quinta-feira, 19 de março de 2026

Educação midiática nas escolas é urgente, afirmam especialistas

Em meio ao avanço da desinformação, à proliferação de conteúdos manipulados por inteligência artificial e ao uso indiscriminado de dispositivos digitais por crianças e adolescentes, a discussão sobre a educação midiática ganha urgência nas escolas brasileiras.

O Projeto de Lei 1.010/2025, em tramitação no Congresso Nacional, reforça a necessidade de regulamentar e estruturar o uso de tecnologias no ambiente escolar; enquanto a publicação da Resolução CNE/CEB nº 2, de 21 de março de 2025, tornou obrigatória, em toda a educação básica, a integração curricular da educação digital e midiática e estabeleceu diretrizes nacionais para o uso de dispositivos digitais nas escolas.

O cenário internacional e nacional reforça a urgência do tema. O Fórum Econômico Mundial apontou a desinformação e os conteúdos alterados por inteligência artificial como o segundo maior risco global, atrás apenas dos eventos climáticos extremos.

No Brasil, o desafio é ainda mais evidente: o país ficou em último lugar em um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre a capacidade de identificar conteúdos falsos na internet, o “Questionário da Verdade”, realizado em 21 países.

Os dados de consumo de informação ajudam a dimensionar o problema. Segundo a Pesquisa de Percepção Pública da Ciência, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), 73% dos brasileiros buscam informações sobre ciência, tecnologia, saúde e meio ambiente nas redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

Ao mesmo tempo, 50,8% afirmam se deparar frequentemente com notícias que lhes parecem falsas. Em 2025, as redes sociais concentraram 78% dos anúncios, perfis e páginas fraudulentas identificados no país, de acordo com levantamento da Serasa Experian, que registrou mais de 37 mil tentativas de golpe digital ao longo do ano.

Proibir não resolve o problema

Diversos países ao redor do mundo discutem ou já aprovaram restrições ao acesso de menores às redes sociais, diante de preocupações com saúde mental, segurança e exposição à desinformação.

A partir desta terça-feira, 17 de março, começa a vigorar no Brasil a Lei 15.211/2025, chamada de “ECA digital”, que entre outros pontos, determina que contas de crianças e adolescentes de até 16 anos em redes sociais deverão ser vinculadas às contas de responsáveis, e proíbe a “autodeclaração” para acesso a conteúdo impróprio para menores em sites e plataformas.

Desde 2025, a restrição do uso de celulares nas escolas brasileiras passou a ser adotada como estratégia para reduzir distrações, melhorar a concentração e enfrentar problemas como cyberbullying e exposição excessiva às telas.

Na opinião de Audrey Taguti, diretora geral e pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP), a medida tem contribuído para reorganizar o ambiente escolar e recuperar o foco pedagógico, mas a proibição, isoladamente, não responde à complexidade do cenário digital.

“Limitar o acesso precisa vir acompanhado de formação. Regular é importante, mas educar é fundamental. Não basta tirar o celular da mão do aluno dentro da escola se ele continua exposto a conteúdos manipulados fora dela. Precisamos ensinar como analisar, questionar e usar a tecnologia com responsabilidade”, afirma.

Escola é base para o desenvolvimento do senso crítico

É no ambiente escolar que crianças e adolescentes encontram espaço estruturado para aprender a diferenciar informação de opinião, identificar fontes confiáveis e compreender como circulam as notícias nas plataformas digitais. A escola, por reunir diversidade de ideias, mediação pedagógica e convivência coletiva, torna-se o ambiente mais adequado para o desenvolvimento do pensamento crítico.

Para Rodrigo Cunha, professor de Computer Science e Digital Literacy da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), a formação midiática precisa começar cedo.

“Embora essa geração seja frequentemente chamada de ‘nativa digital’, diversos estudos já demonstraram que familiaridade com tecnologia não significa, necessariamente, letramento digital. Saber usar aplicativos ou navegar nas redes não equivale a compreender criticamente como a informação circula, como algoritmos influenciam o que vemos ou como conteúdos podem ser manipulados.”

Segundo Cunha, os estudantes já chegam conectados, consumindo vídeos curtos, memes e conteúdos virais diariamente, mas precisam aprender a transformar esse consumo em reflexão estruturada. “A escola tem o papel de orientar essa transição. Trabalhamos não apenas para limitar distrações, mas para canalizar o foco para atividades digitais que produzam benefícios reais e aprendizados transferíveis para outras áreas do conhecimento.”

Rodrigo afirma que o objetivo vai além do uso técnico das ferramentas. “É fundamental desenvolver postura, segurança e responsabilidade no uso das plataformas, especialmente em um contexto de abundância de dados e conteúdos gerados por inteligência artificial. Precisamos ensinar como analisar fontes, identificar vieses, compreender o funcionamento dos algoritmos e usar a tecnologia com intenção, consciência e ética.”

Fonte: Assessoria

Inscrições para 12 mil bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas começam nesta sexta

O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Educação (MEC), inicia nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, o período de cadastramento de currículo e inscrição para participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026, que integra o programa Mais Professores para o Brasil.

Estudantes elegíveis devem se cadastrar na primeira chamada até 20 de março, exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A Capes disponibiliza um tutorial orientando os estudantes sobre a etapa necessária para fazer parte do programa federal. Para esta edição, o MEC concede até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos no Edital nº 2/2026. Estudantes que não conseguirem completar o cadastro podem participar das chamadas seguintes, que ocorrem todos os meses até dezembro de 2026.

