segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago hoje

O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

Quanto vale o mínimo em 2026

•    Mensal: R$ 1.621;

•    Diário: R$ 54,04;

•    Hora: R$ 7,37.

Como foi calculado

•    Inflação pelo INPC: 4,18%;

•    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

•    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

•    Reajuste total: 6,79%.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

INSS

•    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

•    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

•    Teto do INSS: R$ 8.475,55

Contribuições ao INSS (CLT)

•    Até R$ 1.621: 7,5%

•    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

•    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

•    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

Autônomos, facultativos e MEI

•    Plano normal (20%): R$ 324,20

•    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

•    Baixa renda (5%): R$ 81,05

•    MEI (5%): R$ 81,05

Seguro-desemprego

•    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

•    Parcela mínima: R$ 1.621

•    Parcela máxima: R$ 2.518,65

•    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

Salário-família

•    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

•    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais

Fonte: Agência Brasil

Entenda por que o café deve continuar com preços altos em 2026

O café foi o item da cesta básica que mais encareceu em 2025, apontou um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), divulgado nesta quinta-feira (29).

E o preço da bebida deve continuar alto em 2026. Isso porque, mesmo com a expectativa de uma maior oferta, devido à boa safra, os estoques mundiais do grão estão esvaziados e a colheita deste ano deve ser usada para recompor essas reservas, aponta Pavel Cardoso, presidente da Abic.

O faturamento da indústria de café torrado cresceu 25,6% em 2025, na comparação com 2024, e chegou a R$ 46,24 bilhões. Segundo a associação, a alta foi provocada pelo aumento do preço do café no supermercado.

Entre 2021 e 2025, o valor subiu 116% para o consumidor. Mesmo assim, a alta foi menor do que a registrada pela indústria para a compra do alimento dos produtores. O preço do arábica, o tipo mais comum consumido no Brasil, cresceu 212%.

Esse aumento é resultado de problemas climáticos que afetaram as lavouras nos últimos anos, como geadas, secas e temperaturas elevadas. Com menos grãos disponíveis no mercado, os preços ficaram mais altos.

Como resultado, houve uma queda do consumo em 2,31% em 2025.
Apesar da queda, Cardoso avalia que o consumo no Brasil é resiliente e se manteve relativamente estável, mesmo após aumentos expressivos nos últimos anos.

Como fica o café em 2026

Mesmo sem balanços oficiais da safra, o presidente da Abic avalia que o Brasil deve ter uma boa colheita em 2026.

Isso porque o La Niña, evento climático vigente no ano passado, provocou menos extremos climáticos nas áreas produtoras. Isso permitiu calor quando era necessário e chuvas nas épocas em que elas são importantes e no volume certo.

Contudo, Cardoso afirma que seriam necessárias ao menos duas boas safras, ou seja, boa colheita por dois anos seguidos, para gerar uma queda real nos preços do café. O foco da indústria, neste momento, é recuperar os estoques.

Por outro lado, ele acredita ser possível uma recuperação do consumo. Com mais grãos disponíveis, os preços tendem a oscilar menos, o que pode abrir espaço para promoções nos supermercados.

“Qualquer baixa do preço na prateleira, o consumidor já faz uma compra adicional e monta seu próprio estoque em casa. Ele não abre mão do café”, afirma.

Uma leve queda nos preços já foi observada em dezembro. O café tradicional extraforte, por exemplo, ficou 7,1% mais barato em relação ao mês anterior.

A redução ocorreu após a queda no preço da matéria-prima, repassada pela indústria ao consumidor.

O café em cápsulas ficou 13,2% mais barato em dezembro, na comparação com novembro. Em relação a janeiro de 2025, a queda chega a 16,8%.

Segundo Cardoso, isso ocorre porque a quantidade de café por quilo comercializado é diferente nas cápsulas em relação aos pacotes tradicionais.

Além disso, ele avalia que a indústria pode ter fechado acordos para vender o produto mais barato a partir de abril, após a queda na cotação do café, impulsionada pela expectativa de uma boa safra de robusta.

Fonte: Portal G1

Três dicas para organizar melhor os gastos na rotina

O mês está no fim, e é em momentos como esse que a sua conta bancária diz muito sobre como anda a sua organização financeira.

Afinal, há quem consiga guardar um pouco de dinheiro até esse momento, mas há também quem já esteja precisando lutar contra o tempo para que ele dê até o começo do próximo mês.

Esse problema é tão comum porque muitas pessoas não tiveram uma educação financeira para aprender sobre como organizar seus gastos do dia a dia de forma saudável. Aprender a se organizar nesse sentido vai te ajudar a evitar muitas dores de cabeça.

