quarta-feira, 25 de março de 2026

Justiça mantém preso ex-prefeito Alcides Bernal após morte de empresário

A Justiça decidiu manter preso o ex-prefeito Alcides Bernal, após audiência de custódia realizada hoje (25), em Campo Grande; Ele é acusado de matar a tiros o empresário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos

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Bernal confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que agiu ao acreditar que sua residência estava sendo invadida (Foto: Arquivo/Divulgação)

A decisão converteu a prisão em flagrante em preventiva, com base na gravidade do crime e nas circunstâncias do caso, que segue sob investigação da Polícia Civil.

Bernal confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que agiu ao acreditar que sua residência estava sendo invadida. Já a investigação aponta que a vítima havia arrematado o imóvel em leilão e estava no local para tomar posse, munido de documentação.

O crime ocorreu na tarde de terça-feira (24), no Jardim dos Estados, e gerou grande repercussão na Capital. O empresário morreu no local e foi velado nesta quarta-feira (25), sob forte comoção de familiares e amigos.

A decisão foi proferida pelo juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que homologou a

prisão em flagrante e determinou sua conversão em prisão preventiva.

De acordo com o magistrado, há indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do crime, além da necessidade de garantir a ordem pública.

Bernal é acusado de homicídio qualificado, por supostamente ter efetuado disparos de arma de fogo contra o empresário Alberto Carlos Martinez, que morreu no local.

Na decisão, o juiz destacou a gravidade concreta do caso, apontando que a vítima não teve chance de reação, conforme relato de testemunha ocular. Ainda segundo o entendimento judicial, não há, neste momento, elementos que comprovem a alegação de legítima defesa apresentada pela defesa.

O magistrado também ressaltou que eventuais conflitos envolvendo a posse do imóvel deveriam ser resolvidos pelos meios legais, e não por meio de ação violenta. A conduta, segundo a decisão, evidencia risco à ordem pública, o que justifica a manutenção da prisão.

Outro ponto considerado foi o histórico do investigado, que possui condenação anterior por calúnia, o que, conforme o juiz, reforça a necessidade da medida cautelar.

O inquérito segue em andamento e deve apurar a dinâmica completa dos fatos, incluindo a legalidade da posse do imóvel e as circunstâncias dos disparos.

Fonte: A Onça

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