A aprovação das inscrições dos candidatos ocorre até o dia 20 de cada mês do ano. O pagamento das bolsas será realizado até o quinto dia útil do mês seguinte ao cadastramento do bolsista pela instituição de ensino no sistema da Capes.

REQUISITOS NECESSÁRIOS – São elegíveis ao Pé-de-Meia Licenciaturas candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos programas do MEC: Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) — nesta ordem de prioridade.

VALOR DA BOLSA – A iniciativa concede uma bolsa mensal de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente. Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.

CADASTRO ONLINE – Para participar, o primeiro passo é acessar a plataforma de inscrição e cadastrar ou atualizar o currículo. Em seguida, é necessário preencher o Termo de Ciência e Concordância e fazer a pré-inscrição no programa. Por fim, candidatos devem informar a matrícula na instituição de ensino em que foram aprovados. Caso não tenham realizado a matrícula ainda, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) pode ser utilizado até que se cumpra esta etapa.

ATENÇÃO – Conforme o edital da seleção, o cadastro não assegura a concessão da bolsa. A confirmação será realizada após a publicação do resultado final, o que deverá ocorrer até o dia 20 de cada mês, a partir de março de 2026. As vagas serão preenchidas prioritariamente pelos ingressantes dos cursos oferecidos por meio do Sisu.

INCENTIVO À DOCÊNCIA – O Pé-de-Meia Licenciaturas é um dos eixos do programa Mais Professores para o Brasil. A bolsa foi criada para incentivar a formação de novos professores e melhorar a qualidade desses cursos. O programa pagará, do início ao fim do curso, o valor mensal de R$ 1.050 para os estudantes aprovados em cursos presenciais de licenciatura que se cadastrarem para a bolsa e forem aprovados.
As bolsas serão pagas pelo MEC, por meio da Capes, e o benefício será válido para novas matrículas em cursos de licenciatura. Para fazer parte do Pé-de-Meia Licenciaturas, é preciso, ainda, cumprir as exigências do Edital nº 1/2025 da Capes, além das regras do Sisu, Prouni ou Fies.

MAIS PROFESSORES – Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil foi construído em reconhecimento ao papel central dos docentes no processo de aprendizagem dos estudantes e no sucesso das políticas educacionais. A iniciativa visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, proporcionando-lhes recursos e oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo.

OUTRAS INICIATIVAS – Além do Pé-de-Meia Licenciaturas, o programa prevê as seguintes iniciativas: Bolsa Mais Professores, Prova Nacional Docente, Portal de Formação e ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios. O programa visa atender 2,3 milhões de docentes em todo o país.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

 

Oito dicas para ajudar o seu filho nos estudos durante o ano letivo

A participação da família na rotina escolar é um dos fatores que mais impactam o aprendizado das crianças ao longo do ano letivo. Contudo, entre o trabalho, compromissos, cuidados com a casa e consigo próprios, acompanhar os estudos dos filhos pode parecer um desafio constante para muitos pais e responsáveis.

Mas segundo especialistas, é muito importante este acompanhamento, tanto para os responsáveis sempre estarem atualizados quanto a evolução do processo de aprendizagem de seus filhos, como para os estudantes se sentirem apoiados por seus pais.

Ao longo do ano letivo, o envolvimento da família, aliado a expectativas realistas e a um ambiente de apoio, contribui para formar estudantes mais confiantes, organizados e preparados para os desafios acadêmicos e pessoais, seja dentro ou fora da sala de aula.

Para orientar pais e responsáveis, quatro educadores reuniram, a seguir, oito dicas práticas que ajudam a fomentar nos alunos uma relação mais saudável com os estudos, fortalecendo a autonomia, o interesse pelo aprendizado e o vínculo entre família e escola.

1. Estabeleça rotinas claras

Defina horários previsíveis para a criança e o adolescente estudar, se alimentar, descansar, brincar e realizar seus hobbies. Isso ajuda o estudante a se organizar e se sentir mais seguro “Rotina não é rigidez, é cuidado. Quando a criança sabe o que esperar do dia, ela consegue se concentrar melhor e administrar seu tempo com mais tranquilidade”, explica Marcelo Freitas, orientador educacional do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP).

2. Ajude seu filho a se organizar e planejar os estudos

Apoiar a criação de um cronograma, definindo metas alcançáveis e pensando em estratégias para cada disciplina – desde aquelas que o estudante tem mais facilidade, até as difíceis que requerem mais dedicação – contribui para o desenvolvimento da autonomia. “O papel da família é ensinar a criança a planejar, e não planejar por ela. Mostrar como dividir tarefas e estabelecer prioridades é um aprendizado que vai além da escola e que fará diferença na vida do adulto”, diz Freitas.

3. Ofereça um ambiente de estudos e diferentes formas de aprender

Um espaço adequado – como um quarto, escritório ou cantinho apropriado – organizado, iluminado, silencioso e sem distrações, favorece a concentração durante os estudos. Além disso, o aprendizado não está obrigatoriamente apenas nos livros. “Filmes, leituras, visitas a museus e até viagens ampliam o repertório cultural e tornam o aprendizado mais significativo. A criança aprende quando consegue relacionar o conteúdo com o mundo real”, afirma Maria Eugênia D’Elia, orientadora educacional do colégio Progresso Bilíngue Taquaral, de Campinas (SP).