De acordo com o empresário Henrique Miguel, que atua no mercado financeiro, algumas das dicas mais importantes para colocar em prática esse tipo de planejamento a curto e longo prazo são:

1- Pense lá na frente

Pra quem quer ter um futuro confortável financeiramente, é essencial se planejar bem antes. Ou seja, pense sempre lá na frente e em como gerenciar seu dinheiro para que, no futuro, você possa manter ou mesmo melhorar seu padrão de vida.

“Para isso, faça um diagnóstico financeiro, crie um orçamento, controle as finanças, estabeleça metas de curto, médio e longo prazo”, diz Henrique Miguel.

2- Calcule as despesas fixas e variáveis

Outra coisa importante é entender onde você está gastando seu dinheiro, dividindo os gastos do dia a dia em fixos e variáveis. Fixos são aqueles que não vão sofrer alteração com o tempo, como um aluguel, enquanto os variáveis podem, como é o caso da conta de luz ou de água.

Mesmo no caso dos variáveis, você consegue ter uma ideia de como eles serão nos próximos meses, analisando os anteriores.

3- Crie uma reserva para emergências

Por fim, é importante ter como meta criar uma reserva de emergência, também chamada de colchão financeiro, para o caso de ter algum imprevisto. Evite usar essa reserva sem que seja uma emergência.

Sobre o valor dessa reserva, isso pode variar. “São muitos fatores a serem analisados. Salário, padrão de vida, tamanho da família, necessidade de estabilidade, por exemplo. Eles podem influenciar a necessidade de se estabelecer uma reserva de emergência maior ou menor”, acrescenta o profissional.

Fonte: Portal IG

 

Como organizar e começar o ano com mais equilíbrio financeiro

Com a chegada de um novo ano, muitos brasileiros aproveitam o momento para rever planos e reorganizar suas prioridades. Entre as resoluções mais comuns está o desejo de colocar as finanças em ordem e iniciar 2026 com mais tranquilidade.

O que muita gente não percebe, no entanto, é que esse processo passa menos por grandes mudanças e mais pela revisão de decisões cotidianas que, acumuladas ao longo do tempo, comprometem o orçamento.

De acordo com Sérgio Batista, gerente de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, instituição focada no público 50+, as dificuldades financeiras nem sempre estão ligadas apenas à renda, mas à forma como o dinheiro é administrado no dia a dia. Pequenas escolhas repetidas ao longo dos meses podem gerar impacto significativo no equilíbrio financeiro das famílias.

“Na prática, muitas pessoas acreditam que precisam de soluções complexas para melhorar a vida financeira, quando, na verdade, rever comportamentos cotidianos já faz uma grande diferença”, afirma Sérgio.

O especialista destaca alguns comportamentos que podem ser repensados para abrir espaço para uma gestão financeira mais consciente no novo ano.

“Um dos principais pontos de atenção é assumir compromissos financeiros sem avaliar o efeito nos meses seguintes. Parcelamentos frequentes e decisões tomadas sem planejamento acabam reduzindo a renda disponível e limitando escolhas futuras. Antes de qualquer contratação, é importante entender como aquele gasto vai impactar o orçamento nos próximos meses. Planejamento é o que garante previsibilidade e tranquilidade”, reforça Batista.

Outro comportamento comum é não acompanhar de perto os próprios gastos. Muitas pessoas sabem quanto ganham, mas não monitoram com clareza para onde o dinheiro vai. “Ter visibilidade das despesas ajuda a identificar excessos e a corrigir rotas rapidamente. Não precisa ser nada sofisticado, o importante é criar o hábito”, explica o gerente.

Também merece atenção o costume de deixar recursos parados sem rendimento. Guardar dinheiro é essencial, mas buscar alternativas seguras que preservem o valor ao longo do tempo contribui para maior proteção financeira, especialmente diante de imprevistos.

O consumo por impulso é outro fator que pesa no orçamento. Compras feitas por emoção ou conveniência tendem a gerar arrependimento e dificultam o planejamento. Para o especialista do Mercantil, pequenas pausas antes de decidir uma compra ajudam a evitar decisões precipitadas e favorecem escolhas mais conscientes.

Por fim, o especialista reforça que mudanças financeiras não dependem apenas de grandes viradas ou aumento de renda. “O equilíbrio financeiro é construído no dia a dia. Ajustes simples, feitos de forma consistente, têm potencial de transformar a relação das pessoas com o dinheiro ao longo do tempo”, conclui Sérgio Batista.

Fonte: Assessoria

Brasil supera marco de 5 milhões de empregos com carteira assinada

Com o desemprego no mais baixo patamar de sua série histórica (5,2%), o Brasil também celebra uma cifra superlativa na geração de empregos com carteira assinada. Segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira, 30 de dezembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país superou o marco de 5 milhões de empregos formais gerados desde janeiro de 2023.

Em novembro de 2025, o saldo positivo foi de 85.864 postos de trabalho, resultado de 1.979.902 contratações e 1.894.038 desligamentos. Com isso, o país chegou a 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior registrado na série histórica do Novo Caged.

