeito ao ex-governador André Puccinelli que é o candidato de consenso à presidência da sigla, mas que acabou preso nesta semana na Operação Papiros de Lama, 5ª fase da Lama Asfática, da Polícia Federal (PF). Puccinelli já está em liberdade e havia confirmado que poderia participar da convenção neste sábado, mesmo assim o partido decidiu dar um tempo maior a ele.

 

“Em respeito a ele e a todos os acontecimentos que ocorreram decidimos adiar”, disse o presidente da Assembleia Legislativa deputado estadual Junior Mochi, atual presidente do PMDB. Conforme Mochi, nas reuniões realizadas nesta quinta-feira, 16, com Puccinelli, no apartamento dele, e com membros do Diretório Estadual, não houve discussão sobre a chapa que está mantida e o ex-governador permanece como candidato ao comando da agremiação. Na avaliação do deputado federal Carlos Marun (PMDB), a imagem do ex-governador não foi abalada dentro da legenda em decorrência da prisão. “O André vai ser o que ele quiser dentro do partido. Queremos que ele seja candidato a governador e o queremos candidato a presidente da sigla”, respondeu Marun à imprensa.

 

“Estamos vivendo um momento diferente, mas o partido está muito unido em torno do André”, complementou. Para Marun, o adiamento possibilitará uma convenção mais tranquila. “É uma decisão racional. Faremos uma convenção com mais cabeça e menos fígado”, considerou. A reunião na sede do Diretório Estadual do PMDB atraiu muitas lideranças da legenda tais como os senadores Simone Tebet e Waldemir Moka, deputados estaduais como Paulo Siufi e Maria Antonieta, além de vereadores.

 

Papiros de Lama

 

A Operação Papiros de Lama investiga esquema de corrupção na gestão de Puccinelli. Além do ex-governador e do filho dele André Puccinelli Júnior, também foram presos os advogados Jodascil Gonçalves Lopes e João Paulo Calves. Segundo a Polícia Federal, os presos compõem organização criminosa que teria lesado os cofres públicos em no mínimo R$ 235 milhões.

 

A operação se baseou na delação premiada do empresário e pecuarista Ivanildo Cunha Miranda que revelou detalhes do esquema. O delator afirmou ter entregado vários pagamentos a título de subornos ao então governador do Estado. Ele recolhia o dinheiro junto a frigoríficos e levava diretamente a Puccinelli. Os valores seriam referentes a propinas pagas em troca de incentivos fiscais. A delação não implicou outros membros da gestão Puccinelli, mas apenas o próprio ex-governador.

 

A PF definiu Papiros de Lama como nome da operação após descobrir nova forma de lavagem de capitais, esta seria feita através da aquisição sem justificativa plausível de livros jurídicos por parte de empresa concessionária de serviço público e direcionamento dos lucros a integrante do grupo criminoso. Esta concessionária seria a Águas Guariroba. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa informou que “está à disposição das autoridades e que vai se manifestar no momento oportuno.”

 

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