4. Participe da rotina escolar e mantenha diálogo com a escola

Estar presente em reuniões, acompanhar comunicados e manter um canal aberto com a equipe pedagógica fortalece o processo educativo. “Família e escola precisam caminhar juntas. Quando há troca, alinhamento e confiança, a criança percebe que existe uma rede de apoio em torno dela”, explica acrescenta Maria Eugênia.

5. Evite estudar pelo aluno

Fazer a lição de casa ou resolver atividades no lugar da criança pode parecer ajuda, mas compromete o aprendizado. “Quando o adulto interfere demais no processo de criação do conhecimento, tira da criança a chance de pensar, testar e aprender com os próprios erros”, recomenda Isis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP).

6. Não cobre perfeição nem sobrecarregue o estudante

O excesso de cobranças pode gerar ansiedade e insegurança, causando no indivíduo uma aversão ao conhecimento. “O aprendizado é um caminho, não uma corrida. Respeitar o ritmo da criança é essencial para que ela desenvolva uma relação positiva com os estudos. Colocar pressão tem um efeito negativo e nunca é recomendado”, acrescenta Isis.

7. Ofereça suporte emocional

Mais do que acompanhar as notas, é fundamental que as famílias ofereçam escuta ativa e acolhimento às frustrações e validem sentimentos. “Quando o estudante se sente emocionalmente seguro, ele aprende melhor. O apoio emocional, na escola e em casa, é tão importante quanto qualquer conteúdo curricular. Acreditamos no impacto positivo que o suporte emocional tem no processo de ensino-aprendizagem”, opina a coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville – EIA, de Barueri (SP), Juliana Nico.

8. Reconheça e celebre as conquistas

Valorizar o esforço e as pequenas vitórias fortalece a autoestima e a motivação. “O reconhecimento não precisa estar ligado apenas a resultados. Celebrar o empenho e a evolução diária ajuda a criança a perceber que aprender vale a pena. Mas é importante que esse reconhecimento esteja baseado em valores e não em recompensas materiais”, conclui Juliana.

Fonte: Assessoria da International Schools Partnership – ISP

Prouni 2026: Inscrições para o 1º semestre começam nesta segunda

Começam nesta segunda-feira (26) as inscrições do processo seletivo para o primeiro semestre de 2026 do Programa Universidade para Todos (Prouni). O processo é gratuito e deve ser feito exclusivamente pela internet, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, até a próxima quinta-feira (29).

Para se inscrever no processo seletivo é necessário que o estudante tenha completado o ensino médio; participado de edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 e/ou 2025; obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a prova da redação do Enem.

O edital do Prouni também veda a inscrição para quem declarou ter participado do Enem na condição de treineiro ou para autoavaliação, antes de concluir o ensino médio. Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será utilizada a edição do Enem em que o estudante obteve a melhor média.

Ainda de acordo com o Ministério da Educação, os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

– Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;

– Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;

– Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral da respectiva instituição;

– Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição;

– Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;

– Ser uma pessoa com deficiência na forma prevista na legislação;

– Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Nesse último caso, não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos.

No momento da inscrição, o candidato deve optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas à implementação de políticas afirmativas referentes a pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

“No caso da escolha das bolsas integrais, é necessário que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de 1,5 salário mínimo. Já para escolher bolsas parciais, é preciso que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de 3 salários mínimos”, destacou a pasta.

Fonte: Agência Brasil

Período de efetivação das matrículas começa hoje no Estado

A partir desta segunda (05) os estudantes designados para as 352 unidades escolares da REE (Rede Estadual de Ensino) podem realizar a efetivação das matrículas.

A etapa faz parte do calendário da Matrícula Digital 2026 e pode ser feita de forma virtual, pelo portal www.matriculadigital.ms.gov.br ou de forma presencial nas escolas designadas, até sexta-feira (09.01).

A semana também marca a abertura da segunda etapa de pré-matrículas na Rede Estadual, para aqueles que não conseguiram preencher os dados dentro do prazo previsto na primeira etapa. Entre os dias 05 e 09 de janeiro os interessados poderão acessar o portal da Matrícula Digital para garantir as vagas de forma 100% virtual.

“Neste período, para efetivação das matrículas e preenchimento dos formulários para a pré-matrícula, os pais e responsáveis podem realizar todo o processo de modo online. Se necessário, é possível entrar em contato por telefone ou ir até a unidade escolar de forma presencial. Importante reforçar que não há necessidade de formar filas, uma vez que as etapas podem ser realizadas virtualmente e nossas escolas estão prontas para dar agilidade aos atendimentos para aqueles que não puderem preencher os dados via internet”, disse o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

ATENDIMENTO

Em caso de eventuais dúvidas, o contato por telefone é pelo número 0800-647-0028 (telefone fixo) ou 3314-1212 (telefone celular). No endereço virtual da Matrícula Digital a SED também disponibiliza outros números para contato.

Para o atendimento presencial, em Campo Grande, o local é a Central de Matrículas, localizada na rua Joaquim Murtinho, 2612 – Itanhangá Park. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

Para o atendimento presencial nas demais regiões do Estado, os interessados também podem procurar pela unidade escolar da Rede Estadual de Ensino mais próxima.

VOLTA ÀS AULAS

Conforme calendário escolar, disponível para consulta no site da SED, o retorno dos profissionais da Rede Estadual de Ensino será no dia 02 de fevereiro, para o período de Jornada Formativa.