ACUMULADO – No acumulado deste ano (janeiro a novembro), são 1,89 milhão de vínculos, com saldos positivos em todos os grandes grupamentos de atividades econômicas avaliadas (Comércio, Serviços, Indústria e Agropecuária). No primeiro ano da atual gestão, em 2023, o saldo foi de 1,455 milhão de empregos formais. Em 2024, 1,678 milhão.

SERVIÇOS – De janeiro a novembro de 2025, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo. O destaque foi o setor de Serviços, com +1.038.470 postos (+4,5%) e especial vitalidade nas atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+409.148), além de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (+317.540).

COMÉRCIO – O Comércio registra saldo positivo no ano de +299.615 postos formais (+2,8%). Os destaques são o Comércio Varejista (+186.268), o Comércio por Atacado (+67.888) e o Comércio de Reparação de Veículos e Motocicletas (+45.459).

INDÚSTRIA – A Indústria acumula saldo de +279.614 novos postos de janeiro a novembro de 2025, com destaque para Fabricação de produtos alimentícios (+71.845), Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (+20.304).

CONSTRUÇÃO – A Construção, por sua vez, gerou +192.176 postos formais de trabalho no ano, com destaque para elevações expressivas nos segmentos de Construção de Edifícios (+79.304), de Serviços Especializados para Construção (+58.051) e Obras de Infraestrutura (+54.821).

AGRO – A Agropecuária também apresenta saldo positivo, de +85.276 postos de trabalho em 2025, com destaque para o Cultivo de Laranja (+14.446), o Serviço de Preparação de Terreno, Cultivo e Colheita (+8.979) e Cultivo de Soja (+8.059).

NOVEMBRO – No recorte específico do mês de novembro, dois dos cinco setores avaliados tiveram saldo positivo: Comércio (78.249) e Serviços (75.131), com predominância de Produtos Alimentícios – Hipermercados e Supermercados (+17.886) e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (+17.362). Registraram saldos negativos a Agropecuária (-16.566), a Construção (-23.804) e a Indústria (-27.135).

ESTADOS – Em novembro, os estados com maiores saldos absolutos foram São Paulo (+31.104), Rio de Janeiro (+19.961) e Pernambuco (+8.996). Nas variações relativas, os destaques foram Paraíba (+0,7%), Amazonas (+0,6%) e Alagoas(+0,6%).

SALÁRIO – O salário médio real de admissão em novembro foi de R$ 2.310,78, praticamente estável em relação a outubro (R$ 2.305,00). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o que desconta mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, o aumento foi de R$ 67,95 (+3,03%).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
 

Procon de Dourados aponta diferença de mais de 440% no preço de mensalidades escolares

A Prefeitura de Dourados, por intermédio do Programa Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), realizou levantamento dos valores das mensalidades escolares para o ano letivo de 2026. A pesquisa foi feita em doze instituições de ensino da cidade, entre os dias 1º e 11 de novembro, e revela grandes disparidades nos preços cobrados em diferentes níveis de ensino. A maior variação foi encontrada no Ensino Fundamental II, com diferença de 444,72% entre o menor valor – R$ 896,94 – e o maior – R$ 3.988,90.

Entre os segmentos avaliados, o Ensino Infantil (Pré I e II) registrou variação de 325,71%, com mensalidades variando entre R$ 798,25 e R$ 2.600,00. No Ensino Fundamental I, a diferença foi ainda mais acentuada, de 430,39%, com valores entre R$ 842,38 (menor preço) e R$ 3.625,51 (maior preço). O Ensino Médio também apresentou ampla discrepância de valores, com uma diferença de 346,37%, oscilando entre R$ 1.209,53 (menor preço) e R$ 4.189,39 (maior preço).

O valor médio das mensalidades escolares, em relação às instituições pesquisadas em novembro de 2025, é de R$ 1.784,38. Na pesquisa realizada em outubro de 2024, o preço médio praticado era de R$ 1.624,38, apresentando, assim, um aumento de 9,85% no preço médio.

O Procon de Dourados reforça a importância de os pais ou responsáveis estarem atentos às informações previstas na Lei Federal nº 9.870/1999, que regulamenta as anuidades escolares e estipula que os valores devem estar baseados na última parcela do ano anterior, ajustados por eventuais variações de custo da instituição a título de pessoal e de custeio. Além disso, a referida lei exige que as escolas divulguem as propostas contratuais e os valores de matrícula com 45 dias de antecedência da data final para matrículas, promovendo maior transparência.

Destaca-se, ainda, a importância de um contrato claro e completo, contendo informações sobre preços, possíveis multas e condições de pagamento. Esse contrato deve ser assinado por ambas as partes, e uma cópia precisa ser mantida pelos responsáveis pelos alunos. E, em caso de inadimplência, é proibida a retenção de documentos escolares ou a suspensão de provas, com o desligamento permitido apenas ao final do ano letivo.

