sábado, 24 de janeiro de 2026

Juiz decide pela retirada da tornozeleira eletrônica de ex-prefeito de Campo Grande e esposa

Gilmar Olarte e Andréia usaram o equipamento por um ano e três meses, desde que foram presos durante a operação Pecúnia, do Gaeco, em setembro de 2016.Leia mais...

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Gaeco cumpriu mandado de prisão de Gilmar Olarte e Andréia na Operação Pecúnia, na residência do casal, em Campo Grande (MS) (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena/Arquivo)

G1  MS

Gaeco cumpriu mandado de prisão de Gilmar Olarte e Andréia na Operação Pecúnia, na residência do casal, em Campo Grande (MS) (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena/Arquivo)

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, revogou a determinação sobre o uso de tornozeleira eletrônica do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte e da mulher dele, Andréia Zanelato.

 

A decisão de quarta-feira (13) tem prazo de 24 horas para ser cumprida a partir da notificação. O advogado de defesa disse que está aguardando os trâmites burocráticos para cumprir a decisão.

 

O casal ficou com o equipamento por cerca de um ano e três meses, desde que foram presos na Operação Pecúnia, em setembro de 2016, que investigou esquema de lavagem de dinheiro supostamente obtido com compra de imóveis.

 

As demais medidas restritivas continuam valendo como não se ausentar da cidade ou do país sem autorização da Justiça e não manter contato com outros denunciados na operação e com as testemunhas de acusação.

 

A defesa do casal entrou com pedido para retirada do monitoramento eletrônico no início de dezembro deste ano. Entre os argumentos apresentados, o advogado René Siufi alegou que o prazo máximo para o uso do equipamento é de seis meses, prorrogáveis por mais seis. Ainda foi considerado o cumprimento de todas as medidas no período que estavam com a tornozeleira.

 

O Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco) investigou esquema de lavagem de dinheiro supostamente obtido mediante corrupção, durante a gestão de Olarte por um ano e cinco meses – período que o ex-prefeito Alcides Bernal (PP) estava afastado por cassação de mandato.

 

 

Segundo o Gaeco, Olarte e Andréia teriam usado dinheiro supostamente obtido por meio de corrupção, quando era prefeito, para comprar imóveis. O esquema ainda contava com um corretor de imóveis que intermediava os negócios. Os imóveis eram registrados em nome do de um casal de empresários.

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