O retorno dos estudantes, para o início das aulas, será no dia 09 de fevereiro.

Fonte: Portal do MS

Calendário do Estado terá 223 dias de atividades e prevê início das aulas em 9 de fevereiro

A SED (Secretaria de Estado de Educação) publicou a resolução que define a organização do ano escolar, do ano letivo e o Calendário Escolar das unidades da REE/MS (Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul) para o exercício de 2026. O documento estabelece as datas, diretrizes e procedimentos que devem ser seguidos por todas as escolas, garantindo o cumprimento da legislação e a continuidade pedagógica ao longo do ano.

Ao todo, o ano escolar de 2026 terá 223 dias, com início em 2 de fevereiro, data destinada à confirmação de lotação e apresentação dos professores. O ano letivo, composto por 200 dias de efetivo trabalho escolar, começa oficialmente em 3 de fevereiro, enquanto as aulas serão retomadas em 9 de fevereiro.

O recesso escolar está previsto para o período de 17 a 31 de julho, e o ano escolar será encerrado em 18 de dezembro, após a realização dos exames finais (10, 11 e de 14 a 16 de dezembro) e do Conselho de Classe Final, programado para o dia 17.

A Resolução também detalha a estrutura das APC (Atividades Pedagógicas Complementares), que poderão compor até 10% dos dias letivos, e da Jornada Formativa (JF), distribuída ao longo dos quatro bimestres como ação de formação continuada para os profissionais da educação. Essas atividades integram o planejamento pedagógico e são parte fundamental da organização curricular.

O Calendário prevê ainda datas específicas para avaliações bimestrais, funcionamento do programa RAV (Recuperar para Avançar), realização do Pré-Conselho, encontros da Família & Escola — obrigatoriamente aos sábados —, além das orientações para reposições em caso de interrupções das aulas.

Cada unidade escolar deverá adequar o Calendário Escolar às suas especificidades, respeitando integralmente as normas da Resolução. O documento também reforça procedimentos para validação, registro e acompanhamento do calendário por meio do Sistema Papel Zero e do SGDE (Sistema de Gestão de Dados Escolares).

Fonte: Portal do MS

Meu filho ficou de recuperação, e agora?

Fim de ano é tempo de festas, férias e descanso, mas também daquele momento em que muitos pais abrem o boletim escolar com o coração acelerado. E quando as notas do estudante não saem como planejado, a “recuperação” costuma vir acompanhada de ansiedade e tensão para muitas famílias, com a alegria dando lugar à preocupação.

Apesar do susto inicial, especialistas em educação afirmam que o período não precisa virar um drama familiar, e pode até se transformar em uma boa oportunidade de aprendizado e organização para o próximo ano, desde que seja conduzido com acolhimento, diálogo e foco no aprendizado, e não apenas nas notas.

A maior pressão, muitas vezes, começa em casa

Embora muitos pais imaginem que a cobrança vem principalmente da escola, são as expectativas familiares que frequentemente pesam mais sobre crianças e adolescentes. Comentários como “você não pode decepcionar”, comparações com irmãos que “sempre tiram boas notas” ou a crença de que “aluno esforçado não fica de recuperação” criam um ambiente de tensão que pode afetar diretamente o desempenho.

“Para muitos jovens, essa pressão se manifesta em ansiedade, dificuldade de concentração, irritabilidade e até sintomas físicos, como dor de cabeça, dor de barriga, insônia e queda de imunidade, sinais do corpo respondendo ao estresse”, diz afirma Ana Claudia Favano, especialista em Psicologia Positiva.

Ela afirma que o mais importante nesses casos é reduzir o peso emocional dentro de casa. “Quando a família oferece segurança, escuta e compreensão, o jovem sente menos medo de errar e mais disposição para participar ativamente do processo de recuperação”, completa.

Nota não é tudo

Embora o sistema educacional tradicional se apoie sobretudo em provas, médias e boletins, esses indicadores, apesar de importantes, não esgotam a compreensão sobre o percurso de aprendizagem de um estudante. A nota tem um papel relevante: ela posiciona, orienta próximos passos e evidencia conquistas, mas representa apenas uma parte do processo.

Na opinião de Fatima Lopes, diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), um desempenho abaixo do esperado pode ter diferentes origens: desde uma dificuldade pontual em determinado conteúdo até questões de organização, períodos de maior ansiedade, ou mudanças na rotina familiar.

“Não existe aprendizagem profunda sem envolvimento emocional e experiências significativas. Por isso, avaliamos para orientar, fortalecer e apoiar, não para rotular. O boletim é um instrumento valioso, mas ganha sentido real quando analisado em conjunto com o processo vivido pelo aluno: seus avanços, suas estratégias, suas dificuldades e suas potências. Esses elementos são essenciais para entendermos o estudante como um todo e garantirmos percursos de aprendizagem consistentes”, diz.

“A avaliação é um retrato, não um rótulo”, acrescenta Fátima Lopes. “Quando a família amplia o olhar e considera tanto a nota quanto o processo que levou até ela, consegue apoiar melhor o estudante, promovendo segurança, autonomia e crescimento.”
 