De acordo com o procurador municipal Lenilson Almeida da Silva, chefe da Procuradoria Especializada de Administração do Procon de Dourados, a pesquisa tem como objetivo fornecer informações aos pais e responsáveis para facilitar a escolha da instituição de ensino. “Os dados da pesquisa, porém, não podem ser usados para fins publicitários, reforçando o compromisso com a transparência e a ética na relação entre consumidores e escolas em Dourados”, alerta.

Em caso de dúvidas ou reclamações, o consumidor deve ligar para o número 2222-1539 ou enviar mensagem para o e-mail: procon@dourados.ms.gov.br ou, ainda, registrar através do link: https://procon.dourados.ms.gov.br/index.php?class=ReclamacaoForm

Fonte: Assecom

Petrobras reduz em 4,9% o preço da gasolina para distribuidoras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que vai reduzir em 4,9% o preço da gasolina A vendida às distribuidoras. O novo preço passa a valer a partir desta terça-feira (21).

A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias e é misturado ao etanol pelas distribuidoras, para que possa ser vendido ao consumidor final nos postos de revenda.

Com a redução, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de R$ 2,71 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.

Segunda redução em 2025

Esta é a segunda queda no preço promovida pela estatal em 2025. Em 3 de junho, a Petrobras já havia diminuído o valor em 5,6%. No acumulado do ano, a redução soma R$ 0,31 por litro, recuo de 10,3%.

No comunicado que anunciou a mudança de valores, a empresa cita que, desde dezembro de 2022, a queda no preço da gasolina chega a R$ 0,36 ─ um recuo de 22,4%, já considerando a inflação do período.

O movimento da Petrobras deve representar alívio na inflação do país, uma vez que o combustível é o com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que apura a inflação oficial.

Apesar de a Petrobras ser a maior produtora do combustível no país, o preço da gasolina nas bombas não depende apenas da estatal. Após o produto ser vendido às distribuidoras, sofre influências de outros custos, como o frete, mistura com o etanol, cobrança de impostos e a margem de lucro dos postos.

Diesel – A Petrobras informou que o preço do diesel vendido às distribuidoras não sofrerá alteração. Desde março deste ano, houve três reduções no óleo diesel, e o combustível apresenta recuo de 35,9% desde o fim de 2022.

Fonte: Agência Brasil

 

Dólar cai e fecha aos R$ 5,27 após fala de Trump reduzir temor de novas medidas contra o Brasil

O dólar encerrou a terça-feira em queda firme ante o real, novamente abaixo dos R$5,30, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que se reunirá na próxima semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiando o brasileiro.

Os comentários de Trump, feitos durante discurso na Assembleia Geral da ONU, reduziram o temor no mercado de que os EUA adotem novas medidas econômicas contra o Brasil.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,11%, aos R$5,2787, na menor cotação de encerramento desde 6 de junho do ano passado, quando atingiu R$5,2493. No ano a divisa acumula baixa de 14,57%.

Às 17h03, na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 1,09%, aos R$5,2870.

A participação de Lula na assembleia da ONU era bastante esperada pelos agentes do mercado, que nos últimos dias demonstraram temor de que Trump pudesse adotar mais medidas econômicas contra o Brasil.

Em julho, Trump definiu uma tarifa de 50% para uma série de produtos brasileiros, citando como uma das justificativas o julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

Na segunda-feira, os EUA anunciaram sanções a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.

Em seu discurso na ONU no fim da manhã, Lula disse que a soberania brasileira é inegociável e criticou medidas unilaterais impostas ao país, além dos ataques ao Poder Judiciário brasileiro. Sem citar diretamente os EUA ou Trump, Lula também afirmou que a imposição de sanções arbitrárias está se tornando constante e que os ideais que inspiraram a criação da ONU estão ameaçados.

Trump falou logo depois de Lula e citou o Brasil no fim do discurso. O norte-americano disse que passou por Lula após o brasileiro discursar, acrescentando que ambos se abraçaram e falaram rapidamente.

“Tivemos uma boa conversa e concordamos em nos reunir na semana que vem”, disse Trump. “Ele pareceu ser uma pessoa muito boa.”

Os comentários de Trump trouxeram alívio ao mercado e fizeram o dólar renovar mínimas ante o real, em meio à percepção de que o aceno do norte-americano ao brasileiro reduz as chances de novas medidas contra o Brasil.

“Não interessava o resultado do julgamento de Bolsonaro em si, mas sim o que vinha depois disso. E ao que parece, a partir de agora as negociações com os EUA começam a ser mais sobre economia”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, sobre os efeitos positivos da fala de Trump no câmbio.

Às 14h23 — já após os discursos de Lula e Trump — o dólar à vista atingiu a menor cotação do pregão, de R$5,2775 (-1,13%).

