sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Estudantes da UFGD montam acampamento em protesto por moradia estudantil

Acadêmicos sem condições de arcar com despesas de moradia aguardam vaga há seis meses pelo benefício. Leia mais...

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João Pires

 

Estudantes estão acampados há oito dias em frente ao prédio da Moradia Estudantil da UFGD (Foto - João Pires)

 

Cinco estudantes em situação de vulnerabilidade, matriculados nos cursos de Ciências Sociais, Letras e História estão acampados há mais de uma semana em frente a prédio da Moradia Estudantil da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Eles afirmam que o protesto deve continuar até que a instituição acelere o processo de avaliação socioeconômica individual, que garante a entrada destes alunos nos apartamentos da Moradia.

 

Wendel, relata que veio do interior de São Paulo e chegou em Dourados em fevereiro para ingressar no curso de Ciências Sociais e sem condições financeiras de pagar aluguel morava em lugar provisório na esperança de conseguir um vaga na Moradia Estudantil até o fim do primeiro semestre.

Wendel mostra uma das barracas armadas pelos estudantes (Foto - João Pires)

 

Hoje, sem ter onde ficar ele é um dos acampados que aguardam resposta da pró-reitoria. “Eles alegam que faltam alguns documentos que consideram o mínimo para entrar na moradia, a entrega destes documentos foi realizada e até o momento não obtivemos nenhuma resposta concreta”, disse.

 

Outros quatro estudantes acampados enfrentam a mesma situação, Maria Vitória e Walece, que residiam no interior de São Paulo e alunos do curso de Ciências Sociais. Também a caloura Lílian, de Campo Grande e Eder, de Sidrolândia, alunos dos cursos de Letras e História.

 

De acordo com a estudante Gabriela Aladia, a Moradia Estudantil possui capacidade para abrigar 96 estudantes e atualmente possui quatro quartos vagos e 16 vagas em aberto. Ela é uma das alunas que reside no local e também uma das apoiadoras do protesto. “Estamos revezando em grupos de 12 estudantes para dar suporte aos colegas, como alimentação e uso do banheiro” disse.

 

INSEGURANÇA

 

Apesar de considerarem o movimento uma forma legítima de revindicarem seus direitos, os estudantes afirmam que se sentem inseguros após receberem ameaças pelas redes sócias, através de uma página do facebook denominada “Desocupa UFGD”. “Eles ameaçaram atear fogo no acampamento e nos chamaram de vagabundos e azarentos”, afirmou Wendel.

 

Porém, segundo eles, a maioria da comunidade acadêmica tem apoiado o movimento, prova disto são as diversas reuniões que eles estão fazendo frequentemente em um terreno vago em frente ao prédio da Moradia. No próximo sábado, por exemplo, está previsto um sarau a partir das 16 horas, com a participação dos acadêmicos que farão diversas intervenções artísticas.

 

Com lonas e barracas de camping, estudantes fazem protesto e aguardam reposta da instituição (Foto - João Pires)

 

Ainda segundo os estudantes, o pró-reitor da Universidade se comprometeu em buscar uma solução para resolver a situação e até às 17 horas desta sexta-feira entraria em contato com os representantes do grupo.

 

A Moradia Estudantil da UFGD fica localizada na rua João Ayres da Silva, no bairro Altos do Indaía.

 

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