O que não fazer com seu filho de recuperação – Diante da recuperação, é comum que alguns pais tenham reações impulsivas que acabam prejudicando ainda mais o estudante. Piadas, apelidos, ironias e comparações com colegas ou irmãos reforçam a vergonha e podem criar uma barreira emocional entre a criança e os estudos. Ameaças como tirar o celular, mudar o aluno de escola no ano seguinte, cancelar as férias ou cortar atividades também não ajudam, ao contrário, geram medo e desmotivação. Além disso, frases generalistas como “você nunca aprende” ou “eu sabia que isso ia acontecer” criam rótulos que impactam a autoestima e dificultam a superação das dificuldades.

“Desde o início do ano letivo, a família deve criar um plano de estudos e estar atenta à evolução do aprendizado do filho, auxiliando-o a estabelecer metas realistas e alcançáveis. Além disso, manter uma parceria com a escola e celebrar o sucesso e avanço de cada processo é fundamental para que a internalização do aprendizado seja significativa”, afirma Audrey Taguti, diretora pedagógica e geral do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). “Cada indivíduo é uma personalidade única e não deve ser comparado com outra pessoa. Projetar no aluno características que ele não possui também não é saudável. Valorizar as habilidades de cada um pode ser a chave do sucesso para que o aluno acredite que é capaz”, acrescenta.

Ensinamentos para evitar uma recuperação no ano que vem – A recuperação não precisa e não deve se repetir. Ela serve justamente como termômetro para ajustar comportamentos e estratégias para o ciclo seguinte. Isso inclui identificar lacunas de conteúdo, organizar uma rotina de estudo ao longo do ano, acompanhar mais de perto as tarefas e avaliações, e manter diálogo constante com professores para entender dificuldades assim que surgem.

“A principal mensagem é que o processo importa mais que o resultado final: quando o aluno aprende a se organizar, a pedir ajuda e a lidar com as próprias dificuldades, as notas passam a ser consequência”, diz Lívia Martins, diretora pedagógica dos colégios Progresso Bilíngue, com unidades no interior e litoral de SP. Para isso, os pais devem incentivar os filhos a criar hábitos como revisar conteúdos semanalmente, registrar dúvidas em um caderno, dividir matérias em blocos menores e aprender técnicas de estudo (resumos, mapas mentais, exercícios), acompanhando o processo junto do estudante.

Fonte: Assessoria

Prefeitura de Dourados prepara processo seletivo para agente de atividade educacional

A Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), abre dia 8 de dezembro as inscrições ao processo seletivo para agente de atividade educacional, com a seleção tendo validade por um ano, contado da publicação do resultado e será realizado em etapa única. Não haverá taxa de inscrição.

A jornada de trabalho será de trinta horas semanais, podendo ocorrer durante os turnos diurno e/ou noturno, condicionada à conveniência e necessidade das unidades de ensino. Os candidatos deverão optar, no momento da inscrição, por concorrer às vagas nas unidades de ensino do Campo (Distritos e Zona Rural), Urbanas ou Indígenas, sendo permitida somente uma opção.

O processo seletivo será classificatório. Os candidatos serão classificados em ordem decrescente pela pontuação da prova de títulos. Os candidatos classificados serão convocados para contratação temporária de acordo com a oportunidade de vagas e conforme conveniência e oportunidade da Secretaria Municipal de Educação, devendo apresentar documentação exigida pela unidade escolar designada.

As inscrições poderão ser feitas de 08 a 14 de dezembro,  exclusivamente por meio eletrônico, disponível no site www.selecao.semed.dourados.ms.gov.br .

Os agentes de atividade educacional selecionados vão apoiar os professores em atividades pedagógicas e administrativas, cuidar do bem-estar dos alunos e manter o ambiente escolar seguro e organizado. Trata-se, portanto, de um cargo que desempenha papel fundamental para garantir a boa convivência educacional e um ponto focal importante com contato direto com o público escolar.

Confira as atribuições do agente de atividade educacional: prestar atendimento presencial e telefônico; fazer a recepção dos alunos no transporte escolar; cuidar da entrada e saída de estudantes no espaço; assistir estudantes durante atividades pedagógicas; acompanhar estudantes quando precisarem de suporte de primeiros socorros; estabelecer comunicação de ocorrências aos pais e/ou responsáveis; fazer registro em ata; receber, encaminhar e despachar correspondências.

Também são atribuições do agente de atividade educacional: acompanhar estudantes em estágios; acompanhar estudantes em tarefas extracurriculares; classificar e catalogar recursos audiovisuais; controlar a entrada e saída de equipamentos; instalar recursos audiovisuais nas salas de aulas ou em outros espaços quando solicitado; prestar orientação sobre os hábitos de preservação e manutenção de materiais pedagógicos e do ambiente pedagógico; auxiliar professoras e professores na manutenção da ordem e disciplina; manter o ambiente acadêmico em ordem; cuidar da conservação, manutenção e limpeza de equipamentos.

Fonte: Assecom

De Beyoncé a IA: veja desafios de professores para manter atenção de alunos durante aulas

O ritmo é de Halo, música da cantora norte-americana Beyoncé – acompanhada por uma batucada de funk improvisada com as mãos batendo nas mesas e cadeiras.

Mas a letra ensina uma das fórmulas matemáticas mais marcantes que se aprende na escola: x é igual a menos b mais ou menos raiz de b ao quadrado menos quatro ac dividido por dois a. Uma sopa de letrinhas criada pelo matemático e astrônomo indiano Bhaskara para resolver equações de segundo grau.

Seria bem mais difícil sem Beyoncé e o professor de matemática Marcos Nunes, do Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, na zona oeste do Rio de Janeiro, sabe disso.