O recuo firme da moeda norte-americana no Brasil ocorreu apesar de, no exterior, o dólar apresentar movimentos mais contidos e sinais mistos ante as demais divisas. Às 17h10, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,11%, a 97,223.

No Brasil, pela manhã a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que, após avaliar os efeitos acumulados do choque de juros, o Banco Central entrou agora em um “novo estágio” da política monetária que prevê taxa Selic em 15% por um longo período, para buscar a meta de inflação.

O diferencial de juros, intensificado pelo corte da taxa nos EUA na semana passada e pela manutenção da Selic em 15%, tem sido citado pelos agentes como um dos motivos para o dólar ter se aproximado recentemente dos R$5,30.

Fonte: Portal Terra

Desemprego cai em 18 estados no 2º trimestre de 2025, diz IBGE

A taxa de desemprego caiu em 18 estados brasileiros no segundo trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nas outras nove unidades da federação (UFs), o índice ficou estável, com oscilações menos expressivas na comparação com o primeiro trimestre do ano.

Tiveram queda na taxa de desemprego: Santa Catarina (SC), Goiás (GO), Espírito Santo (ES), Rio Grande do Sul (RS), Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Ceará (CE), Maranhão (MA), Alagoas (AL), Amapá (AP), Piauí (PI), Paraíba (PB), Minas Gerais (

MG), Pará (PA), Bahia (BA), Amazonas (AM), Rio Grande do Norte (RN)
Tiveram estabilidade: Pernambuco (PE), Distrito Federal (DF), Sergipe (SE), Acre (AC), Roraima (RR), Tocantins (TO), Paraná (PR), Mato Grosso (MT), Rondônia (RO)

As maiores taxas foram de Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%) e as menores, de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%).

Segundo o IBGE, a média geral do desemprego no Brasil foi de 5,8%, o que representa uma queda em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa ficou em 7%. Além disso, o resultado divulgado hoje foi a menor taxa para o período desde que o IBGE começou a calcular o índice, em 2012.

🔎 O IBGE considera desocupadas as pessoas que não têm trabalho, mas estão ativamente procurando uma oportunidade, mesmo critério usado em padrões internacionais.

“O primeiro trimestre mostrou que o mercado conseguia absorver grande parte da mão de obra temporária. Agora, os dados do segundo trimestre confirmam que o mercado continua resistente a pioras, indicando um cenário positivo”, afirma William Araújo, pesquisador do IBGE.

Segundo ele, isso explica o aumento do emprego formal e a redução da informalidade no país.

Menor escolaridade concentra maior taxa de desemprego

A pesquisa do IBGE divulgada nesta sexta-feira também compara os níveis de desemprego segundo gênero, cor ou raça e nível de escolaridade.

Na série histórica, o desemprego foi mais alto entre quem não concluiu o ensino médio, chegando a 22,7% no 2º trimestre de 2021. A taxa de desocupação foi de 4,8% para os homens e 6,9% para as mulheres no segundo trimestre de 2025.

Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional entre os brancos (4,8%) e acima entre pretos (7,0%) e pardos (6,4%).
Entre quem tem nível superior incompleto, a taxa alcançou 5,9%, quase o dobro da observada entre os que concluíram o nível superior (3,2%).

Redução no tempo de busca por emprego

No segundo trimestre de 2025, menos pessoas estavam desempregadas em todas as categorias de tempo que elas levam para procurar trabalho, se comparado ao mesmo período de 2024.

Algumas faixas de tempo registraram os menores números já vistos para um segundo trimestre desde 2012, mostrando melhora histórica no mercado de trabalho.

Fonte: Portal G1

Em meio a febre do morango do amor, procura pela fruta aumenta e preço já subiu 35%

A procura pelo morango aumentou na Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) em meio a febre do morango do amor.

A sobremesa feita com a fruta viralizou nas redes sociais na última semana e, desde então, caiu nas graças do consumidor, com vendas superiores às de datas comemorativas.

Na manhã da quinta-feira passada, a filial da Casa do Morango na Ceasa estima ter vendido aproximadamente 6 mil caixas da fruta.

Conforme o gerente da filial, Fernando Higa, o aumento na procura foi de aproximadamente 50%, superando o que é comercializado em datas comemorativas como o Dia das Mães e a Páscoa.

“Tanto os supermercados, quanto o consumidor final estão vindo procurar aqui, acredito, que por causa do morango do amor. Na semana retrasada já sentimos um aumento, mas não foi tão significativo, mas a partir da semana passada o mercado sentiu bastante a procura, explodiu”, comenta Higa.

São Paulo, estados da Região Sul e, principalmente, Minas Gerais estão entre os principais estados fornecedores de morangos para as empresas da Ceasa de Mato Grosso do Sul. Com a procura em alta, os preços também aumentaram nas regiões produtoras. Consequentemente, os comerciantes também tiveram que repassar esses custos para o consumidor.