“Eu vou dando a aula normal, aí coloco a música da Beyoncé para tocar, mas não falo nada. Depois, vou cantando a música junto com a fórmula. Eles se motivam, ficam rindo e aprendem. Assim, conseguem gravar algumas coisas. Eu procuro tornar a aula mais dinâmica possível”, diz.

Nunes não está sozinho nesse desafio de chamar a atenção dos estudantes e fazer com que se motivem com os conteúdos ensinados. No Brasil, os professores gastam, em média, 21% do tempo de aula para manter a ordem em sala. Ou seja, a cada cinco horas de aula, uma hora inteira é dedicada apenas a pedir a concentração dos alunos.

Além disso, quase metade dos professores brasileiros (44%) relata que é bastante interrompida pelos estudantes. Os dados foram divulgados na semana passada, na Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) 2024, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

IA na sala de aula

A tecnologia é objeto de estudo nas aulas da professora de inteligência artificial (IA) no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Paulo Freire, em Guaribas (PI), Amanda de Sousa. Desde o ano passado, ela faz parte do programa Piauí Inteligência Artificial, do governo do estado que, por meio da Secretaria da Educação (Seduc), leva a disciplina de IA às escolas da rede.

Guaribas (PI) já foi considerada uma das cidades mais pobres do Brasil e a primeira a receber o Programa Fome Zero em 2003. O cenário foi mudando, de 2002 a 2013, a desnutrição caiu 82%. Sousa faz questão de explicar o contexto da cidade e a importância que o município dá para políticas públicas.

Por isso, quando teve a oportunidade de participar da formação para dar aulas de IA, a professora formada em biologia não pensou duas vezes. Além de ver uma possibilidade de melhorar a renda aumentando a jornada na escola, ela tinha muita curiosidade sobre o assunto, que conhecia pouco.

No começo estava insegura, mas foi aprendendo cada vez mais e fez até pós-graduação no assunto. Descobriu que por mais que sejam nativos digitais, os próprios estudantes não dominam plenamente as ferramentas de IA e que a escola pode ajudá-los a ter mais autonomia.

“Eu percebia que eles, às vezes, não prestavam tanta atenção nas aulas, mas, mais ou menos um mês depois, eles começaram a despertar interesse e vejo um avanço hoje em relação, por exemplo, à maturidade deles de utilizar a IA de forma coerente para ajudar nas pesquisas, nos trabalhos. A gente sempre foca também no uso ético da IA na sala de aula”, afirma.

Mais atenção e respeito

Nas escolas indígenas Paiter Surui, em Cacoal (RO), o desafio é manter o interesse dos estudantes do ensino médio, de acordo com a coordenadora das escolas, Elisângela Dell-Armelina Surui. “Os alunos do 1º ao 6º ano do ensino fundamental adoram aula. Não precisa nem pedir para vir. Eles já chegam primeiro que o professor na escola. Mas ali, na fase da adolescência, já começa a ter que incentivar mais as aulas”, diz.

Surui conta que muitos jovens querem continuar os estudos em escolas rurais fora das aldeias. O que é uma preocupação para os pais e uma preocupação também da comunidade com a manutenção da língua indígena e a cultura.

“Quando ele está na escola, os conteúdos, mesmo sendo de língua portuguesa ou de outras disciplinas que não são a língua materna, são transmitidos na língua materna. Especificamente do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Os conceitos e conteúdos ficam melhores para eles entenderem. Quando eles saem, perdem muito”, afirma a coordenadora.

Dia do Professor: conheça a história

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia Nacional do Professor, data instituída pelo imperador D. Pedro I que, em 15 de outubro de 1827, por lei, criou o Ensino Elementar no Brasil, levando escolas de primeiras letras a todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império.

O Brasil ainda era escravagista – o fim da escravidão seria conquistado apenas em 1888 – e a educação chegava apenas a uma parcela da população.  A estimativa é que em torno de 12% das crianças brasileiras em idade escolar estudavam. A primeira homenagem aos docentes realizada na data ocorreu em 1947, em São Paulo. Em 1963, por meio de decreto, a data é oficializada no país.

Fonte: Agência Brasil

Ishy convida Fetems para discutir falta de vagas nas escolas de Dourados

Diante da falta de vagas e da superlotação nas salas de aula da Rede Municipal de Ensino, o vereador Elias Ishy (PT) esteve em Campo Grande, na semana passada, para reforçar o convite à Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) para Audiência Pública, na Câmara Municipal de Dourados, dia 16 de setembro, para discutir o problema.

Em reunião com a presidente da Fetems, Deumeires Morais, Ishy demonstrou preocupação com o uso de salas improvisadas, superlotação, designação de alunos para escolas distantes de suas residências e dificuldades enfrentadas por educadores no atendimento às crianças.

“Esses são problemas reais que precisam ser discutidos há tempos. Município e Estado são responsáveis pela educação das nossas crianças e devem planejar soluções de curto, médio e longo prazo, pois a infraestrutura atual não suporta a crescente demanda de alunos”, destacou o vereador, que também preside a Comissão de Educação do Legislativo.

Ishy, Deumeires, Ana e Natal (esquerda para direita)

Deumeires Morais ressaltou a importância do diálogo entre todos os setores da educação para reduzir os impactos da falta de vagas nas famílias. “Essas discussões são essenciais para encontrarmos, juntos, mecanismos que solucionem os principais problemas da educação”, afirmou.

Na semana passada, em reunião com o secretário municipal de Educação, Nilson Francisco da Silva, e membros da Comissão de Educação, foi confirmada a data da audiência pública, que contará com a participação de diversas instituições, entre elas a Secretaria de Educação do Estado, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Conselho Tutelar, o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), a Fetems, além de outros órgãos interessados.

Fonte: Assessoria

Começam nesta segunda-feira as inscrições do Fies para o 2º semestre

Começam nesta segunda-feira (14) as inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre deste ano. Os interessados deverão se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior até as 23h59 do dia 18 de julho, no horário de Brasília.

Os prazos estão previstos em edital publicado pelo Ministério da Educação (MEC) no dia 9 de julho. As inscrições são gratuitas.

Com o objetivo de promover a inclusão educacional, desde 2001 o programa federal financia a graduação em instituições de educação superior privadas, com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Neste ano, o MEC oferece 112.168 vagas para o Fies, sendo 67.301 no primeiro semestre e 44.867 na segunda metade do ano.

Os candidatos em obter o financiamento estudantil devem atender aos seguintes requisitos: Ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010; ter conquistado média aritmética das notas, nas cinco provas do exame, igual ou superior a 450 pontos e não ter zerado a prova de redação; não ter participado no referido exame como treineiro; e ter renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.554, em 2025).

Fies Social

O edital do processo seletivo reserva 50% das vagas para o Fies Social, lançado em 2024. Para concorrer, os candidatos devem ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, hoje R$ 759.

A nova modalidade lançada pelo MEC permite financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela instituição de ensino superior, além de reservar cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

A classificação no processo seletivo do Fies será feita de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência.

A ordem de prioridades considera os que candidatos que não concluíram o ensino superior e/ou não foram beneficiados pelo financiamento estudantil.

É vedada a concessão de novo financiamento do Fies a candidatos que não tenham quitado o financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educacional ou que se encontrem em período de utilização do financiamento.

Calendário

O Fies tem chamada única e lista de espera. O resultado com os nomes dos pré-selecionados na chamada única será divulgado no dia 29 de julho. Os estudantes, então, deverão acessar o Fies Seleção para comprovar as informações e complementar sua inscrição do dia 30 de julho a 1º de agosto.

Os estudantes que não forem pré-selecionados estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação. A pré-seleção da lista de espera ocorrerá de 5 de agosto a 19 de setembro.

“Todos os inscritos e aqueles que venham a ser pré-selecionados devem ficar atentos aos prazos e aos procedimentos estabelecidos no edital para não perderem as oportunidades de ocupar as vagas ofertadas nesta edição do Fies”, alerta o MEC.

Fonte: Agência Brasil

UNIFRON conquista faculdade de medicina para Dourados

O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira (30), a portaria de autorização de funcionamento do curso de medicina da Faculdade de Medicina de Dourados (FMD), além de credenciar a instalação da segunda faculdade do grupo de mantenedoras da UNIFRON Educacional.

A decisão do credenciamento da nova faculdade foi homologada pelo Ministro da Educação, Camilo Santana, com base no Parecer CNE/CES nº 536/2024, aprovado pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.

O credenciamento é válido por quatro anos e representa um avanço significativo para o ensino superior e a saúde na região sul do Mato Grosso do Sul, que depois de 25 anos, receberá um novo curso de Medicina.

A Faculdade de Medicina de Dourados (FMD) será instalada na Rua Manoel Santiago, nº 1.155, Bloco B, Bairro Vila São Luiz e contará com 60 novas vagas para o bacharelado em Medicina. A nova instituição de ensino integrará, junto com a Faculdade da Fronteira Oeste, o grupo de instituições e mantenedoras da UNIFRON.

Para o Diretor Geral da instituição, Professor Dr. Henrique Sartori, o credenciamento e o curso de medicina são conquistas históricas para Dourados e para o estado do Mato Grosso do Sul.

“Trata-se de uma vitória de todo o nosso grupo educacional. A implantação da nova faculdade de medicina consolida o compromisso e o arrojo da UNIFRON com a excelência acadêmica e com o desenvolvimento regional”, comemorou o mantenedor.

A UNIFRON segue investindo em infraestrutura, corpo docente qualificado e inovação pedagógica e reforça seu papel como agente transformador da educação no Estado. Em breve, a Faculdade de Medicina de Dourados (FMD) lançará o vestibular, que contará com 60 novas vagas.

Mais informações:

e-mail: fmd@unifron.edu.br ou pelo whatsapp: (67) 4042-8878

Diretor Geral da Unifron, professor Dr. Henrique Sartori

Fonte: Assessoria

 

Educação Inscrições para concorrer às bolsas do Prouni começam nesta segunda

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) começam nesta segunda-feira (30) e vão até 4 de julho. Os candidatos que pretendem concorrer às bolsas que serão oferecidas para o segundo semestre deste ano podem se inscrever gratuitamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

Criado em 2004, o Prouni oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições ensino particulares do todo o país.

Para estar apto a participar da seleção, o estudante deve ter o ensino médio completo, ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ou 2023 e obtido, no mínimo, 450 pontos de média nas cinco provas do exame, além de não ter tirado zero na prova de redação.

Ao optar pela seleção para bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal por pessoa de até 1,5 salário mínimo ((R$ 2.277) e, para bolsas parciais, de até 3 salários mínimos (R$ 4.554).