Nesta semana, o preço da caixa com quatro bandejas do morango aumentou cerca de 35% em duas das empresas que comercializam a fruta na Ceasa-MS. O produto está custando, em média, R$ 38 nas Centrais.

“É a famosa lei da procura e da oferta. Teve bastante procura no produtor e ele acabou aumentando o preço lá na roça. Isso acaba impactando para nós que vendemos para o comércio”, comenta Higa.

Apesar disso, o Fernando Higa diz que comprar diretamente na Ceasa ainda sai mais barato. A empresa Girelli Comercio de Frutas e Verduras, na Ceasa-MS, viu os estoques de morango zerarem quarta-feira (24), mas novos pedidos já foram feitos. A expectativa é de quenesta semana o fornecimento já esteja a pleno vapor.

Os morangos comercializados na empresa também são produzidos em Minas Gerais e Região Sul do Brasil, explica a vendedora Giselle Tenório. Giselle também atribuiu ao morango do amor o aumento na demanda pela fruta na empresa. “Quem sofre é a maça do amor, que é pioneira, e agora está em desuso”, brinca.

Fonte: Portal do MS

Indústria de suco de laranja pode ter prejuízo de R$ 4,3 Bi com tarifa de 50%

A tarifa de 50% sobre o suco de laranja brasileiro que os Estados Unidos devem aplicar a partir desta quinta-feira, 1º de agosto, pode causar perdas de até US$ 792 milhões por safra, o equivalente a R$ 4,3 bilhões.

O cálculo é da CitrusBR (Associação Nacional das Indústrias Exportadoras de Sucos Cítricos), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O impacto representa um aumento de 456% sobre os impostos pagos na safra 2024/25, que somaram US$ 142,4 milhões. Hoje, o Brasil paga uma tarifa fixa de US$ 415 por tonelada para exportar suco de laranja aos EUA.

Com a nova alíquota de 50%, o setor passará a arcar com uma carga ainda mais pesada, especialmente se a tarifa adicional de 10%, anunciada em abril, não for substituída.

Ainda que os 50% substituam os 10% anteriores, o prejuízo continua expressivo. A CitrusBR estima um impacto de US$ 635 milhões por safra, alta de 345,8% frente à atual carga tarifária.

As exportações brasileiras de suco de laranja têm como principais destinos a Europa e os Estados Unidos, que juntos absorvem mais de 80% das vendas externas do país.  Com base nos resultados da safra encerrada em 30 de junho, os Estados Unidos foram o segundo principal destino do suco de laranja brasileiro, atrás apenas da União Europeia. O país comprou 307.673 toneladas , cerca de 85 milhões de caixas de 40,8 quilos, gerando receita de US$ 1,31 bilhão e representando 41,7% das exportações do setor.

A Europa, tradicionalmente o maior mercado, valoriza especialmente a qualidade e consistência do produto brasileiro, utilizando-o principalmente para o consumo direto após reconstituição.

O mercado americano é estratégico por causa do volume e também pela capacidade de pagar preços diferenciados por qualidade superior. Esse país possui um perfil de consumo diferenciado, com forte demanda por suco de laranja não concentrado e produtos premium.

O peso global dos tributos

Em termos globais, o total de tributos pagos pelo segmento pode saltar de US$ 393,6 milhões para US$ 1,3 bilhão. A conta considera as tarifas cobradas por mercados como União Europeia, Canadá, Japão, China, Reino Unido, Noruega, Suíça e Rússia.

O Brasil ocupa uma posição de absoluto domínio no mercado mundial de suco de laranja concentrado e congelado, controlando aproximadamente 70% das exportações globais do produto.

Esta hegemonia não é recente, mas resultado de décadas de investimento em tecnologia, desenvolvimento de variedades adaptadas ao clima tropical e construção de uma cadeia produtiva integrada que se tornou referência mundial.

Segundo a CitrusBR, não há mercados alternativos com capacidade de absorver o volume que hoje é exportado para os EUA, o que amplia o risco para a cadeia produtiva. Além de EUA e Europa, no grupo dos demais mercados para o suco brasileiro estão Japão, Austrália, Canadá e países do Oriente Médio, que tem representado oportunidades de diversificação e crescimento. A estratégia do setor tem sido expandir a presença em mercados emergentes, reduzindo a dependência dos dois principais destinos tradicionais, mas isso leva tempo de construção de relações.

Fonte: Portal Terra

Tarifaço dos EUA pode encarecer alimentação em bares e restaurantes

A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) avalia que o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, previsto para entrar em vigor no próximo dia 1º, deverá encarecer a alimentação em restaurantes, bares e lanchonetes. 

De acordo com a entidade, o tarifaço exercerá pressão no mercado interno sobre produtos considerados carros-chefes da exportação brasileira, como café, carnes, pescados e suco de laranja. 