O resultado da primeira chamada da seleção será divulgado em 7 de julho, na página do Prouni. A segunda chamada está prevista para 28 de julho.

O Ministério da Educação (MEC) já divulgou a consulta prévia às bolsas, que estão disponíveis para mais 370 cursos de 887 instituições privadas.

Administração é o curso com maior oferta de bolsas, sendo 9.275 bolsas integrais e 4.499 parciais. Em seguida, aparecem os cursos de direito, com 13.152 bolsas (4.277 integrais e 8.875 parciais); pedagogia, com 11.339 bolsas (8.465 integrais e 2.874 parciais); e educação física, com 8.939 (6.063 integrais e 2.876 parciais).

Fonte: Agência Brasil
 

Inscrições do Enem começam hoje com pré-inscrição automática para alunos de 3º ano

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 começaram nesta segunda-feira (26) e vão até 6 de junho. A edição traz novidades para estudantes do 3º ano do ensino médio e para quem busca certificação para a etapa de ensino.

👉🏾 Na maior parte do país, as provas serão aplicadas em 9 e 16 de novembro. A exceção é para os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, onde as provas serão aplicadas em 30 de novembro e 7 de dezembro. Todos os candidatos devem se inscrever de 26 de maio a 6 de junho pelo site enem.inep.gov.br/participante/.

Tire suas dúvidas abaixo:

💻 Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante

💰Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 para quem não teve direito à isenção e deve ser quitada até 11 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada.

💲Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.

❗Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.

🖊️ Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.

🗓️ Quando as provas serão aplicadas? Em 9 e 16 de novembro.
Novidades para a edição de 2025

Pré-inscrição automática: os estudantes regularmente matriculados no 3º ano do ensino médio estarão automaticamente pré-inscritos e só precisarão acessar a Página do Participante para confirmar as informações e selecionar a opção de línguas que quer em sua prova. O

Os estudantes de 1º e 2º ano e os candidatos que já concluíram o ensino médio ainda precisarão preencher a solicitação de inscrição.

Certificado de conclusão do ensino médio: o exame também poderá ser usado como certificado de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos, dependendo da nota do aluno.

A prova havia deixado de ter essa função em 2017, quando ela foi transferida unicamente para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Disciplinas e horários

O Enem será aplicado em dois domingos de novembro (menos em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará).
9 de novembro

O candidato deverá fazer:
45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);

45 questões de ciências humanas;
redação.

16 de novembro

A prova trará:
45 questões de matemática;
45 questões de ciências da natureza.

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
Término das provas no 1º dia: 19h
Término das provas no 2º dia: 18h30
Fonte: Portal G1

Matrículas em tempo integral no MS saltam de 14,9% em 2022 para 17,3% em 2024

Dados do Censo Escolar 2024, divulgado pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indicam que o estado de Mato Grosso do Sul ampliou o acesso à educação integral em quase todas as etapas do ensino da rede pública desde o início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Resultado de políticas como a Escola em Tempo Integral e de uma construção coletiva entre Governo Federal, estados e municípios, o percentual de matrículas em jornada ampliada na educação sul-mato-grossense teve aumento de 14,9% em 2022 para 17,3% em 2024.

Na pré-escola, passou de 3,5% para 4,5%. Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), o percentual era 6,3% em 2022 e foi para 8,6% em 2024. Já nos anos finais (6º ao 9º), o avanço foi de 10,4% para 15,5%.

No ensino médio, houve uma pequena redução: de 17,4% para 17,3% no período. O mesmo ocorreu nas creches, passando de 71,5% para 69,8%.

NACIONAL 

Em todo o país, entre 2022 e 2024, o percentual de dupla jornada nas creches passou de 56,8% para 59,7%. Na pré-escola, o avanço foi de 12,1% para 15,6% e, no ensino fundamental, de 14,4% em 2022 para 19,1% em 2024. O percentual do ensino médio saiu de 20,4% matrículas em 2022 para 24,2% em 2024. Considerando todas as etapas, o aumento foi de 18,2% em 2022 para 22,9% em 2024.

AVANÇOS 

O programa Escola em Tempo Integral teve 965 mil matrículas de tempo integral declaradas no ciclo 2023-2024, para a educação básica. No segundo ciclo (2024-2025), as redes pactuaram 943 mil matrículas, que ainda estão em fase de declaração até 9 de maio. A política proporcionou crescimento de 47 pontos percentuais de entes com políticas de educação integral nos últimos anos, passando de 17% em 2022 para 64% em 2024.

“Quando a gente cria um programa como o Escola em Tempo Integral é com base nos resultados do Censo Escolar. Os avanços em relação ao tempo integral são um esforço que temos feito com um papel de indutor, de coordenador das políticas junto aos entes federados, para construirmos juntos e alcançarmos as metas e os avanços da educação básica”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação).

Santana também pontuou a dimensão do avanço das matrículas de tempo integral no ensino médio. “Nessa faixa, a gente praticamente atingiu a meta do PNE até 2024. Temos um novo PNE com metas mais ousadas apresentadas ao Congresso para os próximos 10 anos, mas já chegamos a praticamente 23%, quando a meta era de 25%”, lembrou.

O PROGRAMA

O Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias, ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. O programa incentiva a ampliação da jornada na perspectiva da educação integral e a prioriza as escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O Governo Federal fornece assistência técnica e financeira, considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República