“Estes alimentos terão toda a cadeia produtiva impactada. O café, por exemplo, pode perder até 30% da sua produção em exportação, o que acarretaria num aumento de até 6% no preço interno. Num possível cenário de recessão econômica, carnes [bovina e suína] e pescados também deverão ter os preços reajustados ao mercado interno para cobrir custos de produção”, explica a entidade em nota.

A Fhoresp projeta que os impactos nos preços internos aconteçam a médio e a longo prazos sobre o setor de alimentação fora do lar. A estimativa é de um aumento que pode chegar a casa dos 10% no cardápio do brasileiro.

“Temos de colocar todos os cenários à mesa, para que o Brasil entenda o que pode estar por vir, inclusive, um quadro de recessão econômica. No médio e longo prazo, o mercado interno deve sofrer com impactos em toda a cadeia produtiva, sobretudo no agronegócio”, disse o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto. 

Ele disse ver como “catastrófica” a taxação estadunidense.

“Um franco ataque à cadeia do agronegócio brasileiro”, afirmou, defendendo uma ação diplomática e estratégica em defesa dos interesses nacionais.

Fonte: Agência Brasil

Mato Grosso do Sul mira Chile e Egito como mercados alternativos para carne bovina

Após a paralisação das exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul para os Estados Unidos, o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, afirmou que países como Chile e Egito são avaliados como potenciais novos destinos comerciais para a produção local.

Segundo Verruck, o redirecionamento da carne sul-mato-grossense para outros países exige um processo gradual e cuidadoso, que depende da competitividade dos preços. Enquanto isso, a produção nacional segue normalizada.

“O que a gente verifica é que podemos ter um excesso de oferta no mercado interno no curto prazo, tendo uma redução de preços na ponta e, consequentemente, uma redução ao produtor. É extremamente complexo esse momento”

MERCADO INTERNO

Diante da dificuldade em acessar novos mercados internacionais, o governo avalia ampliar a distribuição da carne bovina no mercado interno, incluindo Mato Grosso do Sul e outras regiões do Brasil. Isso pode aumentar a oferta e baixar os preços para o consumidor.

Segundo o economista Aldo Barrigosse, 70% da produção é voltada para o mercado interno, e há espaço para aumentar o consumo de carne bovina no Brasil. “Os cortes de carne enviados ao exterior são diferentes dos consumidos internamente. A indústria procura uma melhor rentabilidade para sua produção. A tendência é um preço menor do que o praticado hoje.”

Tentativa de negociação com os EUA

A paralisação das exportações ocorreu após Trump anunciar uma tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros. Jaime Verruck afirmou que o governo estadual está dialogando com o governo federal para tentar prorrogar a medida e abrir espaço para negociações.

“O 1º de agosto está muito próximo. Nós temos que prorrogar isso e há preocupação com os impactos na cadeia produtiva. Estamos falando de outros produtos também, como açúcar, florestas, celulose, mas o de imediato, o grande impacto de curto prazo realmente é na carne bovina”, destacou Verruck.

Participação de MS nas exportações de carne bovina

Conforme dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC), Mato Grosso do Sul representa hoje 7,3% das exportações brasileiras de carne bovina.

Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo maior destino da carne bovina exportada por Mato Grosso do Sul, com 18,42% do total comercializado, equivalente a US$ 235,5 milhões e 49,6 mil toneladas. A China liderou, com 24,18% das exportações, somando US$ 309 milhões e 66 mil toneladas.

No primeiro semestre de 2025, os Estados Unidos mantiveram a posição como segundo maior destino da carne bovina exportada por Mato Grosso do Sul, com US$ 235,5 milhões e 49,6 mil toneladas embarcadas. Isso representou 9,21% do valor total e 8,78% do volume físico exportado. A China manteve a liderança, com US$ 309 milhões (12,09%) e 66 mil toneladas (11,71%).

Fonte: Portal G1

Agronegócio teme perda de safras e apoia negociação do governo com EUA

Representantes do setor agropecuário reuniram-se ontem (15) com ministros e secretários do governo federal para debater a decisão do Estados Unidos de taxar os produtos brasileiros em 50%. Durante o encontro, eles manifestaram apoio e confiança nos esforços do governo em reverter a decisão, mas apresentaram um panorama preocupante de perdas caso o tarifaço se consolide a partir do dia 1º de agosto.

A reunião em Brasília foi liderada pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e também contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Entre os setores produtivos presentes estavam a pesca, pecuária, frutas e café. Mais cedo, Alckmin esteve à frente da reunião com empresários do setor industrial.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Roberto Perosa, garantiu que a taxa imposta pelos EUA tornaria inviável a exportação de carne bovina para o país. De acordo com ele, diversos frigoríficos já suspenderam a produção, mas cerca de 30 mil toneladas estão neste momento em portos ou embarcadas com destino ao território norte-americano.

“Nossa sugestão de imediato é a prorrogação do início da taxação. Existem contratos em andamento. Precisamos de prorrogação ou retorno à situação anterior. O setor já é taxado em cerca de 36%. Esse 50% seriam inviáveis para a exportação”, destacou Perosa. 

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, relatou o clima de pânico entre os produtores de manga.

Segundo ele, a safra foi planejada há seis meses e já foram contratados 2,5 mil contêineres para o transporte das exportações encomendadas pelos Estados Unidos. Coelho defendeu que os alimentos sejam deixados de fora do tarifaço.

“Quero aqui parabenizar a iniciativa rápida do vice-presidente Geraldo Alckmin, do governo brasileiro, do ministro Fávaro. Uma hora dessa não podemos pegar essa manga e jogar na Europa. Não tem logística para isso”, explicou o presidente da Abrafrutas.

“Não podemos colocar essa manga no Brasil porque vai colapsar o mercado. Urge uma definição, urge o consenso, a flexibilidade, um pensamento global, para não ter que deixar a fruta no pé, o desemprego em massa.”

Laranja e café

Os produtores de laranja também apresentaram ao governo as preocupações do setor, que tem 40% das suas exportações com os EUA como destino. Pelos cálculos do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, 70% do suco de laranja importado pelos norte-americanos são de origem brasileira.

“Ainda tem tempo para negociação. Temos confiança de que o governo vai alcançar um bom resultado. Precisamos de diálogo, negociação e pragmatismo”, ressaltou Netto.

As associações do setor de café também participaram da reunião com o governo federal. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Marcio Ferreira, disse que 33% de todo o café consumido nos EUA é produzido no Brasil.

“O café brasileiro é o mais competitivo. Traz o corpo e a doçura que o café de outras origens não tem. O consumidor está satisfeito e feliz com o café do Brasil”, descreveu Ferreira. “Agradecemos ao governo por tudo que tem feito no Brasil e no exterior, inclusive para abertura de mercados. Vamos achar uma solução e ela será benéfica para todos.”

Fonte: Agência Brasil

Produtores brasileiros começam a sentir efeitos da taxação dos EUA

Produtores brasileiros aguardam reuniões e medidas do governo brasileiro para reverter ou mesmo minimizar a taxação anunciada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano a partir do dia 1º de agosto. Para alguns setores, o momento é de apreensão e espera, para outros, os impactos já começaram a ser sentidos.

O setor de pescados é um dos que foram imediatamente impactados. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), pelo menos 58 contêineres com 1.160 toneladas de pescados que seriam destinadas aos Estados Unidos perderam os compradores e terão que retornar aos produtores.

“Os embarques que seriam feitos agora chegam em agosto. Pelo timing aí do translado dos contêineres eles já chegariam sob essa nova tarifa. Então, os compradores de lá suspenderam as compras, suspenderam os embarques”, disse o diretor executivo da Abipesca, Jairo Gund.

Segundo Gund, os EUA respondem por 70% do mercado externo brasileiros de pescado. Somente de tilápia, o país é o destino de 90% do produto. Os contêiners que tiveram as compras canceladas eram de congelados. O mercado de produtos frescos, feito por avião, segue normalmente.

Os mais impactados são os produtores mais vulneráveis, afirmou Gund.

“O principal item de exportação é a lagosta. A lagosta é vista como um produto de gente rica, mas quem produz é gente pobre. É peça artesanal. Então, o impacto nesse público é direto. Quem vai sofrer não é que quem vai comer lagosta, vai sofrer quem produz. Quem produz são pessoas de baixa condição social, geralmente de comunidades tradicionais”, ressaltou.

A Abipesca está entre as entidades que se reunirão nesta terça-feira (15) com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin.

A principal demanda será pelo menos adiar a taxação para o setor em 90 dias, para que a produção já contratada possa ser escoada. Além disso, os produtores pedirão que se discuta a exclusão dos pescados das tarifas, uma vez que o Brasil representa menos de 1% da importação americana dos itens, acrescentou a Abipesca.

“A gente está no meio da safra das principais espécies. E com contratos andando”, informou a associação. “Que a gente consiga, sensibilizar o governo americano de tirar o pescado, pelo menos. Porque a gente representa menos de 1% de todo o abastecimento americano, de tudo o que eles importam. É pouco para eles, mas muito para nós.”

GOVERNO

Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, para adoção de medidas de proteção da economia brasileira. O grupo será criado por meio do decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica (Lei 15.122/25) e terá o objetivo de ouvir os setores empresariais para detectar as implicações do anúncio feito Trump de impor tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir do dia 1º de agosto.

A primeira reunião do comitê será realizada nesta terça-feira (15), às 10h, com setores da indústria. Também amanhã, o comitê fará sua segunda reunião com representantes do agronegócio.

Até esta terça, deverá ser publicado o decreto de regulamentação da Lei de Reciprocidade Econômica. Sancionada em abril, a lei estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual, em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

Fonte: Agência Brasil